Nova Vida como Vampira
7 A missão
Capítulo 7 – A missão
Menos de duas horas depois de decolar, o avião já pousava. Júlia desceu, despediu-se dos pilotos e viu, a alguns metros, um carro preto e um homem com roupa de motorista que vinha em sua direção, então a garota andou em direção a ele.
– Boa noite. – disse o homem ao se encontrarem. – Sou o motorista do Príncipe Garcia e vou levá-la até o hotel.
– Boa noite, senhor. – respondeu Júlia com educação.
– Não precisa me chamar de senhor. – sorriu o motorista enquanto andavam até o carro. – Afinal, pela aparência, não sou tão velho assim, não é?
A garota sorriu e concordou com a cabeça. O motorista abriu a porta para ela e, durante o trajeto, a vampira ia prestando atenção em tudo. Estava gostando de Curitiba. “É uma cidade bem diferente de São Paulo”.– pensou. Após alguns minutos, o carro parou em frente a um prédio diferente dos outros que Júlia viu pelo caminho.
– Chegamos. – disse o motorista, saindo do carro.
Ele deu a volta e abriu a porta para ela sair. Assim que saiu e olhou melhor para o prédio, entendeu o que Ricardo quis dizer quando falou que o hotel tinha tudo a ver com ela.
– Nossa que legal. – disse a garota, sorrindo. – Hotel Nikko. Vou me sentir em casa aqui.
O hotel era um belo prédio, no estilo japonês. Júlia ficou algum tempo admirando a entrada do hotel.
– Na recepção pergunte pelo quarto reservado pelo Sr. Garcia. – disse o motorista. – Entendeu, Júlia? Sr. Garcia.
– Ah, sim. – respondeu a garota. – Entendi.
– Ele irá vê-la ainda hoje. – falou o motorista já na porta do carro. – Voltarei para buscá-la daqui a uma hora.
– Ok. – respondeu a garota indo em direção à entrada do hotel. Ela parou, logo que entrou, e olhou em volta, estava admirada e muito contente. “Parece que estou no Japão” – pensa a garota, sorrindo.
Ela aproxima-se da recepção e, ao vê-la, o funcionário, japonês, sorriu esperando para atendê-la. Júlia perguntou pelo quarto conforme o motorista a instruíra.
– Ah, sim. – falou o funcionário. – Você ser Júlia, né?
– Hai. – respondeu ela, aumentando o sorriso. – Eu mesma.
– Quarto 85, 8º Andar. – falou ele tocando um pequeno sino sobre o balcão e, no mesmo instante, apareceu um garoto. – Acompanhe a senhorita até o quarto, né? – completou o japonês para o garoto lhe entregando a chave.
Este concordou com a cabeça e fez sinal para Júlia acompanhá-lo. Os dois entraram no elevador e, enquanto subiam, eles se olharam e sorriram. Ao chegar no 8º andar, o garoto, após segurar a porta do elevador para ela sair, indicou-lhe o lado esquerdo e a garota logo viu a porta com o número 85. Ele abriu a porta, liberando passagem para ela e, assim que ela entrou, colocou a chave, que na verdade era um cartão, numa entrada na parede ao lado da porta e, no mesmo instante, as luzes do quarto se acenderam.
– Se precisar de algo é só tirar o telefone do gancho para falar direto com a recepção e, quando for sair, retire a chave da parede para apagar as luzes e entregue-a lá embaixo. – explicou o garoto.
– Obrigada. – respondeu Júlia. – Posso fazer ligação pra fora também? – perguntou ela com a intenção de ligar para a mãe.
– Pode sim. É só apertar o número zero assim que tirar do gancho. – respondeu ele. Até logo.
O garoto saiu, fechando a porta e Júlia ficou encantada com a decoração japonesa do quarto. Ela foi até o telefone e, sem perder tempo, ligou para sua casa.
– Oi mãe. Tudo bem?
– Oi filha. Como foi a viagem?
– Foi boa. – disse a garota, entusiasmada. – Mãe, a senhora não vai acreditar: o hotel é japonês.
– Nossa que legal, filha. – disse Márcia ficando contente. – Então aproveite o ambiente do nosso país.
– Com certeza. – concordou. – Mãe, agora vou desligar, ta? Daqui a pouco vou encontrar com o Príncipe daqui para saber qual é a missão.
– Está bem, filha. Ganbatte kudasai e ligue mais vezes.
– Arigatou. Pode deixar, vou ligar. Tchau.
– Tchau, filha. Beijos.
– Beijos.
Depois de desligar o aparelho, foi ver como era o banheiro. Era grande e bem espaçoso, no canto esquerdo havia uma banheira e, no lado direito havia um lindo gabinete de madeira com uma pia muito bonita também e, acima da pia, um enorme e lindo espelho que, para ela, não tinha utilidade nenhuma. Ela saiu do banheiro e deitou-se na cama, era bem macia e confortável. Ficou deitada olhando para o teto e lembrou-se de Cléber. Sentia saudades dele, do beijo dele. Gostaria muito que ele pudesse estar ali, junto com ela.
Júlia lembrou-se de uma música e começou a cantar:
Tooku hanareteru hodo ni chikaku ni kanjiteru
(Quanto mais distante, mais próximo sinto você)
Samishisa mo tsuyosa e to kawatteru
(Para transformar a solidão em força)
... kimi wo omotta nara
(Basta pensar em você)
Setsunaku mune wo sasu sore wa yume no kakera
(Os cacos do sonho despedaçado espetam o coração com tristeza)
Arinomama deaeteta sono kiseki
(Preciso acreditar novamente no milagre)
Mou ichido shinjite*
(De termos nos encontrado sem pretensões)
Então tocou o telefone. Era o japonês da recepção dizendo que o motorista do Sr. Garcia já estava lá em baixo. Júlia ajeitou seus cabelos ruivos, prendendo-os com uma fita branca, trocou a camiseta e já ia fechar a porta sem pegar a chave na parede (NF: eu já fiz isso uma vez, rsrss).
– Oi. – disse a garota sorrindo ao chegar na recepção.
– Oi, Júlia. – respondeu o motorista. – Está pronta para conhecer o Príncipe?
A garota concordou com a cabeça e, então os dois saíram do hotel e aquele garoto
que acompanhou Júlia até o quarto, ao vê-la, sorriu e correu até o carro, abrindo a porta para ela entrar.
– Obrigada. – agradeceu sorrindo para ele antes de entrar no veículo.
Assim que o garoto fechou a porta o carro partiu, rumo à casa do Príncipe Garcia.
– Acho que vi uma pessoa suspeita outro dia. – fala Lucas, no telefone.
– Você acha que essa pessoa é um possível alvo? – perguntou o homem do outro
lado da linha.
– Pode ser que sim.
– Ok. – disse o homem. – Não vamos falar mais nada por telefone.
– Concordo. – respondeu Lucas, prontamente. – Pode ser perigoso.
– Vamos nos encontrar no lugar de sempre. – respondeu o homem. – Amanhã, no
começo da tarde.
– Combinado. – respondeu o garoto, desligando o telefone.
D. Vera chegou na sala e, ao vê-la, o garoto teve uma idéia:
– Mãe, a senhora ainda lembra onde mora a Júlia?
– Lembro sim.
– Pode me levar até lá agora? – perguntou o garoto com um sorriso.
– Levo, mas porque você quer procurá-la? – perguntou D.Vera, sem entender.
– Bom, é que... – respondeu o garoto inventando uma desculpa. – Eu quero conhecê-la melhor, convidá-la para sair...
– Está bem. – responde a mulher, sorrindo. – Vamos.
Alguns minutos depois já estão na porta da casa de Júlia. O menino pede, educadamente, para a mãe aguardar no carro e vai até a porta e toca a campainha. Logo Márcia abre a porta.
– Boa noite, senhora. – fala o garoto. – Desculpe incomodar a esta hora. Sou filho de D. Vera, acho que a senhora a conhece, não?
– Sim. Conheço – responde Márcia sorrindo. – Posso ajudar em alguma coisa?
– Eu gostaria de falar com a Júlia. – diz o garoto.
– Ela ainda não chegou – mentiu Márcia, pensando bem no que ia dizer. – Foi na festa de uma das amigas.
– Ah, sim. – falou Lucas, percebendo que a mulher não sabia o que dizer. – E amanhã, durante o dia, ela estará em casa?
– Amanhã? – respondeu Márcia já um pouco nervosa. – Bom, cedo ela vai pra escola e à tarde... – tava difícil pensar em algo – à tarde ela fará uma... uma consulta no médico. Vai demorar algumas horas para voltar, acho. Talvez ela chegue aqui só no fim da tarde.
– Está bem. – respondeu o garoto com um enorme sorriso. – Muito obrigado. Amanhã, no fim da tarde, procuro por ela.
– Tchau. – disse Márcia. – Mande um abraço pra sua mãe.
– Pode deixar. – disse o garoto saindo. – Ela está ali no carro.
Márcia olhou pra frente e viu o carro de D. Vera, então acenou e a outra acenou do veículo. “Tenho quase certeza de que estou certo”. – pensou o garoto antes de chegar no carro. “Esta garota pode mesmo ser um alvo”.
Júlia aproveitava a viagem de carro para conhecer mais um pouco da cidade. Apesar de ser tarde, ainda tinha um bom movimento nas ruas, tanto de carros quanto de pessoas andando. O carro parou em frente a um enorme portão de ferro e um homem, de terno preto e óculos escuros, aproximou-se.
– Esta é a vampira de São Paulo. – disse o motorista.
Ao ouvir ele falar isso, a garota assustou-se. Principalmente porque o homem ficou um tempo olhando-a, sem dizer nada.
– Podem seguir. – sorriu ele e, para alívio dela, fez sinal para outro segurança abrir o portão.
– Esses seguranças são vampiros também? – perguntou ela assim que o carro passou por eles.
– Não. – respondeu o motorista. – Mas sabem para quem trabalham e têm contato com vampiros todas as noites.
Passaram por um enorme jardim e, alguns metros depois, chegaram na porta de uma bela mansão. Ao descer do carro, Júlia foi recebida por um senhor que parecia ser o mordomo.
– Boa noite, senhorita. – disse sorrindo. – O Príncipe está à sua espera. Siga-me, por favor.
A garota sorriu e acompanhou o homem para dentro da casa. Eles passaram pela enorme sala, com uma maravilhosa decoração e vários moveis e objetos que pareciam ser muito caros. Após atravessarem duas portas e um corredor, finalmente chegaram na sala onde se encontrava o Príncipe Garcia.
– Com licença, senhor. – disse o mordomo. – Aqui está a vampira.
– Muchas gracias, James. – o mordomo fez uma reverência com a cabeça e saiu.
– Buenas noches, señorita. – disse o Príncipe sorrindo para ela. – Por favor, sinta-se à vontade.
Eles estavam numa sala com dois sofás, um de cada lado e uma poltrona entre eles e, na parede oposta, uma mesa e um armário atrás dela. Além dela e do Príncipe, haviam mais três vampiros na sala: dois estavam sentados num sofá e o outro na poltrona. Júlia sentou-se no sofá vazio e, assim que o fez, o Príncipe sorriu e começou a falar.
– Bem já estamos todos aqui. – ele foi para perto da mesa. – Primeiro as
apresentações: Júlia a vampira de São Paulo que vai nos ajudar. – disse ele para os três. – e esses são os vampiros que também estarão na missão. – completou para a garota.
Os três vampiros olharam para Júlia e sorriram, ela retribuiu o sorriso.
– Como todos vocês devem saber, os vampiros do Sabá não se importam em
aparecer. – começou o Príncipe. – Eles sempre causam muita confusão por onde passam e, nós da Camarilla, temos o dever de acabar com eles.
– Então temos que silenciar alguns Sabá? – pergunta um dos vampiros.
– Sim. – responde o Príncipe olhando para ele. – Esta é a missão de vocês três. – ele
aponta para os vampiros.
– Desculpe, senhor. – fala Júlia estranhando não ter sido incluída também. – Onde
eu participo então?
– Eu já ia dizer a sua parte, Júlia. – sorri o Príncipe para ela. – Esses oponentes que
vamos pegar são espertos. Eles conhecem todos os vampiros de Curitiba e, para nosso azar, não sabemos onde eles se escondem. Então por isso chamei você, de outra cidade, para segui-los e descobrir onde ficam e onde costumam ir.
– Entendi. – respondeu a garota. – Serei uma espiã para informar o grupo das
atividades do Sabá?
– Isso mesmo. – respondeu o Príncipe sorrindo.
Ele pegou quatro pastas na mesa e entregou-as para os vampiros. Os quatro abriram
e olharam atenciosamente o conteúdo.
– Nesta pasta vocês encontrarão fotos dos seis alvos, que precisam ser detidos, e também todas as informações que temos sobre eles que, infelizmente, não são muitas. Ah, e, tanto as fotos quanto os papéis com as informações, tem um número de identificação de cada alvo.
Júlia analisou atentamente cada uma das fotos. Após algum tempo, o Príncipe perguntou se não tinham perguntas a fazer e, como nenhum deles se manifestou, voltou a falar da missão:
– Sabemos que amanhã, às 20:30, o alvo 2348 estará neste endereço. – ele entrega um pedaço de papel para cada um. – Júlia, você deverá estar lá antes dele chegar e, assim que ele sair, segui-lo. Os outros três estarão em pontos estratégicos perto do local. – ele outro papel para os quatro.
Cada papel tinha um mapa do local, com um ponto, diferente para cada um, indicando onde deveria ficar. O mapa de Júlia era o único que continha a indicação dos três vampiros, assim só ela saberia onde todos os outros estariam.
– Como Júlia saberá a localização de todos vocês, ela informará aquele que estiver no caminho que o alvo fizer. A função deste vampiro será deter este alvo, da maneira que achar mais conveniente.
Todos concordaram com a cabeça.
– Teremos algum equipamento especial? – perguntou um dos vampiros.
– Claro que si. – respondeu o Príncipe indo até o armário. – Venham até aqui, por favor.
Os quatro levantaram e se aproximaram da mesa. O Príncipe pegou uma sacola no armário e entregou-a para Júlia, depois pegou mais três iguais para os outros. Eles olharam o conteúdo e todas tinham as mesmas coisas: uma pistola, munição especial revestida de prata, seis estacas de madeira, um rádio de comunicação e outras coisas.
– Os rádios de vocês já estão ajustados com os canais correspondentes de cada um. – explicou o Príncipe. – Júlia, que não tem a localização nos mapas, está no canal 1.
– Eu não poderei ajudá-los amanhã, então boa sorte para todos e peguem aquele desgraçado que quebra nossas leis. – continuou o Príncipe, após todos confirmarem seus respectivos canais. – Ah, e mais uma coisa. – lembrou ele. – Júlia, além de ser a espiã, também é líder do grupo, então mantenham contato com ela sempre. A palavra final nas decisões será dela.
– Nossa! Que responsabilidade eu tenho, né? – disse Júlia sorrindo. – Vou me esforçar bastante para ser uma boa líder.
Todos concordaram e sorriram para ela. Os vampiros tinham certeza que iam se dar muito bem aquela garota.
– Bom, é isso meus amigos. – encerrou o Príncipe. – Buenas noches. – completou ele abrindo a porta e sorrindo.
Todos saíram e, ao chegarem lá fora, despediram-se de Júlia.
– Até amanhã, vampirinha. – disse o que parecia ser o mais jovem. – Posso te chamar assim, né?
– Claro que sim. – sorriu Júlia. – Não precisam me tratar como se eu fosse superior só porque sou líder.
– De acordo, Júlia. – disse outro vampiro.
Os três se despediram e foram um para cada lado. Júlia viu que o motorista estava do lado do carro conversando com um dos seguranças.
– Oi. – disse ela se aproximando.
– Ah, Júlia. – respondeu o motorista. – Estávamos aqui tão distraídos que nem vimos vocês saírem. Quer que eu te leve para o hotel ou quer dar uma volta pela cidade?
– Vou para o hotel. – respondeu a garota, sem pensar muito. – Quero descansar
um pouco.
Entraram no carro e, em poucos minutos, já estavam no hotel. Aquele garoto,
reconhecendo o carro, veio correndo abrir a porta para ela sair.
– Quer que eu espere para te levar em algum lugar? – perguntou o motorista.
– Não precisa. Obrigada. – respondeu a garota com um sorriso. – Se eu for sair
quero andar um pouco.
Ela saiu do carro e sorriu para o garoto.
– Arigatou. – agradeceu ela assim que terminou de sair. – Konbanwa. – completou
passando por ele.
– De nada. Konbanwa. – respondeu o garoto sorrindo.
– Como que você... – Júlia virou-se o olhando, impressionada. – Ah, claro. Você
deve conhecer pelo menos o básico de japonês. – sorriu.
O garoto apenas afirmou com a cabeça, continuava sorrindo. Os dois foram até a porta e Júlia seguiu deixando-o lá. Ela passou pela recepção para pegar sua chave.
– Obrigada. – agradeceu. – Ah, tem algum computador que os hóspedes possam
usar? – perguntou para o japonês da recepção.
– Computador para hóspedes, né? – respondeu ele. – Tem sim, uma sala com válios.
Hóspedes podem usar esses, né?
A garota agradeceu a informação e subiu para seu quarto. Ao chegar lá viu uma toalha limpa e dobrada em cima da cama e a janela estava aberta. Foi até sua bolsa, que tinha guardado dentro do armário, e pegou algo no meio de algumas roupas. Era uma pequena garrafa de plástico contendo seu alimento. Bebeu um pouco e olhou para a garrafa, pensando – “tomara que isso seja o suficiente até eu ir embora.” Guardou a garrafa, foi até o banheiro escovar os dentes e, antes de sair, fechou a janela do quarto. Chegando no térreo, logo viu o garoto dando uma arrumada na recepção.
– Oi. – disse se aproximando dele. – Você pode me ajudar?
– Oi. – sorriu para ela. – Claro que posso. O que precisa?
– Onde fica a lan-house do hotel?
– Me acompanhe.
Ao chegar no local, ele puxou a cadeira do primeiro computador para ela sentar-se e
retirou-se dizendo para chamá-lo se precisasse de algo. Júlia ligou o computador e, enquanto esperava, deu uma olhada pela sala: havia uns vinte computadores, mas não tinha ninguém lá além dela. Conectou-se no MSN e abriu o site da sua radio favorita de musica japonesa. Estava tocando uma musica bem romântica.
Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:
Oi, minha vampirinha.
Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:
Não esperava te encontrar aqui.
July-chan – Sinto-me perdida sem você ao meu lado diz:
Oi, amor.
July-chan – Sinto-me perdida sem você ao meu lado diz:
E quem você estaria esperando?
Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:
Ninguém além de você.
Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:
É que estou teclando com Ricardo.
Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:
Como está se saindo aí? Já conheceu o Príncipe Garcia?
July-chan – Sinto-me perdida sem você ao meu lado diz:
Estou me dando bem. Fui encontrar o Príncipe e já sei o que preciso fazer aqui.
Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:
Legal.
July-chan – Sinto-me perdida sem você ao meu lado diz:
Eu e mais três “colegas” daqui precisamos caçar um grupo rival, sabe?
Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:
Ah, sim. Entendi.
July-chan – Sinto-me perdida sem você ao meu lado diz:
E o que você tem feito por aí?
Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:
Agora pouco encontrei um “colega” maluco que ficava dizendo que o meu destino era ajuda-lo a acabar com os “você sabe”.
July-chan – Sinto-me perdida sem você ao meu lado diz:
Que maluco. Então você teria que acabar com ele também.
Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:
Isso que eu dizia pra ele, mas ele insistia em falar que não era um deles.
July-chan – Sinto-me perdida sem você ao meu lado diz:
Deve ter sido difícil se livrar dele, hein? rsrsss
Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:
Se foi... o cara era muito chato mesmo.
Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:
Agora preciso ir, querida. Estou com saudade de você.
July-chan – Sinto-me perdida sem você ao meu lado diz:
Também estou com muita saudade.
July-chan – Sinto-me perdida sem você ao meu lado diz:
Beijinhos e se cuida.
Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:
Beijos, amor.
Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? diz:
Apareça mais vezes aqui para conversarmos.
July-chan – Sinto-me perdida sem você ao meu lado diz:
Ok.
Cléber — Andarilho das noites sem fim. Quer ser a minha próxima vítima? parece estar off-line.
Júlia esperou terminar de tocar a música e desligou o computador. Voltou para seu quarto e, após tomar banho, deitou-se e lembrou de sua mãe. “Amanhã eu ligo pra ela”.– pensou. “Agora ela deve estar dormindo”.
O que será que Lucas pretende fazer? Júlia se dará bem em sua primeira missão? Estas respostas e mais algumas dúvidas nos próximos capítulos, aguardem.
* Reason da cantora Tamaki Nami.
Para quem não sabe, Camarilla e Sabá são as duas organizações que controlam os vampiros. Cada uma delas tem seus próprios clãs e são inimigas, por isso estão sempre em conflito no mundo inteiro. Os vampiros da Camarilla se escondem dos humanos, fingindo que não existem e os do Sabá não se importam nem um pouco em se esconder.
Espero que tenham gostado e, por favor, comentem.
Arigatou. Até mais.
Fale com o autor