Nothing Hurts My World.
8 A little piece of heaven.
Notas iniciais
Beijos pra Mônica minha amiga muito especial que me deu idéias pra esse capítulo! Te amo Mônica etc
HAUAHUAHUA ok chega! Boa leitura.
Entramos em casa então.
Sentei no sofá, tremendo.
- Filha, porque você não me pediu pra ir no show? – disse meu pai, sério.
- Porque você não me deixou ir na tour e então não deixaria eu ir no show também.
- Claro que eu deixaria você ir no show! – disse ele, mais calmo.
- Sério? – olhei surpresa pra ele.
- Claro filha. Você já tem 19 anos, como eu ia te proibir de ir onde você quer?
- Mas porque não deixou eu ir na tour com os caras?
- Por que.. – ele coçou a cabeça. – Eles são todos mais velhos que você, eu vou saber o que eles seriam capazes de fazer com você?
- Mas pai... – dei risada. – Eles são super legais, não seriam capazes de fazer nada de errado comigo.
- Você conhece eles?
- Ah, eu vi eles agora no show pessoalmente e aquele dia eu também vi e falei com eles.
- E nenhum deles tentou fazer alguma coisa com você?
- PAI! – eu disse, rindo.
- Ok filha, pode ir na turnê.
- O que? – olhei pra ele com os olhos arregalados.
- Você já tem 19 anos, é madura, responsável, sabe se virar, já é adulta já. Eu não me sentiria bem se visse você triste aqui em casa enquanto poderia estar se divertindo. Você não é mais minha menininha... – disse ele, tentando conter as lágrimas. – Eu não posso mais proibir você de fazer o que quer.
- Ainda bem que você sabe. – ri e fui abraçá-lo.
Meu pai me emocionava às vezes. Dei um abraço muito forte nele e algumas lágrimas correram no meu rosto.
- Filha, só me promete uma coisa? – ele disse ainda me abraçando.
- O que? – olhei pra cima.
- Promete que não volta grávida?
- PAAAAAI! – eu gritei indignada e dando risada. – Prometo, claro!
- Então pode ir lá. Eu, a Beth e a Lily vamos viajar amanhã e eu não queria que você ficasse sozinha em casa também sabe...
- Sei.
- Então pode ir lá.
- Lá onde?
- Lá com o seu amigo no carro. Pensa que não te vi arrumando suas malas? Sei que está tudo com você já.
- Espertinho você né pai!
- Vai lá, vou ficar com saudade.
- Tchau, obrigada. Eu te amo.
- Também te amo filha. – ele beijou minha testa.
Saí da sala e Jimmy ainda estava parado lá na frente com o carro. Entrei no carro ainda chorando um pouco.
- Lisa, porque tá chorando? – disse ele, preocupado.
- Ah meu pai disse que... Você sabe. Disse que eu cresci e que não sou mais a “garotinha” dele. – fiz aspas no ar.
- Ah que bonitinhos! – ele colocou a mão na minha cabeça. – Sua mala já tá aí no carro né?
- Tá sim.
- Então vamos garotinha do papai. – disse ele sorrindo.
Voltamos pro local do show.
Quando chegamos lá, todos os fãs já tinham ido embora.
Cheguei lá e vi Mary e Matt conversando.
- Oi Lisa, onde você tava? Porra, acha legal sumir assim do nada? – disse Mary brava.
- Mary, meu pai me ligou e eu fui pra casa. Acabei de voltar de lá.
- E o que ele queria?
- Ele deixou eu ir na turnê! – eu disse sorrindo, abrindo os braços pra ela me abraçar.
Ela correu em minha direção, me dando um abraço muito forte. Matt ficou olhando e disse:
- Ninguém vai me abraçar não?
- Bobo. – olhei pra cara dele séria e corri para abraçar ele.
- Espero que você goste de viajar com esses cinco bêbados idiotas. – disse ele ainda me abraçando, olhando nos meus olhos.
- Eu vou gostar sim. – eu disse sentindo meu rosto vermelho de vergonha.
- Bom, já estamos indo embora. – ele me largou. – Você, a Mary e o Zacky vão comigo ok? Amanhã vamos pra Portugal, uma da tarde.
- E onde eu vou ficar até lá?
- Na sua casa ué.
- Mas meu pai, minha madrasta e a filha dela foram viajar, não quero ficar lá sozinha... – fiz cara de cachorrinho abandonado.
- Você não quer que eu durma lá né? – disse ele, duvidando de mim.
- Por favor!
- Lisa, eu não posso! Imagina se seu pai chega lá e me vê lá?
- Ai Matt, para de bancar o responsável que todo mundo sabe que você não é assim!
- Ei garota, que isso. – ele riu.
- Vai, por favor.
- Tá bom, eu vou. Agora vamos correr pro hotel. – ele disse, procurando por Zacky. – Zacky, fala pra Mary ir com você até o meu carro, já estamos indo.
- Não não, vou levar a Mary pra um lugar hoje.
- Cara... O que você disse? – ele fez cara de desentendido.
- É, a gente vai pra um restaurante, eu vou falar pra ela agora.
- Que lindo, Zacky. Boa iniciativa. – eu disse.
- É Lisa, espero que ela goste.. – ele olhou pra baixo.
- Boa sorte, porpeta. – disse Matt, passando a mão na cabeça de Zacky.
Saímos e fomos pro estacionamento.
Eu sempre ficava com vergonha quando ficava sozinha com alguém que eu gostava. E fiquei sozinha no carro com Matt até chegar no hotel.
Quando chegamos lá, ele parou o carro na frente do hotel e disse:
- Sério que tá com medo de ficar sozinha em casa? – e sorriu.
- To sim, por quê?
- Vai entrando lá na sua casa então que eu já vou lá. Vou pegar umas coisas minhas lá em cima.
Atravessei a rua, peguei minhas chaves e abri a porta.
A casa era minha. Sempre quis falar isso ok.
Mary
Depois do show, Lisa sumiu. Uma meia-hora depois, ela voltou com Jimmy, e me disse que o pai dela deixou ela ir na tour com os caras e eu. Ótimo, eu simplesmente adorei ouvir aquela notícia.
Tudo isso passou e de repente, ficamos só eu e o Zacky ali. Achei estranho. Porque nos deixaram ali?
- Mary? – disse ele, olhando nos meus olhos.
- Oi Zacky. – eu disse, revirando os olhos.
- Quer jantar comigo num restaurante aqui perto?
- Talvez. – cruzei os braços e o encarei.
- Por favor, não custa nada. Eu pago. – ele sorriu.
- Sei lá... Tá bom, eu vou.
Andamos até o estacionamento e entramos no carro dele.
Fomos até o restaurante bem quietos. Olhávamos um pro outro, mas desviávamos o olhar rapidamente.
Chegamos lá então. Era um lugar bem bonito por fora. Tinha a bandeira da Inglaterra dentro das letras do nome e era xadrez por dentro, muito lindo por dentro também.
- É aqui, chegamos. – disse Zacky sorrindo. Desabei por dentro.
Saímos do carro e fomos lá pra dentro.
- O que vai pedir?
- Tem lasanha? – eu disse sorrindo.
- Sua fase de amar lasanha ainda não passou? – nós rimos juntos.
- Amar lasanha é crime por acaso?
- Mas tem lasanha sim, vou pedir.
Ele chamou o garçom e pediu.
- Então... Você e a Lisa são bem amigas.
- É, eu conheço ela a mais de 10 anos. A gente nunca estudou junto, sempre moramos no mesmo bairro. Aí depois quando decidimos morar sozinhas, fomos morar no mesmo prédio.
- E sua família aceitou?
- Minha família? Eles não tão nem aí pra mim. Eles já não eram antes do meu pai morrer. Depois minha mãe sumiu por aí e nunca mais vi ela, faz uns 5 anos já.
- E você não sente a falta dela?
- Um pouco... – uma lágrima correu pelo meu rosto. – Mas eu não agüentava morar com meus pais.
- Não chora. – Zacky secou minhas lágrimas com seu dedo. – Eu sei que ela também sente sua falta. É impossível não sentir sua falta.
Olhei pra ele séria e rimos.
A lasanha chegou, meus olhos brilharam. Comecei a comer desesperadamente, mas querendo ficar calma.
- Nossa Mary, que fome é essa? – disse Zacky com o sorriso mais lindo do mundo.
- Ai me deixa Zacky, olha sua barriga e depois vem falar de mim.
- Você tá abusada hein! – disse ele apontando o garfo pra mim.
A lasanha estava muito boa, acho que era uma das melhores que já comi.
- Vou lá pagar, rapidinho.
Ele se levantou e foi pagar. Enquanto isso, eu fiquei pensando: será que vale a pena voltar com o Zacky? Será que ele não iria me decepcionar de novo?
- Vem aqui. – disse ele, estendendo sua mão. – Quero te levar pra um lugar.
Peguei sua mão e fomos andando até o fundo do restaurante, onde tinha um jardim lindo com algumas mesas. Estava vazio.
Zacky me levou até lá e sentamos em um banco. Ficamos nos olhando por uns 10 segundos, e não resisti. Fomos nos aproximando e nos beijamos finalmente.
Eu morria de saudades daquele beijo. Vamos dizer que beijei Zacky como se tivesse que esperar 20 anos para beijá-lo de novo. Ele brincava com meus longos cabelos e eu acariciava sua nuca.
Paramos, nos olhamos e sorrimos.
- Eu não consigo viver sem você, essa é a verdade. – ele disse.
- Eu não consigo viver sem você também, Zacky. Eu nunca conseguiria.
- Então podemos voltar?
Pensei um pouco pra responder. Eu queria, óbvio, mas eu tinha medo de que aquilo acontecesse de novo.
Lisa
Alguém bateu na porta. Abri, era Matt. Ele estava de pijama já.
- Matt, o que faz de pijama na rua? – comecei a rir, cena muito engraçada.
- Eu vou dormir aqui ué, vim assim mesmo. – disse ele sério.
- Ok entra. – disse eu tentando conter o riso.
- Seu quarto é lá em cima?
- Tá pensando que vai dormir no meu quarto? – falei o encarando.
- Poxa, não posso? – ele se aproximou de mim e colocou as mãos na minha cintura.
- Tá bom, acho que pode. – dei um selinho nele. – Mas não junto comigo tá? Vai que alguém chega e...
- Para de ser boba, ninguém vai chegar aqui.
- Sei lá, vamos subir.
Ele largou suas mãos de mim e subimos. Meu quarto estava invadido por brinquedos espalhados no chão. Andei chutando tudo pro canto do quarto.
- Isso me lembra a peste, credo. To cansada, já vou deitar tá?
- Aqui nessa cama de casal?
- Sim, minha cama é de casal. Eu sou muito espaçosa sabe.
- Mas agora vai sobrar pouco espaço pra você.
Ele me derrubou na cama e me abraçou por trás. Eu ficava tão feliz quando ele fazia aquilo, sei lá.
Ficamos alguns minutos ali, naquela posição parados.
- Matt, apaga a luz pra mim?
Ele beijou meu pescoço, se levantou e apagou a luz. Pegou os edredons e me cobriu, deitando do meu lado.
Deitei em cima de seu peito e nos beijamos.
- Tenho que te falar uma coisa, Li.
- O que?
- Eu amo você.
- Eu amo você, Matt. – dei um selinho nele. – Agora vamos dormir, já é quase 3 da manhã.
Ele me abraçou e assim ficamos. Estava um pouco frio, e eu dormi bem. E bem quentinha.
Mary
- Se você não me trair com uma vadia de novo, podemos. – eu disse, sorrindo.
Ele sorriu e nos levantamos.
- Vai dormir na casa da Lisa?
- Vou.
- Posso dormir lá com você? – ele me olhou com olhar especial de novo, ah não.
- Só dormir?
- Ah você sabe. – ele disse, sorrindo.
- É sério Zacky. – eu disse, caminhando pra fora do restaurante. – Eu to dormindo no quarto da Lisa e ela vai estar lá.
Caminhamos até o carro. Ficamos quietos novamente. E estava muito frio.
Quando chegamos na casa da Lisa, vimos que estávamos sem a chave.
- Legal, vou ter que acordar ela. Coisa que ela odeia. – eu disse, olhando pra baixo.
Toquei a campainha e ela veio atender gritando.
- QUEM É A ESSA HORA PORRA? – ouvi ela gritando ainda dentro de casa.
- Lisa você tá bem?
- Quem não tá bem é você pra me acordar essa hora. Ah Zacky, você tá aí também. Entrem logo nessa porra porque quero dormir. – disse ela, quase caindo de sono.
- Li, onde eu e o Zacky podemos dormir?
- Na cama do meu pai, sei lá se virem. Tchau. – disse ela, subindo as escadas e bem mal humorada.
- O quarto é lá em cima. Vamos? – falei apontando pra escada.
Subimos e Zacky deitou na cama correndo.
- Apaga a luz?
- Forgado. – olhei pra ele com uma cara convencida.
Apaguei a luz e me deitei ao lado dele. Ele me abraçou com um braço só, e ali eu fiquei. Dormi bem a noite inteira.
Lisa
Já era 11 da manhã quando o despertador tocou.
Dormi abraçada com o Matt, nos beijamos... Eu não sabia o que pensar sobre isso.
Mas então eu me lembrei que tinha duas horas pra me arrumar.
De repente, ouço barulho de gente abrindo a porta lá embaixo e... Lembrei que deixei a porta aberta.
Meu coração pulou pela boca. E ainda a porta do quarto se abre...
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