Nothing Compares
24 I'm sorry.
Notas iniciais
POV Harry:
Acordei com uma fresta de sol que batia bem no meu rosto e passei as costas das nos meus olhos. Abri-os lentamente e fitei o teto branco, imediatamente memórias da noite passada invadiram minha mente e eu soltei um suspiro como aprovação. Realmente eu queria me lembrar daquilo, e viver aquilo de novo, e de novo, e todas as horas do meu dia. Harry que merda é essa que você pensou? Porra. Peraí, a Manuela me beijou ontem eu posso ficar feliz, ou melhor... Eu devo ficar feliz. Quanto tempo eu esperei por aquele beijo, desde o primeiro dia que eu a vi. Mas eu pensei que seria só um beijo e depois eu ia partir com meus interesses para outra garota, mas por que diabos eu não consigo fazer isso? Eu só quero vê-la e beijá-la, e sentir o calor dos lábios dela, o que é isso que eu não consigo entender?! Me levantei e nem me preocupei em colocar alguma roupa, qual é eu estou de cueca, na minha casa e só tem o Louis aqui, ele já se acostumou. Desci as escadas e entrei cantarolando qualquer porra que ocupava minha mente na cozinha, caminhei até a geladeira e peguei o leite, enchi um copo e o coloquei no mesmo lugar. Tomei um pouco e me virei dando de cara com a Manuela, porra. O que ela tá fazendo aqui?
- Você não deveria andar semi-nu em casa, as vezes vocês recebem visitas.
- Porra. — cuspi todo o leite que restava na minha boca no chão. — O que você tá fazendo aqui?
- Vim buscar o celular da Nathi que ficou com o Louis e ele foi lá em cima buscar, então.. Estou esperando. — Ela disse na maior tranquilidade do mundo.
- Ah. Sabe, eu até poderia subir e me trocar de roupa, mas eu estou realmente com preguiça. — Eu disse e encarei meu abdomên sarado para provocá-la.
- Eu acho que realmente não tem necessidade de colocar uma roupa. — Ela disse e eu fiz uma cara de : "Manuela é você?" Ela se aproximou de mim e suas mãos percorreram meu abdomên. — Você está em boa forma. — Terminou roçando as unhas em círculos na minha barriga e se afastou de mim. Caminhou lentamente até a sala o que me faz observar cada centímetro do corpo dela, que isso heim Manuela. Sentou no sofá e me olhou, fechei a boca antes que ela percebesse e me virei para a pia. Encarei a parede e fiquei pensando no quanto essa garota mexia comigo.
- É, brigada Louis. See you guys. — Ela disse e eu consegui ouvir perfeitamente o jeito com que o sotaque dela puxava o s.
- Bom dia bela adormecida. — Louis disse enquanto caminhava até mim, e deu um tapa nas minhas costas. Ouvimos o barulho da porta bater e ele continuou. — Que cara é essa Styles?
- Cara, a Manuela. Essa garota ainda me mata. — Eu disse e ele arregalou os olhos. — A gente se beijou ontem, e nós não estávamos bêbados, e hoje agora, quando você foi pegar o telefone da Nathi ela veio bem perto de mim e me provocou, sabe, alisando todo meu abdomên. Eu não consigo resistir Louis, eu pensei que fosse ser só um beijo, mas não foi.
- Harryzinho, você está sentindo algo por ela? — Indagou.
- Claro que não, af Louis tá louco? — Respondi rapidamente e disfarçei.
- Pois eu acho o contrário sério, nunca te vi assim por ter ficado com ninguém. Manuela mexe com você Harry, e não se assuste. Isso é realmente bom! — Ele disse, piscou e se afastou. E eu fiquei ali, paralisado, analisando tudo que ele tinha me dito. Isso está mesmo acontecendo?
POV Manuela:
Confesso que a noite de ontem mexeu comigo, mas eu não posso demonstrar isso, talvez não pro Harry talvez não agora. Hoje mais cedo fui na casa dele e o provoquei, bom ele merece.. Por quê? Apenas por me fazer sentir e fazer coisas que eu jurei não fazer. Mas enfim, eu tenho que comprar um livro e ocupar minha cabeça com outras coisas, e a linda, maravilhosa e perfeita da Nathi não quer ir comigo. Vou ter que ir sozinha mesmo. Merda.
- Nathi, vou na livraria tá?! Beijo chata. — Eu disse e fui descendo as escadas.
- Tchau gorda. — Ela gritou e eu soltei um risinho, fui até a porta e então lembrei do dinheiro, voltei correndo no meu quarto e peguei a bolsa, preciso parar de ser esquecida. Eu estava andando calmamente, e o dia estava delicioso, um pouco frio mas com sol. Peguei meu iPod e cliquei na primeira música, que por sinal era Payphone — Maroon 5. Comecei a cantar mentalmente enquanto aumentava o volume. Virei em uma rua em que eu não costumo passar, por ser meio isolada, mas como tal me fazia chegar mais rápido ao meu destino resolvi passar por lá mesmo. Comecei a andar mais rápido quando uma sensação estranha de que tinha alguém me seguindo tomou conta de mim, tarde demais. Um carro preto, totalmente preto passou ao meu lado, e não tinha ninguém na rua e nem pra onde correr. Apertei meus passos ainda mais, e agora o carro voltava em minha direção, pude ouvir, mesmo com os foninhos os pneus cantarem assim que ele parou e um cara gordo veio em minha direção. Fudeu, pensei. Tirei os foninhos e continuei andando. Ele chegou perto de mim e catou em meus braços sem nenhuma delicadeza e começou a me arrastar em direção ao carro, comecei a gritar e ele colocou um pano molhado em meu nariz, respirei aquilo e desmaiei.
- Onde eu estou? — Eu tinha despertado e estava em um lugar completamente escuro, nojento e cheio de papelão jogado nos cantos. Nenhuma janela estava aberta, ou melhor, acho que não tinha janelas. O cheiro insuportável de rato penetrou em minhas narinas e eu quase vomitei. — Ei, onde eu estou? Eu quero ir embora. — E só então eu olhei para mim mesma e me vi em um quanto, encolhida e amarrada. Porra! Comecei a me mexer rapidamente, esperando conseguir me salvar.
- Ora, ora, ora. Olha quem está bem perto de mim novamente. — A voz podre e que eu tenho um nojo tremendo entrou em meus ouvidos me fazendo arrepiar, levantei os olhos para confirmar minha hipotese e sim, era ele. Paulo, o queridinho da minha mãe. Ele chegou perto de mim e se ajoelhou, seu polegar percorreu minhas bochechas e minha boca e eu gritei de nojo.
- O que, o que você quer comigo? — Gaguejei morrendo de medo. Ele fez uma cara de puta, juro, e me olhou maliciosamente, entendendo o que ele queria, aproveitei o fato de que minhas pernas estavam soltas e meti um chute na perna dele, na verdade eu queria acertar 'aquele' lugar, mas o filho da puta se mexeu.
- Olha, acho melhor você ficar bem quietinha heim. — Nojento, mil vezes nojento! O jeito que esse puto falava comigo me dava nojo.
- Ou você o que? Faça-me o favor, eu não tenho medo de você seu imbecil. — Rosnei, e nunca senti tanta raiva de mim por ter falado essas palavras. Ele se levantou rapidamente e de um jeito grosseiro me chutou e eu gemi.
- Isso, geme assim. Eu gosto. — Ele disse, e começou a me chutar com mais forças, me deitei no chão de dor e ele deu um chute na minha barriga me fazendo gemer ainda mais.
- Viado filho de uma ... — E antes que eu pudesse terminar ele se agachou e meteu um soco na minha cara, tudo girou e eu gritei de dor. Ele catou em meus braços e começou a me puxar, e eu não conseguia falar nada, nem mesmo um 'me solta'. Ele me levantou um pouco e eu senti uma superfície macia, creio que um colchão, então ele tirou a camisa dele e disse:
- Que saudade disso. — Gelei de medo, e ele me desamarrou. — Acho melhor você não tentar fugir. — Ele tocava meu corpo e eu só podia sentir nojo, ele passava a mão em todo o meu corpo e levava consigo minhas roupas, quando eu estava apenas de sutiã, ele me virou de costas e chutou com força o meu bumbum. Gemi. — Continua, geme mais. — E eu pensei que ele fosse terminar de me chutar, mas não ... Ele tirou a cueca e bateu com algo na minha cabeça me fazendo ficar desacordada. Mas eu já conhecia muito bem o que ia acontecer.
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