Nothing Like Us
33 By All The Means
Notas iniciais
— Eu não acredito que você me convenceu a nadar pelada nesse rio, Sasuke. Qualquer um pode nos pegar aqui! – Reclamara a rosada, tentando ficar totalmente submersa na água para que ninguém visse seu corpo. Principalmente o Uchiha.
Ainda não estava acostumada com o que quer que eles tinham um com o outro. Apenas um mês que mantinham seus encontros e ainda, tinha tanta vergonha dele…
— Pare de se cobrir de mim, Sakura. – O Uchiha disse, sua voz indiferente.
É exatamente por causa dessa sua atitude indiferente que eu estou com vergonha, SHANNARO.
Sakura bufou e olhou para o lado, ainda submersa.
— É por isso que estamos aqui, baka. Eu quero que você fique a vontade comigo. – Ele pegou a mão dela, guiando-a para seu tórax e além, passando por sua barriga definida e então fazendo o caminho inverso. Quando ele falou novamente, sua voz estava rouca e completamente irresistível. – Eu quero que você se entregue totalmente a mim, sem restrições. Não precisa ter vergonha de mim, de você. – Ele a virou de costas para si e encaixou seu quadril no dela, pressionando sua ereção em seu traseiro. – Eu quero que você me toque – Chupou-a no pescoço repetidamente – Quero que seja minha em todas as implicações dessa palavra. – Virando-a novamente, ele procurou seu olhar e Sakura alegremente o deu, tonta com todas as sensações que ele a fazia sentir.
— Eu já sou sua. – Disse, para então tomar a inciativa e beijá-lo, tocando-o em todas as partes que conseguia alcançar.
Eu sou sua. Ontem, hoje e para sempre.
.
.
.
Trying Not To Love You
Tentar não te amar, só é possível até certo ponto
Tentar não precisar de você, está acabando comigo
Não é possível ver o lado bom, aqui no chão
E eu continuo tentando, mas eu não sei para quê
Porque tentar não te amar
Apenas me faz te amar mais
Apenas me faz te amar mais
E esse tipo de dor, só o tempo pode levar embora
Por isso que é difícil deixar você ir
E não há nada que eu consiga fazer sem pensar em você
Por isso que é difícil deixar você ir
.
.
.
Sakura abrira os olhos naquela manhã desejando que não os tivesse feito. Sentia-se exausta e deprimida, mas, alguém podia culpá-la? Era o dia de seu casamento. Essa palavra, que deveria deixá-la alegre, hoje apenas a deixava mal. A sensação de que estava fazendo uma besteira era enorme, porém, sua promessa valia mais do que seus sentimentos e pressentimentos.
Talvez Naruto estivesse certo, era altruísta demais para seu próprio bem, mas não consiga simplesmente abandonar Gaara no dia de seu casamento. Tinha um carinho tão grande pelo ruivo e não podia negar que ele era incrivelmente atraente, porém… simplesmente não era o dono de seu coração. Haruno Sakura nascera destinada a amar perdidamente Uchiha Sasuke.
Mordeu o lábio, olhando para a figura patética que refletia no espelho. Olheiras gritantes, olhos opacos, pele pálida. O que aconteceu com você, Haruno?
— Porque eu sinto que você está triste, se hoje é o dia do seu casamento? – Ino perguntara, escorada na porta. Braços cruzados e uma expressão diferente de sua alegre habitual. Sakura conhecia aquela expressão. Geralmente a recebia quando Ino a pegava chorando por causa de Sasuke.
— Você sabe porquê. – Respondeu. Não tinha porque tentar mentir para sua melhor amiga–e nem queria. Estava cansada de fingir. Fingira por muito tempo que já havia superado a morte dos pais. Fingira para Sasuke que não o amava mais. Fingira para Gaara que realmente achava que ele a pudesse fazer feliz. Fingir era só o que fazia e agora, neste momento, queria apenas ser honesta com sua melhor amiga e consigo mesma.
— Então por que continua com isso? Por que continua machucando a si mesma desse jeito? – Ino gritou, sacudindo-a pelos braços. Forçando-a a olhá-la nos olhos. – Por que você é tão masoquista? Você não ama o Gaara, ama outro. Outro esse que finalmente está retornando seus sentimentos e você fica ai, sentindo pena de si mesma ao invés de fazer alguma coisa pelo seu próprio bem. Eu te amo Sakura, eu realmente amo. E você sabe que sempre estive ao seu lado, mas isso… Isso é tão errado, Sakura. – Ino terminou, e as lágrimas no canto de seus olhos tocaram profundamente o coração da rosada.
— Eu também amo você, Ino. Mas… Esse casamento… É a coisa certa a fazer. Talvez não para o meu coração, mas pela vila. Eu devo fazer isso pela vila e por Gaara.
— Ninguém te culparia por desistir, testuda. Apenas lembre-se disso, por favor. – Ino pediu, como uma última súplica. Assentiu com a cabeça, ouvindo mais uma vez essas palavras. Ninguém te culparia por desistir. – Você ainda tem um tempinho antes de ter que levantar, volte pra cama e tente dormir um pouco. Você está horrível, testa de marquise. Eu vou ter um trabalho enorme para te deixar bonita hoje. – Ino lhe concedeu um sorriso afetado, tentando suavizar a situação.
— Obrigada, Ino. Por tudo.
.x.
Abrira os olhos sentindo-se incrivelmente bem. Aconchegou-se no travesseiro, sorrindo ao sentir o agarre possessivo em sua cintura e o cheiro amadeirado e inconfundível de Sasuke.
— Finalmente acordou, amor? – Sasuke perguntara. Podia sentir o sorriso em seus lábios enquanto a beijava carinhosamente no pescoço, causando-lhe arrepios. Sorriu também, virando-se para poder enxergá-lo.
— Estava me esperando, Sasuke-kun? – Perguntou, tocando e observando sua face. Nunca cansava de admirar seus traços perfeitos, os ângulos de seu rosto, seus lábios, seus olhos. Tudo nele a encantava de uma forma que não poderia ao menos explicar. Só sabia que estar com ele a fazia a mulher mais feliz do mundo.
— Sim. Não queria sair em missão antes de me despedir de você. – Ele respondeu, esfregando seus narizes um no outro, para depois beijá-la rapidamente nos lábios. Percebera que ele estava com suas habituais roupas ninjas e pronto para ir.
— Já sinto sua falta, Sasuke-kun. – Respondeu, procurando seus lábios para um beijo mais demorado. Quando suas bocas se encostaram, fora como se fogos de artifício estourassem em seu estômago. Não entendia como ele ainda podia afetá-la tanto mesmo depois de tantos anos juntos. Seu amor e atração por ele não diminuíra nenhum um pouco, pelo contrário, apenas aumentara com o passar dos dias.
Explorara todos os cantos de sua boca, assim como ele fazia com a sua. Mas não parecia o suficiente, por isso, aproximou ainda mais seus corpos, passando uma perna por seu quadril, prendendo-o a si.
— Sakura… – Ele chamou em um tom de aviso. – Não me provoque, sabe que eu preciso ir. – Disse, mas não impediu-a de girar os corpos na cama e subir em cima de si.
— Desculpe, querido. Não consigo me conter. – Respondeu, sorrindo maliciosamente enquanto rebolava em cima de sua notável ereção. Mordeu os lábios quando o viu jogar a cabeça para trás em prazer. Sentiu-o apertar suas nádegas e empurrá-la com força em direção ao seu membro, fazendo-a gemer.
— Você é tão irritante, mulher. – Sasuke disse, ficando por cima dela e puxando sua camisola para fora do corpo. Sakura riu, divertida com a cara frustrada de seu marido.
— Foi você que me pediu em casamento, Sa-su-ke-kun.
.x.
Acordara assustada, sentindo seu coração pulando no peito. Olhou para os lados, tocando na cama, mas não encontrando nenhum outro corpo ao seu lado. Fitou o teto por alguns instantes, tentando normalizar sua respiração.
Foi um sonho… mas parecia tão real.
Mordeu o lábio, vendo que o relógio marcava 10h30min. Teria que levantar, se quisesse comer algo antes de Ino aparecer novamente.
Fitou o teto novamente, desejando que seu sonho fosse real. Em que mundo paralelo Sasuke me chamaria de amor?
Ouviu batidas insistentes na porta e lembrou-se do porque de ter acordado de seu sonho. Levantou-se apressadamente e correu para a porta.
— Kakashi-sensei? – Perguntou, surpresa, dando espaço para que entrasse em sua casa.
— Sabe que não sou mais seu sensei, Sakura-chan, mas, apenas hoje, acho que ainda tenho algo para lhe ensinar. – Disse-lhe Kakashi, sorrindo nostalgicamente por baixo da máscara enquanto sentava em seu sofá.
— E o que seria isso, Kakashi-sensei? – Perguntou, já tendo uma ideia do que poderia ser.
— Você, mais do que ninguém, sabe que nunca fui a favor de seu envolvimento com Sasuke. Do jeito que vocês tão imprudentemente brincavam com os sentimentos um do outro. O fato de você sempre amá-lo e nunca receber nada em troca, nada alem de prazer carnal. O jeito que ele se privava de amar qualquer mulher, porque ele tinha você e nunca te deixaria e, ao mesmo tempo, nunca poderia amá-la, porque achava que estava quebrado demais para ser bom o bastante pra você. Eu achei que isso nunca mudaria. Achei que, Sasuke nunca se entregaria para outra mulher e você também não faria isso, porque o amava demais e se contentaria com o que quer que seja que ele te desse. – Ele respirou fundo, e assim Sakura o fez também. Sentindo a verdade através de cada palavra que seu antigo sensei proferia. – Mas o você fez, Sakura. Você o deixou e isso mudou tudo. Sasuke finalmente percebeu o que sentia por você e eu não acho que os sentimentos dele por você mudarão.
— Kakashi… O que… o que eu deveria fazer? Desistir de tudo, decepcionar a vila e… E se realmente não formos feitos para ficarmos juntos? E se ele deixar de me amar? E se... – Kakashi a cortou gentilmente.
— Depois de tudo que vocês passaram juntos, depois de todas as vezes que dormiram juntos, o ciúme, a forma que ele cuidava de você… Eu não tenho dúvidas sobre o sentimento dele por você, Sakura. E eu sei que você também não tem, não mais.
Pelo menos uma vez, eu quero ser egoísta o bastante pra fingir que eu sou tão perfeito para você, quanto você é pra mim.
— Eu não sei se você já ouviu isso, se Sasuke já te contou isso, mas Uchihas amam apenas uma mulher por toda a sua vida. Intensamente, apaixonadamente e perdidamente. É por isso que sempre houve tanto ódio na família dele, porque amavam tanto que, quando perdiam isso, a dor fazia o amor se transformar em ódio. – Kakashi continuou – Ele nunca vai deixar de amar você e nem você a ele.
.x.
— Kakashi me contou que vocês conversaram. – Tsunade disse, olhando para a linda visão de sua pupila – sua filha — vestida no mais belo kimono que já havia visto em sua vida. Ela seria a noiva mais linda do mundo, se apenas conseguisse sorrir. E o fato de que ela não podia nem ao menos fazer isso, apenas reforçava a crença de Tsunade de que sim, estava fazendo a coisa certa. Talvez não por sua vila – pela primeira vez, estava colocando o bem-estar de alguém acima de sua vila – porém, tratando-se de Sakura, que sempre fora mais do que leal a vila, a Senju poderia fazer uma exceção. Daria a vida pela rosada sem pensar duas vezes.
— Sim, ele veio aqui mais cedo. Tentou me convencer a não seguir adiante com o casamento. – Percebeu as mãos da rosada tremerem quando disse a última palavra. Seus olhos estavam tão tristes que chegavam a apertar seu coração.
— E então, me diga, exatamente porque você está seguindo com esse casamento? A vila nunca te culparia por desistir, Sakura. Nós queremos que você desista. Eu, quero que você desista.
— Porque, se não for eu, quem mais seria? – Ela perguntou, exasperada. – Gaara não se interessou por ninguém, e eu o dei a minha palavra, shishou. Eu fiz uma promessa de que faria de tudo para que ele fosse feliz, eu…– A rosada passou as mãos pelo rosto, mordendo o lábio inferior.
— Você realmente acredita que poderá fazê-lo feliz quando não consegue fazer a si própria feliz?
— Tudo o que eu queria, era fazer o Sasuke-kun feliz. Era fazer o Gaara feliz. A vila feliz… eu não… não me importo com a minha felicidade, não se para tê-la eu tenha que decepcionar as pessoas que eu amo.
— O que você não ve, Sakura – A Senju disse, docemente – É que nada do que você pudesse fazer, nenhuma decisão sua nos decepcionaria, não realmente. Sentimos tanto orgulho de você, Sakura. Você é tão forte, tão mais forte que eu, em tantos aspectos… Só queremos que você seja feliz novamente. Mas agora, você não está feliz. Diga-me, se esse casamento não existisse, se sua promessa não existisse e Sasuke estivesse aqui, agora, a pedindo em casamento, você diria sim?
— Absolutamente. Eu o amo, shishou. Nunca amarei alguém como o amo. – A sinceridade e o amor que transbordavam através dessas palavras, foram o suficiente para convencer e sanar qualquer dúvida que Tsunade ainda possuía sobre sua decisão.
Com isso, estava a ponto de fazer o que havia a levado até ali. A ponto de concretizar o plano que calculadamente arquitetara com o bastardo – mais conhecido como Uchiha – quando sua pupila subitamente levantara a cabeça e o olhar em seus olhos, a determinação, a força e coragem que vira neles… era como se estivesse vendo a Sakura de 13 anos em sua frente novamente, pedindo para que a fizesse sua pupila.
— Você está certa, shishou. Eu não posso continuar aqui, esperando que alguém me de uma solução para essa situação, que alguém me tire da bagunça que eu mesma me coloquei. Não posso esperar que façam isso por mim, quando tenho capacidade o suficiente de fazer isso por mim mesma.
Você está de volta, Sakura. Finalmente.
Fale com o autor