O sol já estava no seu ápice, provocando uma sensação de calor intensa. Metade da tarde havia se passado. Nami, com os cabelos presos num coque improvisado, e Robin estavam tomando um suco em um restaurante, quando ouviram uma agitação na rua paralela à qual estavam. As duas se esticaram para ver o que era, e viram um carrinho de mão descendo rápido pela rua, com um homem bastante magro e com um "afro" dentro, de mãos para cima.

-Que gente estranha, hein...? — suspirou Nami.

-Nami-san, tenho a leve impressão de que era o Brook-san dentro daquele carrinho... — Robin disse hesitante, ainda olhando a rua.

-Eeeeh? Na-não pode ser...

Nami correu para ver. Já estava longe, mas aquela roupa totalmente chamativa e as mãos brancas demais só podiam ser de uma pessoa.

-Ah, quando uma garota normal poderá ter uma tarde tranquila com esses caras...? — disse ela, com uma mão nos quadris e a outra tapando o rosto.

-Hu, hu, hu. Acho que devemos dar um voto de confiança ao nosso músico. Todos os homens do bando do Chapéu de Palha possuem uma predisposição a se meterem em problemas e arranjarem briga, mas tanto eles quanto nós sabemos que podem se defender sozinhos. — disse Robin, tentando consolá-la, com um leve sorriso.

-Acho que você tem razão, Robin, obrigada. — Nami sentou-se novamente e terminou seu suco.

-Bem, Nami-san, eu vou ao banheiro antes de recomeçarmos a nossa caminhada.

-Okay, Robin, irei pagando as bebidas, nesse caso.

Robin, levantando-se, percebera um homem moreno observando-a de um canto do restaurante. No momento em que seus olhos se encontraram, ele descorou-se da parede, ajeitou os óculos escuros e parecia dirigir-se até ela. Mas, na verdade, estava encaminhando-se a uma saída, até a qual chegou ainda olhando-a, sumindo no segundo seguinte por detrás da parede. Robin estava à porta do banheiro, e daquele ângulo, era difícil vê-la, pois havia vasos de flores escondendo-a. Viu Nami esperando à porta. "Desculpe-me, Srta. navegadora.", e saiu atrás do homem.

~*~

Nami esperava há uns cinco minutos. "Ela deve estar se arrumando...", pensava Nami. Olhou para dentro e nada. Quando se voltou para a rua, alguém esbarrou nela com tudo, e vários papéis voaram na sua frente, deixando-a um pouco confusa.

-Ah, como eu sou desastrado, nem olhei para frente... Desculpe-me, moça! He, he... — disse um garoto de óculos e com uma pinta no nariz agachando-se para recuperar os papéis. Tinha um cabelo curto e castanho, além de usar roupas bem simples: blusa creme, com uma pequena abertura no colarinho e calças azul-escuras. Nami agachou-se também, percebendo que eram desenhos de mapas.

-Deixe-me ajudá-lo...

-Oh, obrigado. Ah, senhorita, por um acaso eu já não a vi antes? Você parece ter um rosto bastante familiar...

-Ah, creio que não. — "Quem é esse cara, afinal...? Até parece que eu cairia numa cantada dessas..."

-Mas é claro! Você é 'Cat Burglar' Nami, não é? Eu procurei por você por tanto tempo... Você sabe, uma grande navegadora da qual se fala tanto por aí é difícil de esquecer. — murmurou ele, sorrindo e olhando-a.

-Do-do que você está falando...? — ela murmurou também. -Eu não posso ser tão conhecida assim... Mas... São todos mapas... Você é navegador, também?

-Algo do tipo. Na verdade, sou geógrafo... Ha, ha, ha. — disse, envergonhado, deixando suas sardas rosadas, com uma mão atrás da cabeça.

-Olhando assim de perto, eles parecem muito bons.

-M... Muito obrigado! Sabe, eu achava que você era um pouco mais velha do que eu, mas você é uma pessoa bastante jovem... — notando a expressão desconfiada dela, explicou: — Na-não me leve a mal, é que, para uma pessoa tão habilidosa e experiente, achei que você fosse navegadora há muito tempo.

-E sou.

-Bem, acho que tenho de lhe contar sobre esse grupo de caras que encontrei, eles são ótimos, como você! Nós estamos planejando desenhar todo o mundo num grande globo... Seria maravilhoso, não acha? Um mundo em miniatura, para todos verem... E feito por todos nós. — disse ele, levantando-se e ajeitando os mapas dentro da bolsa. "É agora." — Olha, se você quisesse participar desse nosso projeto, nós ficaríamos muito agradecidos. Mas se você acha que não pode, apenas venha comigo para ver como está ficando! Eu ficaria muito feliz...

-Hum, acho mel... — sentindo uma vertigem repentina, teve de apoiar-se nele para não cair e apagou por alguns segundos, logo retornando a acordar. Viu sua cara de espanto e preocupação, e disse: — Deve ser o calor... Parece incrível esse projeto de vocês. — respondeu ela, sorrindo interessada.

Notas finais
e então, o que acham?