Notas iniciais
Amores meus, sei que demorei e sei que estou devendo muito com vocês até nas minhas outras fics, mas prometo que vou att todas ainda essa semana e como as férias estão chegando ficará bem mais fácil para mim, agradeço novamente pelos comentário, sei que é raro eu responder os comentários e vocês, peço desculpas e tentarei responder todos, amo voces

POV Caroline

“Uma hora ou outra você encontrará a última parte do seu quebra-cabeça. Aí sim irá dar risada de todas as peças erradas que já entraram em sua vida.”

Não conseguia acreditar no que ouvira, meu coração parecia que fora esmagado e minhas lágrimas já estavam desidratas de tanto que eu chorava, sentia as mãos firmes e fortes de Klaus em mim. Ele sussurra no meu ouvido:

– Eu sei como é, essa dor da perda de alguém que você conhecia há tempos, mas a morte dele foi honrável, ele morreu em combate defendendo o que ele acreditava ser certo — Meu corpo foi ficando mais leve e estava começando a diminuir o choro, olhei para ele.

– Obrigada, você não precisava ter me dito nada, mas... — fui interrompida.

– Eu não podia? Não podia deixá-la em meio á dor sem nada fazer, eu sei como dói, eu estava lá com ele e ao pensar que eu poderia ter impedido, bem é pior. — Eu me levante, sequei o rosto e abracei Klaus, sussurrando em seu ouvido um obrigada.

– Vou ver a minha mãe, obrigada por me avisarem. — despido-me de Klaus e saio ainda com os olhos marejado e entro no quarto onde se encontra minha mãe, entro no quarto e avisto ela dormindo tranquilamente, me aproximo e fico ali por longas horas, vejo que já está tarde, passo pelo meu irmão no corredor e ele se oferece pra me acompanhar até em casa, que estavam à duas quadras do hospital, ele me deixou e teve que voltar para o hospital, olhei a casa em frente de Elena, por alguma razão precisava ficar lá com minha amiga, não suportaria a solidão em casa. Atravessei a rua e toquei a campainha, não demorou muito para a porta ser aberta.

– Caroline? — Elena pergunta preocupada. — O que houve? — começo a chorar sem parar e me jogo nos braços acolhedores dela.

– Me ajude. — ela me leva pra dentro e fecha a porta.

– O que está havendo Care? — ela pergunta.

– Tyler foi morto por um alemão e minha mãe está internada no hospital com sintomas de Tifo. — explico chorando compulsivamente.

– Ai meu Deus! — Elena fica em estado de choque. Fica um tempão me abraçando em meio ao meu choro. — Care, Damon não se encontra pois está de plantão no partido, acho melhor você ficar aqui comigo. — Assenti com a cabeça e Elena arrumou o quarto de hóspedes e demorei a pegar no sono, fiquei pensando em tudo que estava acontecendo até que finalmente adormeci.

Acordei com a claridade adentrando pela janela, levantei-me e senti o cherinho de comida vindo da cozinha, vi Elena terminando um bolo e arrumando a mesa do café.

– Bom dia! — Elena abre um largo sorriso ao me ver. — Está melhor?

– Um pouco! — falo fraca.

– Bom, vou ter que ir pra fábrica, você vêm? — Elena pergunta.

– Ah, esqueci de avisar. — ela olha pra mim confusa. — Eu fui demitida.

– Por que? Você era um ótima funcionária. — Elena fica mais confusa.

– Problemas com o pagamento, acabei sendo a "sortuda" — eu disse.

– Bom, tenho que ir já estou até um pouco atrasada, nos vemos mais tarde? — assinto e ela me dá um beijo na testa e vai. Resolvo após o café, procurar emprego, ando a tarde toda em busca de empregos, mas não consigo encontrar nada, todos estavam ocupados, nessa altura da guerra era praticamente impossível achar algo, sentei numa escadaria exausta, eu odiava com todas as minhas forças esses tempos de guerra. Levantei-me para ir para casa, estava andando e esbarrei em alguém.

– Desc... — olhei para pessoa que esbarrei e vi ninguém menos que Klaus.

– Caroline? O que faz andando por aqui? — ele me pergunta de forma amigável.

– Procurando emprego. — ela dá de ombros. — Está impossível, todos os empregos já estão ocupados e alguns tem até a mais. — falo.

– Bom, talvez não seja tão impossível assim. — ele abre um sorriso fraco, aquilo me deixou confusa.

– Como assim? — pergunto sem entender absolutamente nada.

– Na minha casa, eu e minha esposa estamos precisando de uma nova empregada, — ele explica para mim. Ai meu Deus! Será que finalmente consegui um dia de sorte? — Se você quiser, posso lhe contratar. — pensei muito sobre o assunto, mas não tinha outra opção, teria que aceitar, precisava muito de dinheiro para ajudar com as despesas da casa.

– Sim, aceito. — respondi e ele abre outro sorriso como forma de agradecimento.

– Então pode começar amanhã às 6 horas. — ele me passou o endereço que anotei num bloquinho de papel.

– Obrigada Klaus! — agradeci-o.

– Foi um prazer em te ajudar. — ele diz. — Bom, tenho que voltar para o partido agora, a gente se vê. — nos despedimos, andei pelo centro para distrair, achei alguns trocado no meu bolso do vestido e comprei um sanduíche e um suco para almoçar, terminei e resolvi andar mais um pouco, até que olhei para o relógio, já eram 14:50 e hoje era sexta, o dia que Elena saia mais cedo da fábrica, faltava pouco tempo para chegar, voltei andando, assim que cheguei vi que Elena já estava em casa.

– Care! — ela sorriu. — Como foi? Conseguiu encontrar um emprego?

– Bom, não estava encontrando nada, mas por sorte encontrei o homem que me salvou há uns dias atrás, ele disse que precisava de uma empregada, ele me ofereceu e eu tive que aceitar. — disse para ela.

– Fico feliz que encontrou emprego. — ela me abraçou calorosamente.

– Lena, agora vou dar uma passada no hospital para visitar minha mãe. — levanto-me.

– Okay, melhoras para ela. — Elena diz e eu sorrio.

– Obrigada! — saio andando até o hospital, chego e vou na ala onde se encontra minha mãe, lá encontro meu irmão com uma expressão exausta.

– Oi! — ele acorda dos desvaneios e me abraça calorosamente.

– Ainda bem que você chegou, Care vou ter que retornar para os Estados Unidos — ele me diz com um olhar triste. — Mamãe ainda está dormindo. — olho dentro do quarto e vejo dormindo profundamente. — E o tio de Tyler passou aqui para avisar que o enterro de dele será no cemitério aqui em frente daqui à trinta minutos.

– Obrigada por me avisar! — ele se levanta. — Já tem que ir? — eu pergunto meio triste.

– Sim. — ele sorri fraco. — Cuide da mamãe. — assinto e ele me dá um beijo na testa e se vai. Voltei para casa correndo, tomei um longo banho e coloquei um vestido preto meio velho, penteei meus cabelos, fui para o cemitério e lá encontrei o Sr. e Sra. Lockwood, eles estava devastados. Ela me viu e abriu um fraco sorriso.

– Querida! — ela me abraçou. — Fico feliz que veio. — logo ela desaba no choro e eu também, ficamos ali chorando abraçadas, em um tempo todos se reunira em volta do caixão, não contive e chorei compulsivamente, soluçava de tanto chorar, era quase inacreditável ao pensar que nunca mais veria meu noivo, que ele morreu em uma estúpida batalha por causa dessa guerra maldita. As orações foram feitas e Tyler foi enterrado, fiquei ali mais um tempo conversando com sua família, até que começou a anoitecer e tive que voltar para o hospital por causa da mamãe. Cheguei lá a enfermeira estava lhe entregando a janta.

– Care. — mamãe sorriu ao me ver.

– Mãe! — retribuo o sorriso.

– Onde estava meu amor? — ela pergunta. — Por que esta usando esse vestido? — ela se referiu ao vestido preto que só usava para casso de enterro.

– Tyler faleceu em meio ao bombardeio. — lágrimas incontroláveis começam a cair.

– O quê? — ela fica incrédula. Ai meu Deus. — sento do lado dela e ela me abraça. — Vai ficar tudo bem. — ela beija o topo da minha cabeça

– Assim espero. — limpo minhas lágrimas. — Bom, vou ficar ali sentada e senhora trate de descansar.

– Ok. — ela sorri e vou fazer um lanche na lanchonete no andar de baixo, comi um pouco e assim que voltei vi minha mãe dormindo, sentei na poltrona e fiquei pensando no que viria pela frente.

"Não é preciso ver lágrimas em seus olhos para saber que você não está bem. Não é preciso ver você em um caixão para saber que está morta, pois o seu silêncio chora por si e se as lágrimas surgirem será você que está se matando"

Notas finais
Então é so meus amores, espero que tenham gostado e obrigado por tudo e não esqueçam os reviews maravilhoso que me incentivam ainda mais a escrever. Küsse