Nova Vida como Vampira

6 Viagem para Curitiba


Capítulo 6 – Viagem para Curitiba

Júlia andava ao lado de Cléber, eles estavam de mãos dadas e também muito felizes. Passeavam despreocupadamente, conversando, sem se importar muito com o caminho que seguiam. Conversavam animadamente quando um homem passou por eles, distraído. Júlia olhou bem pra ele e viu que ele parecia ter no máximo uns 40 anos, tinha os cabelos ainda pretos e estava bem vestido.

– Esse é meu! – disse a garota virando-se e indo atrás do homem.

Cléber simplesmente deu um sorriso e virou-se para ver a garota em ação. Ao chegar perto, Júlia pôs a mão no ombro do homem virando-o e, sem perder tempo, enfiou os dentes no pescoço dele. O coitado nem teve tempo para reagir, ficou paralisado devido ao susto e dor que sentia.

Depois de saciar sua sede a vampira largou o homem desmaiado no chão e voltou sorrindo para junto do namorado. Este apenas retribuiu o sorriso, entregando-lhe um papel para limpar a boca. A garota limpou-se e os dois continuaram seu caminho, conversando. Após mais algum tempo de caminhada, aparece, na frente deles, um homem de roupa toda preta, cabelo preto e curto e óculos escuros.

– De que clã vocês são? – pergunta o homem misterioso.

– O que você quer dizer com isso, amigo? – desconversa Cléber.

– Não finja que não sabe do estou falando. – fala o homem com autoridade. – Sei que vocês são vampiros.

Júlia assustou-se ao ouvir isso, como ele podia saber disso se nem mesmo os conhecia, pelos menos ela nunca o tinha visto antes. Talvez Cléber o conhecesse.

– Não vai me dizer o clã que pertencem? – voltou a perguntar elevando a voz.

– E porque eu te diria isso? – perguntou Cléber com muita calma.

Júlia continuava muito assustada, ela se perguntava porque Cléber estava enfrentando o homem daquele jeito, ele que tinha lhe falado para evitar confusão e agora estava arrumando uma.

– Porque eu... – começou a dizer o homem, mas foi interrompido pelo toque de seu próprio celular. – Não tentem fugir, tenho outros colegas nos vendo. – completou antes de atender o aparelho.

A garota queria sair correndo, mas Cléber a segurou. Ela olhou para o vampiro e este tinha uma expressão preocupada.

– Ele é um Caçador. – disse ele para a garota. – Logo ali na frente tem outro. – completou olhando por trás do homem que ainda falava no celular.

Júlia olhou na mesma direção e viu: realmente tinha outra pessoa lá, olhando para eles. Parecia ser bem mais baixa que o homem que os abordou.

– Vocês tiveram sorte hoje, seus sugadores de sangue. – disse o Caçador, bravo, após desligar o aparelho. – Preciso resolver outro problema que surgiu, mas vou pegar vocês outro dia.

Ao terminar de dizer isso, ele virou-se e foi na direção da outra pessoa. Júlia ficou observando-os e logo Cléber pegou na mão dela, querendo sair dali.

– Espere um pouco. – disse a garota.

Cléber obedeceu e também olhou para os dois, que vinham na direção deles conversando e aquele que falou com eles fez sinal para o colega, indicando que iam virar a esquina. Chegaram bem perto dos dois vampiros e Júlia teve a impressão de conhecer a outra pessoa. Ela olhou melhor antes deles virarem na outra rua e confirmou sua suspeita: aquele garoto era o filho de D. Vera.

– Estranho. – disse ela assim que os dois se afastaram. – Foi aquele garoto que eu tive vontade de morder aquela noite que fui devolver umas roupas, lembra?

– Lembro. – respondeu o vampiro, olhando sério para ela. – Júlia, se ele está andando com um caçador isso só pode significar uma coisa.

A garota arregalou os olhos.

– Você está querendo dizer que... – perguntou preocupada.

– Isso mesmo, amor. – respondeu Cléber.

Neste momento, Júlia acorda assustada com o barulho de algo batendo em sua janela. Ela olha para o seu relógio e vê que ainda são 3 horas da manhã, então, vendo que nem trocou de roupa, abre a janela com cuidado. Ao olhar para baixo ela sorri contente.

– Finalmente apareceu. – disse reconhecendo quem estava lá embaixo.

Sem esperar resposta, fez sinal para ele esperar e, sem perder tempo saiu do quarto para ir encontrá-lo, mas estava tão apressada que se esqueceu de fechar a janela. Ao sair de casa, ela correu para abraçá-lo.

– Me desculpe por não ter vindo antes. – disse o vampiro depois de soltá-la.

– Tudo bem, Cléber. – respondeu a garota sorrindo. – O importante é que você veio.

Ele sorriu e concordou com a cabeça, se explicando:

– É que o Príncipe me chamou para uma reunião e nem deu tempo de te avisar.

– Bom, se você estava com o Ricardo não tem problema. – brincou a garota. –

Vamos entrar para beber um pouco e conversar?

– Tudo bem. – concordou Cléber. – Tenho algo importante para te dizer.

– Então vamos. – respondeu ela. – Vou te contar o sonho estranho que tive agora

pouco.

Os dois entraram e foram para a cozinha. Júlia, depois de puxar a cadeira para ele

sentar, pegou dois copos no armário e a garrafa de sangue na geladeira e colocou tudo sobre a mesa. Encheu os dois copos e fez sinal para o vampiro pegar um deles, então Cléber pegou um copo e a garota pegou o outro depois de sentar-se ao lado dele.

– Quero propor um brinde à nossa amizade eterna. – disse o vampiro erguendo seu

copo.

A garota sorriu e, concordando ergueu seu copo também, mas eles tomaram sem

bate-los para não fazer barulho.

– Espero que seja mais do que amizade. – disse Júlia depois de beber e, ao ouvir isso, Cléber a olhou sem entender a principio.

Ela não disse mais nada, ficou olhando-o com um sorriso no rosto e, finalmente, ele entendeu o que ela quis dizer e também sorriu. Então a garota começou a aproximar seu rosto do dele e, por desejo dos dois, seus lábios se tocaram, resultando num longo e maravilhoso beijo. Afastaram-se um pouco e sorriram, então Júlia molhou o dedo no sangue de seu copo e passou-o pelos seus lábios e, sem perder tempo, deu outro beijo no vampiro, desta vez com o delicioso gosto metálico do sangue.

– Você estava no meu sonho. – disse a vampira, soltando-o, após o beijo. – Melhor dizer que foi um pesadelo.

– Porque? Foi tão ruim assim sonhar comigo? – brincou ele.

– Não é por causa de você. – riu Júlia. – É que aconteceram coisas estranhas.

– De que tipo? – perguntou ele, sério.

– Bom, primeiro eu mordi um homem que passou por nós.

– Você? – admirou-se ele. – Mordendo pessoas?

– Pois é. Só em um pesadelo mesmo. – ela riu. – E o pior é que aquilo parecia normal para mim.

Cléber apenas concordou com a cabeça e ela continuou:

– Depois apareceram duas pessoas e você quase arranjou confusão com um deles.

– Eu briguei com ele? – perguntou Cléber com interesse.

– Não chegou a brigar, mas não queria responder o que ele estava perguntando e você me disse que eles eram caçadores. – Cléber ia dizer algo, mas a garota continuou. – Eu não sei se entendi o que você quis dizer, mas o mais estranho era que o outro cara parecia aquele menino que eu entreguei as roupas outra noite.

– É muito estranho mesmo você sonhar com caçadores.

– Foi só um pesadelo, vamos deixar isso pra lá. – pediu a garota.

– Ok. — disse Cléber e, depois de mais alguns beijos ele continuou.- Vou te contar uma coisa da reunião que tive com o Príncipe.

– Diga, querido. – respondeu a garota após um gole.

– Uma missão muito importante para toda a sociedade vampírica será realizada em Curitiba e precisamos mandar um representante daqui de São Paulo.

– Aposto que você vai pra lá. – respondeu a garota.

– Apostou errado. – brincou Cléber. – Não sou o escolhido para essa missão e também eu nem poderia ir, tenho que resolver vários assuntos do clã.

– Então quem vai? – perguntou a garota, curiosa.

– Você. – respondeu o vampiro prontamente.

– Eu? – admirou-se a garota. – Mas... nem sei se posso. E também sou vampira a tão pouco tempo...

– Sim, mas eu e o Ricardo acreditamos que você é capaz de realizar esta missão. Mesmo não tendo muita experiência como vampira.

– Tudo bem. – disse a garota, sorrindo. – Se vocês confiam em mim, não vou decepcioná-los.

Cléber sorriu e terminou de tomar seu sangue.

– Agora preciso ir. – disse ele levantando-se e levando o copo para a pia. – Logo irá amanhecer.

– É mesmo. – respondeu Júlia olhando no relógio.

Ela o acompanhou até a porta e deram mais um beijinho rápido.

– Tchau, minha vampirinha. – despediu-se Cléber.

– Sayonara, meu amor. – sorriu Júlia.

A garota ficou olhando-o ir embora e, depois que o carro partiu, ela ainda ficou um bom tempo, com a porta aberta, pensando. Sem saber quanto tempo passou, fechou a porta e voltou para a cozinha para lavar os copos. Ela estava muito contente, finalmente tinham conseguido se beijar e, como ela imaginava, ele também estava apaixonado. Assim que terminou de arrumar a cozinha, saiu do cômodo tão distraída que nem olhou para o relógio na parede. Ao chegar na beira da escada, viu sua mãe já descendo.

– Bom dia, filha. – saudou Márcia ao vê-la. – Achei que ainda estava deitada.

– Ohayou gozaimasu. – respondeu a garota abraçando a mãe. – É que me deu sede e o Cléber apareceu também. – completou a garota, muito feliz.

– Ah, sim. – respondeu Márcia soltando a filha. – Pela sua felicidade já até sei o que aconteceu.

A garota olhou para a mãe e, ao ver que ela estava sorrindo, retribuiu o sorriso e disse que ia para o quarto. Márcia foi para a cozinha preparar seu café e Júlia subiu. A dona da casa ia pôr o leite para ferver, quando ouviu um grito.

– AAAHHHHHHHH! MAAAÃE!

Ela correu até a filha e a encontrou caída na porta do quarto, estava muito assustada parecia estar sofrendo, pois quase chorava. Então Márcia viu que a janela estava aberta, sem perder mais tempo a mulher passou pela filha e foi fechá-la.

– Obrigada mãe. – disse a garota aliviada e levantando-se. – Minha pele já estava começando a arder, eu não conseguiria chegar na janela.

– Tudo bem, filha. – respondeu Márcia se aproximando. – Foi só um susto, já passou.

– Ah, agora me lembrei. – disse a garota. – Eram umas 3 horas quando ouvi um barulho lá fora, então abri a janela e, vendo o Cléber, saí sem fechá-la.

– Precisa tomar cuidado, filha. – disse a mãe com preocupação.

– É. – sorriu a menina. – Se a senhora não estivesse em casa eu ia morrer queimada.

– Isso nunca acontecerá. – respondeu Márcia. – Não deixarei.

A garota sorriu, concordando com a mãe e, assim que ficou sozinha no quarto, ela ligou o computador. (NF: e quem imaginou que ela colocou música japonesa para tocar, acertou) Ela aumentou o volume e foi tomar banho, cantando.

Márcia terminou de tomar seu café e, antes de sair, verificou se todas as janelas da casa estavam fechadas. “Tenho que lembrar disso todos os dias”, pensou ela fechando a porta da rua.

Júlia saiu do banho e sentou-se na frente do computador. Ela ficou um bom tempo ouvindo música e lendo uma fic que sua amiga Paula lhe indicou, era sobre uma aluna de Hogwarts que tem uma gata de estimação. Depois de ler a toda a história, a vampira olhou no relógio e viu que já era quase uma hora da tarde, então ela conectou o MSN e foi para a cozinha buscar alimento. “Mamãe não veio almoçar hoje”, pensou ela pegando sua bebida. Ao voltar para o quarto, Júlia viu que Paula já tinha iniciado a conversa com ela.

Paula – A vida é feita de amizades diz:

Oi, amiga.

Paula – A vida é feita de amizades diz:

Td bem?

July-chan diz:

Oi. Estou ótima.

July-chan diz:

Tenho duas novidades pra te contar, amiga

Paula – A vida é feita de amizades diz:

É mesmo? Então conte

July-chan diz:

Sabe aquele cara que falei que me fez vira vampira?

Paula – A vida é feita de amizades diz:

Sei

July-chan diz:

Estamos apaixonados e nos beijamos esta noite.

Paula – A vida é feita de amizades diz:

Sério? Q bom, amiga

July-chan diz:

Estou tão feliz...

Paula – A vida é feita de amizades diz:

Eu imagino. ^^

July-chan diz:

E o melhor de namorar ele é que poderemos ficar juntos pela eternidade, se quisermos.

Paula – A vida é feita de amizades diz:

Pois é... ^^

July-chan diz:

Ah, tbm vou viajar para Curitiba.

Paula – A vida é feita de amizades diz:

Q legal. Quando vc vai?

July-chan diz:

Ainda não sei.

July-chan diz:

É uma missão, entende? Eu vou falar com o Cléber hoje.

Paula – A vida é feita de amizades diz:

Ah sim, entendi.

Paula – A vida é feita de amizades diz:

Amiga, hoje não posso passar aí.

Paula – A vida é feita de amizades diz:

Vou acompanhar minha mãe no médico

July-chan diz:

Td bem, não tem problema

July-chan diz:

Eu li aquela fic. É muito boa mesmo.

Paula – A vida é feita de amizades diz:

Ah, sim. Ela escreve muito bem.

Paula – A vida é feita de amizades diz:

Amiga, agora preciso ir.

Paula – A vida é feita de amizades diz:

Até mais.

July-chan diz:

Tchau, amiga.

July-chan diz:

Depois te falo quando vou viajar

Paula – A vida é feita de amizades diz:

Ok.

Paula – A vida é feita de amizades parece estar off-line.

Ao ver esta mensagem, Júlia também saiu do MSN e foi assistir TV na sala. “Essa é a parte chata de ser vampira”, pensou ela, “não poder sair de casa e, nem mesmo ver como está o dia” – olhou para a janela do cômodo, fechada. Ficou vendo o filme que passava e imaginando o que teria que fazer em Curitiba. Assim que acabou o filme ela voltou para o computador, queria fazer uma pesquisa na Internet.

Fazia pouco tempo que a garota pesquisava, quando apareceu na tela uma mensagem do MSN:

Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? acabou de te adicionar na sua lista de contatos. Você deseja aceitá-lo?

Não preciso nem dizer que ela aceitou na hora, né?

Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:

Oi, minha vampirinha.

Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:

Já está com saudades?

July-chan diz:

Oi, querido.

July-chan diz:

Não sabia q vc tinha MSN.

Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:

Faz um tempinho já.

July-chan diz:

Ah

Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:

Sua viagem será hoje.

July-chan diz:

Hoje?

Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:

Sim.

Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:

Estava marcada para amanhã, mas o Ricardo acabou de me ligar dizendo que precisa ser esta noite.

July-chan diz:

Tudo bem.

July-chan diz:

Então preciso arrumar as coisas o mais rápido possível.

July-chan diz:

Q horas vai ser? Vai ser de avião?

Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:

9 horas. Isso.

July-chan diz:

Vc me levará até o aeroporto?

Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:

Eu gostaria, mas não vai dar. Tenho outro trabalho para fazer.

July-chan diz:

Entendo.

Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:

O Príncipe passará aí às 8:30 para te pegar.

July-chan diz:

Ok

Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:

Agora preciso ir, amor.

Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:

Vou sentir saudades de vc

July-chan diz:

Sayonara, meu amor.

July-chan diz:

Tbm sentirei saudades.

July-chan diz:

Beijinhos.

Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:

Beijos.

Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? parece estar offline.

Júlia falou para Paula que ia viajar e não sabia quando estaria de volta. Depois foi tomar banho e arrumar sua bolsa. Assim que terminou, colocou a bolsa nas costas, desligou o computador e desceu.

– Vai ficar mais do que uma noite fora, filha? – perguntou Márcia assim que a menina entrou na cozinha com a bolsa nas costas.

– Sim, mãe. – sorriu a menina, pegando sua bebida. – Fui convocada, para uma missão, pelo Príncipe Ricardo.

– E onde é esta missão?

– Em Curitiba. – respondeu a garota após sentar-se e tomar um gole.

– Curitiba? – surpreendeu-se a mãe. – No Paraná?

– Hai. – disse a garota. – O Príncipe vem me buscar daqui a pouco para me levar

até o aeroporto.

– Esse tal de príncipe é aquele cara que você falou que é tipo um chefe dos vampiros da cidade?

– Ele mesmo, mãe. – sorriu a garota.

– E ele não é muito ocupado? – perguntou Márcia. – Como pode ter tempo para

levar uma vampira pro aeroporto?

– É ficamos muito amigos um do outro. – disse Júlia sorrindo ainda mais.

– Quando você volta?

– Ainda não sei, mãe. – respondeu depois de um gole. – Não sei nem o que vou

fazer.

Márcia não disse mais nada, apenas sorriu para a filha. Sabia que não podia impedi-la de ir. Elas ouviram a campainha tocar.

– Deve ser ele. – disse a vampira levantando-se e tomando o pouco que ainda

estava no copo num gole só.

As duas foram até a sala e Júlia abriu a porta. Era ele mesmo.

– Oi, Ricardo. – a garota sorriu para ele. – Ah, esta é minha mãe.

– Bona note, Júlia. – respondeu ele. – Prazer em conhece-la, senhora. – completou

olhando para Márcia.

Márcia apenas balançou a cabeça e sorriu.

– Pode ficar tranqüila. Sua filha ficará bem. – disse o Príncipe.

– Obrigada. – respondeu a mulher.

– Vamos, Júlia? – falou ele pegando a bolsa dela e indo para o carro.

– Hai. – respondeu a garota abraçando a mãe. – Tchau, mãe. Dou um jeito de te

ligar quando chegar lá.

– Está bem filha. – respondeu Márcia. – Genki da ne.

– Pode deixar. – respondeu a garota afastando-se.

Ricardo já a esperava com a porta do carro aberta. Ela entrou agradecendo e acenou

para a mãe. Márcia ficou na porta vendo o carro se distanciar e, quando já não podia mais vê-lo, entrou.

Júlia estava adorando andar naquele carro japonês, antes ela só havia andado no carro da mãe, que é um Gol. Os dois não falaram nada durante esta viagem, a qual, não demorou muito. Assim que chegaram no aeroporto, os dois se dirigiram até o balcão de embarque e Ricardo apresentou alguns papéis para a atendente. Ela os examinou e sorriu para a vampira.

– Pode seguir por aqui, Júlia. – disse ela indicando a passagem atrás dela. – O avião

já está pronto para decolar.

– Você irá num avião particular, Júlia. – falou o Príncipe vendo que a garota

parecia não ter entendido direito. – Vou acompanha-la até o avião, se não tiver problema. – completou para a atendente.

– Problema nenhum, senhor. – respondeu ela sorrindo.

Eles entraram em um corredor e, depois de andar um pouco, estavam a céu aberto e logo viram um avião, já em funcionamento, com um homem do lado de fora. Assim que os viu, o homem correu até eles e pegou a bolsa de Júlia.

– Com licença, senhorita. – disse ele. – Sou o co-piloto e meu nome é Paulo. Boa

noite, senhor. – olhou para Ricardo cumprimentando-o. – Tudo bem?

– Tuto bene, mi amico – respondeu Ricardo. – Mande meus cumprimentos para o

piloto e cuide bem dela.

– Pode deixar. – falou o co-piloto sorrindo para Júlia. – Essa vampirinha está em boas mãos. Júlia apenas sorriu para ele sem dizer nada.

– Você pousará num aeroporto particular do Príncipe de lá. – explicou Ricardo. –

Ao chegar terá um carro dele à sua espera. Não posso te dizer qual é a missão, ele mesmo te contará quando você encontra-lo.

– Ok. – respondeu a garota.

– Tchau, Júlia. – despediu-se. – Fai buon viaggio!

– Sayonara.

– Ah, o hotel que escolhi pra você ficar tem tudo a ver com você. – comentou

Ricardo.

– Ok. – disse ela sorrindo e sem entender o que ele quis dizer, mas não deu tempo

de perguntar porque ele já estava longe.

Júlia e o co-piloto seguiram para o avião e, assim que Júlia se sentou, decolaram rumo a Curitiba.

Mais um capítulo. Esse ficou um pouquinho maior, né?

Espero que gostem e, por favor, comentem. Como diz uma amiga, “faça um ficwriter feliz”.

Arigatou. Até mais.

Thelef