Nothing Is Like It Seems
5 Usopp e Brook
Usopp e Brook estavam passeando, observando as lojas da rua principal que dava para o mar. Brook comprou algumas roupas (totalmente extravagantes), um kit de limpeza para sua espada e um afinador de guitarras. Usopp arranjou produtos químicos para fazer as suas "estrelas" explosivas. Acharam algumas barraquinhas que vendiam bolinhos de arroz com formatos de pessoas e animais, e que eram realmente bons. Estavam entrando numa exposição de navios em miniatura de importantes piratas que marcaram a história, quando um senhor de terno preto chamou-os:
-Por favor, o senhor chama-se Usopp, não? — disse ele, com uma mistura de preocupação e nervosismo.
-Si-sim, sou eu. — disse o atirador, confuso.
-Preciso conversar com o senhor. É uma urgência.
Usopp olhou para Brook. Parecia algo muito ruim. Brook apenas disse:
-Hum... Eu o esperarei aqui. Buscarei ajuda, se for preciso, Usopp-san.
-O... Obrigado, Brook. — e ele saiu dali, nervoso, engolindo em seco.
~*~
-Se-senhor, acho que já pode me dizer o que houve...
-Bom, talvez seja o mais certo a fazer agora... Eu esperaria ele vir, mas parece que ele se perdeu...
-Ele quem?
-O mordomo da senhorita Kaya, Merry.
-Ele está aqui?? -perguntou, boquiaberto. -Aconteceu alguma coisa com a Kaya?
-Temo lhe dizer que sim, Sr. Usopp. Ela teve alguns problemas de saúde recentemente, porém, é alguma doença bastante desconhecida. Além disso, não fazemos ideia de como ela conseguiu adquirir tal doença.
-Vo... Você não pode estar falando sério...
~*~
"Já se passaram trinta minutos, possivelmente Usopp-san está com algum problema...", pensava Brook, olhando os naviozinhos da porta, enquanto tomava um sorvete.
Caminhava em direção ao cais com pressa. Terminou seu sorvete e começou a correr, ao que encontrou alguns homens levando coisas dentro de um carrinho de mão; olhou para a rua em que caminhava, que não era muito inclinada, nem reta, e teve uma ideia. Escondeu-se detrás de uma casa e esperou eles chegarem perto. Rapidamente, saiu correndo e gritando, acusando ter sido roubado, sendo que o ladrão fugia por detrás das casas. Os três homens soltaram suas coisas e foram correndo pegar o ladrão, ao mesmo tempo em que Brook retirava tudo de dentro do carrinho e deixava num esconderijo improvisado. Entrou no carrinho de mão, berrou um agradecimento e um "devolvo depois", e empurrou-se, ladeira abaixo, berrando e rindo enquanto fazia sua "viagem" de carrinho de mão, pensando em como a aventura naquela ilha havia começado cedo desta vez.
Brook se chocara com uma barraquinha de frutas e verduras depois de ter dado de encontro com pedras no caminho. O dono da barraquinha ficara furioso e mandara-o arrumar tudo, exatamente como estava. Brook tentou explicar-lhe sua situação, mas não adiantou de nada. Notou que uma moça alternava o olhar dela para um papel rasgado e manchado em sua mão, muito velho. Ela era muito bonita, com traços angelicais. Tinha cabelos cor de creme, preso em uma trança francesa (começa desde o topo da cabeça) que ia até a cintura. Usava óculos com aros pretos que realçavam seus olhos cinza, uma minissaia de pregas laranja e uma blusa cinza-clara. Tinha uma pulseira dourada no pulso esquerdo que reluzia delicadamente.
Enquanto o músico levantava e ajeitava o carrinho de mão, a garota se aproximou. Brook recuperou sua coroa que rolara pelo chão e repusera-a em sua cabeça, esperando que ela se manifestasse primeiro.
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