Nothing Lasts Forever
10 Capítulo 10
Notas iniciais
— Bom dia, Srta. Potts. Está frio lá fora, e o céu está nublado, com altas chances de chuva ao longo de todo o dia. Eu recomendo que vista um casaco e carregue com si um guarda chuva quando sair.
— Sair? — Pepper perguntou, tateando o colchão e o encontrando vazio. Então abriu os olhos e olhou ao seu redor.
— As empresas de limpeza e jardinagem têm horário marcado durante toda a manhã. Então, caso não queira ficar diante do barulho e da bagunça, sim, a senhorita deve sair.
— Tony? — a mulher olhou na direção do banheiro, torcendo para que o homem saísse de lá.
— O Sr. Stark não está. Ele saiu assim que você adormeceu. — Sexta-Feira confirmou o que, no fundo, Pepper já sabia. Então a mulher voltou a encarar a parte vazia do colchão, sem conseguir deixar de pensar no passado. Mas não se deixou abalar, pois tinha certeza que havia uma boa razão por trás da ausência de Tony.
— Onde ele está?
— Missão como o Homem de Ferro. Não tenho permissão para revelar a localização. — mais uma vez, Sexta-Feira confirmou o que Pepper pensara.
— Me avise quando houver alguma novidade. — ela pediu. Então se levantou e foi se arrumar para mais um dia de trabalho.
…
As semanas se arrastavam, e Tony gastava todo o seu tempo em missões com a Fundação Stark ou o Homem de Ferro, no laboratório em Nova York, em consultas com o terapeuta, ou treinando com o Visão; e quando estava em Los Angeles, era sempre na oficina. Ele trabalhava em novos trajes, no aprimoramento de Sexta-Feira, no desenvolvimento de veículos que não precisariam de pilotos, na busca por Banner…
E com isso as pessoas nunca o viam. Exceto nas missões, ou quando verificava o andamento da reforma da Torre, que foi finalizada em poucas semanas, e a obra das novas instalações dos Vingadores, que não muitos meses após a ideia nascer, já estava chegando em seus últimos passos. Nessas ocasiões ele era visto caminhando pelos corredores ao lado da namorada, sempre limpo, bem vestido e alimentado.
Quem olhava de longe jamais suspeitaria, mas o relacionamento de Tony e Pepper estava ruindo aos poucos. Tony passava mais tempo com máquinas e os Vingadores do que com a mulher, que já não tentava mais fazer com que ele a acompanhasse em algo diferente de revistas nas obras ou em um evento de caridade ou outro.
Pepper chegou a marcar terapia de casal, mas desistiu após Tony se ausentar uma sequência de vezes; seja porque precisou ir ao Canadá para apagar um incêndio florestal, impedir um ataque terrorista na Rússia, ou porque estava concentrado demais em algo que estava criando e esqueceu do compromisso.
Não dá para fazer terapia de casal se um deles nunca marca presença nas consultas. Então ela continuou com sua terapia individual e ele continuaria com a dele.
Tony também estava sofrendo com isso. Sentia falta de estar com a mulher, e odiava o que estava acontecendo entre eles.
Ele a amava demais.
Mas o mundo precisava de sua ajuda no momento.
Eles tinham que dar um jeito de conseguir conciliar suas vidas com o Homem de Ferro. Não seria fácil, afinal, com proximidade demais, Tony corria o risco de perder Pepper. E estando afastado…corria o risco de perder Pepper. Mas os dois já passaram por muita coisa. Não seria aquela pedra no caminho que eles não conseguiriam passar por cima, ou chutar para bem longe.
Mas ele jamais a esqueceria. E estava sempre com algo que o lembrasse do motivo de estar fazendo aquilo, algo que o estimulasse a continuar trabalhando para deixar o mundo a salvo. Então era comum vê-lo dirigindo um carro laranja e usando roupas ou acessórios que o lembrasse de casa.
Enquanto isso, os meses foram passando.
...
O estado de Nova York era conhecido pela capital iluminada, barulhenta, agitada e caótica. Mas as instalações dos Novos Vingadores ficavam bem distantes da capital, e totalmente fora de tudo aquilo.
Uma estradinha de terra no meio da mata os levava até o local, que antes era apenas um velho galpão. E chegando lá, o que mais se via eram soldados correndo, pulando, pagando flexões, ou fazendo o que fossem ordenados, como parte do treinamento.
Tony seguiu até a garagem subterrânea, onde estacionou o carro na vaga com seu nome, entre os vários veículos preparados para missões, mais os de alguns funcionários e soldados que ali trabalhavam. A moto do Capitão América estava à poucas vagas de distância.
Ele entrou em uma das construções do complexo e encontrou Rhodes a caminho de seu treinamento, então decidiu acompanhá-lo. Mas com segundas intenções, é claro:
— Tony, não adianta! Não vou repintar o traje só porque você está incomodado!
— Vai deixar mesmo aqueles desenhos arruinando a lataria?
— São lembranças! Cada um deles representa um soldado de Ultron que eu destruí. Não é porque você não é nostálgico que eu também não tenho que ser.
— Já ouviu falar em "quem vive de passado é museu"?
— Já ouviu falar em "meu corpo, minhas regras"? — Rhodes retrucou. E a discussão foi interrompida quando um homem, que saía do refeitório, topou com os dois:
— Stark!
— Dr. Selvig! — Tony disse animado, e eles se cumprimentaram — Quanto tempo! Na última vez que o vi, você estava...
— Me recuperando de uma dominação mental alienígena?
— Eu ia dizer "com uns fios de cabelo a mais".
— Pois é… Eu estou ficando velho. E não um velho charmoso como você. — ele bateu no ombro de Tony.
— Dr. Selvig, é um prazer conhecê-lo. Sou James Rhodes. — o homem se apresentou e eles apertaram as mãos.
— E então, o que te traz aqui, tão longe da terra da rainha? — Tony perguntou.
— Thor! Eu o ajudei há alguns meses, e ele me ofereceu um emprego aqui. Aceitei sem pensar duas vezes!
— Isso é ótimo! Vai ser bom tê-lo por perto, doutor... — cada músculo de Tony se enrijeceu ao ouvir a voz de Pepper atrás dele. — Thor está te procurando.
— Deve ser por causa da Jane… — Selvig suspirou.
— O que tem a Jane? — perguntou Tony.
— Eles terminaram! Acho que eu não devia ter revelado isso… Bom, agora já era. Foi um prazer vê-los. Dra. Cho! Eu estava querendo falar exatamente com você! — ele a chamou ao vê-la passando, e os dois seguiram caminhando pelo corredor.
— Preciso que assine isso. — o sorriso de Pepper se desfez, assim que o homem se afastou. Ela entregou uma prancheta a Tony, que assinou os papeis sem ao menos lê-los.
— O que vai fazer no fim de semana? — ele a devolveu o documento. — Tire uma folga, vamos dar uma escapadinha. Cannes?
— Não posso. É aniversário da minha mãe.
— Não pode cancelar?
— Sabe que não posso fazer isso com ela.
— Então convide-a pra ir com a gente!
— Quer mesmo que minha mãe esteja com a gente em uma escapadinha?
— É claro que não.
— Então por que está me pedindo para fazer isso?
— Eu só quero passar um tempo com você!
— Eu também quero! Mas não posso cancelar com minha mãe no aniversário dela! Eu quase nunca a vejo!
— Pessoal…
— Não se mete, Rhodey!
— James, seu treinamento não era há 10 minutos? — o casal o interrompeu ao mesmo tempo.
— Beleza... — ele ergueu a mão, se rendendo.
— Eu tenho que ir. Maria está me esperando. — Pepper então deu meia volta e seguiu para o elevador, sendo observada pelos homens.
— Acho que ela está zangada com você.
— Vou dar um jeito nisso.
— Vai mesmo? — Rhodes perguntou, antes de apertar o ombro do amigo e seguir seu caminho, deixando-o sozinho.
Então Tony correu desesperado atrás da mulher.
— Pep! Pep! — ela parou de caminhar e virou o corpo, ao ouvir o chamado.
— Tony, você pode estar comigo sempre que quiser, e nós podemos viajar quando bem entendermos! Por que tem que ser exatamente neste fim de...
— Vai dormir aqui?
— O que?
— Vai dormir aqui?
— Talvez. Por que?
— Janta comigo?
— Eu adoraria... — ela sorriu, mudando completamente de humor.
— Ótimo. Eu te ligo depois. Agora, sobre as férias...
— Férias? — Pepper o olhou séria.
— Ei! Eu tô tentando fazer uma coisa legal aqui!
— E eu estou ouvindo… — a mulher ergueu as sobrancelhas ao dizer.
— Ótimo. Então, depois que tomamos aquela surra em Seul, nos refugiamos nessa fazenda do Barton, onde tínhamos que fazer tudo, porque era, literalmente, só a gente e... Eu te contei que ele tem esposa e três filhos?
— Não, mas eu já sabia.
— Espera, como você...
— Tony. Foco.
— Certo. Que tal comprarmos uma fazenda para passar o verão? — ele sugeriu, e a mulher o encarou por alguns segundos, não acreditando no que tinha acabado de ouvir.
— O mundo está um caos...e você quer ordenhar vacas?
— Eu não disse isso. Mas deve ser bem...interessante. — ele respondeu e a mulher rolou os olhos. — Pep, sério. Até mesmo o trabalho braçal foi interessante. O Cap e eu encontramos uns machados e disputamos quem cortava mais lenha. Eu ganhei, é claro...
— Aham. — ela sorriu, sabendo que era mentira.
— ...E teria sido tudo bem relaxante, se não fosse o Ultron querendo matar todos na Terra. — ele fez careta. — Mas agora posso tentar aproveitar de verdade. Com você.
— Mas e o Homem de Ferro? E tudo o que está acontecendo? Acha que este é o momento certo para largarmos tudo e nos isolarmos em uma fazenda?
— E quando vai ser? — Tony questionou. Então a mulher refletiu por alguns segundos.
— Você tem razão. Ok...eu acho que posso pensar a respeito.
— É o suficiente pra mim! — Tony respondeu e teve um beijo roubado.
— Agora eu realmente tenho que ir. — ela avisou e deu meia volta.
— Ok. — ele a puxou de volta, para mais um beijo. — Tchau.
— Tchau. — ela o deu um selinho e se afastou às pressas, antes que fosse puxada de novo.
— Eu te ligo!
— Vou ficar esperando! — ela disse de costas para ele, e então entrou no elevador.
Pepper não viu, mas assim que se afastou de Tony, o relógio dele exibiu uma notificação que tirou o sorriso de seu rosto, o deixando sombrio.
E ela também não viu quando ele correu atrás de um turbocóptero, sem ter hora pra voltar.
...
— Hey. — ele a cumprimentou ao entrar no quarto, mas só recebeu um olhar torto. — Pensei que você estivesse dormindo.
— É difícil dormir quando não se sabe onde você está, e se está vivo ou morto. — ela respondeu, bloqueando a tela do starkpad que estava em suas mãos. — Vai me dizer onde estava?
— Em um hospital na Noruega. — ele respondeu, tirando o paletó e o jogando em uma poltrona. Então caminhou até a cama, afrouxando a gravata. — Uma jovem de lá estava em Sokovia naquele dia, e como era de se esperar, ficou traumatizada com o que viu. Ela teve depressão e crises de pânico, e até chegou a tentar se matar algumas vezes, mas não obteve sucesso. Então ontem tentou de novo.
— Ela morreu? — Pepper perguntou horrorizada.
— Não. Mas entrou em coma. — ele se sentou na beira da cama e suspirou. Suas costas curvadas carregavam o peso das consequências de seus atos. — A família acha que ela está melhor dormindo. Assim não é perseguida pelas imagens que dominaram sua cabeça e tornaram sua vida um inferno. Um inferno causado por mim.
— Tony... — a mulher largou o starkpad no travesseiro e engatinhou até a ponta da cama, para o abraçar por trás. O homem se aconchegou nos braços finos dela e se permitiu aproveitar o momento, já que aquele era um dos poucos lugares em que se sentia bem. Então fechou os olhos e inalou o agradável cheiro de shampoo e perfume que vinha do corpo dela.
— Eu queria poder dizer que tudo e todos vão ficar bem. Mas só posso dizer que estamos dando tudo o que temos para ajudar ao máximo de pessoas possível. Podemos ajudar essa jovem também.
— Já estou cuidando disso. — ele ocultou o fato de que a última coisa que a família da garota queria era a ajuda dele.
— Bom... — Pepper murmurou, com os lábios nos cabelos dele. — Vamos continuar fazendo tudo o que for possível, ok? Agora olhe para mim. — ela pediu, e ele se virou, ficando de frente para ela.
A mulher estava com a cara lavada, assim como o corpo. Devia ter saído da banheira há pouco tempo, se arrumando para o encontro que não aconteceu. Seus cabelos estavam secos, soltos, e um pouco bagunçados graças ao travesseiro. Ela vestia uma camiseta preta de algodão escrito E=MC² na altura dos seios e shorts de estampa preta e branca quadriculada.
Seus olhos brilhavam, revelando sua felicidade de tê-lo vivo em casa, mas a preocupação e a tristeza também estavam ali presentes, assim como as fracas olheiras.
Uma ruguinha de preocupação marcava presença em sua testa, e Tony quis beijá-la, mas não tanto quanto queria beijar os lábios finos que estavam mais distantes dos dele do que ele gostaria.
Ela estava linda. Parecia estar bem, apesar de tudo.
Mas Pepper não podia pensar o mesmo de seu parceiro.
Tony estava vestido com classe, como sempre. Suas roupas estavam impecáveis, assim como seu cavanhaque bem feito e seus cabelos e mocassins, que brilhavam de tão limpos. Seus lábios sorriam para a mulher, mas seu olhar estava triste. Suas fortes olheiras entregavam sua extrema exaustão, e seus olhos refletiam toda dor e medo que já haviam visto. Ele estava péssimo, mas se perguntassem, com certeza mentiria.
Mas não seria possível mentir para ela.
Pepper aproximou o rosto do dele e o beijou delicadamente nos lábios, mas cedo demais se afastou. Tony ansiou por mais, principalmente nos primeiros segundos após o fim do contato, mas logo percebeu que naquela noite não conseguiria o que queria.
— Não vamos ter sexo essa noite, certo?
— Você muda de assunto tão rápido que às vezes eu não consigo acompanhar... — a mulher pôs a mão na têmpora, processando as informações. — E a resposta da sua pergunta por enquanto é não, aliás.
— Por que não?
— Porque antes precisamos conversar. Não podemos pular para a parte agradável e simplesmente ignorar tudo o que está acontecendo.
— Não acho que seja possível ignorar tudo o que acontece no mundo.
— Não estou falando do mundo, estou falando da gente. Isso... — ela apontou para os dois repetidamente. — Está cada vez mais difícil. Eu me pergunto como você pretende passar o verão em uma fazenda comigo, se não consegue passar um dia sequer sem sumir em uma missão ou se trancar no laboratório...
— Simples: Eu vou tirar férias.
— Você nunca está de férias, Tony.
— Desta vez vou estar!
— Até acontecer alguma coisa. — ela acrescentou. — Jamais conseguiria descansar, sabendo que tem gente lá fora precisando de você.
O homem a encarou em silêncio, sabendo que era verdade. Então suspirou.
— Eu sei...que isso é complicado; que eu sou complicado. Ok? Mas podemos dar um jeito nisso! Meu pai também era um pé no saco, e isso nunca impediu que ele e minha mãe...
— Não somos seus pais, Tony… — ela desabafou, então notou que o homem olhava além dela. — O que? — ela olhou para trás, e viu o Visão perto da parede. — Ótimo... — disse voltando a posição original, passando a encarar suas pernas.
— Desculpe pela interrupção, mas Maria Hill deseja falar com a Srta. Potts. Ela a aguarda na sala de estar.
— Ok, eu vou em um minuto. — Pepper o olhou de lado. — Obrigada Visão.
— Disponha.
— Precisamos ter uma conversa sobre privacidade. E portas! — Tony acrescentou.
— Como queira, senhor. — o humanoide assentiu, então voltou pela mesma parede que entrou.
...
Meia hora mais tarde, quando enfim terminou a reunião de emergência com Hill, Pepper voltou aos aposentos do Homem de Ferro e encontrou Tony fuçando seu starkpad.
— Você falou com o Visão? — ela perguntou, pendurando o robe.
— Não se preocupe, ele não vai invadir nossa privacidade de novo.
— O que está fazendo também é invasão de privacidade, sabia?
— Tem umas ideias bem interessantes aqui... — o homem ignorou o comentário dela. — Fundação Setembro...
— Sim, claro; agora me entregue o starkpad, por favor. — ela pediu com a mão esticada.
— Ainda está zangada comigo? — ele perguntou ao entregar o objeto. A mulher então bloqueou a tela e o deixou na mesa de cabeceira, antes de sentar na cama. — Nós podemos conversar, se é isso o que quer.
— Tony eu só quero... Dormir sem discutir com você mais uma vez. — Pepper puxou os lençóis e olhou para o homem ao seu lado com ar cansado.
— Ok.
— Ok... — ela se deitou de costas para ele e desligou o abajur. Então sentiu Tony fazer o mesmo e o silêncio tomou conta do quarto por alguns minutos. Até que ela mesma voltou a falar:
— Vou usar meu sobrenome na Fundação Setembro.
— Faz sentido. Se usar meu nome, as pessoas vão pensar em mim. E esse holofote é seu. Além do mais, estou te devendo isso desde a Torre Stark.
— É... — Pepper sorriu fraco ao lembrar da discussão dos 12% que eles tiveram muitos anos atrás; em uma época em que o maior problema do mundo era Thor e seus amigos e inimigos aliens destruindo uma cidadezinha no Novo México. Se eles soubessem o que vinha pela frente...
— Me desculpe por ter furado com você de novo. E por ser um completo babaca. — Tony disse, olhando para as estrelas que brilhavam na vista do céu fornecida pela enorme janela da suíte. Segundos depois sentiu um braço e uma perna envolverem seu corpo, e se viu preso em um abraço.
— Você não é um babaca. Você é um homem bom, que se preocupa com as pessoas. E está chateado com tudo o que está acontecendo.
— Até porque a culpa é minha.
— Ficar remoendo isso não vai adiantar de nada. O que temos que fazer agora é continuar ajudando quem precisa de ajuda. Mas não só as vítimas de Sokovia, Seul, e todos os outros lugares atingidos por Ultron. Estou falando das pessoas em geral. Tem tanta coisa ruim acontecendo...seria bom se todos tivessem um motivo pra sorrir, uma motivação para seguir em frente...
— Por isso a Fundação Setembro?
— Sim...
— Eu te amo, sabia? — Tony perguntou. Então Pepper ergueu o rosto para olhá-lo nos olhos.
— Eu também te amo. — disse, e selou os lábios nos dele de forma acolhedora.
— Então vamos fazer isso. Não vai apagar a memória das pessoas, mas pode ser uma motivação pra tocar a bola.
— Seria ótimo se pudéssemos fazer isso. Mudar nossas memórias, remover os traumas... Teríamos gastado muito menos com terapeutas. — Pepper ergueu as sobrancelhas e o deu um selinho antes de se afastar e se acomodar em sua posição de dormir. — Boa noite Tony.
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