Nove Meses
27 _Não há nada que eu queira mais, neste momento.
_Hã ?
Ela olhou para ele mais uma vez de um jeito espetacular.
_Você ouviu o que eu disse, não foi ?
_Não tenho certeza !
Ela o puxou para bem perto e sussurrou.
_Vou repetir para você … bem devagar !
Grissom soltou um suspiro profundo, sentindo o coração quase entrar em colapso.
Que fogo tinha sua mulher, e o que ela estava fazendo com ele, o seduzindo daquela maneira ? Não podia resistir ! O que ela tinha em mente ? Ela lhe perguntara uma vez, no inicio da gravidez, se ele ainda a desejaria quando estivesse uam bola. A resposta era tão clara quanto um dia de sol escaldante, sem uma nuvem sequer !
_Existem muitas maneiras …
_Sara ?! — Ela espalmou a mão bem na altura de seu coração. Quase não havia intervalos entre as batidas, parecia mais uma sequência alucinada ! _Estamos rodeados de pessoas, querida … o que está fazendo ?
Ela apertou as laterais do quadril dele e correu a língua pelos lábios, o incitando.
_Gil ! Sara !
Eles se viraram para a voz que chamava com insistência.
_Temos uma surpresa para vocês ! Hei … o que estão fazendo ? — Cath se aproximou e se encostou no balcão de alvenaria do bar. Ela viu a face de Grissom ficar quase escarlate !_O que estão fazendo ? — Ela perguntou mais uma vez.
_Conversando !
_E quando “conversam”, costuma mudar de cor, Gil ?
Sara deu uma gargalhada para acabar com aquele constrangimento.
_Que surpresa ? — Ela cortou definitivamente a situação que estava se formando e o puxou pela mão, dando a volta pelo balcão.
_Venha … vocês podem ficar sozinhos depois …
Grissom olhou para sua mulher quase severamente. Sara sabia que ele estava completamente sem ação. Quase um sorriso travesso escapou de seus lábios, mas ela se recompôs, estava brincando com fogo !
Jim estava no meio da sala, exibindo o enorme presente !
_Para o “nosso” garoto ! — Cath se juntou ao capitão, os olhos emocionados.
_Um smart car ? — Sara levou a mão à boca, extremamente surpresa e feliz. _É enorme, ele pode dormir aí dentro ! -
Ela estava maravilhada, uma réplica perfeita de um Jeep, com uma imitação de teto solar para ser aberto quando o sol estivesse mais ameno, acessórios esportivos e muito espaço, o bastante para dois bebês !
Grissom analisou aquela maravilha com os olhos brilhantes.
_Posso experimentar, mamãe ? — Júnior pulava ao redor, eufórico.
_Não … meu amor ! É para o bebê da tia Sara !
_Só um pouquinho !
_Venha cá, Júnior !
Grissom o pegou pela mão e puxou a maçaneta de plástico rígido, abrindo a porta.
_Olha mamãe é igualzinho ao do vovô !
O pai de Tim mantinha um daqueles, em tamanho original, na garagem e o levava para passear frequentemente !
_É perfeito, olha esses detalhes. Acho que queria ser criança de novo !
Todos riram da brincadeira do novo integrante.
Sara observou com atenção seu marido ajeitar com extremo cuidado o garoto e tocar a cabecinha escura, idêntica ao pai.
_Mas que puxa ! — Ele estava se deliciando com o carrinho. _Me empurre, papai !
Tim olhou para seu supervisor e ele assentiu com a cabeça, deslizando a peça pelo tapete da sala, apenas para satisfazer a vontade de seu filho.
_Pronto !
_Papai … eu quero um destes !
_Você tem a sua moto, filho ! E para dar certo, você teria que ter as pernas mais curtas, e nós gostamos delas do tamanho que estão, não é mamãe ?
Leyla piscou para seu marido, aprovando a maneira que ele usou para que seu filho não fizesse uma cena no meio de todos. Havia dado resultado, pois ele aceitou novamente, de bom grado, a ajuda de Grissom para sair do carro.
As perninhas dele estavam um tanto encolhidas, mas dava para notar que Antony o usaria por um bom tempo. Júnior podia ser considerado alto para sua idade.
_Não sabemos nem o que dizer, foi uma surpresa maravilhosa ! Obrigado Jim … Cath ! — Eles abraçaram os padrinhos de Antony, ainda um tanto abobalhados.
_Este encaixe do apoio para empurrar é removível, assim como o teto, para facilitar o transporte.
_Muito bom !
Horas mais tarde, ao se despedirem de Cath na porta, ela disparou.
_Devagar ... vocês dois ! — Com um sorriso que ele sabia o que significava, ainda o insultou. _Esperem para chegar em casa !
Depois, uma longa gargalhada, ao perceber mais uma vez, seus rostos corarem.
….......
O trajeto foi todo permeado com muitas trocas de olhares suitis e outras nem tanto. Conversas sobre o garoto de Tim, sobre o presente espetacular que Antony havia ganhado de seus padrinhos e por fim, o que Cath dissera.
Ele a olhou como se pudesse reviver o quanto ficou sem jeito.
_O que ela vai pensar ?
_A verdade, apenas. Ora Gris, ela não é nenhuma puritana !
Ela se achegou mais perto dele e encostou a cabeça em seu ombro, depois voltou a posição inicial. A barriga atrapalhava um pouco o ajuste do cinto.
Assim que ele guardou o carrinho de passeio no quarto do filho, ela o puxou pela mão.
_Precisamenos ter uma "conversa" !
_Que conversa ?
Ela não sabia se ele estava brincando ou se estava nervoso.
_Não se preocupe, Gris ... sei o que estou fazendo.
Ela sempre sabia, ele estava preocupado com as condições dela.
Sara o jogou na cama e o despiu devagar, com muito cuidado e carinho. Todas as suas peças estavam amontoadas aos pés da cama e ele não podia deixar de olhar para seus seios fartos, assim que ela puxou o vestido sobre a cabeça, ficando assim como ele, apenas com suas roupas de baixo. Ele viu quando ela se ajeitou de lado, no meio da cama, próxima ao seu quadril.
_Você é tão linda ... Sara !
_Sou é ?
_O que pretende fazer ?
_Isso ....
Ela mordeu os lábios e expôs seu membro latejante. Com habilidade, o engoliu bem devagar. A boca macia e quente o agasalhou entre gemidos e suspiros.
_Isso não é justo ... querida ....
_Vou te dizer o que não é justo ... te desejar tanto e ter que finjir que não !
Ela mordicou a cabeça entumescida e brincou com a língua por toda a extensão dele.
_Isso é bom ?
_Sabe que ... sim ... — ele não tinha palaras para descrever a sensação, era simplesmente estonteante.
Seus dedos deslizaram pelas coxas nuas dela, e se insinuou pela calcinha transparente.
Quando ele sentiu sendo sugado com mais força, ele suspendeu o quadril e perdeu o ritmo compassado de sua respiração.
_Oh ... Sara ... não precisa fazer isso ... eu posso esperar ...
_Eu sei que sim ... mas tenho certeza que não quer que eu pare, quer ?
_Não ...
Decidido, ele puxou a peça delicada de tule preto para baixou e a olhou com tanto desejo que ela quase desfaleceu !
O que ela estava lhe dando, ele precisava retribuir, e se fosse em tempo real e coordenado, melhor ainda.
Sua cabeça se posicionou entre suas pernas, assim como ela mesma fazia.
Quando sua boca tocou seu centro úmido e cheiroso, ela levantou a cabeça maravilhada.
_Você quer fazer isso ?
_Não há nada que eu queira mais, neste momento.
Ele a tomou em sua boca, sentindo as carícias em seu entorno que ela fazia tão bem. Sua língua deslizava pela maciez de suas carnes, sentindo a melhor sensação do mundo.
Eles trocavam carícias com a mesma intensidade. Se não podiam ter uma relação completa, para não correr riscos do ato favorecer a dilatação, pelo menos podiam ter prazer de uma maneira menos "profunda", mas igualmente deliciosa.
Ele alternanva lambidas com sucções de uma forma tão habilidosa que ela havia perdido a noção de quantas vezes chegara às portas do êxtase.
Suas mãos delicadas e macias, o segurava com total desenvoltura. Carinhos pela base com uma leve pressão de seus dedos finos, ela o engolia até onde podia conseguir, depois lhe dava pequenas mordidas, na medida exata para ele soltar generosos gemidos.
E assim, com aquela troca de prazer e delírios, eles chegaram ao clímax !
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