Wargreymon e eu descemos e então meu parceiro volta a ser Agumon. Nesse momento, começo a correr em direção a Sora. Estava ainda preocupado com a perna dela após o incidente. Foi aí que agachei perto dela e perguntei:

– Como está sua perna Sora?

– Ainda um pouco dolorida...

– Deixe me ver. – Eu a peço.

Ela levantou um pouco a perna da calça que usava e revelou um ferimento feio consequente do impacto da pedra. Então uma voz atrás de mim disse:

– Esse ferimento vai infeccionar, temos que tratá-la logo.

Era nosso velho conhecido Andromon. Ele continua sua análise após uma breve pausa.

– Seu braço também não parece bem, deixe me ver.

– Eu estou bem! Sora é quem prec...

Andromon não dá a menor atenção e tira o lenço amarrado em meu braço, e continua seu aparente monólogo.

– Esse ferimento é até parecido com o de Sora. Nenhum dos dois sofreram fraturas, mas o ferimento pode ser perigoso se não tratados.

Assim que ele termina de falar, eu tento dizer mais uma vez para priorizarmos o tratamento da Sora:

– Andromon você está me escutando? Precis...

– Não! – E chama alguns Digimons – Preciso de algumas plantas medicinais para prevenir a infecção, vocês procurariam por favor?

– Deixe com a gente! — Os Digimons fazem coro.

Completamente abalado pela falta de consideração com minha pessoa, viro para a Sora e pergunto:

– Por que nem os Digimons me levam a sério?

– Porque você é bem idiota e imaturo Tai – Ela responde sorrindo para mim.

Andromon se intromete na conversa e faz um breve comentário inusitado.

– Vocês dois parecem diferentes um com o outro.

– IMAGINAÇÃO SUA!!! – Sora e eu falamos em coro instantaneamente, olhando cada um para um lado envergonhados.

Agumon e Pyomon seguram o riso. Decido mudar de assunto e pergunto ao Andromon o que aconteceu com todos e porque eles estavam sendo controlados. Ele então me responde:

– Eu não sei bem como explicar, mas desde que aquela sombra apareceu e se transformou em BioDarkdramon, ele exerceu uma forte influência sobre nós. Não conseguíamos nos controlar e acabamos influenciados por ele.

– Realmente aquela sombra está envolvida então. Mas aposto que ainda não a derrotamos. Quando a vi pela primeria vez ela se transformou em vários Digimaus ao mesmo tempo. É provável que várias sombras estejam espalhadas por ai, e cada uma controla os Digimons que estão por perto. – Eu faço uma breve análise.

– É provável que seja isso mesmo, pois eu vi outras sombras por ai e se transformaram em outros Digimons. Depois disso, todos os Digimons acabaram controlados, eu ainda tentei resistir por um bom tempo, mas acabei controlado no fim. – Andromon complementa.

– Você conseguiu resistir mais tempo que os outros?

– Sim.

– Por que?

– Eu não sei.

– Nossos Digimons também não foram afetados. Sabe algo a respeito sobre isso? Sabe a identidade da sombra ou algo que nos leva a descobrir isso?

– Eu não sei.

– Mas que droga! Robôs tinham que ter informação sobre tudo não é?

– Não seja rude com ele Tai! – Sora me repreende.

– Arhh... Desculpa! – Eu falo desviando o olhar.

– Eu não sei responder suas perguntas, mas acredito que posso ajudar a achar o que vocês procuram. – diz Andromon.

– Isso! – pego meu Digivice e então o mostro – Sabe onde fica esse lugar marcado por um ponto?

– Sim, são as antigas Ruínas da Verdade.

– Ruínas da Verdade?

– Isso! É o lugar onde toda a verdade sobre esse mundo está arquivado, todos os segredos, inclusive a Origem do Digimundo.

Devo admitir que é o nome ideal para um lugar velho que guarda toda a verdade de um mundo... Após minha breve reflexão sobre tal nome volto a perguntar para Andromon:

– Pode nos levar até lá?

– Sim! Vamos assim que vocês e seus Digimon se recuperarem. – Ele responde.

Neste momento os Digimons chegam com as plantas medicinais pedidas, e de bônus ainda trouxeram comida. Adoro seres gentis que pensam no meu estômago. Já estou ficando animado para chegar logo a essas ruínas.