Nothing Like Us
6 Without You
Notas iniciais
— Você acha que a dor que eu sinto vai passar algum dia? – Perguntou enquanto se apoiava no peito dele para poder olhá-lo.
— Não, a dor nunca passa. Mas ela pode cicatrizar. – Ele disse, acariciando seus cabelos róseos.
— E o que eu posso fazer pra isso acontecer? – Perguntou.
— Nada. Eu prometo que farei de tudo para ajudar você. Somente confie em mim. – Ele pediu enquanto a beijava.
Eram raros os momentos em que a tratava dessa forma, e foi por isso que simplesmente fechou os olhos e se deixou levar.
E quando ele finalmente a preencheu, tudo o que pode fazer foi passar os braços pelo torso dele e acompanhá-lo nos movimentos.
Sabia que poderia confiar nele.
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Why Don't You Love Me
Veja, eu não consigo acordar
Estou vivendo um pesadelo que continua se repetindo
Trancado em um quarto, então me afasto de você
E pra você está tudo bem sermos apenas amigos
Deixado de lado
Preso na luz vermelha
Esperando pela minha vez e eu não entendo
Por que você não me ama, me toca?
Me diga que eu sou seu tudo, o ar que respira
E por que você não me ama, amor?
Abra o seu coração esta noite
Porque eu poderia ser tudo que você precisa
Por que você não me ama?
Por que você não me ama?
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— Ela ainda não chegou, Sasuke-kun. – Ouviu a Yamanaka dizer.
Durante duas semanas e meia, tudo o que fazia era se preocupar com sua amiga de cabelos rosados. Tudo o que fazia durante a noite, era olhar para o teto do apartamento que Naruto e ele dividiam, com saudade do calor de Sakura. Saudade de passar seus braços pela cintura dela, enquanto ela se escorava contra o peito dele. Saudade de beijar seus lindos lábios rosados e sentir o gosto dela.
E não sabia porque sentia isso.
Nada disso deveria importá-lo.
Era verdade que, Sakura e ele eram grande amigos e tudo o que queria era protegê-la de tudo e todos quando iam a missões juntos. Tudo o que queria era que ela estivesse segura, mesmo que nunca fosse admitir isso a ninguém. Não sabia o que sentia por ela, mas sabia que ela era importante pra ele.
Se perguntasse a qualquer pessoa, estava convicto que diriam a ele que estava apaixonado pela garota, mas sabia que isso não podia ser verdade.
O coração dele havia sido destruído há muito tempo quando, por ordem dos malditos anciões, Itachi dizimou seu clã inteiro.
E naquele dia, quando finalmente descobriu a traição por trás do massacre de seu clã. Quando descobriu que havia matado uma das pessoas que mais havia o amado em toda a sua vida, seu irmão, a pessoa que havia começado a idolatrar quando era apenas uma criança – E ele havia o matado – Naquele dia, tudo o que ainda havia de bom dele, se esvaiu.
Uma parte dele, que era bem pequena, gostaria de experimentar o que é amar uma mulher. O que é amar e ser amado de volta. Gostaria de experimentar o que é ser feliz. Mas sabia que não havia mais salvação pra si.
Tudo o que tinha, eram resquícios do amor que Sakura sentia por ele.
Sim, sentia.
Porque não importava o que as outras pessoas diziam, depois de tudo o que já havia feito Sakura passar, não acreditava que ela ainda poderia sentir algo por ele.
Não depois de tê-la deixado inconsciente em um banco frio.
Não depois de ter tentado matá-la.
Simplesmente não poderia acreditar, e era exatamente por isso que não tinha medo ou receio de machucá-la enquanto eles tinham seus pequenos encontros.
Sabia que, em breve teria que escolher uma mulher para ele, uma mulher para construir uma família. Mas toda a vez que tocava em qualquer outra mulher da vila que não fosse Sakura, algo dentro dele o dizia que isso era errado, e nunca conseguia olhar para a mulher que estava nos braços dele. Porque se o fizesse, tudo o que veria, sabia, seriam cabelos rosados e olhos verdes.
E essa situação toda já estava o deixando completamente louco, porque, como poderia escolher sua esposa, se tudo o que conseguia ver era Sakura?
Será que a desejava tanto assim que a única mulher que conseguiria tocar verdadeiramente, após ter tido aquela noite com Sakura há cinco anos, seria a rosada?
— Hn. – Resmungou para a loira e mexeu a cabeça em um gesto de adeus, antes de se dirigir para a familiar saída do hospital de Konoha, lugar por onde passava todos os dias desde que Sakura havia saído em missão.
.x.
Olhou para os grandes portões de Konoha, e sorriu com a saudade que sentia dentro dela.
Podiam ter se passado apenas três semanas que estava fora, mas mesmo que se passassem somente três dias, duvidava que fosse conseguir não sentir falta de Konoha.
Com um suspiro de cansaço e alívio, colocou o primeiro pé para dentro de sua tão amada vila, seu lar.
Sorriu feliz para os guardas que sorriram de volta para ela, totalmente incrédulos.
Não era segredo para ninguém que, depois da morte dos pais, Haruno Sakura havia se fechado no próprio mundo incolor que havia criado. Era muito raro ela dar sorrisos tão radiantes como aquele, mas os guardas tinham que admitir que ficava ainda mais linda assim.
Por sua vez, ignorou o olhar de incredulidade dos guardas, e continuou a caminhar em direção ao centro da vila, sempre com um grande sorriso no rosto – e não era falso.
Acontece que, durante a missão que Tsunade havia dado a ela – que consistia em curar um nobre senhor feudal – Sakura finalmente percebeu o que realmente valia a pena na vida dela.
Percebeu que se isolar em seu próprio mundo não a ajudaria com sua dor, muito pelo contrário, aquilo somente a faria se sentir ainda mais triste e só.
E enquanto via o modo como a esposa do senhor feudal o olhava – com tanto amor e afeto – e em como ele retribuía esse mesmo olhar, decidiu que era aquilo que queria para ela. O que precisava.
Não era das migalhas que recebia de Sasuke ou das noites de sexo ardente que a disponibilizava.
Precisava de amor. Amar alguém e esse alguém a amar de volta. De carinho e paixão.
E não precisava se afastar de Sasuke para isso, ele não sentia nada por ela, e como iria encontrar outra pessoa a partir de agora, não era necessário se afastar dele.
Não era justo. Nem com ele, nem com ela.
Porque sempre se sentiria grata a ele por conseguir salvar mesmo que uma pequena parte dela.
Porque sabia que, mesmo que de forma distorcida, Sasuke havia cuidado dela.
E seria eternamente grata a ele por isso.
Não poderia simplesmente jogar uma vida inteira de amizade por causa do amor que tinha por ele.
Entrou em sua casa e foi direto para o quarto. Estava pronta para retirar suas roupas, quando o viu ali. Estava todo enrolado no travesseiro dela, como se estivesse fingindo que era ela ali. Seu cabelo estava bagunçado e ele usava somente uma boxer preta.
Era ainda mais lindo do que se lembrava.
O coração dela falhou uma batida e engoliu em seco, antes de repreender a si mesma e balançar a cabeça para afastar esses pensamentos.
Já havia se decidido.
Andou até ele e em um movimento brando, acariciou os cabelos negros e macios dele, uma última vez.
No meio do ato, ele acordou e olhou diretamente para os olhos dela.
Então ele sorriu.
Um sorriso aliviado.
Sabia que isso queria dizer que ele estava feliz que havia voltado.
Mas então as feições dele ficaram sérias novamente e decidiu se afastar dele um pouco.
— Porque você não me contou que estava indo em missão? – Ele perguntou em tom acusatório. Suspirou antes de responder.
— Foi uma missão dada de última hora. Tsunade-sama havia se esquecido de me contar. Só tive tempo de avisar a Ino no hospital e então ir embora. – Disse e então deu de ombros, dando as costas a ele, indo pegar uma camiseta limpa no armário.
— Porque a Ino? Você poderia ter contado pra mim. – Ele perguntou com a voz fria.
— Eu não sei, Sasuke. Eu só passei no hospital e avisei. – Falou com uma voz irritada, enquanto olhava de canto pra ele, vendo-o suspirar e vir na direção dela.
— Tudo bem. Agora vem aqui. – Ele disse, e então deu um sorriso de canto pra ela antes de abrir os braços, esperando que fosse até ele.
Mas não foi.
Sabia que, se quisesse realmente fazer esse negócio de amigos dar certo entre eles, teria que evitar ao máximo o contato com ele. Isso só a faria se machucar.
— Sasuke, nós precisamos conversar. – Disse e então o viu ficar sério e abaixar os braços.
— O que foi? – Ele perguntou.
— Essa coisa entre nós. Ela vai ter que acabar. – Disse com uma voz totalmente firme, o que a deixou surpreendida consigo mesma.
— Porque? – Ele perguntou com uma voz baixa, mas ainda assim fria.
Porque você não me ama.
— Porque eu quero mais. Eu quero formar uma família. Me casar. – Disse, olhando para um ponto invisível na parede atrás dele.
— Você é minha. – Ele disse com um tom de voz forte e autoritário.
Então voltou seus olhos para os dele, e falou com um tom ainda mais forte.
— Não, eu não sou. Se você quiser... Nós ainda podemos ser amigos. Somente amigos.
— Tudo bem. – Ele disse com o cenho franzido. Então passou a mão pelos cabelos nervosamente antes de continuar – Eu acho que essa é a coisa certa a se fazer afinal. Eu pretendo me casar logo também. – Continuou com uma voz sem emoção, dando de ombros em seguida.
Onde foi parar todo aquele seu nervosismo? Você não se importa?
— Tudo bem. Fico feliz que você também pensa assim. – Disse e então sorriu para ele.
Mas ele não retribuiu dessa vez, somente disse que precisava ir para casa e saiu sem se despedir, deixando-a com o coração apertado para trás.
Mas, ao mesmo tempo em que se sentia triste, também se sentia bem.
Aliviada.
Aquele seria um novo começo para ambos.
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