Notas iniciais
Esse capítulo ficou muito grande! haha fui escrevendo o que deu na cabeça e pronto.

Boa leitura! :)

- Sim, você não me disse nada sobre sua amiga vir dormir aqui.

Vi a Mary e praticamente pulei por cima do meu pai para abraçá-la. Afinal, eu não sabia quando poderia fazer isso de novo.

- MARY SUA FEIA!

- LISA SUA FEDIDA!

- Tá bom, enfim... Vai dormir aqui? – falei sorrindo radiante.

- Se seu pai deixar...

- Deixo sim Mary. Vai ficar aqui até quando?

- Até amanhã de tarde. – ela piscou pra mim e eu dei risada.

- Então Lisa, quem é aquela menina fofa que tava lá embaixo?

- FOFA? É uma monstrinha aquela peste.

- Por quê? – perguntou ela, sentando na cama.

- Ela disse que vai contar tudo pro meu pai o plano. Mas ela tá achando que vou fugir pra lanchonete, tipo... Ela nem ouviu direito.

- Só isso?

- Ela quer arrancar meus pôsteres daqui, tipo. – fiz cara de desentendida

- Isso é grave.

- Enfim... Me ajuda a escolher a roupa pro show, vai!

- Coloca uma camiseta minha que tem um deathbat, um shorts com meia-calça arrastão e seu coturno.

- Tá, depois eu pego então. Quer almoçar aqui?

- Pode ser...

- Tá, vamos descer e ver a monstra e sua monstrinha.

Mary riu e descemos.

Elizabeth estava colocando o almoço na mesa e disse:

- Lisa, isso é hora de uma mocinha como você acordar?

- Eu acordo bem mais tarde quando eu saio, acredite. – fiquei séria. Minha mãe não morava mais comigo e ela não iria mandar em mim como ela mandava.

Ela ficou quieta e tentou rir.

A monstrinha chegou então.

- Oi Liiiiiisa. – ela disse com a maior cara de anjinho.

- Oi. – eu disse seca. Mary riu.

Sentamos e comemos a comida da bruxa. Era lasanha, bem artificial por sinal. Acho que ela enganava meu pai falando que ia fazer, e comprava uma daquelas congeladas no mercado. Mas eu não ia reclamar, pelo menos comida eu tinha.

Terminei de comer rápido pra ir pro meu quarto conversar com a Mary sem a peste por perto.

- Ei Mary, vamos lá pra cima. – falei, baixinho.

Subimos então. Escovamos os dentes e ela disse do nada, desesperada:

- Você sabe que eu sou viciada em coca, vamos lá na lanchonete comprar uma?

- Calma, deixa eu só me trocar! Vamos sim, Mary.

Coloquei um shorts, uma camiseta, meu all star e fomos.

Ela pegou dinheiro e descemos. Meu pai perguntou:

- Onde vocês vão?

- Pra lanchonete, comprar coca.

- Volta logo hein, tá com o celular? – disse Elizabeth.

- Tô sim, eu volto logo. – disse eu, seca. Ela achava que eu tinha 10 anos ou o que?

Atravessamos a rua e pronto, já estávamos lá.

Pelo visto, a Mary tinha ficado um bom tempo sem beber coca. Viu uma de dois litros e seus olhos até brilharam.

Dei um tapa na cabeça dela e disse:

- Compra logo ow.

- Tá, passa lá pra mim? Vou ver os doces aqui.

Passei no caixa pra ela. Sentamos e vimos algumas garotas na mesa do lado de uns 14, 15 anos, todas com camiseta do Avenged. Nos olhamos e demos risada.

De repente, ouvimos elas falando que conheceram eles.

- Lisa, vamos perguntar onde eles tão pra elas?

- Tá louca Mary?

- Porque? – ela sorria.

- Tá bom vai, mas você pergunta.

Ela foi perguntar e fiquei só olhando, bebendo coca aliás. Mary se enturmava fácil.

- Eles estão nesse hotel aqui do lado. – olhou ela pra mim, com os olhos arregalados e surpresa.

- O que? – cuspi toda a coca que tinha na minha boca.

- É, elas falaram que eles estão na recepção do hotel agora.

- MEU, VAMOS PRA LÁ AGORA! – fiquei animada. O Matt estava lá, pertinho de mim.

- Tá louca? O monstro do Zacky tá lá e... vai você, eu não vou de jeito nenhum. – disse ela, se afogando num copão de coca.

- Mas eu não quero ir sozinha... – fiz cara de cachorrinho.

- Tá bom Lisa, vamos lá. Mas eu não quero nem olhar pra cara do Zacky, argh.

Saímos na lanchonete e já fomos pro hotel, que era ali do lado. Estranhei ao vê-los ali, eles não tinham medo de fãs desesperadas? Corajosos.

Matt me viu e gritou:

- Lisa, você por aqui! – ele saiu da poltrona aonde estava e veio andando com os braços abertos.

- Matt! – sorri e o abracei intensamente. Eu me sentia protegida de alguma forma, com ele me abraçando.

- O que faz aqui, meu anjo? – ele me largou e olhou nos meus olhos.

- Minha casa é aqui em frente, acredita?

- Opa, vou lá falar com seu pai e..

- NÃO MATT! – gritei e todos me olharam. – Não dá, sério.

- Mas porque? – ele fez cara de cachorrinho e eu desabei por dentro.

- Porque não tem jeito, ele não vai deixar mesmo. Eu vou escondida e pronto.

- Tá bom, pelo menos você vai. – ele sorriu. – Mary minha querida, nem te vi! – ele abriu os braços e foi abraçá-la.

- É Matt, eu vou ficar na casa da Lisa até o show. – ela disse.

- Vocês vão mesmo né? Se quiserem, eu busco vocês ou mando alguém buscar.

- Não, não precisa...

- Precisa sim, faço questão. Se eu não puder ir, mando algum nos inúteis aqui ir por mim.

- Ow, o único inútil aqui é o Zacky! – gritou Jimmy.

- JIMMY! – gritei alegre. Eu gostava muito do Jimmy, ele me fazia rir muito, estava sempre sorrindo e tinha uma energia incrível.

- Lisa querida, tudo bom? – ele abriu os braços.

- É, mais ou menos né. – abracei-o.

- Porque? – ele olhou pra mim, ainda me abraçando.

- Sei lá, a filha da minha madrasta é realmente uma peste. E minha madrasta me trata como se eu tivesse 10 anos.

- Relaxa, logo você volta pra Nova York. – ele bateu no meu braço.

- É, tomara.

Fiquei conversando com Matt sobre minha mudança nada legal e enquanto isso, eu via Mary de braços cruzados tentando disfarçar que olhava pro Zacky toda hora. Os dois estavam fazendo isso, é.

De repente, meu celular tocou.

- Lisa?

- Quem é?

- É a Beth, querida!

- Ah tá. – eu disse, desanimada.

- Onde você tá querida?

- Eu to aqui na lanchonete ainda. – pisquei pra Mary e ela riu.

- Que horas volta pra casa?

- Sei lá, até a meia-noite eu volto. Beijo, tchau.

Todos começaram a rir.

- Que bebêzinha, Lisa. – Jimmy colocou a mão na minha cabeça. Cruzei os braços e olhei séria pra ele, querendo dar risada.

- Mary, podemos conversar? – disse Zacky, olhando sério pra ela. Todos ficaram quietos naquele momento.

- Acho que não, Zacky. – disse ela, de braços cruzados olhando ironicamente pra ele.

Ele se levantou, pegou a mão dela e disse:

- Todo mundo aqui sabe que eu não fui bom pra você. Eu estava errado, eu sei. Mas eu só queria uma chance pra falar com você, só pra falar.

Mary

Aquele olhar... Eu não iria resistir.

- Rapidinho, Zacky?

- Rapidinho, juro.

Abaixei a cabeça e ele foi andando na minha frente até o elevador, para subirmos em seu quarto no hotel.

Chegamos no quarto, ele abriu a porta pra mim e sorri. Se sentou na cama e sentei ao teu lado.

- Eu fui um canalha, pode admitir.

- Foi mesmo. Pra completar, me desculpa, mas você não foi homem.

- Eu sei. – ele abaixou a cabeça. – Eu achei que você seria capaz de sei lá, me matar.

- Eu estava me matando. Acho que por uma parte, foi até bom você chegar. – tentei sorrir.

- E eu sei que não vai me desculpar por ter te traído, nem vou pedir desculpa. Eu não desculparia e eu te conheço, sei que não desculparia.

- Eu fiquei triste, me acabei. Você sabe que sempre foi um amor comigo, sempre me tratou bem... – passei a mão de leve em seu rosto. – Mas não deu pra continuar. Não daquele jeito.

- E se eu falar que penso em você toda noite? E em como eu fui idiota por trocar uma garota como você por uma vadia qualquer? – ele me lançou um olhar lindo de novo, ah não. Aquilo deveria ser proibido.

- Eu também penso em você ainda, Zacky. Pensa que foi fácil te esquecer? Eu tento negar a mim, mas eu me arrepio só de você me tocar. – ele foi se aproximando como se quisesse me beijar e eu afastei seu rosto. – E não pense que vai me ter assim tão fácil de novo.

- O que eu tenho que fazer então? – disse ele, sorrindo.

- Não sei. Mas isso foi um bom começo tá? – peguei seu rosto de leve e dei um selinho nele. – Continua assim.

Nos olhamos profundamente e eu vi que aquilo não ia dar em coisa boa, então saí correndo do quarto.

Zacky

Chamei Mary pra conversar, e ela topou.

Disse pra ela que estava arrependido e que ainda pensava nela. Tentei beijá-la, mas não deu certo. Só demos um selinho. Mas ela disse que aquilo foi um bom começo e pra eu continuar “assim”.

Quando eu ia falar mais alguma coisa, ela saiu do quarto, correndo.

Me deitei na cama e fiquei lembrando de tudo que passamos. Não foi muita coisa, mas não esqueci de um segundo.

Lisa

- Mas Matt eu tenho que ir embora, me larga! – eu falava rindo, enquanto ele me puxava pelo braço pra eu não ir pro elevador chamar a Mary.

- Então vem aqui. – ele me abraçou por trás. Voaram tipo umas milhares de borboletas no meu estômago. Mas aquele momento passou rápido. Mary saiu correndo do elevador me puxando pelo braço, e a parei.

- Que foi? – olhei assustada pra ela.

- Conversamos lá. – ela disse, séria.

- To indo, Matt.

- Mas ainda são três da tarde, fica mais... – ele disse, com um olhar de cachorrinho abandonado.

- Matt, você sabe como são as mulheres. Precisamos conversar. – disse Mary, com uma cara séria.

- Vejo vocês de noite então?

- Nos vemos. – dei um selinho nele. O Matt era meio sem iniciativa, então eu queria dar a iniciativa né.

Atravessamos a rua e pronto, chegamos em casa.

- Vocês estão bem, meninas?

- Estamos sim, Elizabeth. – tentei sorrir, ser educada, sei lá.

Subimos e vi que Lily estava no quarto. Ela estava brincando com suas bonecas, então fomos no banheiro conversar, já que era grande até. Ela olhou pra mim com uma cara muito feia, e eu estava sem paciência, então nem fiz nada.

Tranquei a porta do banheiro e sentamos ali no chão mesmo.

- Que foi, Mary?

- Zacky disse que sabe que não vou desculpar ele e que ainda pensa em mim. Tá arrependido... – ela olhou pro chão.

- Eu acho que você deveria dar um tempo pra ele. Vocês se beijaram?

- Ele quis me beijar, mas só deixei um selinho.

- Então dá um gelo nele sabe.

- Sei, o pior é olhar pra ele. Eu não resisto. – ela fez cara de dó.

- Ah mas vai ter que resistir durante uns dias. Promete?

- Prometo. – ela pegou na minha mão.

- Então vem cá. – puxei a mão dela e nos levantamos. Abracei ela, vi que ela precisava daquilo.

- Bora arrumar as coisas pra turnê?

- Minha mala já tá arrumada, vê aí o que você vai pegar que eu te ajudo.

Saímos do banheiro e vimos que a peste estava dormindo. Ótimo.

Escolhemos algumas roupas, cremes e essas coisas.

Demoramos pra caramba, já era 18h e meu celular tocou... “seize the day or die regreting the time you lost...” era o Matt.

- Alô?

- Lisa?

- Oi Matt!

- Já posso buscar vocês?

- Até que horas podemos ir?

- Até sete horas.

- Putz, valeu por ligar antes! – passei a mão na testa. – Eu tava arrumando as malas com a Mary e nem me dei conta do horário.

- Tudo bem, tem uma hora pra se arrumar hein. – ele riu.

- Ok, eu vou aí quando estiver pronta, pode ser?

- Pode sim.

- Então até daqui a pouco...

- Até.

Desliguei o celular e disse:

- Mary, uma hora pra gente se arrumar.

Meu pai bateu na porta e escondemos a mala correndo.

- Lisa?

- Oi pai. – eu disse, tentando ficar calma, mas tremendo.

- Então... vou jantar com a Beth e a Lily e só volto meia-noite. Vocês ficam aí?

- Sem problemas.

- Ok então, vou acordar a Lily.

Ele acordou a peste e ela desceu.

- Juízo, hein. – meu pai disse e piscou.

- Pai!!! – eu disse meio indignada e ri.

- Vai Mary, escolhe uma roupa aí e vaza. Vou tomar banho.

Tomei um banho bem calmo, que me relaxou bastante.

Quando voltei, Mary estava pronta. E colocou uma roupa linda na minha cama.

Camiseta do Metallica, jaqueta de couro, legging preta e all star vermelho.

- Você nunca erra hein? – sorri pra ela.

Peguei a roupa, levei pro banheiro e vesti. Enchi meu olho de lápis preto só pra variar.

Mary pegou sua mala e peguei a minha.

Descemos e vimos que Matt nos esperava do outro lado da rua. Atravessamos então, abrimos o porta mala e colocamos nossas coisas lá.

- Será que vai dar certo? – perguntei pro Matt quando entrei no carro.

- Claro que vai. – ele disse, confiante. – E você tá linda.

Retribuí com um sorriso.

Ele nos levou pro lugar do show, onde entramos pela parte de trás, onde ninguém via.

Quando entramos, todos já estavam no camarim, prontos pra ir pro show.

Todos subiram no palco e Matt gritou:

- Espera aí, galera.

- Que foi Matt?

- Preciso conversar com você depois.

- Sobre o que? – olhei pra ele, preocupada.

Ele olhou pros lados, e disse:

- Sobre nós.

E foi se aproximando de mim. Colocou as mãos em minha cintura e eu já não respirava mais, só isso. Nos beijamos, um beijo quente, intenso.

Olhamos um nos olhos do outro e sorrimos.

- Boa sorte.

- E eu preciso de sorte quando tenho você perto?

Sorri timidamente.

- Vai lá. – empurrei ele.

Mary voltou de não sei aonde ela estava e fomos pro canto do palco ver o show.

Começou com Critical Acclaim, que era minha segunda música favorita. Me arrepiei, mesmo já tendo ido em um show deles.

Cantei o show inteiro com a Mary, que balançava o cabelo como uma doida.

Quando o show acabou já era 00:30h e pensei: será que meu pai me liga? E puff, ele me ligou na mesma hora.

- Pai?

- Onde você tá? – disse ele, um pouco bravo.

- O que? – falei disfarçando pra pensar em uma resposta.

- Tá tudo bem?

- Tá sim, vou pra casa agora.

- Você tá no show do Avenjédi né?

- Avenged pai. E sim, acabou de acabar.

- E pra onde você vai agora?

- Sei lá pai, é que...

- Vem pra casa agora. – disse ele sério.

- Ok, eu arranjo um jeito de ir. Em meia-hora ou menos, eu chego. Tchau.

Desliguei e Jimmy veio falar comigo.

- Eaí Lisa, gostou do show?

- AI! – gritei, assustada. – Jimmy é você... Gostei sim, adorei.

- Que foi que assustou? – disse ele, confuso.

- Meu pai quer que eu vá pra casa.

- Eu te levo agora.

- Sério?

- Sério, vamos logo se não o pessoal começa a sair daqui e aí já era. Pego o carro do Matt, ele não vai se importar. – ele sorriu.

Peguei meu celular e o segui.

Entrei no carro e fui falando pra ele mais ou menos onde era.

Quando chegamos lá, só vi meu pai parado e falei pro Jimmy:

- Pode ficar aqui um pouco?

- Claro, tá bem movimentado aqui. Boa sorte com o paizão. – ele bateu de leve no meu ombro.

Respirei fundo e abri a porta do carro. Andei em direção ao meu pai.

- Precisamos conversar, Lisa. – ele disse sério.

Notas finais
Vocês acham que o pai dela vai discutir muito feio? Que ele vai ficar bravo? Hm.. Não se esqueçam das reviews, não escrevo sem elas! hehe