Nothing Left To Lose
4 Chapter Three
Notas iniciais
" O amor é sempre belo, mas só é grande quando sofre, perdoa ou tem saudades. "
POV Caroline
Acordei com a fraca claridade que entrava pela janela, levantei-me para tomar um banho, meu corpo estava dolorido, eu estava com fortes olheiras e um cansaço que transparecia sob meu rosto, pego um balde com água fria e a coloco para esquentar, enquanto isso caminho até o quarto da minha mãe e ao chegar lá vejo-a desmaiada, me desespero e corro até ela.
– Mãe!. — a sacudi pra ver se ela acordava. — Mãe por favor acorde. — lágrimas já começaram a cercar meus olhos, a pego com dificuldade e coloco-a em cima da cama, faço carinho em sua testa e percebo que ela está ardendo de febre, meu Deus, será que ela estava começando a ter Tifo? Já que os sintomas que ela estava tendo eram parecidos, decido que a levaria para o hospital. De repente, mamãe acorda. — Mãe, a senhora está bem? — pergunto preocupada.
– Sim. — ela responde. — Dever ter sido uma queda de pressão.
– Bom, eu tenho que ir trabalhar mais a senhora trate-se de descansar e nada de fazer esforço. — eu digo e beijo a testa dela, tomo o café, coloco o uniforme da fábrica e vou ter que ir a pé sozinha já que hoje era o dia de folga de Elena e ela iria preparar os comemorativos pra festa de 1 ano de casamento dela com Damon. Eu chego na fábrica dando a entrada e vou para meu setor, o têxtil.
Estava trabalhando normalmente com a minha colega de trabalho, Hayley, estávamos empilhando as roupas normalmente quando o meu chefe me chamou para ir até sua sala, estranhei um pouco e andei devagar até lá, dei duas batidas na porta e ouvi um "pode entrar".
– Senhorita Forbes, sente-se. — ele aponta para a cadeira e eu sento em sua frente.
– O que houve senhor? — pergunto um pouco temendo com o que possa acontecer.
– Bom de uns meses pra cá, ainda com consequências da crise, não estamos podendo pagar muitos funcionários, então infelizmente tivemos que despedir alguns funcionários de cada setor. — me congelei por dentro, por favor meu Deus que não seja eu. — E infelizmente, você senhorita Forbes foi uma das demitidas, eu sinto muito você era uma excelente trabalhadora. — ele fala com o olhar piedoso, sinto meu mundo desabar e agora como iria pagar as despesas e tudo? Íamos passar fome e muitas dificuldades, respirei fundo segurando as lágrimas.
– Tudo bem, obrigada por me avisar. — respondi normalmente e ia me levantando quando ele me chamou.
– Hoje você pode trabalhar normalmente. — ele diz pra mim e eu assinto, fecho a porta e volto para o serviço, agora teria que entrar em filas longas de emprego o que seria quase impossível para eu conseguir já que foi uma tremenda dificuldade encontrar esse. Trabalho até umas dez horas da noite, sai de la, vesti meu casaco, olhei e vi que o céu já estava bem escuro e as ruas completamente desertas e o típico frio de inverno que seria comum em Dezembro ou Janeiro, não em Novembro .
Estava andando sozinha nas ruas, não tinha ninguém por perto, o frio só aumentava, de repente dois homens com um garrafa de cerveja cada estavam vindo na minha direção, a aparência deles pareciam de ex-soldados acabados e destruídos vindos da Primeira Guerra, um medo percorreu por toda a minha espinha.
– Hey. — ouvi um deles gritar e apontar para mim, ignorei e resolvi atravessar a rua, apressei meus passos mas senti alguém puxar meu braço com força, o mais alto apertou minha cintura e chupou meu pescoço, dei um grito mas o outro me deu um tapa muito forte na cara e cai no chão ferida, o mais alto ficou por cima de mim, lágrimas escorriam pelo meu rosto, eu queria morrer. Ele começou a descer a mão para minha cintura, quando vejo alguém o puxando e lhe dando um soco forte e puxa o outro o jogando longe, eu estava tremendo de medo, meus olhos já deveriam estar completamente inchados, o homem que salvou minha vida veio até a mim e me ajudou a levantar, enquanto isso os bêbados corriam pra outro lado.
– Você está bem? — ele me pergunta docemente.
– S...siim. — falo gaguejando.
– O que faz andando na rua uma hora dessa? — ele me pergunta com um tom de preocupação.
– Voltando do trabalho. — digo.
– É perigoso, peça para alguém lhe buscar mas não ande por essas ruas sozinhas. — ele diz cauteloso, observo sua farda bem arrumada e percebo que ele é um soldado confederado da URSS.
– Obrigada por me salvar. — digo dando um fraco sorriso.
– Não foi nada. — ele sorri para mim e estende a mão. — Sou Niklaus Mikaelson, pode me chamar de Klaus.
– Sou Caroline Forbes. — aperto sua mão e olho em seus olhos que eram de um tom esverdeado, muito lindo. Ficamos ali conversando.
– Vou lhe levar pra casa é perigoso você voltar sozinha. — Klaus diz e eu assinto, entro no carro dele, dou o endereço, ele chega lá rapidamente e me deixa.
– Obrigada novamente. — agradeço ele e saio do carro, entro em casa, se não fosse por Klaus não sei o que seria de mim. Chego em casa e sinto um cheirinho de comida, mamãe estava colocando a sopa quentinha em cima da mesa.
– Boa noite amor. — mamãe me dá um beijo no rosto.
– Mãe. — sorrio. — A senhora está melhor?
– Estou sim, fiz sopa. — ela coloca na mesa e eu me sirvo, nós jantamos juntas e a ajudei a dormir, já que ela estava um pouco enjoada. Resolvo não contar pra ela sobre a minha demissão não queria dar mais preocupações. Deito na minha cama após por meu pijama e fazer minhas higienes diárias e durmo rapidamente.
O dia amanhece e o vejo a neve caindo sobre a minha janela, tomo um banho e coloco o vestido mais formal que eu tinha, escuto uns barulhos e vou até a sala e vejo ninguém menos que meu irmão Dylan Forbes na sala.
– Dylan? — eu pergunto surpresa e corro pra pular nos braços dele. — Graças a Deus volto dos Estados Unidos, tava preocupada já. — ele me abraça e beija o topo da minha cabeça.
– Pude chegar só agora irmãzinha, estava com saudades de vocês duas. — ele abraça eu e mamãe.
– Irmão, você pode levar a mamãe pro hospital? — eu pergunto.
– O que ela tem? — ele pergunta preocupado e eu o puxo prum canto.
– Ela está com sintomas de Tifo e eu estou preocupada demais. — falo triste e ele me abraça.
– Levo sim. — ele diz.
– Tenho que ir agora. — abraço ele e vou e beijo a testa da minha mãe e atravesso a rua e bato na casa de Elena onde a festa já tinha começado.
– Careeeeeee meu amor. — Elena me abraça forte.
– Lenaaaaaaa. — eu sorrio e vejo Damon. — Damon, awwn eu estou tão felizes por vocês. — ele me abraça.
– Só tava faltando você. — Damon sorri pra mim, cheguei lá vi o irmão de Elena, Jeremy com a esposa Annabelle, os cumprimentei e depois encontrei Stefan, o irmão mais novo de Damon, ele ainda era solteiro e quando nós eramos mais crianças, ele tinha um certo interesse por mim, depois passei por uns colegas de Elena e o pai de Damon, depois de cumprimentar todos sentei no sofá e todos nós o conversamos, a festa estava ótima, todos animados e super movimentada, já havia passado algumas horas quando Damon pegou uma taça de champagne e ergue para brindar. — Há alguns anos atrás, eu conheci o amor da minha vida, nós éramos amigos desde berço até que finalmente me encontrei apaixonado por você, nós começamos a namorar e agora estamos aqui nos completando, você é a minha vida não consigo me imaginar num mundo em qual você não esteja. — Damon brinda e todos o acompanham, como eu sou uma pessoa muito sensível já estava começando a chorar. — Eu te amo, Elena Gilbert.
– Eu também não me imagino num mundo que não tenha sua existência, eu te amo Damon Salvatore. — Elena que já estava banhada de lágrimas o beijou e todos aplaudiram, os dois eram perfeitos um para o outro era perceptível o amor deles de longe, eu estava muito feliz com meus amigos. A festa estava quase no fim, quando tenho que ir pro hospital.
– Lena. — a chamo e ela se vira. — Vou ter que já ir embora, minha mãe está no hospital com sintomas de Tifo e tenho que ir, meu irmão está lá com ela.
– Tudo bem, Care mande melhoras pra Dona Liz. — Elena me abraça, eu sorrio e vou ao hospital mais próximo, lá avisto logo meu irmão.
– Como ela está? — eu pergunto preocupada.
– Melhor, mais ela pode ter recaídas a qualquer hora. — Dylan diz com uma cara triste.
– Então ela realmente está com Tifo? — pergunto com medo da resposta.
– Sim. — ele sussurra baixo e eu choro. De repente uns soldados confederados da URSS entram no hospital reconheço dois deles, um era o tio de Tyler, Mason Lockwood e o homem que salvou no dia anterior, Klaus Mikaelson, Mason me avista e vem em minha direção com uma cara nada boa.
– Caroline? — ele me pergunta.
– Sim, o que houve? — pergunto assustada, por que Tyler não estava com eles.
– Eu sinto muito, meu sobrinho foi morto por um soldado alemão em meio a batalha. — Mason fala com os olhos marejados, eu não conseguia acreditar no que ouvira o meu Tyler, morreu? A única reação que tive foi me jogar no chão e chorar sem parar.
" Viva enquanto pode, porque um dia seu corpo se curvará ao apelo da morte."
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