Not Ready 2 Die
4 O Amor e o Ódio Dançam Na Tragédia
Notas iniciais
Queria agradecer por todos os reviews que vocês deixaram, tô apaixonada por todo mundo óasdmçrlkapsokrósa
Ah, e eu tenho uma coisa pra dividir com vocês... na verdade, é uma pergunta que eu precisava fazer... ou uma coisa que eu precisava mostrar. Enfim, olhem esse gif (http://25.media.tumblr.com/tumblr_m18zybsGlg1r7livuo1_500.gif), é Richard Ramirez, um serial killer (muito foda, aliás, enfim também) que tá no corredor da morte. AGORA A QUESTÃO É: só eu me senti ridiculamente atraída por esse sorrisinho e por esse "no comment"? SEILÁ VEI, esses psicopatas sempre me atraíram e eu me senti uma idiota quando fiquei olhando esse gif por três minutos. Não pelo Richard em si (até por que ele é só mais ou menos bonito), mas sim por esse jeito ~fuck tha police~ sabe? ENFIM, desculpem por falar isso aqui, é que eu precisava dividir isso com alguém pásodmrklsd´rkasokród
Voltaremos com a nossa programação normal e pfvr desculpem se eu quebrei alguma regra de postagem, é que eu adoro quebrar regras mesmo sem saber da existência delas
Desculpem pelo título estilo "peguei em inglês e traduzi no google", prometo que não vou mais atualizar aqui quando estiver sob efeito de drogas
Espero que gostem do capítulo e prestem atenção nos detalhes, por que tem coisa aí que pode dar pistas sobre os verdadeiros motivos do sequestro. ENFIM, ADEUS
As duas mulheres desceram do carro e olharam juntas para o prédio antigo. Porém, os olhares exibiam sentimentos diferentes; a loira o olhava com medo, como se esperasse a saída de um monstro terrível do interior da construção. Já a morena exibia satisfação nos olhos castanhos, a mesma admiração e o mesmo orgulho que haviam transbordado pelos olhos claros do jovem que olhou para o mesmo prédio no dia anterior. As duas andaram rapidamente pela grama alta e abriram com cuidado a porta velha do prédio. O jovem de cabelos negros se assustou e olhou para trás, desviando a sua atenção do monitor do computador que exibia uma das imagens já conhecidas por ele. A loira sorriu, deleitando-se ao olhar novamente os olhos castanhos que tanto amava em segredo. A morena, logo atrás da amiga, olhava para os lados como se estivesse procurando por alguém no meio da bagunça e dos aparelhos eletrônicos que estavam espalhados pela sala. A loira caminhou lentamente até o homem e sentou em seu colo, distribuindo um leve e rápido beijo nos lábios finos do rapaz que sorriu após o ato. Os dois, ao perceberem a preocupação que começava a surgir no rosto da morena, viraram-se e a encararam confusos.
"Cadê o Jimmy?" ela perguntou, finalmente aproximando-se do casal.
"Foi até a cidade." Brian respondeu enquanto passava os braços pela cintura fina da loira sentada em seu colo.
"E como ela está?" a morena perguntou com descaso enquanto olhava para a imagem que ainda era transmitida através do grande monitor.
A loira virou-se e observou a imagem. Franziu o cenho e seus olhos semicerraram, como se estivesse analisando cada movimento da jovem que permanecia encolhida no canto da sala fria. Um sorriso perverso surgiu em seus lábios e não era preciso ter o dom da adivinhação para descobrir os planos que passavam na mente da mulher. Ela levantou do colo de Brian e percorreu lentamente o caminho até o primeiro degrau de uma das escadas, atraindo o olhar curioso dos amigos.
"Aonde você vai?" Brian perguntou levantando-se e temendo pela decisão da loira.
"Vou ter uma conversa com nossa nova amiga." ela mostrou um sorriso satisfeito nos lábios.
"Michelle...", Brian deu passos largos até a loira. "... não faça nada. Matt e Jimmy..."
"Eles não estão aqui." a morena interrompeu, concordando mentalmente com os planos de Michelle.
"Leana, por favor..." Brian pediu enquanto balançava a cabeça e esfregava com força a palma da mão na testa suada.
"Qual é a sua, Brian? Temos que nos divertir também!" Michelle deu de ombros enquanto dava passos pesados nos degraus em direção ao segundo andar.
O rapaz estalou a lingua ao perceber a decisão de Michelle. Olhou para Leana como se implorasse para que ela impedisse a loira, mas a morena virou-se e seguiu até o computador; como se estivesse esperando para assistir de camarote a cena que estava por vir. Brian sabia que não iria acontecer boa coisa. Subiu rapidamente os degraus e procurou por Michelle, avistando-a atravessando o corredor claro. Ela apertou o pequeno botão que havia do lado de fora da sala e a porta metálica rangeu, revelando aos poucos o olhar assustado da jovem que estava presa do outro lado. Michelle sorriu ao encontrar pela primeira vez os olhos claros e inchados. A satisfação correu por suas veias junto com seu sangue, mostrando para a loira que o instinto animal e a falta de piedade já faziam parte daquele corpo. Ela gostava daquilo tanto quanto Brian; havia perdido a conta de quantas madrugadas os dois haviam passado trocando carícias maliciosas e criando planos mirabolantes para enriquecerem. Michelle abaixou-se e fitou o rosto de Rachel enquanto Brian observava sem entrar no quarto. Os olhos claros encontraram os castanhos distantes e Michelle pôde perceber que havia mais alguém naquela sala. Virou-se assustada e seus músculos se acalmaram ao ver Brian a encarar sério. O maxilar contraído e os olhos caídos só aumentavam seu desejo de entregar-se à ele ali mesmo. Naquele sala. Na frente de Rachel. Os pensamentos impuros e perversos fizeram um sorriso malicioso brotar no rosto da loira, mas Brian não demonstrou reação alguma ao levar seus olhos até aqueles lábios desenhados. Ele permaneceu em pé e Michelle sentiu-se vazia ao perceber os olhos castanhos deixarem de admirar seus lábios e transferirem-se para a jovem agaixada. Ele a olhou com uma mistura de ternura e ódio que, certamente, fariam a temperatura corporal de Rachel elevar. Mas ela não estava olhando para ele e sequer percebeu os olhos de Brian sobre ela; ela estava absorta enquanto observava a mulher loira que estava parada entre os dois.
Michelle voltou seus olhos para Rachel e andou lentamente até ela. O rosto fino da loira poderia enganar quem não a conhecesse. Realmente, seus olhos grandes e sua pele clara passavam uma imagem angelical e calma. Muito diferente do que ela realmente era. Ela tinha medo, sentia o arrependimento teimar em fazê-la desistir, mas o ódio havia consumido o que antes era seu coração e agora havia apenas um órgão que bombeava o sangue denso para as veias e fazia a adrenalina explodir pelo corpo esguio. Os sentimentos não mais habitavam aquele lugar que antes cheirava a floral e era tão limpo quanto a água potável. Seus neurônios haviam se transformado em armas mortais a partir do momento em que Michelle resolveu usá-los contra os inocentes. Inocentes. Para ela, não haviam inocentes. Não havia o bem e o mal. Haviam somente pessoas lutando por suas vidas; algumas ganhavam e outras perdiam, como em um jogo. Havia somente um vencedor. Algumas cabeças eram cortadas enquanto outras almas nadavam no ouro. E Michelle sabia onde encontrar o ouro para que sua alma pudesse nadar tranquilamente. E estava ali; o pote de ouro no fim do arco-íris preto e branco.
"Olá, Rachel", Michelle fingiu doçura depois de um longo tempo observando a jovem. "Como se sente?" ela fingiu preocupação.
Rachel olhou o rosto próximo e contraiu o maxilar. A raiva brotou em seus olhos, mas Michelle não sentiu medo, apenas deliciou-se ao perceber o rancor que despertava.
"Sabe...", ela começou enquanto tirava uma mecha que cobria um dos olhos de Rachel. "... eu não gosto quando me ignoram." ela torceu os lábios.
Nenhuma palavra foi proferida.
"É melhor você ser boazinha." Michelle deu mais uma chance à garota. "Eu mandei ser boazinha!" ela gritou e deu um tapa ardido no rosto de Rachel.
Com o impacto, a garota virou bruscamente a cabeça e foi obrigada a apoiar as mãos no chão para que não caísse deitada. Sua bochecha ardeu no mesmo instante em que seus cabelos claros grudaram no rosto por causa do suor frio. As lágrimas inundaram seus olhos claros, mas ela não se permitiu chorar. Jurou à si mesma não derrubar nenhuma lágrima que pudesse lavar o chão imundo de tanto ódio e interesse. Ainda sem olhar para a loira, sentiu suas narinas puxarem o ar com dificuldade por causa da ira que começou a consumir seu coração. Sua alma inocente estava ficando cada vez mais fria, como se uma escuridão tomasse o corpo da jovem e a carregasse aos poucos até um abismo. Os sentimentos ruins estavam ocupando o espaço que antes era ocupado pelo prazer e pela felicidade. Rancor, ódio, arrependimento, dor, decepção, medo, angústia, revolta, mágoa e tantos outros que ela não se preocupava em distinguir.
Brian finalmente entrou no quarto e puxou bruscamente o braço esquerdo de Michelle, a fazendo levantar. Os olhos castanhos a olharam com a força de uma faca afiada e logo ela percebeu que o clima havia ficado tenso demais. Rachel finalmente ergueu seu rosto e pôde observar as duas pessoas que encaravam-se ferozmente. Com dificuldade, apoiou-se na parede e conseguiu levantar. Michelle a olhou com repúdio e apertou o maxilar, ajeitando os cabelos loiros e erguendo a sobrancelha, transformando-se no estereótipo de alguém superior à todos os outros que estavam ali. Brian ainda mantinha os olhos embargados pelo ódio, o que fez Michelle estremecer um pouco ao perceber que não conseguiria derreter aqueles olhos congelados.
"Entendi o que está acontecendo...", ela começou com o sorriso arteiro de quem havia descoberto um grande tesouro enquanto dava passos lentos ao redor de Brian. "Você está defendendo a prisioneira."
Ele sentiu suas forças esvaírem-se por seus dedos ao ouvir as palavras sérias e certas que saíram dos lábios da loira. Suas pernas vacilaram, mas ele manteve o corpo imóvel enquanto virava a cabeça para observar a mulher fazer um contorno completo em volta dele. Suspirou pesadamente e apertou os olhos; aquilo estava ficando dificil demais. Ele não entendia como aquilo podia ter se tornado tão impossível de uma hora para a outra. O plano era simples: ele somente pegava a garota e Matt fazia todo o trabalho sujo. Tão simples e tão complicado. Michelle ainda esperava por uma resposta quando ele finalmente conseguiu desviar todos os pensamentos e todas as mentiras que estava pensando em dizer. Ele não podia mais mentir; seu coração se comprimia a cada palavra que ele lançava contra seus próprios sentimentos.
"Então..." Michelle fuzilou o moreno com o olhar. "... você está apaixonado por ela." ela sorriu nervosa. "Você está apaixonado por Rachel Koch!" ela bateu com as mãos no ar enquanto exibia uma feição incrédula.
"Vamos sair daqui." Brian puxou Michelle até a porta de ferro enquanto Rachel assistia a tudo como uma expectadora assiste à um filme de ação. Ela finalmente conseguiu soltar o ar que estava preso em seus pulmões assim que ouviu o barulho alto e incômodo da porta se fechando.
Brian permaneceu puxando o braço de Michelle até descerem todos os degraus de uma das longas escadas da sala de entrada. A jogou bruscamente em cima de um dos sofás e o impacto fez os fios loiros dela caírem por cima do rosto. Mesmo assim, Brian ainda conseguia ver o olhar furioso dela.
"Você nos traiu." ela praguejou entre os dentes. "Você nos traiu!" ela repetiu enquanto levantava do sofá e distribuía fortes socos no peitoral de Brian, que tentava segurar os pulsos finos com dificuldade.
"Para! Para, Michelle" ele gritava tentando conter o ataque da loira.
Ela finalmente se recompôs e arrumou os cabelos bagunçados. Ainda respirava nervosa e ofegante quando o sorriso nervoso surgiu novamente nos lábios pintados de vermelho.
"Eu não estou apaixonado por ela." ele respondeu, mais para si mesmo do que para Michelle.
"Então prove.", ela falou rapidamente. "Mate Rachel Koch." ela passou a lingua pelos lábios, deliciando-se somente com a cena que havia criado em sua mente.
"Matt fará isso." ele respondeu na mesma velocidade, acabando com o prazer destrutivo que a mulher sentia.
"Você é um frouxo.", ela gritou. "Eu vou acabar com você! Eu vou foder com a sua vida e com a vida da sua vadia.", ela continuou cuspindo as palavras. "Você está fodido, meu amor." ela terminou com uma insanidade que fez Brian tremer.
Michelle deu passos largos até a porta da saída e a abriu antes que Brian pudesse pestanejar contra. Ele permaneceu em pé no meio da sala enquanto tentava organizar os pensamentos e as palavras que flutuavam em sua mente e o impediam de tomar qualquer decisão sensata. Não, não estava tudo perdido. Pelo menos, não ainda. Ele iria cumprir o combinado. Iria até o fim com o plano que poderia salvar a sua vida e pagar pelo passado torturante e destruído que ele teve por causa de Rachel.
Leana abriu a porta de madeira velha, sem ouvir os gritos que haviam sido proferidos em outro cômodo do prédio. Entrou no cômodo até então desconhecido e se assustou ao ver Jimmy olhar concentrado para a parede de tijolos que havia em sua frente. A visão do jovem impediu seus passos e ela permaneceu estática enquanto observava os cabelos negros caírem levemente pelo rosto pálido. Os olhos azuis finalmente se direcionaram até ela, causando um misto de sensações que ela adorava sentir. Os calafrios percorriam seu corpo e ela já não se preocupava mais; eles haviam se tornado prazerosos. Ela caminhou lentamente até o homem em sua poltrona de veludo vermelho e sentou-se sobre uma de suas coxas. Passou os dedos finos pelos cabelos bagunçados e os desceu até tocar o pescoço pálido e liso. Os lábios dele ainda formavam uma linha reta e ela condenou-se por não conseguir arrancar os sorrisos que tanto gostava de admirar.
"Brian falou que você tinha ido até a cidade..." ela falou.
Sua voz rasgou o silêncio como uma tesoura afiada rasga um tecido fino.
"Eu menti." ele respondeu sincero, a fazendo sorrir.
"Por quê?" ela franziu levemente o cenho.
"Eu queria ficar sozinho." ele olhou para o longe.
"Ainda quer?"
"Não." ele voltou seus olhos até ela, observando os traços que formavam seu rosto.
"Algum problema?" ela perguntou enquanto tentava desvendar os pensamentos que surgiam naquela mente misteriosa.
"Estava pensando... Sobre tudo isso. No final." ele respondeu confuso.
"Como?"
"Estava pensando no que vai ser da gente quando tudo isso acabar. Você sabe... Quando o Matt atirar na cabeça da Rachel e nós conseguirmos todo o dinheiro." ele deu de ombros, como se não fosse coisa importante.
"Nós vamos continuar juntos." ela respondeu com firmeza.
"Sempre." ele respondeu antes de levantar da poltrona e empurrar bruscamente Leana até uma das paredes.
Jimmy pressionou seu corpo contra o corpo dela e levou uma de suas mãos pálidas até o pescoço fino, apertando levemente. Leana sorriu insana e olhou as íris claras que exibiam a perversidade e a alienação que tanto a excitava. Ele aproximou seu rosto e, ainda apertando o pescoço dela, prendeu o lábio inferior da morena entre seus dentes e o mordeu fortemente. O gosto metálico do sangue invadiu as bocas e intensificou os olhares. Jimmy apertou ainda mais o pescoço e ela pôde sentir seus pulmões reclamarem pela falta de oxigênio. Seus olhos latejaram e, por um momento, o medo brotou em suas veias, mas logo foi interrompido pela proximidade das bocas. Os lábios dos dois se conheciam muito bem e exploravam os cantos que tanto gostavam. Não era a primeira vez em que as bocas se tocavam apressadas, como se fosse o último minuto de vida na terra. Os dois mantinham a mesma cumplicidade e a excitação de quando haviam se conhecido. As mãos de Jimmy percorriam as costas e a cintura de Leana sem nenhum pudor, concentrando-se em tocar cada local como se fosse a primeira vez. Os dois separaram os lábios em busca do oxigênio que faltava nos pulmões, e ela aproveitou o pequeno intervalo para empurrá-lo novamente até a poltrona de veludo e acomodar-se em cima das pernas dele.
"Na vida e na morte?" ela perguntou enquanto distribuía beijos molhados no pescoço dele, o fazendo arfar.
"Na vida e na morte..." ele respondeu entre suspiros.
Os lábios se encontraram e o beijo iniciou-se rápido e desesperado, como todos os outros que eles haviam trocado. Ela movimentava-se lentamente no colo dele, o obrigando a separar os lábios rapidamente para suspirar e fazer Leana protestar pela distância. Ela passou as unhas afiadas na nuca dele, esperando o gemido baixo que tanto gostava de ouvir. Nada era inconsciente e ingenuamente; ela sabia de cór os movimentos que teria que fazer para que ele gemesse seu nome. Ela sabia exatamente onde tocar para fazê-lo arfar. Ela poderia escrever um manual de instruções sobre Jimmy somente usando o que havia guardado em sua mente. Ela estremeceu ao sentir as mãos frias percorrerem um caminho em baixo de sua blusa fina. O cenário macabro e solitário satisfazia ainda mais a sede de prazer que inundava os corpos pecadores. Os lábios se distanciaram e ela levantou lentamente, sem quebrar o contato visual. Ergueu a blusa clara e a tirou, deixando à mostra a barriga lisa e os grandes seios cobertos pelo sutiã vermelho sangue. Os olhos dele se deliciaram e ela estremeceu um pouco ao sentir-se observada com desejo e ódio. Ele poderia matá-la ali mesmo. Poderia sentir o sangue dela escorrer em seus dedos e isso somente funcionaria como uma alavanca para seus pensamentos e desejos sórdidos. Ela sabia o perigo que corria toda vez que ficava sozinha com ele, mas isso aumentava o desejo promíscuo. O medo de morrer e de ser descoberta pelos outros era realmente tentador, e ela não estava disposta a esforçar-se para controlar seus desejos. O short curto escorregou rapidamente pelas pernas morenas e torneadas e ela pôde observar Jimmy lamber os lábios enquanto acompanhava com os olhos o movimento da peça. Ele subiu lentamente os olhos pelas coxas grossas e pela cintura fina, até encontrar novamente os olhos castanhos que o faziam delirar. O rosto angelical e infantil exibia exatamente a personalidade contrária à que ela realmente possuía. Ela não era um anjo e muito menos uma criança. Era a humanização do infernal, era uma meretriz que era capaz de tudo para agradar seu único e fiel cliente. Inclusive matar.
"Eu quero você dentro de mim..." ela sussurrou ao sentar novamente no colo do jovem.
Ele a olhou com desejo e mais uma vez tomou seus lábios vorazmente. Ela afundou a mão nos cabelos negros e puxou os fios com força, fazendo Jimmy cessar o beijo e jogar a cabeça lentamente para trás para que a morena pudesse devorar o pescoço pálido com seus lábios inchados. As respirações ofegantes enchiam o quarto e ele viajava com seu pensamento até o inferno enquanto deslizava as mãos grandes pela pele fina da coxa da jovem. As mãos se tocaram apressadas e ele cessou os movimentos, levantando e empurrando Leana para que levantasse também. Ela o olhou confusa, mas logo entendeu as intenções do rapaz assim que ele a abraçou por trás e a guiou rapidamente até uma mesa próxima dos dois. Leana bateu levemente a barriga na beirada da mesa e curvou seu corpo. Jimmy distribuiu beijos molhados no pescoço frio dela enquanto apertava a sua cintura e a pressionava ainda mais contra a mesa. A mesa arrastou um pouco e fez um rangido baixo, provocando um riso divertido nos dois. Ela podia sentir o membro ereto tocar suas nádegas enquanto espalmava as mãos na mesa e curvava ainda mais seu corpo, aproximando seu rosto da madeira negra. Ele abriu o zíper rapidamente e abaixou um pouco a calça, possibilitando a saída de seu membro para que pudesse preencher a jovem por completo. As estocadas eram fortes e violentas, como tudo o que eles faziam juntos. Os dedos finos e pálidos dele puxavam com força os cabelos castanhos dela, provocando gemidos cada vez mais altos. Ele levou a mão até a boca dela e tampou, impossibilitando a saída dos gritos que provavelmente chamariam a atenção para o cômodo. Ele mordia o lábio e contraía o maxilar tentando controlar-se. Ele a insultava e distribuía doloridos tapas nos quadris e nas nádegas dela, mas ela não se importava. Pelo contrário, aquilo aumentava a excitação e ele sabia bem disso. Acabou tirando a mão do rosto dela e levando até o quadril fino que rebolava levemente tentando extrair o máximo de prazer que podia. Os dois já não lembravam mais dos outros no prédio; o prazer e a insanidade haviam habitado as mentes. Acontecia sempre que os dois se encontravam. Primeiro, os lábios se procuravam e se mordiam desesperados. As mãos percorriam cada pedaço de pele. As línguas exploravam cada canto — tão conhecido — das bocas. Os corpos se chocavam e dançavam uma melodia melhor do que qualquer música criada. Por último, os espasmos e a infinita sensação de satisfação eram transformados em sorrisos perversos e cúmplices. Eles tinham muita coisa em comum, talvez, eram os únicos que se completavam ali. Amavam o sangue e a sensação de poder; eram capazes de exibir corpos mutilados em seus quartos, eram capazes de tirar a pele de algum ser humano azarado somente para transformá-la em um belo casaco de inverno. Eram insanos... Eram apaixonadamente insanos.
Notas finais
SONHEM COM O RICHARD RAMIREZ. BYE
Fale com o autor