Nothing Like Us
32 So Close Yet So Far
Notas iniciais
— Sakura… você se importaria se eu dormisse com outras mulheres?
— Você… você quer parar…? – Perguntara calmamente, escondendo a voz entristecida de sua alma. Quer parar de me ver? De me beijar?
— Não, eu não quero… E acho que eu nunca vou querer. – Mordeu o lábio inferior dela, como se para provar seu ponto – E é por isso que eu estou perguntando. Você sabe que eu preciso encontrar uma esposa… E pra isso eu tenho que sair com outras mulheres.
Como pode me perguntar isso, Sasuke-kun? Não! Eu não estou bem com isso!
— A vida é sua, Sasuke-kun. Você fica com quem quiser. Mas não espere que eu vire sua amante, seu desgraçado. Se começar a namorar, não vou aceitar nada além de um abraço. – Falara com sua voz firme, porque era a verdade. Desde a primeira parte, até a última. Ele ficava com quem quisesse, mas ela nunca seria a outra. Nunca seria uma amante.
— Tsc, você acha que eu tentaria fazer isso com você, Sakura? Não há ninguém que eu respeite mais do que você.
— Bom. – Disse, sentando-se na cama. A cabeça baixa. Precisa se afastar dele apenas um momento, para poder organizar as partes quebradas de seu tolo coração. – Eu vou tomar banho.
— Quer que eu vá com você? – Perguntara ele em um tom malicioso. Não se sentira excitada como ficaria há uma hora atrás. Queria verdadeiramente… ficar sozinha.
— Não, Sasuke. Preciso ir pro hospital daqui há pouco, tenho uma cirurgia. Se você for comigo, vamos fazer tudo, menos tomar banho. – E com isso, se foi.
Tão perto e tão, tão longe, Sasuke-kun.
.
.
.
Y No Puedo Olvidarte
No silêncio do meu quarto
Ainda sinto o murmúrio da sua voz
Me machucando como um doce adeus
Deixando o meu coração vazio
Cada lembrança é uma lágrima
Não sei como fazer para me manter em pé
Sempre me digo que é a última vez
E volto a cair quando penso em você
Não sou nada sem você
E não posso te esquecer se te vejo em todos os lugares
Se no último beijo roubou meu fôlego
E não posso te esquecer, se te levo em meu sangue
Se no último abraço, ainda me perco lentamente
.
.
.
— Sakura-sama, você prefere qual desses kimonos? – Perguntara a atendente com um sorriso muito animado no rosto. Sakura, por sua vez, sentia-se completamente constrangida com toda a atenção que estava recebendo.
Já estava acostumada com o tratamento formal por causa de seus subordinados no hospital de Konoha, porém, nessa vez em particular preferia que não a chamassem assim.
Mas você agora está se casando com o Kazekage agora… nunca mais será só a Sakura.— Sua consciência disse sarcasticamente.
— Por favor, me chame apenas de Sakura. – Pediu, sorrindo apaticamente.
— Desculpe, Sakura-sama, mas seria desrespeitoso tratar a mulher do Kazekage-sama de forma tão informal. – Insistiu a jovem mulher. Aparentava não ter mais do que 19 anos e era muito bonita.
— Certo… – Respondeu, um pouco desanimada.
Ainda não sou a mulher do Kazekage.
Olhou-se no espelho, tomando nota do lindo kimono a qual vestia. Era branco e enfeitado com várias flores de cerejeira. O largo Obi que marcava sua fina cintura, era de sua cor favorita, vermelho. Ficava lindo nela.
Mas nem suas intermináveis tarefas no hospital, seus vários pacientes, os preparativos de seu casamento e até mesmo a prova de seu kimono de noiva a faziam se esquecer de Uchiha Sasuke.
De quando abrira os olhos esta mesma manhã, e a primeira coisa que vira fora os lindos olhos ônix a encarando com saudade. Seu cabelo espetado parecia ainda mais selvagem e em seus lábios, um sorriso de canto. Estava sem camisa e fora impossível não olhar para sua barriga definida. Seus braços estavam em volta dela e seus narizes se tocavam. Era um Adonis e o eterno dono de seu coração.
Sempre… tão perto e tão longe, Sasuke-kun.
Tocara sua testa na dele, em nenhum momento quebrando o contato visual, sentindo seu coração querendo sair do peito. Sasuke apertara ainda mais os braços em volta dela, mas não fizera nenhum outro movimento.
— Meu casamento vai ser nesse sábado. – Sussurrou, querendo que não fosse verdade. Era tão estranho, tão errado, falar a data de seu casamento com outro homem, para aquele que amava. – Vou entender se você não quiser ir. – Continuou, agora sem encará-lo. Torcia para que não fosse.
Vou conseguir casar com Gaara se eu souber que você está lá, Sasuke-kun?
Todas as vezes em que se imaginara casando, era sempre com o Uchiha. Imaginava-se com um longo kimono enfeitado de flores de cerejeira, exatamente como esse que experimentava agora, porém, em suas costas, o imperioso leque branco e vermelho, símbolo do clã Uchiha.
Suspirou, afastando seus pensamentos melancólicos. Esse era o seu destino agora, se casar com o Kazekage de Suna e fazê-lo feliz. Seus antigos anseios de adolescente, assim como os de seu coração, já não mais eram possíveis. Sasuke demorara tempo demais para descobrir seus sentimentos e agora… não havia nada que pudesse fazer.
.x.
— Naruto-kun. – Hinata chamou, incerta. Ele parecia muito mal e mesmo sabendo que isso não tinha nada a ver com ela, não poderia deixar de tentar ajudá-lo.
— Hinata-chan – Respondeu ele com um sorriso, como sempre. Mas a Hyuuga sabia que não era verdadeiro. Há dias estava observando o loiro – de longe, sempre de longe. Existia algum universo paralelo no qual poderia ficar ao lado do homem que amava?— e percebera que andava sempre cabisbaixo e infeliz. – Como vai, Hina-chan?
— Bem, Naruto-kun. Mas você não.
— Heh, parece que você sempre sabe quando tem algo errado comigo, não é? – Ele perguntou, sorrindo fracamente agora. Referia-se a última vez em que encontrara-o no Ichiraku, nessa mesma condição.
Perguntava-se interiormente se, novamente, ele estava sofrendo por Sakura. Chegava a ser tragicamente engraçado, o ciclo vicioso que era o time 7. Naruto estava perdidamente apaixonado pela rosada, enquanto esta amava intensamente Sasuke, que não amava ninguém. E então, havia ela mesma. Perdida na bagunça que era o time 7, amando fervorosamente o loiro, que nunca a via.
E era por isso que Hinata nunca conseguia ficar brava com Sakura, ou desejar qualquer mal a ela. Não só porque sabia que a rosada não tinha culpa dos sentimentos do loiro, mas sim por entendê-la melhor do que ninguém. Amar alguém que não enxerga você, que está fora de alcance... Hinata entendia muito bem.
— O que aconteceu? – Perguntou, sua voz doce.
— Nada demais Hina-chan... Não precisa se preocupar – Ele tentou esquivar-se da pergunta, mas Hinata o conhecia. Ele mesmo falara que tinha algo errado e parecia tão triste...
— Você não precisa se fingir de forte o tempo todo, Naruto-kun. Não pra mim. – Falara baixinho a última parte, mas tinha certeza de que ele tinha ouvido.
— Acho que eu não deveria falar isso pra você... Mas se eu não conversar com alguém agora, eu acho que vou enlouquecer... Sem contar que eu... Confio em você, Hina-chan. Só peço que isso fique apenas entre nós.
— Claro – Acenou, estranhando o rumo da conversa.
— Gaara e Sakura... Vão se casar.
A Hyuuga arregalou os olhos diante essas palavras, não acreditando.
— O... Que?
— É um maldito acordo entre vilas. O Kazekage se casando com uma kunoichi importante de Konoha. Um. Maldito. Acordo. – Ele agora parecia muito mais irritado do que triste. Hinata ainda estava perplexa.
— Tsunade permitiu isso?
— Ela disse que está tentando tudo o que pode para impedir que Sakura seja a escolhida para o acordo, mas sei que não há muito o que ela possa fazer. E eu não estou conseguindo pensar em nada também e isso... Está me matando.
— E a Sakura-chan? Ela aceitou? – Hinata perguntara, tentando achar uma solução também.
Não só por Naruto – que estava claramente arrasado com a situação – mas também por Sakura. A morena se sentiria destruída se seu pai a obrigasse a casar com alguém que não fosse Naruto – não que houvesse a remota chance disso acontecer – alguém que ela não amasse. E para a rosada apenas existia Sasuke.
— Parece que sim. Ela é tão altruista, Hina-chan, que eu sei que está colocando os sentimentos de Gaara acima dos seus. E ainda tem o Sasuke... Se tem alguém que pode parar essa bobagem, é ele.
— E ele vai...?
— Eu espero que sim, Hina-chan. Porque se não, eu vou pessoalmente quebrar todos os ossos do corpo dele por deixar a Sakura-chan ir embora assim.
.x.
— Você tem certeza disso, Uchiha? – Ouvira Tsunade perguntar. Olhou em seus olhos amendoados, perguntando-se internamente se acabaria como ela. Uma alma solitária que sentira o amor de sua vida escorrer por suas mãos.
— Meu casamente vai ser nesse sábado— Lembrava-se das palavras que cortaram seu coração.
Uchihas amavam intensamente, perdidamente. Sempre ouvira isso quando seu clã ainda era vivo e depois novamente pelo antigo Hokage durante a Quarta Guerra Ninja. Esse era o mal dos Uchihas. Amar demais. E era esse o mal que o acometia agora. Sentia-se fraco, porque a mulher que amava estava fugindo gradualmente de seus braços.
Desviou o olhar de Tsunade, voltando-se para as belas estrelas.
— Eu nunca estive tão certo em toda a minha vida.
Fale com o autor