Nove Meses

7 7 — Esclarecimentos


Sai dali meio desconcertada. Voltei à cozinha — minha segunda casa — sentindo uma pequena dor nos pulsos. Surpreendi-me — mais uma vez — ao encontrar Virgo escorada no balcão falando ao telefone.

Ela sorriu minimamente quando me viu, e continuou sua conversa. Notei que tinha um sorriso malicioso, e uma cara de safada. Perguntei-me interiormente quem seria sua próxima vítima. Contei vinte minutos e ela finalmente desligou o aparelho.

Vi aí a oportunidade perfeita para tentar extorquir alguma informação, caso ela soubesse, o que era bem provável, já que estava sempre por dentro de tudo o que acontecia nessa casa. Tinha que ser prática e não mostrar muito interesse, para evitar a zoação.

— Não sabe o que acabei de presenciar... — Fingi um tom de desinteresse, como se não me importasse. Não a encarei tentando procurar algo mais interessante para fazer. A fim de complementar minha atuação bati as mãos com o intuito de tirar a poeira.

— Pode parar, você não sabe fingir. Pergunte logo o que saber. — Mandou na lata e engoli e seco. Tinha que apreender a fazer isso direito, nunca pensei em aulas de teatro, mas é plausível que venham a ser muito úteis.

— Tudo bem — Suspirei pesado pela tentativa falha. — Vi Lissana chorando, talvez você saiba o que aconteceu.

— Hum... — Ela me pareceu pensativa — Da branquela mal humorada eu não posso falar muita coisa, mas já da megera mal-domada

— Megera mal-domada? — Tentei seguir seu raciocínio, mas não pude compreender de quem falava.

— Sim, a mamãe do seu amor. Gostou do apelido? Criei com muito carinho.

— Menina... Eu adorei. — Batemos as palmas gargalhando.

— Bem — Ela começou — Quando cheguei, encontrei a casa assim, solitária. Pelo que percebi, até os outros empregados desapareceram. — Fez uma expressão, digamos que, peculiar. — Estava ótimo, eu aqui fazendo meu trabalho na maior tranquilidade, ouvindo música, quando a quebradeira começou.

— Quebradeira?

— Larguei tudo e fui ajudar é claro — Virgo me ignorou — Sabe como gosto de todos nessa casa, né? Não deixaria que nada de mal acontecesse a ninguém — Não conseguia compreender tamanha falsidade — Segui esses barulhos que atiçavam minha curiosidade, e para meu espanto vinham do quarto do patrão. — Ela fez uma pequena pausa para pegar um suco de laranja dentro da geladeira.

Muito interessada no assunto sentei sobre a pia, afastando para o lado a bandeja qual continha pedaços de bolo com recheio e cobertura de chocolate, dois copos de água que acreditei estarem intocados e uma garrafa de café. E claro não poderia faltar às frutas, que estavam aos montes.

— Eles estavam brigando feio, e claro, eu não poderia interferir. Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher.

Desta vez ela pegou um pote que continha alguns pães, usou a ponta de um garfo para passar o requeijão dentro da massa.

— Como eu estava falando, eu não quis atrapalhar, mas como estava por perto acabei ouvindo algumas coisinhas.

— Que coisinhas?

— Bem... — Fez mistério. Seu sorriso cresceu aos pouquinhos. — Parece que os patrões estão prestes a se divorciar! — Ela gritou a notícia, comemorando. Não se preocupou em esconder a alegria.

— Você está feliz por isto? — Perguntei incrédula. Não sei por que me assombrei, já era tão normal esse tipo de atitude vinda dela.

— Mas é claro, imagina só, o Dragneel mais belo do planeta solteiro. Tá aí minha chance, ele deve estar precisando muito de consolo, e eu o ajudarei, serei seu ombro amigo, digamos que, bem mais que amigo. — Piscou. — Ele não resistirá as minhas investidas. — Ela dançou sensualmente ouvindo uma música imaginaria, segurou o pão entre os dedos e passou a mão sobre o corpo. — Mais ainda tem o melhor pra contar.

— O que? — Minha curiosidade estava no nível máximo. Remexi-me sobre a pia chegando mais para trás.

— Na hora da tensão, a megera deixou escapar que gosta mais do dinheiro dele do que do próprio.

— Cacete! — Gritei espantada. Ao notar a altura do meu berro levei a mão na boca. A coisa estava esquentando.

— Eu também estranhei, porque em todos esses anos, ela fez questão de deixar bem claro o tamanho do seu amor. É difícil de acreditar. Mas ele não deixou por isso não, mandou cancelar todos os cartões de crédito, e fechar as contas dela. Obviamente tem esse poder.

— E como ela reagiu? — Perguntei entusiasmada, amando isso.

— Bem, ela gritou; esperneou, quebrou o espelho, o vaso de decoração, portas retratos e algumas coisas mais que não deu para ver pela fechadura. — Deixou escapar a última parte, e consegui ver no seu rosto o arrependimento.

— Não acredito! Você estava espiando atrás da porta? — Gargalhei muito. — Que feiúra. — Balancei diversas vezes a cabeça para os lados. Lembrei-me que um dia eu também tinha feito algo parecido, no entanto no meu caso eu preferi as escadas.

— Mas também sai perdendo — Ela teve de repente um semblante decaído e triste — Depois que tudo aconteceu, fui obrigada a ficar trancada dentro do quarto junto a ela. Descontou em mim toda sua ira. Tive que fazer massagem porque provavelmente não vai poder gastar dinheiro com a massagista. Fiz-lhe biscoitos gordurentos, e um café bem forte. Arrumei as unhas e os cabelos, e ainda tive que limpar toda aquela bagunça. Foi horrível, Lucy! — Choramingou se lamentando. Desconfiei que tivesse um exagero de sua parte. — Seu eu não precisasse tanto deste emprego pedia demissão agora mesmo.

— Oh minha amiga... — Ela veio até mim com uma face aparentemente triste, precisando de consolo. Seu corpo estava perto e ela esperava por um abraço, eu obviamente não mediria esforços para dá-lo, era bom estar junto dela. — Sabe como sinto Virgo. — Busquei na bandeja atrás de mim um copo de água. — Eu vou te ajudar. Não se preocupe.

— Então você vai ficar com ela agora, não vai? — Se aproximou mais, e vi finalmente sua real intenção. Ela pretendia que eu ficasse com a patroa aguentando suas exigências. Mas felizmente eu nunca recebi para isso.

Ofereci-lhe o líquido transparente sem-sabor e mesmo assim delicioso. Virgo aceitou e bebeu um pequeno gole. Tentei reconfortá-la dizendo que isto não duraria por muito tempo e logo Yukiko a deixaria em paz.

Senti algo muito leve andar por minhas pernas, causando-me cócegas. Pelo visto a rosada já estava melhor, porque até mesmo já fazia brincadeiras. Soltei um risinho pequenino. Virgo se afastou um pouco e continuei a sentir algo leve caminhando. Veio se aproximando rapidamente do joelho, por cima da calça. Percebi por fim que não poderia ser a ruiva, pois ela já havia se afastado. Quase cai para trás ao ver o inseto pequeno subir para minhas cochas.

Eu não tinha medo, mas o susto foi tão grande que na correria de descer da pia, topei em virgo e ela acabou derrubando toda a água sobre a blusa. Bati a mão na barata fazendo-a voar longe.

Vi o ortóptero debaixo da mesa, e rapidamente peguei a chinela que a rosada calçava apenas com a ponta do pé. Ela estava distraída demais com a roupa molhada, e quando se deu conta de que estava sem o calçado já era tarde demais. Acertei o chão diversas vezes na tentativa de matar o inseto, mas todas foram falhas.

— Virgo... — Iria pedir a ela uma ajuda, mas parei de falar assim que vi seu estado. Caída no chão sua cara não era nem um pouco agradável, mais alguns segundos e achei que pudesse explodir. Estava tão vermelha e seus olhos transbordavam em ódio. Ao seu lado garrafa de café estava em pedaços, provavelmente porque Virgo tentou se segurar na pia e deve ter puxado-a junto.

— Você se diverte com o sofrimento alheio. — Afirmou. Ela levantou de imediato, e pensei primeiramente que viria trás de mim, mas me enganei profundamente. Ela rumou até a bandeja, encarou-me com um sorriso abissal e depois pegou dois dos pedaços de bolo — Se prepare Lucy! — Foram às últimas palavras que ouvi antes de sair correndo, não me arriscaria ficar ali por mais tempo.

Joguei a chinela para o alto ignorando completamente a barata que deveria estar andando por algum lugar na casa. Eu não entendi até agora o porquê de ela estar aqui, se fosse à patroa a ver isto nós com certeza estaríamos em maus lençóis.

Os muito corredores pareciam enormes nesse momento, minhas pernas tinham problemas para se mover, por mais que corressem em sua velocidade máxima nunca me parecia o bastante. Olhando para trás avistei Virgo que estava a uma distância de vinte passos.

Virei à esquerda me deparando com a sala, pulei o sofá e cai deitada no chão. Minha respiração estava ofegante e meu coração quase saindo do peito.

Esconder nunca foi minha especialidade, eu era péssima naquele jogo de rua chamado: esconde-esconde. Era sempre a primeira a ser encontrada, na maioria das vezes estava sempre contando. Para minha felicidade isso mudou um pouco com o passar dos anos, mas nada que me livrasse de momentos como esse.

Meu medo não é só do que vai acontecer quando ela me encontrar, mas também o que os patrões vão falar quando verem que o trabalho não foi feito. Já podia até ouvir os berros na minha cabeça.

Encarei o teto e depois o cômodo, ele todo era de grande beleza, tinha duas poltronas Flap que eram da mesma tonalidade do sofá. Elas são muito úteis, quando abertas podem ser feitas de cama. Uma vez comentei com Virgo que foram compradas intencionalmente por Yukiko, caso chegasse o dia que o senhor Igneel não se comportasse bem, seria essa a sua nova cama. Mas como sempre, a ruiva uma estraga prazeres acabou com a brincadeira ao lembrar-se dos quartos de hóspedes.

— Lucy? O que faz aqui? — O senhor Igneel olhou-me surpreso. Sentou-se esticando as pernas. Vestia um terno preto e uma camisa clara, a gravata igualmente escura com listras azuis. Ocupava o pulso esquerdo um relógio que me parecia ser muito valioso.

Meus olhos trasbordaram em espanto e meu rosto se tingiu de vermelho.

— Sr. Igneel? M-me desculpe eu não sabia que estava aqui. — Gaguejei. O medo de ser despedida preencheu-me. O que ele deveria estar pensando? Acabou de ver a empregada deitada no chão de sua sala.

— Não se desculpe Lucy, foi muito bom lhe encontrar. — Passou a mão pelos cabelos deixando-os desordenados, ele ficou idêntico à Natsu. Eles eram muito parecidos. — Levante-se ou poderá pegar uma gripe, o chão está frio. — Porque será que toda vez que encontro um Dragneel tenho que estar caída no chão?

Estendeu-me a mão e fiquei impressionada com seu ato. Demonstrava estar sendo sincero. — Vamos, não fique envergonhada. — Insistiu com um sorriso e aceitei de bom grado. Foi nesse momento que uma lembrança me veio a cabeça, aquele dia quando caí da escada eu precisava de ajuda, contudo, nenhuma foi oferecida por parte da senhora. Estava clara a imensa diferença entre ele e Yukiko.

Eu sempre soube que ele era um homem bom, senhor Igneel merecia uma mulher melhor do que a que se casou.

— Obrigada!

— Sente-se. Sinta-se a vontade. Tem biscoitos aqui, aceita alguns? — Foi até a mesinha instituída no centro da grande sala, pegou o pratinho e trouxe-o para mim. O melhor era que, seu sorriso em nenhum momento diminuiu.

— Não precisa senhor, estou sem fome. — Disse muito ligeiramente, minha timidez estava ao auge.

— Vejo que temos muito a resolver Lucy, há tanto tempo trabalha conosco e ainda insiste com o senhor. Quero que a partir de agora me chame apenas de Igneel.

— Como quiser. — Não contrastei a seu pedido, ou isto seria uma ordem?

— Natsu estava a sua procura, você o viu? — Ele sentou-se novamente no sofá de cor alva, abriu os dois botões que mantinham terno fechado, e afrouxou o nó da gravata. Ele suspirou quando o ar fez contato com o pescoço. Respirou tenso.

— Natsu? — Meu coração se apressou nas suas batidas — Não, eu ainda não o vi. — E como agradeço imensamente por isto.

Virgo passou pelo corredor da sala, e primeiramente não me viu, mas depois de alguns segundos voltou três passos, parando ereta deixou a vista vassoura e a frigideira. Não sei qual eu temia mais.

Preferia o bolo.

Aproximei dois passos de Igneel, quanto mais próxima a ele mais segura eu estaria. Virgo veio andando em minha direção, ela ainda não havia se dado conta do ruivo sentado no sofá, talvez por sua raiva ser tão grande.

Ela ergueu ainda mais a vassoura, parecendo estar disposta a me acertar. Meus dedos tremeram. Até agora estava levando tudo isso como uma brincadeira, era para ser engraçado, mas notei nesse momento que ela não via graça alguma. Estava mesmo magoada.

— Ele precisa da sua ajuda para algo... — Começou a articular e a rosada finalmente o notou. Ao contrario do que imaginei, ela não parou e continuou a andar. — Não me deixou saber dos detalhes, mas pediu-me para que comunicasse ao motorista que preparasse o carro. Provavelmente vai sair. — Igneel voltou a falar e desviei os olhos de Virgo para ele. Será que Natsu queria que eu o acompanhasse em algum lugar?

A mulher de fios róseos parou a alguns passos do sofá e deitou cuidadosamente a vassoura no chão.

— Lucy... — Virgo interferiu. Rodeou o Seccional sem pudor algum, e parou ao meu lado, de frente ao senhor Igneel. Observei que sua saia do uniforme estava mais curta e um dos botões da camisa aberto, deixando um leve vislumbre dos seus seios. Quando foi que ela fez isto? — Veja, essa frigideira está com um problema aqui no cabo, você acha que consegue resolver? — Me mostrou e vi que o cabo bambeou um pouco, nada grave. Ela fez isso apenas para se mostrar para o patrão, tenho certeza.

— Deixe-me ver Virgo, talvez eu possa lhe ajudar. — Ele despregou o corpo do sofá e pegou nas mãos dela a frigideira, os seus dedos se tocaram e ela fez o possível para estender o contato. — Hum... — O ruivo avaliou — Nada que uma chave de fenda não conserte. — Sorriu e encarou virgo. Ela era mesmo boa nisso. — Eu posso resolver isto.

— Eu agradeceria. — A rosada também sorriu.

Igneel desfez o olhar para agitar o pescoço, exercitando-o. Depois foi a vez dos ombros, ele moveu cada um fazendo pequenas voltinhas.

— O senhor parece tenso, não gostaria de uma massagem? — Ela sugeriu, com os olhos brilhando.

— Não é necessário Virgo, você não é paga para isso. — Ele escorregou novamente para o sofá.

— Que isso senhor, é um prazer ajudar, e pode confiar, vai lhe fazer muitíssimo bem. — Ele negou outra vez, e a rosada continuou insistindo até que conseguiu o que queria. Senhor Igneel tirou o terno ficando apenas de camisa, e Virgo começou a massagear-lhe os ombros. Sua cabeça tombava para frente satisfeito com o procedimento. Talvez eu também devesse fazer uma massagem em Natsu, quem sabe assim eu conseguiria mais proximidade.

Não havia mais espaço para mim ali, o melhor agora seria procurar o rosado e saber o que ele queria comigo. Novamente me vi nos corredores, mas desta vez eu apenas andava. Deveria ir ao seu quarto, ou voltar à biblioteca? Como eu saberia onde encontrá-lo?

— Lucy? — Olhei para a entrada da cozinha e o rosado saiu de lá impressionado, possivelmente pela bagunça que devia estar lá dentro. Sua voz continha aquela acidez com qual me tratava, mas em seus lhos eu já não via o desprezo. Algo que no fundo me alegrou. — Você pode me acompanhar? Quero que vá a um lugar comigo — Ele foi mais agradável que no nosso último encontro. Estava exausto, o semblante decaído, ver Lissana mal também deve tê-lo afetado.

— Claro, deixe-me apenas tirar o avental. — Passei por ele sem o olhar, direto para a cozinha. Vi que ele permaneceu lá olhando para frente. Fui até o quartinho onde tinha alimento em estoque, arroz, feijão, e outros mantimentos não-perecíveis. Retirei o avental e agradeci pela blusa que tinha dentro da bolsa. Não era muita coisa, mas muito melhor que essa que vestia: Uma das minhas tantas camisas.

A blusinha era uma regatinha azul anil, por sorte hoje eu estava com uma calça mais apertada, meu cabelo estava preso em um coque que desfiz, passei os dedos pelos nós e desembaracei rapidamente.

Estava mais apresentável, pus a bolsa nos braços e sai ao encontro de Natsu. Ele ficou me encarando por um breve período de tempo, mudar a blusa e soltar os cabelos deve ter feito alguma diferença.

— Vamos? — Assenti. Passamos a andar nós dois lado a lado. Natsu enfiou uma das mãos nos bolso à esquerda da calça, e ficou pensativo olhando para o dedo anelar. Ele o encarou com pesar. Doeu. Somente eu sei como doeu ver sua angústia.

Notas finais
Hey, como vão? Eu peço uma imensa desculpa pela demora, mas eu tenho motivos fortes para isso. O ano não começou bem para mim e nem para a minha família, na verdade posso dizer que começou péssimo. Eu não vou dizer aqui o que é, pois são assuntos muito pessoais, mas espero que possam entender. Ficarei um tempinho sem escrever, não estou com cabeça para isso no momento, mas não irei abandonar a fic. Eu também peço desculpa pelos comentários que ainda não foram respondidos, provavelmente eu não estarei entrando no Nyah! por um tempo, mas assim que puder eu vou dar um jeitinho de respondê-los. Sobre o capítulo: Quando estiver melhor eu vou tentar arrumar outro apelido para a Yukiko, um que se encaixe mais com ela, eu não tenho muita criatividade para esse tipo de coisa, então, se vocês quiserem me ajudar, estou aberta a sugestões. Eu gostaria de saber o que achariam de Virgo e Igneel juntos, é um casal inusitado, eu nunca os vi juntos em nenhuma fanfic, mas pode ser que fique legal. :) Me digam também que outros casais gostariam de ver na história, eu posso tentar achar um cantinho para eles. Mas desde agora fiquem cientes que esses casais serão secundários, até porque, acho que logo vai ter leitor me ameaçando com uma 38, se eu continuar enrolando com o NALU. E quanto a isso tenho uma boa notícia, a partir de agora, teremos muito romance. Espero que tenham gostado do capítulo, e se puderem comentem, isso me deixa muito feliz, vocês não sabem o quanto. Beijos, e até o próximo!