Nothing Left To Lose
3 Chapter Two
Notas iniciais
Pov Klaus
" O meu amor eu guardo para os mais especiais. Não sigo todas as regras da sociedade e às vezes ajo por impulso. Erro, admito. aprendo, ensino. Todos erram um dia: por descuido, inocência ou maldade. conservar algo que faça eu recordar de ti seria o mesmo que admitir que eu pudesse esquecer-te. "
O sol fraco está batendo em meus olhos, já está de manhã — uma manhã fria típica de inverno, viro-me e vejo que Camille — minha esposa, ainda está ao meu lado deitada de baixo dos lençóis, dormindo ainda. Viro-me beijando sua testa de modo suave, ela desperta com um sorriso em seus lábios, levanto-me da cama e vou ao banheiro fazer minha higiene matinal. Ligo o chuveiro e deixo a água quente cair sobre meu corpo me preparando para mais um longo dia no partido. Troco de roupa e desço as escadas para ajudar Camille a cuidar de nossa filha, Margaret Mikaelson ela estava crescendo rápido, já tinha quatro anos e, como as crianças dessa idade, ela era muito esperta.
– Quer que eu lhe prepare o café? – Pergunto entrelaçando meus braços em volta da cintura de Camille, beijo-a mais uma vez e a solto assim que nos falta ar para que possa me responder.
– Já estou fazendo Klaus, você pode olhar a Margaret enquanto isso? — ela sorri do modo angelical que eu amava.
Vou até o sofá onde a Margaret está sentada, quando me aproximo ela sorri e pula em meus braços.
– Bom dia papai – disse sorrindo, um sorriso puro que só uma criança possui
– Bom dia Maggie – sorrio para ela também.
Ficamos sentados no sofá por um tempo, eu a observava brincando quando de repente a campainha toca, eu vou abrir e encontro meus irmãos Rebekah e Kol.
– Oi irmão! — Rebekah entra me beijando no rosto.
– O que fazem aqui? — eu pergunto confuso, achei que eles estariam viajando pra Noruega visitar nosso irmão mais velho Elijah.
– Chegamos hoje de viagem e vamos ficar algum tempo. — Kol diz me dando um abraço rápido.
– Bom, Camille auxiliará vocês, já tenho que ir pro partido. — digo colocando minha farda. — Quando ingressará ao partido irmão? — pergunto a Kol.
– Já solicitei minha entrada, agora estou esperando uma resposta. — Kol me responde.
– Você irá conseguir. — Rebekah diz abraçando-o. Camille vai na sala e fica surpresa ao ver meus irmãos, eles se comprimentam e ela nos chama pra tomarmos juntos o café da manhã. Terminei primeiro e eu me despedi de todos.
Durante o caminho me lembrei que tinha que passar na fábrica para buscar algumas artilharias e umas roupas que Cami havia deixado, estacionei meu carro e subi para fábrica, me identificando, espero alguns minutos e sou recebido por uma moça morena de olhos castanhos, muito bonita por sinal, li o crachá, seu nome era Elena Gilbert.
– Bom dia, o que o senhor gostaria? — ela me perguntou sorrindo de forma educada.
– Queria buscar umas armas que ficaram prontas dois dias atrás e não tive tempo de buscar e umas roupas da minha esposa. — respondo para ela.
– Está bem, vou solicitar com a minha amiga. — ela entra na porta e vejo ao fundo ela conversando com uma moça loira, não conseguia ver seu rosto, ela retorna uns minutos depois com as coisas que eu solicitara,
– Obrigada. — agradeço ela.
– Não foi nada. — ela sorri novamente e eu vou embora em direção ao meu carro.
Vou para o Partido, já estava inscrito desde 1938, estavamos atentos para uma possível Grande Guerra, que se iniciou no dia 1 de Setembro de 1939, com a invasão alemã na Polônia, logo depois a França e o Reino Unido declaram guerra contra a mesma, recentemente em junho de 1941, Alemanha invadiu a URSS, rompendo o Pacto de Não-Agressão e declarando guerra contra nós, e agora estamos na sangrenta Batalha de Stalingrado, a qual tenho que ir sempre que é necessário. Algumas horas depois, sou chamado para a batalha, o que já não é uma surpresa mesmo sendo em cima da hora, não deu tempo para avisar a Camille, mas como trabalho para o partido, ela sabe que essas coisas podem acontecer a qualquer momento.
Durante a batalha, os alemãe tentaram recuar, depois de milhares de mortes, consigo sair e quando olhei para o lado vi meu melhor amigo,companheiro de batalha, Matt Donovan, morrer aos meus olhos. A principio não acreditei que pudesse ser ele bem ali em minha frente, mas olhando para a poça sangrenta me toquei que era ele. Eu corri até ele, levantei-o e corri, tentei salvá-lo, era tudo o que eu queria. Mas quando chegamos ao hospital, já era tarde de mais .Eu o tinha perdido para sempre. Saio estressado do hospital e meu primeiro pensamento é ir para um bar, e é exatamente o que resolvo fazer. Bebo a noite toda e quando vejo que não está ajudando em nada decido voltar para casa e tentar dormir um pouco, assim que chego me deparo com Cami preocupada, meus irmão ja deveriam estar dormindo.
– Onde você esteve? Você está bebado? – Pergunta Camille com um tom de preocupação em sua voz. Ignorei-a, mais ela me puxa.
– Estava em mais uma daquelas batalha, perdi meu melhor amigo e a única coisa que pensei foi em beber e agora se não se importar irei dormir por que não quero que o dia fique pior -- digo com ironia
– Como assim? Klaus senta aqui, vamos conversar. — ela diz com um olhar vago e triste.
As palavras pairaram no ar, subo as escadas pisando fundo e me jogo na cama bêbado, sei que Cami não merecia isso, mas estava nervoso demais pra lhe dirigir a palavra. Fechei meus olhos e durmi tentando esquecer o desastroso dia que eu tivera.
" Guarda estes versos que escrevi chorando como um alívio a minha saudade, como um dever do meu amor; e quando houver em ti um eco de saudade, beija estes versos que escrevi chorando. "
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