Nove Meses

8 8 — Um presente para ela


Notas iniciais
Bem gente, a vida não pode parar, não é mesmo? E como você são os melhores leitores do mundo, me entenderam, me apoiaram, eu me esforcei e aqui está o capítulo. Tem hiperlinks no capítulo. Espero que gostem :)

O carro que nos aguardava próximo ao portão não povoava nem meus melhores sonhos. Era o de Natsu. A Sra. Dragneel lhe presenteou com este, no momento em que completou dezoito anos, mas eu nunca o vi pegando para conduzir, talvez não soubesse, ou apenas não gostasse. Pelo que pude notar ele também não apreciava motos, poderia contar nos dedos às vezes que eu o via dirigir.

Natsu mesmo abriu a porta do passageiro, batendo-a em seguida. Max, o motorista de cabelos estranhamente esverdeados andou até a porta de trás abrindo-a para mim. Eu ri cuidadosamente temendo que o rosado escutasse.

— Essa é a primeira e última vez que vai fazer isso por mim. — Articulei, mas ao passar por Max com o intuito entrar no carro, ele sussurrou em meu ouvido uma frase que teve o poder de me deixar extremamente abalada.

— Algo me diz que isto um dia vai virar rotina.

Eu o encarei com os olhos esbugalhados e ele devolveu o meu olhar com um sorriso singelo, não me deixou claro até que ponto sabia. Teria ele conversado com Virgo? Somente ela sabia de meus sentimentos.

Acomodei-me no assento de trás, distraída em meus próprios pensamentos, contudo logo tratei de fazer um esforço e esquecer este assunto. Eu teria muito tempo para pensar sobre isso. Max começou a dirigir pelo caminho que nos levaria ao portão, e me pus a observar atentamente seus movimentos. Não entendia muito de carro, isto foi algo que nunca me interessou, não diria que jamais teria um, porque nada sei sobre o meu futuro, talvez daqui a alguns anos eu venha a ter, mas no momento não tinha nenhuma vontade.

— Max, leve-nos ao Hidden Gem. — Natsu pronunciou interrompendo o silêncio que sobressaía. Mexi-me sentindo um leve desconforto dentro daquela calça. Eu havia engordado? Não era possível estava muito cedo para isso. Provavelmente esse era o resultado de dois pratos de comidas em cada refeição. Já passou da hora de providenciar o meu uniforme novamente, com ele eu não teria esse tipo de problema. Como me arrependo agora de tê-lo rasgado. O que a raiva não faz.

O carro parou alguns minutos mais tarde em frente à loja que Natsu havia comentado há alguns minutos. Esperei que ele descesse primeiro, apenas quando vi que o rosado estava com os sapatos no asfalto, criei coragem para descer.

— Não precisa esperar, volte para nos pegar em trinta minutos. — Ordenou ao coitadinho do Max.

— Sim senhor. — O esverdeado ligou o carro que eu nem sabia que foi desligado. “Lucy sua idiota, obviamente que para vocês saírem o veículo precisa ser desligado.” Ouvi a voz de Levy na minha cabeça, ela com certeza falaria algo assim.

Eu e Natsu observamos o carro até ele sumir de nossas vistas.

— Vamos. — O rosado começou a andar, e eu o segui. Mal havia dado um passo e minha atenção se redirecionou para o senhor ao meu lado. Ele estava com problemas para atravessar. Já era idoso, possivelmente tinha seus setenta e cinco anos, usava óculos de grau, e possuía uma camada rala de cabelos na cabeça. Era bem magrinho, e apertava firme a bengala que o auxiliava no andar.

— Deixe-me ajudá-lo — Falei o mais amigavelmente possível, pegando em sua mão que estava livre. Ele sorriu assentindo levemente.

— O mundo precisa de mais pessoas como você mocinha. Diga-me o teu nome.

— Lucy.

— Lucy... Seu nome é muito bonito — Ele apertou fortemente meus dedos quando a bengala firmou em um buraco na rua. Uma de suas pernas perdeu o equilíbrio, e ele quase foi ao chão, mas um de meus braços circulou sua cintura antes que o pior acontecesse.

— Cuidado! — Preocupei-me.

— Ah querida, desculpe-me por isso. Estou lhe causando problemas não é mesmo? A idade vem chegando, quero dizer — ele se corrigiu — No meu caso ela já chegou. Já não sou mais o mesmo de alguns anos atrás. — Parou para tossir. Olhei para os lados conferindo a inexistência dos carros.

— Não fale assim. — Ralhei suavemente, eu não gostei da forma como tratou a si próprio, eu via nele o meu avô que não estava mais entre nós.

Natsu já havia atravessado a rua. Ele observava-nos parado em frente da loja, não tinha o semblante irritado, impaciente talvez, mas desta vez eu não iria correndo atrás dele, ele teria que esperar.

— É o seu namorado? — O senhor perguntou quando me pegou olhando para o rosado. Natsu não tinha mais a mão dentro da calça, seus dedos agora estralavam um ao outro.

— Bem que eu gostaria. — Respondi em desabafo. Sorri ao vê-lo passar a mão sobre todo o cabelo, tentando arrumá-lo. Os fios revoltados não abaixaram o que rendeu ao rosado um semblante de frustração.

— Você o ama?

— Às vezes penso que mais do que a minha própria vida. — Conclui constrangida. Notei que nós não estávamos mais andando, aquela travessia havia acabado.

— Já disse isso a ele?

— Não é algo que ele queira ouvir. Já tem uma noiva, estão prestes a se casar.

— Sabe Lucy — Ele começou a falar, estaria tentando me consolar? Tinha pena de mim? Não. Não foi isso que vi enquanto me encarava. — Eu me identifico muito com a sua história — Voltei meu olhar para Natsu, vendo que ele não estaria disposto a esperar por muito mais tempo. — Lute por ele, assim como minha mulher lutou por mim. Ela foi o que tive de mais importante em toda minha vida.

— Ela foi?

— Eu a perdi a menos de dois meses. — Natsu entrou na loja, não estava mais com paciência para esperar. Fiquei entre a cruz e a espada. Eu queria ir atrás dele, mas ao mesmo tempo gostaria de passar a tarde toda conversando com aquele senhor. — Não desista Lucy, e jamais se esqueça que as recompensas serão maravilhosas.

— Obrigada! — Eu queria chorar, mas não faria. Era meu dever apreender a ser forte, a lutar, tinha motivos suficientes para isso.

— Pai! — Uma mulher morena, alta e de quadris avantajados gritou para o senhor ao meu lado. Ele virou o rosto para ela que vinha correndo com uma sacola de remédios na mão. — Eu pedi para o senhor ficar dentro do carro. Porque saiu? Não vê que é perigoso.

— Essa moça me ajudou Amaya. — Ele desceu o olhar para a sacola que ela tinha nas mãos. — O dia está tão bonito, quis apreciá-lo melhor.

— Sou muito agradecida senhorita, o velhote aqui não tem noção do perigo que é atravessar a rua assim. — Ela olhou zangada para ele.

— Não tem de quê.

A mulher nomeada Amaya, pegou o senhor pela mão assim como eu fizera. Os dois juntos passaram a andar devagarzinho, ela respeitava os limites do corpo do pai.

— Espera! — Gritei quando eles mal haviam dado dois passos — Como o senhor se chama? — Ele e a filha pararam e ambos viraram o rosto para mim.

— Atsushi — Fui surpreendida. — Eu sei, ficava melhor na minha adolescência. — Riu. Um sorriso que não era o mais bonito do mundo, mas era um sorriso que todos nós gostaríamos de ganhar pelo menos uma vez ao dia. Era sincero. E eu já tinha ganhado o meu.

— Até mais Lucy.

Como o próprio nome dizia, Atsushi era o sol da manhã. E esse sol me abriu os olhos.

*

O Hidden Gem era mesmo enorme. O estabelecimento era diferente de tudo que já havia visto.

Era formado por muitas prateleiras de vidro dispersas em fileiras sobre o local. Comecei a andar sem domínio sobre mim mesma, encantada com tudo aquilo, meus pés pareceram ganhar vida própria, eles me levariam onde almejassem.

Dentro dessas prateleiras havia diversas jóias: brincos, colares, pulseiras e tiaras.

Avistei Natsu através do vidro na prateleira ao lado, o rosado admirava perdido aquela imensidão. Andei até ele cautelosamente, não queria despertar sua atenção. Parei a sua direita, com meus olhos atentos em seus movimentos.

— Preciso que me ajude. — Natsu tocou o vidro, abrindo a mão sobre ele. Olhava especificamente para um par de brincos verdes. — Eu pediria a minha mãe, mas ela não está em condição no momento.

— Fale o que se trata e farei o possível para ajudar.

— Eu preciso... — Ele franziu o cenho, parecia estar pensando na melhor maneira de dizer algo — De um presente perfeito. — O rosado que até aquele instante não havia parado para me encarar, virou-se para mim. — É para Lissana.

Minha vontade foi de socá-lo. Ele por acaso passava o dia todo pensando nela? Nunca me imaginei pensando em algo assim, mas desejei por alguns segundos que a albina desaparecesse. Todo o seu mundo parecia girar em torno dela, sua existência era para ela. Aquilo irritava. Como irritava.

— Eu não conheço sua noiva tão bem quanto você, — Um nó se instalou na minha garganta, esse nó rapidamente se transformou em uma bola que dificultou o meu falar — Lamento, mas não posso lhe ser útil. — Fui tão áspera e seca, como nunca me imaginei ser com Natsu.

— Engano seu Lucy, você é mulher, pode me ajudar mais do que imagina. — Ele suspirou, apertando as mãos em punhos, estava irritado. Foi o meu modo de falar? Poderia ser, ninguém provavelmente nunca falou com ele assim. — Eu só não quero errar outra vez.

— Errar outra vez? — Não me intimidei pelo seu olhar frio.

— No aniversario de Lissana, eu lhe dei um par de brincos, muito semelhante a esses. — Apontou para a vitrine — Acho que não agradou porque nunca a vi usando-os. — Resiliu o aperto nos punhos — Eu só quero que neste tempo que ela estará fora, tenha algo para se lembrar de mim. — Suas últimas palavras me impressionaram. Lissana iria viajar? Estaria o destino dando uma mãozinha? — Ela está passando por momentos difíceis, preciso de alguma coisa que a faça esquecer nem que seja por alguns minutos, algo que a surpreenda.

— Por isso veio a esta loja? — Ele assentiu — Você não precisa vir aqui, para dar um presente marcante a ela.

— Eu não entendo. — Se afastou da vitrine dando um passo para trás. — O que as mulheres mais gostam são das jóias, não vejo nada melhor presenteá-la do que um colar de perolas ou um par de brincos de diamantes. — Encarou as próprias mãos. — Por isso lhe trouxe aqui, eu precisava de uma opinião feminina.

— Natsu, uma jóia vai ficar guardada no fundo da mala, além de que, Lissana vai estar exposta a riscos saindo com uma peça tão cara para a rua. Dê a ela um presente que fará companhia em todos os momentos, que a faça sorrir.

— O que você sugere?

— Eu tenho uma ideia, mas apenas você saberá se será o presente ideal. Acompanhe-me.

Sai daquele corredor rumo à saída do Hidden gem, eu andava a frente ciente de que Natsu estava logo atrás de mim. Ele possuía uma carranca mal humorada, obviamente eu não era a melhor companhia.

Avistei-o pelo canto dos olhos, desci o olhar para sua mão, ele massageava a aliança despreocupadamente, novamente voltando ao seu modo pensativo.

“— Você está receosa, nunca foi assim. — Os beijos dele continuaram pelo meu colo. — O que está acontecendo contigo, meu amor? — Ele riu completamente alucinado.

Bati meus braços em seu peitoral à mostra, me esbaldando com aquela visão proibida.

— Natsu, por favor, pare. — Sussurrei sem fôlego. O suor começava a se instalar no centro da minha testa. Quando pensei que não poderia piorar, senti seus dedos tocarem minha barriga. Eles mudaram de rumo em uma fração de segundos e encontraram finalmente o lugar desejado: o feixe do meu sutiã.

Perdi todas as minhas forças, eu não conseguiria mais resistir.”

Sacudi a cabeça tentando me livrar da lembrança que não deveria mais me atormentar.

— Vai dizer onde estamos indo? — Perguntou quando pisamos na calçada. Natsu colocou os braços sobre o rosto quando o sol surgiu lhe irritando os olhos. — Vou ligar para Max, ele irá nos levar.

— Não precisa, o lugar que iremos está perto.

Não podia acreditar que estava fazendo isso, ajudando ele a agradá-la. Tudo para não vê-lo infeliz. Natsu eu realmente te amo.

Meu primeiro passo foi acanhado. Mesmo que já tivesse passado por aqui algumas vezes, ainda tinha dúvida sobre a localização exata do lugar. E tendo Natsu ao meu lado fazia com que o nervosismo aumentasse.

Fiz todo o percurso na minha cabeça, não poderia errar.

*

De frente a média construção amarronzada, o rosado não parecia muito contente. Entrei a sua frente encorajando-o a fazer o mesmo.

Logo quando chegamos um moço veio nos atender. Tínhamos interrompido o seu lanche então seu humor não era dos melhores.

— Não acho que um saco de pulgas vá agradar Lissana. — O rosado pronunciou assustando a mim e ao atendente, nenhum de nós esperava por isso. O homem encarou Natsu sério, as palavras do rosado pareciam ser um insulto a sua pessoa.

— Dizem que o cachorro é o melhor amigo do homem, e o gato o da mulher. Lissana pode gostar de um companheiro felino. — Tentei ignorar sua carranca contorcida, e prestar atenção no ambiente que já visitara algumas poucas vezes.

O recinto todo parecia um grande cômodo qual eu não podia ver o final. Os animais estavam presos dentro de gaiolas, me deu uma aflição no peito ao vê-los ali dentro.

— Em que posso ajudar? — O homem perguntou obrigatoriamente.

— Viemos ver alguns felinos. — Falei sabendo que Natsu não diria nem mesmo uma palavra. O moço se virou e começou a andar rumo à porta de vidro no final do recinto. Eu rapidamente o segui cheia de vontade, estava ansiosa para ver Happy.

Happy era um gatinho muito fofinho da raça Tonquinês. O conheci na última vez que estive aqui, e me apaixonei de imediato. Eu mesma dei esse nome a ele, e o bichano pareceu gostar já que sempre me dava atenção quando o chamava assim.

Natsu cruzou os braços em frente ao peito, e passou a minha frente esbarrando os nossos ombros por um curto período de tempo.

Quando chegamos à portinha que agora estava muito maior, o moço abriu-a e entrou de imediato. O rosado foi o segundo e eu a terceira

O ambiente era claro, o marrom das paredes não se parecia com a do cômodo anterior. Eram de um tom bem clarinho. As janelas eram imensas, mas todas com grades revestindo-as ainda possuía uma tela fina, aquilo evitaria a fuga de algum felino caso conseguissem escapar das gaiolas.

Havia bichanos por toda parte, de cores e raças diferentes. Alguns eu conhecia outros provavelmente eram novos, pois eu nunca os tinha visto.

O rosado lançou um olhar não muito animado para cada um dos gatinhos, seus olhos corriam rápidos por cada um.

— De que raça é esse? — Apontou para a gaiola mais próxima de nós. Ela tinha um tamanho maior, pois o animal que estava dentro dela exigia isso. — Quanto custa?

— Este é um Ragdoll. Seu valor varia de acordo com o tamanho, este no caso já está adulto então custa em média de 237 892 ienes.

— Ele é tão grande — Comentei. Minhas mãos coçavam de vontade de acariciar os pelos daquele gato maravilhoso. Aqueles olhos me envolviam, ele era perfeito.

— São gatos de porte grande, com uma boa estrutura corporal. Os pelos são macios, e os olhos são sempre azuis, a pelagem tem o manto mais escuro que as cores das pontas. Os gatos mais velhos tendem a ser mais escuros que os mais jovens, pois sua cor vai escurecendo de acordo com a idade. Seu amadurecimento é tardio chegam a completar seu crescimento com quatro anos. — Deu-nos uma descrição rápida das características físicas.

— Ele é um animal amigável? — Perguntei. Meus dedos se abriam e fechavam, levei minha mão até a grade do engradado.

— É um gato muito quieto e gentil, uma vez que escolha seu dono o acompanhará permanente. São gatos caseiros, por sua docilidade são totalmente indefesos quando livres, portanto são felinos para viverem em ambiente interno. — Concluiu. Suas falas pareciam todas ensaiadas, tamanha era sua facilidade.

— Natsu o que acha? — Me virei para encará-lo. Seus olhos brilhavam, ele estava boquiaberto, impressionado, mas não para aquele felino. Ele encarava Happy. O meu gatinho amado.

— Eu quero este. — Afirmou com convicção.

— Este? — O moço o olhou incrédulo. Notando-o melhor vi que ele tinha um crachá no pescoço, qual nesse dizia seu nome: Fuyuki.

Entre Happy e o gato Ragdoll existia uma grande diferença, o peludo era majestoso, magnífico o felino mais lindo que já vi. Happy também era bem bonito, mas não se comparava com o outro gato. Talvez fosse por isso o espanto de Fuyuki.

— Sim, quanto quer por ele? — Natsu tirou a carteira do bolso.

— 11 894 ienes. — Respondeu abobalhado. Eu também fiquei surpresa com a quantidade de cartões de créditos que existiam dentro da carteira do rosado. Ele tirou um dentre muitos, e o entregou ao atendente.

Natsu puxou o trinco que mantinha aquela gaiola fechada, e pegou Happy. Fuyuki o olhou atônito. O rosado não se importou, levou o gatinho acima dos ombros brincado com ele.

— Que nome daremos a você bichano? — Perguntou a gatinho que miou.

— Que tal... — Pronunciei. Natsu me olhou — Happy. — Sugeri torcendo para que ele aceitasse, eu não conseguiria imaginar aquele gatinho com outro nome.

— Happy? — Olhou para o pequeno — É um bom nome. E você também gostou, não é mesmo? — Se dirigiu ao mais novo amigo.

Nós acompanhamos o moço até a sua mesa, ele imprimiu uma ficha e depois a entregou para que Natsu assinasse. Seu espanto aumentou ainda mais quando ele viu o sobrenome do rosado, naquele instante vi o quanto ele estava arrependido de nos tratar com hostilidade.

Ele insistiu em nos entregar uma caixa para que pudéssemos levar Happy, mas Natsu prontamente negou com um olhar que fez o pobre Fuyuki tremer na base.

Bem... Esse era o poder de um sobrenome.

Quando saímos do estabelecimento o sol estava ainda mais quente, era por volta de três e meia da tarde. Natsu ligou para Max que em menos de cinco minutos já tinha chegado.

Nós entramos no carro desta vez o rosado também foi atrás, o banco da frente estava sendo ocupado por um terno novo ainda dentro do saco. Claro que isso não seria problema, ele poderia tirá-lo dali para se acomodar, mas por algum motivo desconhecido preferiu vir no banco de trás.

Happy pulou de seu colo e veio se acomodar no meu, o rosado me olhou torto com a ação do gato.

Eu não tinha culpa do felino gostar de mim.

Happy deitou de barriguinha para cima e eu comecei a acariciar os seus pelos.

— Ei amiguinho, porque você tem pelos azuis? — O azuladinho apenas miou.

— É bom saber que a curiosidade não é apenas minha — Max murmurou baixinho, dando atenção ao percurso. — Eu nunca vi um gato de pelos azuis.

Happy com certeza ainda espantaria muitas pessoas, ele era... Diferente. Essa era a palavra certa para defini-lo. Seus pelos eram azuis, suas orelhas arredondadas, ao contrario de outros de sua raça seu rabo possuía a pontinha branca. Ele era mesmo um mistério.

Chegamos de volta àquela casa que para mim poderia ser considerada uma mansão. Entreguei azuladinho a Natsu que o amassou no peito, Happy se aninhou ali preguiçosamente. Como ele era folgado.

— Bem, já que não precisa mais de mim eu já vou indo. — Apontei para a porta, era uma mania irritante minha.

Natsu assentiu e voltou a dar atenção para Happy, pelo visto ele gostou mesmo do felino.

Eu acabava de subir aqueles três pequenos degraus quando o rosado chamou pelo meu nome. Virei rapidamente para trás.

— Lucy... — Ele fez um carinho na cabeça do azulado — Obrigado. — Meu coração se aqueceu, mesmo que eu ainda estivesse chateada com o fato dele me levar para ajudar a comparar um presente para a futura esposa, eu sentia que tinha ganhado alguns pontinhos com ele.

Notas finais
As falas do Fuyuki ( o carinha que atendeu o Natsu e a Lucy) São a descrição do Ragdoll no wikipédia. Aqui esta o link: ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Ragdoll ) Vocês vão ver que eu não mudei muita coisa, então estou dando os créditos para que não venham me acusar de plagio. ( Todos viram os hiperlinks? Esse gato é lindo, não é? Eu achei.) Bem gente as postagens serão de duas em duas semanas. O motivo? Estou estudando à tarde :-[[ (Alguém ai estuda ou já estudou?) Não imaginei que fosse tão ruim. O fato é que eu costumava a escrever de tarde , e agora já não dá mais. De manha também não tenho tempo, então posso descartar essa opção. Me sobra a noite que eu estou ocupada com trabalhos e tarefas, ( fora que eu estou com a leitura de dois livros atrasada. E os dois são bem gordinhos sabe? ) o máximo que da para escrever são uns vinte minutos. Melhor que nada, não é mesmo? Sobra os sábados e domingos, são os dias onde eu estou colocando os dedos para trabalharem mais. Se eu conseguir uma vaga de manhã * sonhando* ai vai ser um capítulo por semana. Vou parar de enjoá-los com essas coisas chatas, eu falo/escrevo demais >.< Meus adoráveis sessenta e sete leitores, cadê vocês nos comentários? Quero saber a opinião de todos :) Para os que são tímidos ( eu sei o que é isso, sou muito tímida) deixe apena um “ gostei” ou “ “precisa melhorar” e se possível dê sugestões. Já fico muito feliz com isso. Bem, eu vi que algumas pessoas não estão comentando mais, se é porque eu ainda não respondi os reviews, eu vou responder gente podem ter certeza. Pode ser que demore, mas eu vou responder. Foi algo que eu disse? Ofendi alguém? Os capítulos estão ruins? Se tiver algum leitor ai que também escreve, deve me entender. Eu fico sem saber o que estou fazendo de errado. Beijinhos para todos e um ótimo início de semana. :) P.s: Se não abrir o link do gatinho Tonquines aqui está: ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Tonquin%C3%AAs )