Not too late
1 Capítulo 1
Notas iniciais
− Então vai ser assim, amanhã Natasha e eu iremos pela parte sul, Sam, você e Barton vão pela norte. Qualquer coisa importante que souberem avisem aos outros – Steve apontava para o mapa que estava por cima da mesa – sabemos que ele está na cidade...
− Rogers, esculpe interromper, mas Ossos cruzados está atacando civis outra vez, poderia resolver isto? – Fury entrou no cômodo onde estavam – não quero mais pessoal morto.
− Esse cara esqueceu de apanhar quando era criança, já é a terceira vez essa semana – Clint reclamava.
− Sugiro que vá também, da ultima vez que tive noticias, sua esposa estava na área fazendo as compras – Nick dirigia-se a Clint, este que cuspiu toda a agua que tomava.
− E as crianças?
− Estão com Hill, agora vão.
Clint logo aprontou-se para ir com o Capitão, que já estava pronto. Sam e Natasha ficaram, Falcão tinha problemas pessoais para resolver e Natasha iria para onde Cooper, Lila e Nathaniel estavam, sabia bem que nenhum deles obedecia às ordens de Maria.
Capitão e Gavião seguiram para o local indicado por Fury, havia grande tumulto. Ossos Cruzados estava num estabelecimento comercial, com cerca de 20 pessoas como reféns. Atirava em janelas para assustar as pessoas, não pretendia ferir ninguém a não ser que fosse preciso. Queria apenas a presença do Capitão.
− Procure Laura, eu cuido dele – Steve disse, já com o escudo em mãos.
− Volto assim que deixa-la num local seguro – então Clint correu para o meio da multidão.
Steve foi até onde Rumlow estava, este já havia notado sua presença.
− Que bom revê-lo Capitão.
− O que você quer Rumlow?
− Você morto, SHIELD fora de campo...
− SHIELD não existe mais, estava presente quando aconteceu. Ajudou para que a queda acontecesse – a respiração de Steve estava pesada. Aquilo não estava certo não estava exposto daquela forma por nada.
− Não essa SHIELD – ele levantou uma das mãos e um dos agentes da HYDRA levou um dos reféns até ele – para todo sucesso há de ter um sacrifício.
−Ah não... – Steve conhecia aquela refém, era Laura – largue-a! – ligou o aparelho de escuta – Barton, achei sua esposa.
− Obrigado seu desgraçado, meu ódio por você me fez descobrir como te destruir – Rumlow falou, erguendo uma faca e a colocando no pescoço de Laura – muitos vão me agradecer por isso.
− Você está louco, matar gente inocente só piorará a situação.
− Largue-a – Clint havia chegado e havia ficado em choque por ver a esposa sendo ameaçada.
− Que bonito, outro querendo me parar – usando o sangue frio que possuía, jogou algo metálico no chão e cortou a garganta de Laura, a estendendo para a frente e deixando que o sangue escorresse por cima do metal. Clint ainda estava em choque. Ergueu o arco e atirou, seus nervos não o deixaram acertar, Steve jogou o escudo contra Ossos Cruzados, este soltou o corpo da mulher e apanhou o objeto ensanguentado. Clint segurou o corpo da esposa e lágrimas brotaram de seus olhos. Enquanto isso, Steve tentava acertar Rumlow, sem sucesso, ele esquivava com perfeição.
Tony chegou voando com a armadura e o acertou com seus propulsores. Rumlow jogou o objeto em uma das paredes que estavam intactas e um buraco negro foi aberto.
− Agora vou poder cortar todos vocês pela raiz de tudo, eliminar as sementes da erva daninha que vocês são – ela falou, rispidamente, antes de pular para dentro do buraco.
− Desgraçado... – Clint resmungava, ainda segurando o corpo de Laura.
− Ah não... – Tony havia notado o corpo da defunta, aquilo realmente seria ruim.
− Fury, Rumlow matou Laura – Steve avisou – venha aqui agora.
O clima estava pesado, Steve não sabia o que fazer, Clint lamentava e Tony analisava o buraco onde Ossos Cruzados havia pulado, não conseguia ver um fundo. Parecia ser feito de energia, que em algum momento iria acabar.
Nick chegou em 5 minutos, o buraco ainda estava aberto.
− Alguém a leve para a torre, Barton vá junto. O que é isso?
− Rumlow abriu um buraco negro de alguma forma, não sabemos onde isso vai dar – Steve explicou.
−Vou matar esse filho da p...
− Clint, você não vai a lugar nenhum – Natasha havia ido junto com Fury, estava ajudando a mover o corpo morto.
− O que ele disse?
− Que o odiava – Tony apontou para Steve – que odiava a SHIELD e que agora ria nos cortar pela raiz e eliminar as sementes de tudo. Cara tava inspirado hein.
− A não ser que ele possa viajar no tempo... – Fury considerava opções.
− Viagem no tempo? Isso é loucura! – Steve retrucou.
− Nada mais é impossível depois de tudo que já vimos – Natasha comentou.
− Se isso fosse verdade... mas não pode ser.
− Et’s também eram impossíveis até anos atrás – Tony abriu seu capacete.
O buraco começou a diminuir, a energia estava se esvaindo.
− Vá Rogers. Ao que tudo indica está bem óbvio os próximos alvos dele. Não pode deixar que aconteça. Stark, Romanoff, vão com ele. Rápido! Se isso fechar estamos fritos, não sei como abrir um negócio desses.
− Dê uma surra nele por mim, uma bem dada – Clint pediu à Natasha.
− Prometo que darei – os dois haviam colocado Laura no banco traseiro do carro de Fury.
− E como voltaremos?
− Se tiverem sorte darão um jeito – os três o olharam incrédulos – tudo bem, vou tentar fazer algo por aqui.
− As crianças ainda estão com a Maria? – Clint perguntou.
−Sim – Natasha respondeu – vai contar a eles?
− Tenho escolha? – ele estava aflito – se souberem por outra pessoa será pior.
− Boa sorte.
− Rogers, Stark, Romanoff, andem. Em 20 segundos isso aí vai fechar – Fury via a velocidade em que a energia estava acabando, temia que não fosse suficiente para levar os 3 e alguém acabar não conseguindo ir e morrer no processo.
Respiraram fundo e foram. Alguns segundos depois que o ultimo passou, a energia se esvaiu por completo.
Sentiam a cabeça pesar, o estômago contrair-se. Uma sensação nem boa nem ruim, e sim perturbadora. Tudo ficou escuro, depois clareou. Acordaram estendidos no chão de um beco. Steve estava de uniforme, Natasha também, Tony com a armadura, chamariam atenção demais se saíssem dali.
− Conheço esse lugar, apanhei aqui antes de me alistar para o exercito – ele tinha uma expressão nada animada.
− Você apanhou aqui? – Tony estava boquiaberto – então realmente voltamos errado no tempo, desse jeito era para termos ido para o período jurássico.
− Pare com isso Tony, precisamos achar seu pai e a tia-avó da agente 13. E antes disso saber em que ano estamos – Natasha levantava-se do chão.
− Não vou com essa roupa – Steve reclamou – muito chamativa para alguém que está “morto”.
− Stark está com uma roupa por baixo, vá arranjar algo para ele vestir.
− Sempre eu – Tony saiu no beco resmungando. Voltou 10 minutos depois com uma blusa marrom e uma calça barata – de nada. Não vai trocar de roupa também não Natasha?
− A minha está bem, não é tão chamativa como a de vocês. Onde conseguiu essa?
− É... digamos que o cara não precisava mais – ele havia aprontado alguma coisa, mas não iria dizer aos dois. Steve reclamaria da falta de educação e Natasha da falta de discrição.
− Podem se virar por favor? Já estou trocando de roupa no meio da rua, com os dois olhando já seria demais – o loiro estava desconcertado. Natasha e Tony riram e deram as costas para ele.
Tony colocou a armadura num saco e pediu para o Capitão carregar, afinal, estava relativamente pesado. Mesmo com roupas “normais” ele ainda chamavam atenção, não pareciam pessoas daquele tempo. Nem mesmo Steve.
Pararam num banca de jornal e olharam a data daquele dia. 1948.
− 3 anos... – Steve suspirava.
− 3 anos o que?
− Que eu desapareci.
− Ah – Tony e Natasha entenderam o que Steve estava sentindo. Para todos ali ele era um homem morto.
− Como vamos achar alguém aqui se nem mesmo o Steve conhece as coisas? – Natasha colocou a mão direita sobre a testa.
− Acho que fazer o funeral da Sra. Barton é mais fácil que isso.
− Clint te socaria até suas entranhas saírem se te ouvisse falando isso – a ruiva repreendeu Tony.
− Um jornal de hoje para o Sr. Stark, por favor – ouviram um cara bem educado pedir ao vendedor, Tony arregalou os olhos.
− Com licença – Steve chamou a atenção do homem – você por acaso mencionou Stark?
− Sim, meu chefe. Com licença, estou atrasado.
− Onde está indo? – Natasha logo começou a andar ao lado do homem.
− Trabalhar, madame.
− Precisamos ir junto de você – ela dizia e chamava os outros dois, que logo se juntavam a ela – temos assuntos a tratar com seu chefe.
Ele entrou no carro, estava nervoso. Tony apressou-se e entrou no banco traseiro, Natasha fez o mesmo logo em seguida. Steve ia repreender o ato dos dois mas viu que era a única forma. Jogou o saco onde estava a armadura, seu uniforme e escudo no banco da frente e entrou no carro. Natasha tinha discretamente uma arma apontada para o cara.
− Não quero fazer isso, mas você não está colaborando.
− Nos leve até seu chefe – Tony ordenou. Em sua mente cogitava a ideia de depois ele e Natasha formarem uma gangue.
O motorista engoliu em seco, obedeceu. Sabia que se fossem ladrões, Howard cuidaria de todos com facilidade.
Chegando à mansão, saíram do carro. Steve pegou a sacola e Natasha ainda apontava a arma para o mordomo.
− Vá na frente, estaremos logo atrás.
Ele abriu a porta e os deixou entrar. Howard estava na sala junto com Peggy, ele havia dito algo ofensivo sobre ela, a mesma se segurava para não estapeá-lo.
− Mas o que é isso Jarvis, está com assaduras nos braços? – Howard perguntou assim que viu Jarvis entrar na sala com os braços levantados. Logo notou uma ruiva com uma arma atrás e dois caras junto com ela.
− Larga a arma – Peggy apontou outra arma para Natasha – e deixe-o ir.
− Ei, ei, calma. Não viemos aqui brigar – Tony levantou as mãos e ficou entre Peggy e Natasha – Natasha por favor, guarda a arma. Isso era só para que ele cooperasse.
− Quem são vocês? – Howard cruzou os braços, confuso.
− Olá para vocês também. Me chamo Anthony, Tony para os mais chegados. Ela é a Natasha e somos amigos de um velho amigo de vocês – olhou para trás e chamou Steve.
Howard e Peggy estavam incrédulos ao verem quem adentrava a sala.
− Mãe de Deus...
− Que brincadeira de mal gosto é essa... – Peggy estava sem chão.
− Não é brincadeira, sou eu mesmo, o Steve.
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