Notas iniciais
Meus amores, agora eu finalmente me encontro de férias, AMÉM, e agora poderei postar sempre e tentarei me atualizar e tenho previsão para o fim da fic no dia 9 de Janeiro, irei postar um capitulo a cada dois dias, exceto quando realmente não der, o mesmo acontecerá com Heart of Stone e Love is Written With Blood. Espero que gostem nos vemos lá em baixo.

“Quando a gente perde alguém ele fica com a gente, pra lembrar sempre como é fácil se magoar.”

POV Caroline

Eu passei a noite toda com a minha mãe, ela não apresentava nem melhoras e nem recaídas. Olhei no relógio e eram duas e meia da madrugada, resolvi ir na capela do hospital orar pela vida de minha mãe e de todos que eu amava, beijei a testa dela e sai andando pelo hospital, ele estava completamente silencioso, já que os pacientes dormiam e os enfermeiros e médicos ficavam em suas respectivas salas, fui em direção a capela e olhei que só tinha uma moça de aparentemente dezoito anos, cabelos negros e olhos marcantes, me sentei ao lado dela, ela fazia sua oração em silêncio e assim eu comecei a minha.

“Meu Deus, eu lhe peço que o Senhor tenha a alma de Tyler ao seu lado, que o Senhor cuide dele e o proteja sempre que algum dia eu vá reencontrá-lo, orei por Elena, Damon, Stefan, Jeremy, Anna, todos meus amigos mais próximos, e claro, eu tenho fé que o senhor curará minha mãe, que logo ela melhorará e voltará para casa, eu a amo demais, eu já perdi muita gente não irei agüentar perder mais ninguém. Que meu irmão chegue salvo e seguro nos Estados Unidos e que nos consiga mandar cartas. E claro que o Senhor também abençoe Klaus, e agradeço por ter posto ele em minha vida para me ajudar, talvez ele possa ser meu anjo da guarda, é só isso que lhe peço meu Deus, Amém”

– Está tudo bem? – percebo que a jovem morena falara comigo.

– Não – eu seguro as lágrimas – Minha vida está horrível, meu pai morreu quando eu era pequena, eu perdi o meu noivo pra guerra e agora minha mãe se encontra doente na cama do hospital.

– Eu sinto muito – ela sorri caridosamente.

– E você o que faz aqui? – pergunto.

– Eu sou órfã, meus pais morreram quando eu tinha dois anos e fui criada num orfanato, e nunca fui muito cercada de pessoas, até que adiquiri uma doença e me transferiram para esse hospital, todos aqui me acolheram como se fosse uma filha – ela conta a sua história.

– Eu que sinto muito – a olho com sinceridade.

– Já está tudo bem, eu vim aqui orar pelos meus pais – ela sorri fraco – A propósito sou Lola Foster – ela estende a mão.

– Caroline Forbes – sorrio e aperto a sua mão levemente. Havia tristeza em seu olhar, ela devia ser uma menina completamente carente, eu só queria cuidar dela. Nós duas ficamos ali conversando por um bom tempo, ela era uma pessoa e nós nos entrosamos amigavelmente – Bom eu vou voltar para o quarto da minha mãe para eu estar lá assim que ela acordar e também preciso dar uma dormida.

– Tudo bem – ela me dá um rápido abraço e eu ando caminhando em direção ao quarto de minha mãe, ela ainda dormia, sentei no sofá espaçoso e cochilei.

Acordo com a claridade invadindo o pequeno quarto limpo e arejado do hospital, vejo que já eram 7 horas e as 8 teria que estar na casa de Klaus para trabalhar, não queria me atrasar, olho para o lado e vejo minha mãe acordada comendo pão e um copo de suco de laranja.

– Mamãe – eu sorrio e vou até ela e beijo sua bochecha – A senhora está melhor?

– Sim, melhor impossível – ela retribui o sorriso fazendo carinho nos meus fios dourados, nesse instante a enfermeira chega com uns papéis que deveriam ser o resultado dos exames. – O que eu tenho?- mamãe pergunta com a voz firme.

– Você pegou uma virose, não é nada grave, mas você ainda deve ficar mais alguns dias em repouso – a enfermeira nos responde e eu sorri aliviada agradecendo a Deus.

– Mãe – eu abraço ela com força – Eu disse que você ia voltar para casa, e em breve Dylan voltará de vez e ficará nós 3 reunidos.

– Sim meu anjo – ela me abraça – Tudo vai ficar bem?

– Eu já estou atrasada, mas vou estar aqui mais tarde – eu me levanto e beijo seu rosto.

– Aonde você vai filha? – ela pergunta – A fábrica? – acabara de me lembrar que não contara da minha demissão para minha mãe.

– Eu fui demitida – eu falo e ela fica em choque – Mas eu consegui um emprego como empregada, eu sei que não vai ser muita coisa, mas vou fazer de tudo para nos ajudas – ela sorri e eu vou saindo.

– Bom trabalho – ela diz antes que eu saia.

– Obrigada mamãe – eu sorrio e vou andando pelo hospital, vejo Lola brincando com umas crianças e cumprimento ela e saio do hospital, pego o papelzinho na bolsa e vejo o endereço, não era tão longe dali. Ando alguns minutos e avisto uma mansão, era muito grande e muito linda por fora, eu toco a campainha e uma mulher loira abre a porta, ela era muito bonita, cabelos presos em um rabo de cavalo, olhos claros, maquiagem marcante e roupas muito elegantes.

– Você deve ser a nova empregada – ela abre a porta e estende para eu entrar, ao entrar vejo que por dentro ainda conseguia ser muito mais bonito, móveis modernos, uma escada com pisos de marfim. – Serei sua patroa, Camille Mikaelson – ela estende a mão e a cumprimento – Esposa de Klaus – então ele era casado? Ao ouvir aquilo, senti uma pontada de desconforto sem saber o porquê.

– Prazer – sorrio amigavelmente – Sou Caroline Forbes.

– Eu sei, Klaus me falou muito de você durante a noite – senti que ela havia dado um ênfase no muito, aquilo me deixou nervosa principalmente a forma que ela me olhava, parecia um olhar obscuro – Klaus, a empregada chegou. – não dá nem alguns minutos e escuto passos largos e logo vejo Klaus descendo com um homem jovem de cabelos e olhos castanhos, muito bonito também e no colo uma criancinha que aparentava ter seus cinco anos, ela parecia demais com Klaus, Klaus esta lindo vestido com a farda do partido, o homem ao lado dele parecia estar me secando com os olhos.

– Caroline – ele sorri ao me ver, a menininha me olhava de forma tão doce que dava vontade de pegá-la no colo e apertá-la.

– Oi –sorrio e o homem ao lado dele se posiciona em minha frente, pega minha mão e a beija.

– Sou Kol Mikaelson, irmão de Klaus – ele me sorri de forma galanteadora.

– Prazer – sorrio com um pouco de vergonha. Olhei para trás e parecia que Klaus não ficara satisfeito com o ato de seu irmão.

– Bom, a gente já está indo para o partido e voltaremos na hora do almoço – Klaus diz e dá um selinho em Camille, deixa a menina com ela – que pelo que eu percebera era filha deles, e ele dá um tchau para mim.

– Então garota – Camille vira para mim um pouco arrogante – Quero que comece limpando a sala e a cozinha e assim que der onze e meia já quero que vá preparando o almoço já que a cozinheira teve que ir cuidar de seu pai que está com câncer, eu espero que saiba cozinhar – assinto com a cabeça, minha mãe havia me ensinado a cozinhar desde meus oito anos de idade, eu amava fazer a comida – Ótimo, lembrando que empregados só comem depois dos patrões e quero a louça toda lavada e depois irá arrumar os quartos porque até lá Rebekah já vai ter acordado, ela é irmã do Klaus e saiba que ela é muito exigente e perfeccionista. – ela vai indo em direção a escada – O que está fazendo parada? Ande. – eu tinha absolutamente cem por cento de certeza que ela não tinha ido com a minha cara, mas o que foi que eu fiz? Eu assenti baixo e fui para a área pegar os produtos de limpeza, esponja, esfregão, vassoura e um balde de água fria, andei com os produtos e voltei para a sala, a ignorante já tinha subido, eu também tampouco havia ido com a cara dessa sebosa, só estou aqui pela minha mãe e por Klaus, que por sinal parecia estar cada vez mais lindo com aquele sorriso e olhos perfeitos, sorri em pensamento lembrando dele me cumprimentando hoje há alguns minutos mais cedo, como poderia ser um homem tão maravilhoso? Essa sebosa tem muita sorte em ter ele ao seu lado. Fiquei ali alguns longos minutos limpando a sala até deixar um brinco, dava até pra ver os pisos brilhando, fui andando até a cozinha quando vi a doce menininha brincando com uma boneca de pano na cozinha.

– Oii – ela sorri amigávelmente.

– Oii, o que faz aqui sozinha? – pergunto ajoelhando ao lado dela.

– Mamãe está no escritório e a tia Bex ainda dorme, porque ela é muito preguiçosa – ela ri pra mim – Eu vim aqui brincar porque gosto do cheiro de comida.

– Vai sentir mais ainda, porque já vou preparar o almoço – eu sorrio para ela.

– Eba! – ela dá palminhas, eu amava crianças eu tinha esse sonho com o Tyler, em ter nossos filhos, mas infelizmente não poderia ter, não com ele. — Você é tão linda – eu sorrio corando pra ela – Qual seu nome moça bonita? – ela me pergunta.

– Caroline e o seu?

– Margaret Mikaelson, meu pai diz que eu sou a princesa dele – ela ri, imagina o tanto que Klaus deve ser apegado a essa menininha.

– Claro que é – eu sorrio.

– Vou chamar minha boneca de Caroline porque ela é quase tão bonita quanto você – Margaret sorri pra mim, eu fico brincando com ela até que uma mulher loira chega ali na cozinha, ela era alta, magra, cabelos longos e loiros, olhos azuis escuros e usava um roupão de ceda.

– O que a empregada está fazendo com a minha sobrinha? – ela me olha de encima e baixo, com um olhar meio enojado.

– Eu estava brincando com ela – eu falo.

– Não tem esse direito, deixa só Camille saber disso – ela pega Margaret no colo.

– Mas tia, eu só estava brincando com ela, ela é legal – Margaret fala com voz chorosa.

– A tia aqui também sabe ser legal, vamos Maggie para o seu quarto – ela sai e some de vista com Margaret. Tive certa impressão que as duas iriam me tratar cada vez pior. Virei-me e comecei a lavar os vegetais e separar a comida, lavei, separei tudo direitinho e fui cozinhando até que olhei no relógio e já é quase meio dia, escuto vozes entrando na sala que provavelmente eram de Klaus e Kol, mas tinha alguém a mais com eles, fui até a sala de jantar e coloquei todos os pratos, copos e talheres, e um a mais porque olhei de longe e vi que tinha mais alguém, andei até a sala e vejo que a terceira pessoa é ninguém menos que Damon.

– Caroline? – Damon me pergunta.

– Damon! – eu sorrio e ele vem em minha direção e me abraça com força.

– O que faz aqui? – ele pergunta.

– Estou trabalhando aqui, já que fui demitida – eu rio sem graça.

– Elena me contou – ele sorri fraco.

– Vocês se conhecem? — Klaus pergunta confusa.

– Caroline é como minha irmã e é a melhor amiga da minha esposa – Damon responde.

– Isso é uma coincidência – Klaus ri;

– Bom o almoço está pronto – eu aviso e todos vão até a mesa, Klaus coloca Margaret na cadeirinha e ela sorri pra mim, eu retribuo de volta, vou virar para me retirar até que alguém me chama.

– Caroline, é claro que quero que almoce conosco – Klaus diz.

– O QUÊ? – Camille dá um berro e Rebekah olha com uma cara de indignação, Kol ri baixinho. – Klaus empregados não podem comer com patrões,

– E eu estou a convidando – Klaus dá de ombros e praticamente ignora o que ela diz.

– Não é necessário – eu falo sem graça.

– Sente-se. – Klaus aponta para cadeira vazia entre Damon e Kol, e eu pego os talheres e um prato e sento e acabo comendo, fico em silêncio, vejo que Margaret queria falar comigo mas parecia que Rebekah havia impedido, Damon, Klaus e Kol não paravam de conversar e percebia certos olhares maldosos vindos de Kol, apenas o ignorava. O almoço acabar, os homens foram pra o escritório tomar um drink, enquanto Rebekah e Camille foram conversar na sala de estar, eu fui lavar a louça, terminei brevemente e fui arrumar os quartos, escutei Camille indo até Klaus no quarto ao lado. Pelo que eu entendera, ela iria viajar agora mesmo pois era aniversário da sua mãe, a vejo descer com algumas malas e Kol a leva para a estação de trem provavelmente, desci para arrumar o que faltara e vejo que Damon já tinha ido para o partido provavelmente, Klaus vai para sala e Rebekah está arrumada, com um coque, salto alto e um vestido coral e maquiada cheia de jóias.

– Aonde vai irmãzinha? – Klaus pergunta.

– Vou à casa de Bonnie – ela diz.

– Ok, não volte tarde – ele diz e ela assente e assim sai, eu fico ali limpando os móveis – Eu vou tirar um cochilo, pode tomar conta da Maggie pra mim? Ela está dormindo no quartinho de cima. – Klaus diz e eu assinto.

– Claro – sorrio para ele, ele retribui e sobe as escadas.

( . . . )

Estava de noite, Klaus estava sozinho em seu escritório, eu já tinha terminado todo meu serviço, Maggie já estava na cama abraçada á sua boneca de pano em que ela pôs meu nome, Camille estava em caminho de Moscou visitar sua família, Rebekah estava na casa de uma amiga e Kol só Deus sabe, eu guardei as coisas e quando ia abrir a porta escuto uma voz firme.

– Deixa que eu te levo – Klaus fala.

– Não precisa – eu falo sem graça.

– Claro que precisa, você sabe que é perigoso andar sozinha. – eu vou a levando em direção ao carro.

– E a sua filha vai ficar sozinha? – eu pergunto.

– Os seguranças de confiança estão ao redor da casa, mas se quiser levamos ela, ela gostou muito de você – ele sorri.

– Ela é maravilhosa – eu sorrio, enquanto isso Klaus vai até sua casa e em pouco tempo volta com ela e a coloca no banco de traz deita e põe o sinto, ela dormia como uma pedra, entro no carona e ele dirige.

– Vai ficar no hospital ou na sua casa? – ele me pergunta.

– Vou pro hospital – eu respondo.

– Okay – ele diz e dirige alguns minutos até chegarmos lá – eu vou me virar para agradecê-lo e nossos lábios ficam muito próximos um do outro, sinto um certo clima acender entre nós, eu olhos em seus olhos enquanto seu olhar se encontra ao meu, ficamos ali sem saber o que fazer até que ele sem pensar me puxa e cola seu lábios nos meus, eu ficara sem reação, e meu corpo acabou por corresponder, coloquei minhas mãos em seu rosto enquanto as dele envolvia minha cintura, sua língua pedira passagem e eu cedi, nosso beijo era calmo e doce, sem fogo, eu estava adorando não podia negar, quando o ar foi necessário, ele nos separou – Boa noite Caroline – ele sorri.

– Boa noite – eu falo um pouco envergonhada e saio do carro, olho para Maggie e agradeci por ela estar dormindo e não acordada, entrei no hospital e fiquei para no hall por um tempo, meu coração havia acelerado sem parar durante o beijo, eu me sentia no paraíso, algo me tornava diferente. Estaria eu apaixonada pelo comandante Niklaus Mikaelson?

“E se soubesse que tudo ia ficar bem no final, não me importaria em nada com o que acontece agora. Mas é horrível passar um dia depois do outro sem ter certeza de nada.”

Notas finais
Então é só isso, em breve muitos capítulos, a previsão é ter no final da fic 16 capitulos + prologo + epilogo num total de 18, não esqueçam de comentar, isso signifca muito Küsse