Nove Meses

10 10 — Mamãe, eu estou grávida.


Notas iniciais
Olá, como vão? Espero que bem. Desde já aviso que o capítulo não foi betado. Boa leitura!

—... O avião enfrentava uma tempestade que não estava prevista pelos meteorologistas ao cair em auto mar. Até o momento foram encontrados quatorze corpos e dois sobreviventes, que estão internados em estado grave. A polícia marinha está à procura de dezesseis pessoas desaparecidos, entre eles estão os irmãos Mirajane e Elfman Strauss. O Fairy Tail seguia de Buenos Aires para o Tóquio... — O repórter continuava a falar, enquanto mostrava as fotos dos irmãos de Lissana na câmera.

Eu os conhecia muito pouco, na verdade só os havia visto uma vez. Sentia meu coração pesar por ela. Eu não conseguia nem imaginar, mas se fosse com Sting a este momento eu estaria em crise. Ficar sem notícias do idiota que me irrita todas as manhãs atassalharia meu coração.

Desliguei o aparelho televisor, não desejava ficar ouvindo aquilo. Primeiro o atentado o World Trade Center, e agora isto. O que mais poderíamos esperar deste ano?

Levei o mamão à boca assim como as frutas restantes que compunham aquele prato. Terminei de me alimentar, abluí o vidro redondo sequei-o e guardando novamente tudo no lugar.

Na estante que apoiava a televisão, encontrei dois álbuns de fotografia. Já os tinha visto no mínimo uma centena de vezes. O primeiro era feito especialmente para mim, mamãe me deu ao completar quinze anos. Ao abri-lo encontrei uma foto minha com a loira mais velha, estávamos na cozinha. Eu estava empacotada com uma roupinha rosa. Na foto ainda podia ver alguns olhos curiosos, como os de Sting que nessa época tinha apenas dois anos, ainda mais atrás de meu irmão tinha uma mulher cuja foto a cortava no meio. Possuía também alguns detalhes do cenário, como por exemplo, o fogão e a pia.

Suspirei, naquela época pareciam todos tão felizes. Não que atualmente eles não fossem; apenas já não se via esse sorriso contagiante com tanta facilidade.

Sting parecia uma bolotinha de tão gordinho.

Falando no loiro, como mágica, ele apareceu atrás de mim assustando-me. Pulou o sofá, sentando-se ao meu lado.

Deixei o álbum de lado. Sting sem avisar empurrou meus braços que descansavam sobre as pernas e descansou a cabeça ali. Esticou as pernas de modo que seus pés ficassem de fora.

Eu estranhei. Essa não era uma atitude comum de sua parte, atualmente estávamos tão afastados. Mas eu gostava da ideia de permanecermos cada vez mais próximos.

— Quando você chegou? — Perguntei vendo que ele já havia até mesmo tomado um banho, seus cabelos estavam úmidos e desarrumados. Passei minha mão por seu ombro, depois segui para fios amarelados. O carinho agradou Sting, ele fechou os olhos e depois sorriu provavelmente contagiado por alguma lembrança.

— Ela fazia isso quando eu estava irritado — Murmurou abrindo os olhos — Yukino dizia que me acalmava. E realmente é este o efeito.

— Como foi? — Parei de massagear seus fios, inclinando o rosto para frente até que pudesse ver seus olhos.

— Acho que não era pra dar certo mesmo Lucy. — Desceu mais uma vez as pálpebras. — Deixei com ela os bombons e as flores porque já havia comprado, mas Yukino não merecia. Sabe, ela se divertia bastante em minha ausência. — Sorriu sem emoção — Rogue estava com ela, os dois estavam bem próximos, colados um ao outro. Provavelmente fizeram coisas mais interessantes depois que eu saí de lá.

Era difícil acreditar, Yukino parecia gostar mesmo de meu irmão. Eu não entendia o motivo dela estar com Rogue algumas horas depois de terminar com Sting. Mesmo que eu não fosse muito próxima, tinha que confessar que ela não parecia esse tipo de garota.

Bem... Aparências enganam.

— O pior foi que ela veio atrás de mim. Gritou e tentou me parar. Disse que não era o que eu estava pensando, aquela famosa frase de filme. — Ele se virou de lado, focando os meus olhos. — Se outros tivessem falado eu jamais acreditaria, mas eu vi Lucy, vi com esses olhos. — Apontou para seus orbes azuis.

— Eu sinto muito Sting — Disse parando de alisar seus cabelos. Nesse momento eu seria capaz de arrancar todos os fios que compõem a cabeça de Yukino. — Mas tenha certeza que isso vai passar... Vai passar.

Dava-me uma dor incômoda vê-lo infeliz. Um desconforto que perturbava meu coração, e aos poucos vinha tomando proporções maiores.

Isto estava no sangue, estávamos destinados a sofrer.

Alguns toques soarem estrídulos, interrompendo eu e ele. O loiro levantou e foi até a porta conhecer o responsável pela interrupção.

— Sim? — Ele se manteve em silêncio por alguns instantes, ouvindo. — Ela está aqui. — Antes que o sujeito fizesse sua aparição, Sting avisou. — É Levy. — Desviou o caminho e foi direto para cozinha, logo eu o perdi de vista.

— Oi. — Murmurei, esticando as pernas. Se fosse outra pessoa teria ficado irritada por ter interrompido o momento em família.

— Porque não atende o celular? — Bradou. em um fingido ar de irritamento. — Estou tentando falar contigo há horas.

Levantei em um pulo do sofá a procura do meu aparelho celular. Segui para o quarto, caçando-o entre os travesseiros. Olhei dentro da bolsa e não o encontrei também.

Tirando-a do cesto de roupas para lavar, olhei no bolso da calça que vestia há pouco, ele não estava lá. Onde eu poderia tê-lo deixado?

— Será que o perdi? — Perguntei a mim mesma, esquecendo-me de que Levy escutava atentamente.

— É bem capaz mesmo, cabeça de vento. — Ouvi o som das suas gargalhadas atrás de mim.

— Ei, não ofenda! — Falei sem olhá-la. Cacei dentro do guarda roupa, mas seria impossível encontrar algo ali dentro.

— Você não deixou no trabalho?

— Não é possível, eu conferi minha bolsa antes de sair. — Lamentei. Era provável que eu o tivesse esquecido. Pela segunda vez no dia bati a mão na testa. — Eu não vou voltar a essa hora para buscar. — Joguei-me na cama.

— E pretende ficar sem telefone?

— Por hoje sim. — Suspirei — Então, o que quer falar?

— Eu e Gajeel vamos fazer um piquenique amanhã, não que vir com a gente?

— E ficar segurando vela? Não mesmo Levy. Eu também estou muito cansada. Depois da quarta, quando fui ao Hidden Gem com Natsu estou cada vez mais desgastada.

— Você saiu com Natsu? — Ela clamou animada. No entanto essa animação logo se desfaria ao contar para ela o motivo.

— É, tive que ajudá-lo a comprar um presente para a noiva.

Seus olhos se estreitaram.

— E por acaso você é idiota Lucy? Porque foi com ele? — Gritou. A azulada estava uma fera. Pegou o travesseiro ao seu lado e tacou-o em mim. Protegi-me com os braços.

— Eu não sabia Levy. Ele disse apenas quando estávamos na joalheria. O que queria que eu fizesse? Nós já estávamos lá.

— O que vocês compraram para a branquela mal humorada? — Levy referiu-se a Lissana com o apelido que tínhamos inventado.

— Eu sugeri para que fôssemos ao pet-shop, Natsu gostou de Happy e o comprou.

— O gato azul que você vive falando?

— Esse mesmo. — Levantei-me e peguei dentro da última gaveta do meu guarda-roupa uma caixa de sapatos que agora armazenava os meus esmaltes. Coloquei-a sobre a cama, pegando a lixa de unha.

— E não acha ruim? Você não queria comprá-lo?

— Foi uma surpresa — Passei a lixar a unha do dedo médio. — Mas não tenho nada contra, se pensar bem, agora posso ficar perto do azuladinho. É possível que logo Natsu não lhe dê tanta atenção, quando se casar com Lissana ele não vai poder ir morar com eles, já que ela é alérgica. Senhor Igneel é um homem muito ocupado, Yukiko jamais ficaria com Happy, ele como um gatinho precisa de cuidado extra.

Levy pegou um esmalte de tom vermelho e arriscou a passar, em seguida pegou o palito para tirar as sobras do canto.

— Se depender de Yukiko ela o jogaria no lixo, mas Sr. Igneel não permitiria isto. Então, na melhor das hipóteses ele pode vir ficar comigo.

— Você não armou isto, não é mesmo Lucy? — Olhou-me desconfiada. Neguei, era obvio que eu nãos seria capaz de algo assim.

— Não, Levy. Quando levei Natsu à loja de animais, jamais cheguei a pensar que ele escolheria Happy. Há animais ali, que boa parte da humanidade nunca ouviu falar. Mas veja só como as coisas são — Peguei a pequena vasilhinha que tinha dentro da caixa e a enchi de água na pia do banheiro. — Ele se afeiçoou pelo gatinho mais estranho que existia no recinto.

— E não foi assim que aconteceu com você?

— Para falar a verdade, sim.

— Parece que vocês têm algo em comum.

— Mas temos também muitas controversas. — Desisti de lixar as unhas por alguns segundos, meus braços pareciam ter segurado uma tonelada o dia inteiro de tão cansados que estavam. E exatamente hoje, eu havia trabalhado menos que em os outros dias. — Estou morta. Meus dias estão sendo de muito stress.

— Stress? — Levy parou de pintar as unhas.

— É. O meu dia hoje foi turbulento. Eu interrompi uma discussão de casal, o Sr. Igneel e Yukiko estão passando por momentos difíceis. — Esparramei-me no colchão. — Acabou que sobrou até mesmo para mim. — Sussurrei. — Vou dormir amanha até no mínimo o por do sol.

— Lucy... — A azulada murmurou pensativa. — Você não acha que esse trabalho pode ser perigoso? Você se esforça muito. Eu não sou especialista, mas isso pode acabar prejudicando o seu bebê.

— Eu não posso negar que tenha razão, mas que alternativa tenho?

— Muitas. Saia desse emprego, nós arrumamos outro para você, eu posso conseguir um que não seja tão esgotante. — Ela suplicou, sofrida. Levy que até o momento mantinha-se pintando as unhas agarrou-me pelos ombros sem se preocupar em estragar o seu trabalho amador de manicure.

— Tudo bem Levy, é hora de eu pensar mais em meu bebê. Mas deixe-me ficar até o casamento de Natsu, prometo que depois disso eu saio e nunca mais voltarei a pisar naquela casa.

— Por favor...

— Só até o casamento Levy. Minha gravidez não está muito avançada, acredite, jamais faria algo que colocasse meu bebê em perigo. Não a ninguém que o ame mais que eu.

— Promete que vai se esforçar menos? — Ela soltou meus ombros, encarando-me profundamente.

— Prometo. Se quiser ainda posso fazer o juramento do dedinho mindinho. — Mostrei a ela meu dedo menor.

— Lucy, não... — Ela soltou um meio sorriso. — Isso é da época dos dinossauros.

— Ah, eu acho bonitinho. Lembra-me os velhos tempos.

— Ok, ok, mocinha. Você está tentando mudar de assunto, mas vou lhe avisar desde já que vou falar com a bibliotecária. Não se preocupe. Você não terá que subir milhares de estantes para limpar livros, seu serviço será bem mais leve. — Ela piscou o olho, voltando para sua unha que havia estragado o cantinho. De improviso fez ali uma pequena flor branca, que escondia perfeitamente o estrago.

— Você precisa me ensinar a fazer isto. — Estendi minhas unhas para ela, todas perfeitamente lixadas, agora era a vez de Levy entrar com o trabalho pesado. — Direito em... — Falei e por muito pouco não engoli um de meus sapatos de salto.

*

Sábado — 15 de setembro de 2001

O sol penetrou a janela, irritando meus olhos. Puxei a coberta acima da cabeça numa tentativa falha de voltar a dormir. Um peso extra foi depositado na cama ao meu lado e logo senti alguém invadir a minha coberta, agarrando-me os quadris. A mão lisa e pequena estava quente, e continuava-me a fazer carinhos.

Eu conhecia bem aquele par de mãos.

— Hum... Deixe-me ver — Murmurei sonolenta, de pálpebras fechadas — Tem cabelos grandes e loiros, corpo magro, e com toda certeza está com os pés gelados. Está sorrindo agora, e nesse momento está pensando na melhor maneira de me fazer levantar dessa cama. Esqueci algo?

— Sim, meus pés estão quentes, estou de meia até agora. — Riu docemente no meu ouvido. — Já é quase nove meu amor, passou da hora de levantar. — Soltei um muxoxo, não eram nem nove horas, e mamãe veio me acordar.

— Ah mãe, me deixa dormir. Hoje é sábado. — Acrescentei manhosa, como alguns anos atrás, quando eu tinha no máximo sete anos. Quem sabe não funcionasse agora.

— Não mesmo mocinha, está um dia lindo lá fora. Porque não toma um banho, e vai dar um passeio? Caminhar de manhã faz muito bem a saúde.

— A senhora por acaso está me chamando de gorda? — Ela pulou da cama puxando a coberta consigo. Encolhi meu corpo sentindo falta do pano peludo e quentinho.

— De maneira alguma. Só estou dizendo para que vá caminhar, chame seu irmão também. Ele se trancou no quarto desde ontem à noite e não saiu até agora. — Ela dobrou a coberta jogando-a ao meu lado. Levei meus braços para pegá-la novamente. — Nem pense nisso Lucy! — Resmunguei rodeando meu corpo com os braços. Estava frio.

— Mãe, isso é maldade. Deixe-me dormir.

— Eu não vou falar de novo. — Disse um pouco mais séria. — Já preparei o café da manhã, vá comer antes que esfrie.

— Eu quero dormir. — Murmurei na tentativa de convencê-la. — Só mais cinco minutos.

— Lucy, você vai perder o dia todo deitada nessa cama. — Ouvi-a suspirar. — Aproveite que não a sol, vá andar. Sentir o vento fará muito bem a você.

— Eu vou — Murmurei. De olhos fechados visualizei sua face de surpresa. — Mas a senhora tem que vir comigo. Acordaremos Sting também.

— É uma boa ideia — Virei-me para ela. — Há quanto tempo não saímos juntos? Nós três? É um pena seu pai estar trabalhando.

— Ele iria preferir assistir um jogo mamãe. — Comentei.

— É — Ela riu — Não faz muito o tipo dele esses programas em família. Apronte-se Lucy, eu também irei me arrumar. Tentarei acordar seu irmão.

Apenas um bom banho de água fria me despertaria completamente, contudo eu não era tão radical. Liguei o chuveiro no morno, sentindo todos os meus pelos se arrepiarem quando minha pele fez o primeiro contato com a água.

O dia estava frio, então não era uma boa ideia lavar os cabelos. Ensaboei o corpo, e depois dei um cuidado especial para o rosto. Não consegui determinar o tempo que fiquei ali, mas sabia que não passava de quinze minutos.

Peguei um vestido folgadinho, mesmo que ainda fosse imperceptível a barriga, mamãe era a pessoa que mais me conhecia em todo o planeta, ela poderia suspeitar de algo.

Calcei uma rasteirinha, e procurei por um prendedor, não queria ficar com os cabelos soltos.

Mamãe e Sting me esperavam na cozinha, levei alguns minutos lanchando. Saímos pela porta no instante em que falei que já havia acabado.

— Eu tenho mesmo que ir? — Meu irmão reclamou. Calçava um chinelo preto, que deixava a mostra seus pés brancos e limpos. Sua camisa só não estava amarrotada porque mamãe havia passado. Usava uma calça jeans folgada, de um tom azul escuro e seus cabelos estavam molhados.

— Tem Sting. — Mamãe falou brava. Ele resmungou mais uma vez, coçando os olhos. Um único banho não foi suficiente para despertar-lhe por completo.

Apesar de estar meio contrariado ele olhava atentamente para o céu, parecia ver algo de muito interessante nele. Sting tentava sem êxito esconder sua tristeza por Yukino. Era algo dele, jamais se mostrar frágil em público.

— Eu quero um Milk-shake. — Falei quando vi uma mocinha baixinha abrindo a sorveteria. — Com coco. — Eles me olharam espantados pelo canto dos olhos.

— Lucy, não é hora para Milk-shake. — Mamãe avisou. — Está cedo ainda, não é bom comer doce a essa hora da manhã. O tempo também não é um dos melhores para isso.

— Mãe, eu não sou mais criança. — Entramos em mais uma rua, a seta azul mostrava-nos que estávamos no caminho certo. — Que mal há de fazer? É apenas um. Sting compra pra mim? — Ele não parecia muito animado. Mas eu estava com muita vontade de tomar um sorvete. — Por favor?

O loiro bufou entediado.

— Quero de chocolate. Ponha também aquelas esferas macetadas de chocolate colorido, cobertura de limão e não se esqueça do coco. — Esse com certeza eram o pedido mais estranho que eles já deveriam ter recebido.

— Lucy, onde vou arrumar coco pra você?

— Eles provavelmente têm lá.

Relutante ele seguiu para a sorveteria, perguntou ainda a mamãe se ela gostaria de algo. Mas ela negou afirmando que seu açúcar estava alto.

Sting voltou com um Milk-shake, e um picolé na mão. Fiz todo o percurso saboreando meu maravilhoso gelado. Quando chegamos por fim na pracinha, minhas mãos estavam melecadas. Cacei alguma torneira em que eu pudesse lavar as mãos, enquanto eles procuravam um lugar para sentar.

A praça não estava muito cheia, com exceção das crianças que brincavam no parquinho. Elas rolavam na areia sujando as roupas, eu podia ver também duas mulheres mais velhas ralharem com elas, dando pequenos gritos.

Em alguns anos seria eu fazendo isso.

Passamos o resto da manhã aproveitando o ar livre, era muito agradável poder respirar em paz, sem ter que me preocupar com nada.

Naqueles breves minutos eu tentei me esquecer de tudo de ruim. Passavam pela minha cabeça apenas boas lembranças, sendo essas há muito tempo esquecidas por mim.

Imagens da minha infância que me faziam facilmente um sorriso surgir na face.

— Vamos Lucy? — A loira me chamou.

— Claro.

Andávamos pelas calçadas rumo à saída da praça. Passou por mim um menino que carregava nas mãos uma cochinha gordurosa, provavelmente fritada de mau jeito em qualquer barraquinha no canto das esquinas.

O cheiro penetrou minhas narinas, agindo diretamente no meu estomago. Eu senti nesse momento um enjôo forte me assustar. Corri para o banheiro que estava a alguns passos de nós. Mal deu tempo de chegar antes de colocar para fora o que tinha comido.

Chorei sentindo minha garganta arder.

Mamãe entrou logo depois afoita. Ela me olhava preocupada e eu lavava o rosto no banheiro público. Joguei água na boca, enxaguando-a.

Eu chorei ainda mais, queria tanto poder contar a ela. Seria tão mais fácil enfrentar tudo a tendo do meu lado.

Meus sentimentos estavam tão confusos.

— Oh mamãe... — Corri para seus braços.

— Shii... Lucy. — Ele sorriu contra minha pele. Senti pingos em meus ombros, ela também chorava. — Eu sei minha filha. Você vai me dar um netinho. — Me apertou em seus braços e meu choro aumentou.

Comprimi um soluço, sentindo uma enorme dificuldade para respirar.

— Sim mamãe, a senhora vai ser avó. Eu estou grávida.

Notas finais
Bem, eu postei esse capítulo hoje por dois motivos: 1° Tive um surto de inspiração e escrevi esse capítulo nesse final de semana. 2° Estou ficando mais velha hoje gente, 15 anos *-* Que legal :) Vou tentar escrever o próximo capítulo ainda essa semana ( aproveitar o feriado) e postá-lo no domingo. Sem mais, espero que tenham gostado da leitura e me deixe saber a opinião de vocês :) Beijinhos, até o próximo.