Notas iniciais
Hey, pessoas lindas *u* Eu pretendia postar ontem o novo capítulo, mas eu estou traduzindo uma fanfic - que será postada no meu perfil do Fanfiction.net, porque eles não permitem traduções aqui no Nyah e tal - E por isso não tive tempo de postar. Queria dizer que estou muito feliz com os reviews de vocês, de verdade *u* Espero que gostem desse capítulo. :)

– O que você faz aqui há essa hora, Sasuke? – Perguntou, olhando confusa para o garoto de cabelos negros que batia na porta dela às duas horas da manhã.

Ele estava com o cabelo mais rebelde que o normal, como se tivesse ficado exasperado e o bagunçado com as mãos.

Olhava para si com sua máscara de apatia, mas Sakura podia dizer que estava se sentindo nervoso – a forma como as mãos dele tremiam enquanto as apertava ao lado do corpo era uma boa indicação.

– Sakura, eu não aguento mais. – Ele disse enquanto a olhava intensamente nos olhos.

– O que você está fazendo? – Perguntou enquanto o via vir na direção dela rapidamente, obrigando-a a ir para trás até se chocar contra uma parede.

– Eu disse a você que eu nunca poderia amar, que eu nunca poderia me apaixonar por alguém, mas eu sinto algo por você. Uma atração quase enlouquecedora. Eu não consigo mais ficar longe de você... Do seu corpo. – Ele disse enquanto a pressionava contra a parede e apoiava suas duas mãos na parede ao lado da cabeça dela.

– O que isso quer dizer? – Perguntou sentindo seu coração acelerar e suas bochechas ficarem coradas diante da proximidade dele.

– Você. Eu quero você. – E então a beijou.

E aquela foi a primeira vez que ela se entregou a ele.

.

.

.

Give Your Heart a Break

No primeiro dia que te conheci

Você me disse que nunca se apaixonaria

Agora que entendo você

Sei que na verdade era medo

Agora estamos aqui, tão próximos

E ainda tão distantes, não fui aprovada no teste?

Não quero partir seu coração

Só quero dar um tempo ao seu coração

Eu sei que você está assustado, é errado

Como se você fosse cometer um erro

Só temos uma vida para viver

E não temos tempo para desperdiçar, para desperdiçar

Então, deixe-me dar um tempo ao seu coração

ao seu coração

Deixe-me dar um tempo ao seu coração, ao seu coração

Oh sim, sim

.

.

.

– Porque eu não me sinto surpresa por te encontrar aqui, Tsunade-sama? – Perguntou enquanto abria seu melhor sorriso para sua antiga mestra.

Não queria que as pessoas que a amavam ficassem preocupadas com ela novamente. Por isso, decidiu que iria esquecer aquilo que havia visto há somente alguns minutos atrás. Decidiu que, o melhor que poderia fazer agora era se afastar de Sasuke e de tudo o que ele implicava.

Não importava se aquela garota loira era ou não a escolhida para ser a matriarca Uchiha.

O fato era que, amava o Uchiha e, como ele mesmo já havia dito várias e várias vezes, nunca ficariam juntos.

Ficar perto dele, principalmente quando finalmente escolhesse a mulher que seria sua esposa, só faria mal a ela e por isso se manteria afastada.

Sasuke fora pra si, durante muito tempo, um apoio. Alguém que sabia que sempre poderia contar e que, ao mesmo tempo em que criava novas feridas no coração dela, a ajudaria com as antigas, e a fazia feliz a seu modo. Mas já estava mais do que na hora de aprender a caminhar com suas próprias pernas.

E foi pensando nisso que continuou a caminhar pelas ruas de Konoha até que avistou uma cabeleira loira em um bar qualquer e resolveu averiguar.

– Eu tinha que relaxar um pouco. Não aguento mais assinar aquela papelada toda. – Disse a outra com desdém.

Se forçou a rir um pouco e sentou-se em frente a loira.

– O que aconteceu? – Perguntou Tsunade, enquanto olhava de forma séria para ela.

– Do que está falando, Tsunade-sama? – Perguntou sorrindo, tentando disfarçar o quanto estava surpresa por dentro.

O que fiz de errado? O que me entregou?

– Escute aqui garota, não tente me fazer de boba! – Tsunade falou com sua voz forte e séria, para em seguida, depois de uma pausa, continuar a falar – Eu conheço você, Sakura. E não tente mentir pra mim, eu sei que algo aconteceu. Seus olhos estão opacos.

– Parece que eu não consigo esconder nada de você, não é... Shishou? – Falou, dando um sorriso triste para a sua antiga mestra.

– O que houve com você? – Perguntou a outra com uma voz doce.

Depois que seus pais haviam morrido, Tsunade havia cuidado dela na medida do possível. Sempre se certificando de que estaria bem, se alimentando direito.

Era como se fosse uma segunda mãe.

– Há alguns anos, Sasuke apareceu lá em casa. – Começou — Ele disse que queria testar as minhas novas habilidades. Nós começamos a treinar juntos durante todos os dias. Ele cuidava de mim, do jeito dele. Me ajudou a seguir em frente, e nós viramos amigos. Então em uma noite, ele foi lá em casa dizendo que se sentia atraído por mim, e nós dormimos juntos naquela noite, e nas outras que se seguiram. Eu sempre o amei e essa situação estava me dando esperanças, entende? Então eu resolvi perguntar a ele o que nós tínhamos. Ele disse que era uma relação sem compromisso, disse que nós não tínhamos nada demais. – Soltou uma pequena risada amargurada, antes de continuar – A primeira vez que eu o vi beijando outra garota o meu coração se despedaçou, mas eu nunca disse nada a ele. E hoje... Eu o vi com outra garota, novamente. Mas dessa vez foi diferente. Ele a olhava de forma diferente. – Sorriu. E Tsunade achou que aquele era o sorriso mais triste que já havia visto em toda a sua vida. – Ele quer achar uma mulher para restabelecer o clã dele. Acho que a encontrou. – Desviou os olhos dos complacentes de Tsunade, não querendo que a outra visse toda a dor que escondia por dentro. – Eu sei que você deve estar me achando a garota mais idiota do mundo por amar alguém como ele, alguém que nunca terá a capacidade de amar alguém, mas eu não consigo controlar o meu coração.

Viu Tsunade dar um suspiro antes de falar, com um tom sério, mas ao mesmo tempo compreensivo.

– Eu suspeitei de algo quando ouvi que vocês não se separavam um do outro. Eu simplesmente não podia imaginar Sasuke Uchiha sendo amigo de uma garota sem ter nada em troca. Mas eu entendo você, Sakura. Eu também já amei alguém. Eu sei o quanto isso pode nos cegar. – Falou a última parte dando um sorriso nostálgico e triste, e que tocou o coração de Sakura. – Mas se esse será o assunto em questão, nós iremos precisar de sakê. – Gritou, enquanto batia o copo de sakê que estava em suas mãos e mandava o atendente do bar trazer mais uma garrafinha para a mesa delas, junto com um novo copo.

– Tsunade-sama... Eu não sei se é uma boa ideia. – Disse, pensando que teria que acordar cedo no outro dia, para fazer seu turno no hospital.

– Oh, querida. Acredite em mim. Tudo o que você precisa é uma boa dose de sakê. – Ela disse, enquanto dava aquele sorriso de "eu sou mais velha que você, e a Hokage. Portanto, faça a porcaria que eu estou dizendo pra você fazer".

.X.

– Você tinha... hic... razão, Tsu... hic... nade-sama. – Disse enquanto sorria feliz.

Se sentia eufórica e parecia que toda a dor que estava sentindo no peito tinha sumido.

Sabia que, assim que o dia amanhecesse – e já estivesse em casa – o torpor iria passar, e junto com a terrível dor da ressaca, viria à agora já familiar, dor no peito.

Mas, por enquanto, fingiria que tudo estava bem e iria aproveitar a válvula de escape que Tsunade havia apresentado a ela.

Finalmente havia entendido o porque de sua mestra se embebedar durante todas as noites.

Era a forma que ela havia encontrado para esquecer a morte de Dan, e de seu pequeno irmão, Nawaki.

– O Dan foi o único homem que eu já amei. – Se lembrava de Tsunade ter dito, em meio ao conturbado nevoeiro causado pela bebida — Ele foi o único que conseguiu tocar o meu coração. Quando ele morreu, eu achei que o mundo tinha acabado pra mim. Eu não tinha mais nada, entende? Eu havia perdido o meu irmão, e o homem que eu amava. Mas então, eu encontrei a minha salvação nessas bebidas. Uma mente que não pensa, não sente. – Ela disse, enquanto ria em seguida. Claramente afetada pela bebida.

– Eu sempre... hic... tenho. – Disse a loira, enquanto tomava mais da bebida em suas mãos.

Sorriu para a outra, imitando seu gesto.

Tsunade – antes de ficar completamente bêbada – havia dado bons conselhos a ela.

– Você só tem uma vida, Sakura. Você é jovem e tem capacidade para amar outras pessoas. Para tentar ser feliz. Eu não quero que você deixe a sua vida escapar pelas mãos. Eu sei que você nunca conseguiria retribuir os sentimentos que o Naruto tem por você, assim como eu nunca consegui retribuir os sentimentos que Jiraya tinha por mim. Mas não há só ele no mundo. Não há somente o time 7 no mundo. Se afaste de Sasuke. Tente dar um tempo somente para si mesma. Saia com seus amigos. Se divirta. E volte a ser aquela Sakura cheia de vida que você costumava ser.

E decidiu que faria isso. Deveria tentar ser feliz, porque tinha certeza que era isso que os pais dela iriam querer para ela.

– Ah, e a propósito... hic... eu esqueci que te dizer... hic. Você tem uma missão para completar amanhã... hic... Uma missão Rank A. Aproveite essas três semanas fora.

.X.

Caminhava rapidamente pelos corredores do hospital de Konoha, e arrancava suspiros das mulheres, por onde passava.

Mas não se importava.

A única coisa que queria agora era encontrar certa garota de cabelos róseos.

Tinha ouvido uma conversa entre dois ANBU do esquadrão dele, que disseram que haviam visto a melhor médica-nin de Konoha saindo completamente bêbada de um bar, acompanhada pela Hokage. E não havia gostado nada disso. Principalmente por eles destacarem que ela ficava muito gostosa e apetitosa com as bochechas coradas e os seios grandes e suculentos dela balançando de um lado para o outro enquanto cambaleava.

Estava completamente furioso.

– Yamanaka. – Chamou com uma voz sombria enquanto avistava a cabeleira loira da garota, que estava distraída andando pelo lado contrário ao dele.

– Ah, Sasuke. – Ela disse enquanto colocava a mão no peito. Havia ficado assustada com a aparição repentina dele. – O que você está fazendo aqui, Sasuke-kun? – Disse, enquanto enfatizava a palavra "Você", claramente incrédula com a presença dele ali.

Mas tudo o que conseguia pensar, era que não gostava do som daquele sufixo no final do nome dele. Não quando saia pela boca da loira.

Somente a Sakura pode me chamar assim. – Pensou. E disse a si mesmo que não havia motivos para ficar decepcionado ao se lembrar que Sakura já não o chamava mais assim. Isso não importa.

– Onde está a Sakura? – Perguntou sem rodeios.

– Ah, a testuda não está aqui. Foi em uma missão, achei que você saberia, já que ficam praticamente o tempo inteiro juntos. – Disse Ino, enquanto revirava os olhos pra ele.

Mas somente deu as costas pra ela e saiu rapidamente pela porta do hospital de Konoha.

Ela não me disse nada. Nenhuma palavra. Porque?– Se perguntou.

Então se lembrou da imagem das costas dela enquanto ia pra longe dele, na noite anterior, e o quão fria havia sido com ele. Ela nunca fez isso.

É claro que, sabia que fora um completo idiota quando levou a garota até aquele lugar. Não é que se importasse com a loira – nem ao menos se lembrava do nome dela. – Aquilo havia sido somente por vingança.

Vingança por Sakura ter o dispensado para ficar ao lado de Naruto.

E enquanto caminhava para longe do hospital de Konoha, com as mãos nos bolsos e com sua típica máscara de frieza, pensava que nada disso importava, porque assim que Sakura voltasse de sua missão, voltaria também para os braços dele. E estava – em todo o seu jeito Sasuke Uchiha de ser – ansioso para passar os braços em volta dela e sentir o cheiro de morango que os cabelos róseos dela emanavam, e que o deixava embriagado.

Notas finais
O que vocês acharam do capítulo? Eu quase chorei escrevendo a parte que a Sakura fala com a Tsunade, sério. - Eu sei, sou uma boba sentimentalista u.u E claro, morri de raiva do Sasuke - quem ele pensa que é? "Ela voltará para os meus braços", aham, senta lá u.u Enfim, reviews e recomendações são sempre bem-vindos, haha. Beijoos ♥