Nove Meses
21 Dona dos meus pensamentos
Notas iniciais
Nove Meses — Pov. Natsu
Pedi para que Max levasse-nos em meu carro. Minha intenção era que fossemos ao Hiddem gem, lá era o local que Lissana costumava frequentar quando o assunto era jóia. Comentava algumas vezes que adorava os acessórios da loja, então eu via aquela como uma ótima opção de recinto para encontrar algo que a agradasse. Mas, eu não era lá muito bom quando estava em questão o gosto feminino, por isso mesmo que Lucy estava me acompanhando.
— Max, leve-nos ao Hidden Gem. — Solicitei. Havia entrado primeiro e quando o fiz, Max saiu do carro para abrir a porta para Lucy. Eu mesmo teria feito em outra situação que não era esse o caso, primeiro isso e depois o que poderia ser? Simples ações assim representavam aproximação. Eu não queria, não podia me aproximar dela.
Em alguns momentos da viagem até o espaço olhei pelo espelho logo acima da minha cabeça para a garota no banco traseiro, ela se remexia algumas vezes parecendo desconfortável. Franzi o cenho pensando no que poderia ser, em segundos balancei a cabeça espantando esses pensamentos. Desde quando eu me importava com isso? Estava começando a irritar essas perguntas que surgiam sobre ela. Essa garota era uma maldita praga que não me deixava em paz.
— Passe na loja e pegue meu terno, Yukiko falou que queria vê-lo pessoalmente. — Sussurrei para ele. — Não precisa esperar, volte para nos pegar em trinta minutos. — Terminei em tom mais alto.
— Sim senhor. — Virei-me para Lucy. Meus olhos rapidamente correram para suas pérolas castanhas, elas eram grandes e brilhantes. Era um destaque em seu rosto claro. — Vamos?
Passeia a andar na sua frente sem dar-me chances de olhá-la novamente. Quando cheguei ao fim da rua já não ouvia passos atrás de mim, para descobrir o porquê disto me virei para Lucy, avistando-a ainda do outro lado ajudando um senhor na sua travessia. Eles conversavam e ela parecia verdadeiramente preocupada com ele.
Que merda! Ela não poderia simplesmente estar xingando-o ou quem sabe maltratando-o? Qualquer coisa que não me fizesse querer admirá-la.
Uma comparação indesejada me veio à cabeça, Lissana não teria feito isso. Se ela estivesse na posição de Lucy certamente estaria se deslumbrando com as inúmeras jóias logo ali.
Raiva me invadiu, não deveria estar comparando-a com a garota de olhos castanhos. Ela era a minha noiva e aquela moça apenas a empregada.
Entrei na loja sem nem mesmo prestar devida atenção no ambiente. Parei em frente a uma vitrine qualquer observando seu conteúdo. Percebi Lucy se aproximar pelas costas, mas continuei na mesma posição inabalável.
— Preciso que me ajude. — Toquei o vidro, rumo a um par de brincos. — Eu pediria a minha mãe, mas ela não está em condições no momento.
— Fale do que se trata e farei o possível para ajudar.
— Eu preciso de... — Ponderei. Do que eu precisava? O que seria o presente ideal para Lissana? Aliás, era certo comprar algo para ela nesse momento? — De um presente perfeito. — Acrescentei quando Lucy não demonstrava saber a quem estava me referindo. Também não podia, ainda não havia lhe contado nem mesmo o motivo de estarmos aqui. Ela deveria estar perdida em meio essa situação. — É para Lissana.
Seu semblante se transformou em uma máscara irritada. Era compreensível, ela nada tinha a ver com esse assunto, certamente nem mesmo sabia dos acidentes que envolvera a família da minha noiva. Eu interrompi-lhe o trabalho mais uma vez por um assunto que não possuía nenhuma obrigação.
— Eu não conheço sua noiva tão bem quanto você. Lamento, mas não posso lhe ser útil.
— Engano seu Lucy, você é mulher, pode me ajudar mais do que imagina. — Esclareci. — Eu só não quero errar outra vez.
— Errar outra vez?
Uma série de Flashbacks rondou pela minha cabeça, lembranças da última comemoração de anos de Lissana perpetraram-se claras.
— No aniversário de Lissana, eu lhe dei um par de brincos, muito semelhante a esses. — Mostrei de qual falava e a garota acenou em concordância. — Acho que não agradou porque nunca a vi usando-os. Eu só quero que neste tempo que ela estará fora, tenha algo para se lembrar de mim. Ela está passando por momentos difíceis, preciso de alguma coisa que a faça esquecer nem que seja por alguns minutos, algo que a surpreenda.
— Por isso veio a essa loja? — Perguntou-me de olhos levantados. Ela parecia não ver sentido, não a culpei em nenhum momento. — Você não precisa vir aqui para dar um presente marcante a ela.
Um mesclado de dúvida e receio se fizeram presentes. Talvez os brincos não fossem a melhor opção, mas havia jóias ali dentro que faria feliz até mesmo à mulher mais deprimida de Tóquio.
— Eu não entendo, o que as mulheres mais gostam são das jóias, não vejo nada melhor para presenteá-la do que um colar de perolas ou um par de brincos de diamantes. — Tratei de esclarecer o meu ponto de vista. Duas opções estavam disponíveis: eu poderia estar enganado em trazer Lucy a esse lugar, pois ela não deveria entender nada de propinas. Ou ela estaria mesmo com a razão, e para dar algo para minha noiva não precisava vir diretamente ao Hildden Gem. — Por isso lhe trouxe aqui, eu precisava de uma opinião feminina.
— Natsu, uma jóia vai ficar guardada no fundo da mala, além de que, Lissana vai estar exposta a riscos saindo com uma peça tão cara para a rua. — Seus olhos brilharam, mas não com contentamento espontâneo que a via em alguns momentos. Ela colocou atrás da orelha uma mecha loira que havia se desenroscado de seus cachos. Os dedos finos pareciam perfeitos naquele contato. — Dê a ela um presente que fará companhia em todos os momentos, que a faça sorrir. — Seu lábio inferior tremeu, orei para que ela não percebesse o meu olhar vidrado nele.
“Isso é sério mesmo Natsu Dragneel?” Perguntei ao meu consciente. Cachos, dedos finos, lábio inferior, não era natural ficar notando tantos detalhes em outra mulher. Mas que grande merda! Para onde estava indo o meu plano de afastá-la?
— O que você sugere? — Consegui com êxito voltar ao assunto inicial. “O único motivo de estarmos juntos aqui” Lembrei-me
— Eu tenho uma ideia, mas apenas você saberá se será o presente ideal. Acompanhe-me. — Ela saiu em passos apressados. Observei seu ombro nu, e vi ali um pontinho preto que me chamou atenção. Uma pintinha negra. Enchi-me com uma súbita vontade de tocá-la.
Adquiri uma carranca quando dei-me conta novamente dos meus pensamentos. Olhei para a aliança em meu dedo e passeia massageá-la. Uma imagem de Lissana veio à cabeça, ela estava sofrendo em casa e eu pensando em outra mulher. Talvez fosse pior que muitos babacas por aí.
— Vai me dizer onde estamos indo? — O sol estonteante fez-me ter vontade de voltar ao lugar esfriado com um ótimo ar-condicionado. Tentei sem grandes resultados proteger o rosto, mas obviamente muito não saia daquilo. — Vou ligar para Max, ele irá nos levar.
— Não precisa, o lugar que iremos está perto. — Vi seus primeiros passos, pareciam tímidos, mas logo ela adquiriu uma posição confiante andando na minha frente.
Era espantoso que eu nunca houvesse notado-a antes. Havia anos que Igneel falava sobre Lucy, ele mesmo me comunicou quando a contratou. Entretanto nunca me interessei a conhecê-la, mas justamente agora que estava em contagem regressiva para meu casamento essa guria resolveu se aproximar. Porque justamente agora? Mexendo de forma tão grotesca com meus pensamentos. A garota de belos olhos havia aparecido em um momento totalmente inoportuno.
Quando chegamos ao lugar que ela tinha em mente, assustei-me ao notar que estávamos indo a um recinto repleto de animais. A ideia não me pareceu tão ruim assim, mas quando me lembrei de quem ela viera tentei convencer-me de que era péssima.
— Não acho que um saco de pulgas vá agradar Lissana. — Falei. Lucy e o atendente que veio nos receber assustaram-se. Eu tinha falado de uma forma tão grossa e de tão poucos sentimentos que acreditei que ela me responderia da mesma forma, mas não, a menina foi doce em sua resposta.
— Dizem que o cachorro é o melhor amigo do homem, e o gato o da mulher. Lissana pode gostar de um companheiro felino. — Ela desviou os olhos para cada detalhe do ambiente, poderia ser engano de minha parte, mas parecia estar familiarizada com aquilo.
— Em que posso ajudar? — Perguntou o homem. Parecia muito antipático para meu gosto. Lucy tomou a palavra e achei que foi melhor. Qualquer coisa que eu dissesse naquele momento não seria agradável.
— Viemos ver alguns felinos.
Nós andamos até o fim do que eu gostei de denominar um corredor. Em determinado momento passei a sua frente, e por acidente nossos ombros se esbarraram. Senti o olhar apreensível de Lucy pousar em mim. Continuei andando segurando-me para não olhar para trás, gostaria de admirar seu rosto.
O recinto o qual adentramos fez-me sentir enclausurado, assim como estavam todos os animais ali dentro. Gaiolas e mais gaiolas ocupavam todo o lugar. Dentro havia diversas raças de felinos, o lugar não era de todo mal.
— De que raça é esse? — Mostrei o que estava logo a minha esquerda, a dois paços de mim. — Quanto custa?
— Este é um Ragdoll. Seu valor varia de acordo com o tamanho, este no caso já está adulto, então custa em média de 237 892 ienes.
— Ele é tão grande. — Lucy encarava o animal maravilhada, parecia encantada com aquela bola de pelos. As perolas castanhas brilhavam, destacando-se de tudo a nossa volta.
— São gatos de porte grande, com uma boa estrutura corporal. Os pelos são macios, e os olhos são sempre azuis, a pelagem tem o manto mais escuro que as cores das pontas... — Enquanto ele falava fiquei por olhar Lucy, que parecia interessada no assunto. Ela ouvia tudo atentamente, interessada em todos os detalhes. —... Seu amadurecimento é tardio chegam a completar seu crescimento com quatro anos. — Terminou. Se me questionassem agora sobre o que ele acabara de dizer não saberia responder.
— Ele é um animal amigável? — Recorreu. O homem que nos atendia desceu um olhar demorado para o busto dela. Na verdade, desde que entramos ele tem enviado olhares estranhos a ela. Posso apostar todas as minhas fichas que a loira não havia percebido nada. Como eu havia citando anteriormente, ela transborda em inocência. O atendente finalmente desviou o olhar, encarei-o por dois segundos antes que ele desviasse o olhar. Aquela situação não me deixava em um poço de alegrias.
— É um gato muito quieto e gentil, uma vez que escolha seu dono o acompanhará permanente. São gatos caseiros, por sua docilidade são totalmente indefesos quando livres, portanto são felinos para viverem em ambiente interno. — Terminou. Dessa vez a menina que viera comigo não parecia muito feliz com sua explicação. Teria ela percebido que ele a olhava com outros olhos? E ele que tão descaradamente encarava-a hora ou outra. Eu quis rir, ao mesmo tempo em que senti um furor estranho tomar conta do meu corpo. Ela não havia percebido, não mesmo. Meu Deus, se um cara com segundas intenções se aproximasse dela, Lucy não iria intuir.
Mais uma vez meu olhar encontrou o auxiliar que exibiu um maldito sorriso. Trinquei os dentes, ele estava brincando com a minha cara. Meus dedos se fecharam e os dentes se contraíram dentro da boca.
Respirei fundo, não era lá muito controlado, meus pais descobriram isso no fundamental quando a ligação da diretora para eles se tornara tarefa rotineira.
Virei os olhos e eles se depararam com a criatura mais estranha que já tive a oportunidade de conhecer. Era um gatinho, seria um simples felino se ele não tivesse pelos azuis. Aquilo era tinta? Defeito de fábrica? Spray? Minha sobrancelha direita se levantou enquanto eu tentava distingui-lo.
— Natsu o que acha? — Perguntou. Quando viu minha total atenção para aquele ser curioso, seu semblante se decepcionou.
— Eu quero este. — Afirmei. Mesmo perguntando-me o porquê de Lucy aparentemente estar chateada por eu ter gostado do bichano, não fui capaz de olhar para nenhum outro animal naquele recinto.
Ele era diferente. Eu gostava de coisas diferentes.
— Este? — Perguntou o cara olhares-intrometidos.
— Sim, quanto que por ele? — Retirei a carteira do bolso.
— 11 894. — Redarguiu. Ele pareceu impressionado com os itens dentro do objeto. Eram muitas notas e cartões de créditos, um sorrisinho de convencimento rompeu meus lábios. Consegui controlá-lo antes que Lucy pudesse vê-lo.
Tirei o gatinho de dentro daquela gaiola que o prendia. Ele miou, lambendo meus dedos. Brinquei com ele da maneira que pude, erguendo-o ao alto.
— Que nome daremos a você bichano? — Ele novamente me respondeu com um miado, que me fez querer rir.
— Que tal... — A voz aveludada preencheu o lugar. Ela parecia tomar cuidado com as palavras. — Happy.
— Happy? — Olhei para o ser em minhas mãos. — É um bom nome. E você também gostou, não é mesmo? — Dirigi-me ao pequeno azulado.
Andamos até um balcão que ficava logo na entrada do ambiente. Ele me entregou uma folha que deveria fazer parte do protocolo de compra. Assinei-a e notei o espanto do homem ao ver Dragneel no meu sobrenome. Houve uma mudança drástica em sua atitude depois disso, ele nos ofereceu uma caixa para que levássemos Happy. Neguei, o olhar que preenchia meu rosto fez com que ele abaixasse o rosto e concordasse comigo.
Com uma ligação minha, Max chegou alguns minutos depois. Sentei no banco de trás com Lucy, mesmo que aquilo não fosse certo eu queria ficar um pouco mais ao lado dela. Era uma completa loucura, eu queria que ela se afugentasse, mas quando surgia uma oportunidade lá estava eu, ao seu lado. Convenci-me de que não voltaria a se repetir depois de hoje. Não pretendia voltar a lhe dirigir a palavra mais.
Happy saiu do meu colo e se acomodou entre as pernas de Lucy, olhei-a pelo canto dos olhos espantado com a atitude do animal. Ele havia acabado de conhecê-la também, e parecia tão animado em estar com ela. Lucy acariciava seus pelos com um sorriso estampado na face. Um sorriso que eu gostaria de nunca poder esquecer.
— Ei amiguinho, porque você tem pelos azuis?
— É bom saber que a curiosidade não é apenas minha. — Max comentou. Na realidade aquela duvida fazia parte de todos dentro do automóvel. — Eu nuca vi um gato de pelos azuis.
Quando chegamos em frente de casa, Lucy me entregou de volta o felino. Aconcheguei-o no peito e ele pareceu gostar dali.
— Bem, já que não precisa mais de mim eu já vou indo. — Observei ela se afastar em direção a porta. Sentia que algo estava estranho naquela situação, então fiz o que desejei fazer:
— Lucy... — Tentei me entreter com Happy. — Obrigado.
Novamente ela sorriu. Uma covinha perfeita se formou em sua bochecha.
— Disponha. — Foi tudo que disse antes de seguir em frente.
*
Ainda naquela tarde, minutos mais tarde entrei no quarto a procura de Lissana. Como esperei, ela estava deitada na cama, não muito animada. Olhando para ela encolhida no centro da tálamo, senti-me culpado por ter pensado tanto naquela loira. Minha noiva não merecia que fizessem isso com ela.
— Ei... — Chamei-a. Levantou os olhos para mim. — Eu trouxe algo. — Ela se sentou na cama, parecendo um pouco mais animada. A sombra do que um dia poderia ter sido um sorriso surgiu em seu rosto.
— Um presente para mim? — Perguntou.
— Para nós dois. Acho que juntos podemos cuidar dele. — Tirei o gatinho das minhas costas e estendi-o para Lissana. Essa soltou um grito de espanto. Pulou da cama adquirindo um semblante de nojo.
— O que é isso? — Perguntou. Trouxe um travesseiro junto à barriga escondendo-se atrás dele.
— Um gatinho. — Apontei para a cabecinha repleta de fios azulados. — Você não gostou?
— Afaste-o de mim, Natsu. Eu sou alérgica.
— Não era apenas com cachorros? — Perguntei em dúvida.
— Sou alérgica a qualquer bicho que possa contrair carrapatos. Deixe-o com alguém, jogue fora, sei lá, suma com ele daqui.
— Jogar fora? Ele não é um objeto qualquer que possa ser descartado Lissana. É de uma vida que estamos falando.
— Tudo bem, Natsu. Dê para algum amigo seu. Só não quero que fique próximo de mim esse bicho que certamente possui milhões de doenças.
— Não é assim que as coisas ocorrem. Eu o comprei em uma loja de animais, tenho certeza que lá era muito bem tratado. Tente dar uma oportunidade de conhecê-lo, sei que você pode gostar. — Tentei convencê-la.
— Natsu, hoje foi um dia muito conturbado. Não peça nada agora, sim? Eu só preciso que você esteja ao meu lado, me apoiando nesse momento tão difícil. — Ela se deitou na cama em posição que deixava espaço suficiente para mim. Aproximei-me para descansar ao seu lado, mas antes que o fizesse completou: — Sozinho.
Depositei Happy no chão, e ele saiu de imediato correndo pela fresta da porta que havia ficado aberta. Consenti que ele desvendasse a casa por si só, torcendo para que não encontrasse nenhuma abertura e fugisse.
Abraçado ao corpo de Lissana, lembrei-me da garota das pérolas castanhas. Era um péssimo apelido esse, mas ainda sim não deixava de ser verdadeiro. Lucy se dera tão bem com Happy, ele também parecia gostar tanto de seu afago. Só queria que isso se repetisse com minha noiva. As imagens do carinho que ela deixava na cabeça do gatinho me fizeram sorrir, eles gostavam mesmo um do outro. Passei uma borracha sobre essa figura, lembrando dos meus propósitos iniciais. Manter-me afastado era uma ideia melhor, só teria que fazer com que nossos encontros fossem escassos. Mas conseguiria eu fazer com que isso acontecesse? Era estranho como tudo acontecera tão rápido, nada antes em minha vida aconteceu de forma tão ligeira. Os pensamentos que a toda hora oscilava entre ela e Lissana me perturbavam, porque isso não devia acontecer.
— Natsu?
— Sim?
— Em que esta pensando?
— Nada.
Resposta errada. O certo seria dizer que Lucy Heartfilia estava tomando conta dos meus pensamentos. Mas como poderia um dia dizer isso a Lissana? Esse era com certeza algo que deveria permanecer par ao resto da minha vida apenas comigo.
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