Nothing Like Us
31 Merry Christmas
Notas iniciais
My Heart Will Go On
O amor pode nos tocar uma vez
E durar por toda a vida
E nunca ir embora até nós partirmos
Amor foi quando eu te amei
Uma vez de verdade, eu segurei você
Nessa vida nós sempre continuaremos
Perto, longe, onde quer que você esteja
Eu acredito que meu coração vai continuar
Mais uma vez você abre a porta
E você está aqui no meu coração
E meu coração continuará e continuará
– Sasuke, pode me passar a espátula? – Perguntou, imaginando de que forma deveria decorar os biscoitos após passar o glacê.
– Você deve ser a única pessoa no país do fogo que se preocupa mais com os doces do que com o peru no natal. – Sasuke fala, passando seus braços por trás da rosada e encostando seus corpos, a espátula estendida. Sentiu todos os pelos de seu corpo se arrepiarem com o contato. Pegou o utensílio das mãos de Sasuke e começou a passar a cobertura nos biscoitos natalinos.
– Eu amo doces, Sasuke. E esses biscoitos são um dos únicos doces que você come. – Retrucou, deitando a cabeça pra trás, no peito do Uchiha.
– Eu como você. – Sasuke sussurrou baixinho em seu ouvido, fazendo-a tremer.
– Nem tente me seduzir, Uchiha, nós temos que aproveitar o natal! – Falou, brava, tentando colocar algum espaço entre eles.
– A véspera de natal, é apenas amanhã. O que significa que o dobe, Kakashi e o idiota do Sai estarão aqui e eu não vou poder ficar perto de você. – Resmungou ele, apertando-a mais contra ele. – Eu preciso aproveitar o quanto pude hoje.
– Mas só depois que eu terminar os meus biscoitos! – Falou, por fim saindo no aperto do Uchiha e colocando os biscoitos que já estavam prontos na geladeira.
– Tsc, irritante. Eu vou escolher um filme. – Falou, emburrado.
– Okay, mas nada de filmes sangrentos! – Disse, divertida. Sasuke adorava ver os filmes de antigos samurais, Bruce Lee ou qualquer outro filme que pessoas apanhassem até a morte. Ela, por sua vez, detestava isso. Era uma ninja, o que acontecia nesses filmes era uma realidade, o que os tornava totalmente sem graça. Gostava de filmes de ação, como Velozes e Furiosos, ou romances impossíveis como o dela próprio.
– Hm… Star Wars? – Perguntou ele, incerto. Sakura arregalou os olhos, sentindo-se perplexa.
– Você nunca assistiu Star Wars? Nenhum filme? – Perguntou, colocando as mãos na cintura e olhando-o como se fosse um alienígena. – É simplesmente a melhor franquia da história! Tem ação, romance, comédia, drama… tudo o que você pode imaginar.
– Hm, vamos assistir esses então. – Disse ele, fazendo pouco caso.
.x.
– Esse cara é realmente Darth Vader? – Perguntou, debochado. Já haviam assistido quase todos os episódios da franquia. Estavam no III e se sentia surpreendentemente animado, a ponto de fazer perguntas. – Ele está completamente apaixonado por essa senadora… Vader era puro ódio e vingança. – Disse, mais baixo. Sentia-se de alguma forma simpatizado com o Lorde Sith.
– Anakin nunca deixou de amar a Padme, sendo o Vader ou não. – Defendeu ela, parecendo irritada. Isso trouxe um sorriso de canto em seu rosto, adorava vê-la irritada. Ficava ainda mais linda. – Eu queria que ele não desse ouvidos ao Palpatine.
– Mesmo sendo extremamente forte em relação aos seus poderes, ele é fraco por se deixar ser manipulado.
– Eu sempre imaginei um final alternativo, em que ele ficasse com a Padme… Meu coração sempre quebra quando vejo o fim que eles tiveram. – Sakura sussurrou, parecendo triste ao fim do filme. Era engraçada a forma que ela se emocionava por causa de filmes.
– Ele a amava demais… assim como os Uchihas, sempre amando intensamente. Acho que o amor nunca traz nada de bom, afinal. – Falou, olhando para um ponto invisível na parede ao lado da rosada.
– Não diga isso, Sasuke. – Disse ela, tocando em seu rosto. Um pedido mudo para que a olhasse, o que atendeu, perdendo-se na imensidão verde que eram seus olhos. – O amor sempre trará a dor, mas também é o único capaz de curá-la. Darth Vader amou Padme durante toda sua vida, sofreu calado por sua ausência, sentiu sua falta, sim… Mas ele também foi capaz de amá-la e de ser amado de volta, de receber carinho, de ser pai. Há sempre uma luz na escuridão, Sasuke-kun. – Quando ela terminou suas palavras, não resistiu em beijá-la, sentindo seu coração acelerado no peito. Sasuke-kun… há quanto tempo não a ouvia dizer isso?
Beijou-a intensamente, deliciando-se com o gosto de seus lábios. A maciez de sua pele e o perfume que vinha de seus cabelos.
Por um momento, imaginou como seria se fosse Anakin e Sakura sua Padme. Imaginou o que faria se a perdesse. Definitivamente entendia o Skywalker. Também havia trilhado o mesmo caminho de ódio e vingança que o outro, um caminho de solidão. Havia deixado Sakura pra trás, em um banco frio. Tentara matá-la, cego por seu ódio e indiretamente havia acabado com qualquer chance de um futuro entre eles.
Passou a beijar seu pescoço, sentindo uma dor incômoda em seu peito. Podia não amá-la, mas ela era tão importante para si que chegava perto disso. Em seu íntimo, sabia que era a única mulher pela qual algum dia sentiria algo – a saudade, o ciumes, o desejo esmagador – e não adiantava quantas mulheres passassem por sua cama, nenhuma seria tão importante quanto ela.
Só você, irritante. Só você.
– O código Jedi… ah... não permite que você… ah... me beije dessa forma, padawan. – A rosada disse brincalhona, entre gemidos.
– Eu acho que iria enlouquecer se vivesse em um mundo em que não pudesse te tocar. – Disse, sinceramente, tocando o cabelo rosa sedoso. Deitou-a melhor no sofá, abaixo de si e passou a beijá-la mais um vez, delicadamente. Quanto o ar os faltou, passou a ponta do nariz no pescoço da rosada, sentindo seu cheiro em uma suave carícia. Encostou seus lábios na jugular dela, abrindo-os e chupando fortemente aquele lugar que sempre a fazia gemer. Seus gemidos eram como música para seus ouvidos, a melhor música que já ouvira. Retirou a blusa que ela usava – uma blusa dele. O símbolo Uchiha ficava perfeito nela – com uma mão enquanto a outra segurava firmemente uma das coxas de sua mulher.
– Sem calcinha, Sakura? – Provocou, excitado. Massageava o clitóris da rosada, enlouquecendo com o quão molhada ela estava. Molhada por ele e para ele.
– Eu sabia… ah… que você iria tirá-la… ah… se eu botasse.
– Você realmente me conhece, Sa-ku-ra. – Respondeu, antes de se enfiar dentro dela. O prazer que sempre sentia era enlouquecedor, tudo ficou preto por um instante. – Porém, tem uma coisa… – Mordeu o lábio para se impedir de gemer – que você não acertou.
– O que? – A ouviu perguntar, a voz fraca.
– Eu não sou um padawan, eu sou o maior mestre Jedi de toda a galáxia. – Finalizou, ao mesmo tempo que os dois chegavam ao prazer máximo.
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