Not Ready 2 Die
8 Nós Nascemos Para Morrer
Notas iniciais
Eu não tenho novis hoje :( nenhuma resposta do Richard, nenhum e-mail da minha amiga lá dos estrangeiro... enfim, acho que essa nota vai ser curta (finalmente). Espero realmente que gostem do capítulo, foi escrito com o último vestígio de inspiração que ainda restava na minha mente cansada (eu falei que eu tava meio desanimada da vida)
Rachel abriu os olhos e acostumou-se aos poucos com a claridade da sala. A dor consumiu seus músculos ao tentar levantar do fino colchão. Com esforço, sentou-se e observou a sala vazia. Vasculhou sua mente e sentiu um calafrio ao recordar de suas últimas lembranças. Apoiou as mãos no chão e levantou, escorando-se na parede ao lado. O barulho da porta ecoou pelo quarto e ela observou a feição nervosa e insana do homem que entrava lentamente na sala. Ele exibia um sorriso satisfeito por vê-la tremer e carregava uma pequena faca prateada em uma das mãos. Rachel levou os olhos claros até o objeto metálico que reluzia com a luz clara e apertou os lábios, espalmando as mãos na parede atrás de si. Jimmy aproximou-se da menina e pôde fitar o medo em seus olhos.
"Você foi longe demais!" ele cuspiu enquanto encostava a lâmina afiada no pescoço fino da jovem.
Ela sentiu o objeto frio encostar em sua pele e tremeu.
"Eu posso fazer um pequeno corte por aqui...", ele deslizou lentamente a lâmina pelo pescoço, mas sem provocar o corte. "Por aqui...", ele desceu a faca pela extensão do braço direito dela. "E por aqui..." ele encostou a ponta da faca na barriga de Rachel e ela pôde sentir uma fina dor atravessar seu estômago.
"Ou eu posso te matar de uma vez." um sorriso perverso brotou em seus lábios.
Jimmy afastou a faca e, com um movimento rápido, deslizou a lâmina por uma das bochechas da jovem. O corte queimou sua pele e ela levou uma das mãos até a face, sentindo o sangue quente tocar seus dedos. As lágrimas brotaram em seus olhos e ela os fechou, tentando conter sua imensa vontade de chorar. Não queria que Jimmy tivesse consciência da dor que havia provocado, não queria que ele se deliciasse ainda mais com seu sofrimento. Passos abafados foram ouvidos no corredor e Jimmy puxou os cabelos de Rachel, a virando de costas para ele e encostando a faca afiada em seu pescoço. Ela observiu Brian entrar rapidamente na sala e parar ao ver a cena.
"Cansei de esperar por você." Jimmy falou entre os dentes.
"Mudança de planos, lembra?" Brian ergueu uma sobrancelha.
"Foda-se o plano! Ninguém tá seguindo os planos, você sabe que isso aqui perdeu o controle." ele respondeu, ainda segurando a faca contra o pescoço de Rachel.
"Matt vai matar você se..."
"Todos nós vamos morrer, cara.", Jimmy sorriu insano. "Todos nós... Todos, todos..." ele sussurrou nos ouvidos de Rachel.
"Eu vou matá-la." Brian falou com firmeza ao observar a jovem apertar os olhos enquanto respirava com dificuldade.
"Não vai.", Jimmy riu. "Você é um bosta!"
"Então me dê a faca e você irá ver." respondeu.
Rachel pôde observar a verdade nos olhos de Brian. Sua feição séria e determinada apavorava cada músculo e cada osso do corpo dela. O medo percorria seu corpo e ela já não considerava mais a sobrevivência como uma hipótese. A pouca esperança que havia restado era transformada em batimentos acelerados do seu coração e na respiração fraca. Jimmy suspirou, dando-se por vencido, e afastou a lâmina afiada do pescoço de Rachel. Ela sentiu um resquício de esperança brotar novamente, mas seus olhos congelaram ao observar Brian andar até ela e pegar a faca das mãos do outro. Jimmy sorriu e se afastou, preparando-se para assistir a cena. Rachel deu alguns passos para trás e sentiu suas costas baterem na parede fria, fazendo seus músculos congelarem ainda mais. O moreno se aproximou enquanto brincava com a pequena faca entre seus dedos e exibia um sorriso sádico. Ela fechou os olhos e ouviu um barulho seco e agoniante ecoar no ar. Abriu os olhos lentamente e pôde observar Brian segurar a blusa negra de Jimmy e arremessá-lo contra uma das paredes. O corpo do outro bateu na superfície lisa e Rachel pensou ter ouvido o barulho dos ossos se quebrando em pedaços. Jimmy levantou-se com dificuldade e jogou seu corpo contra Brian, o jogando no chão. Logo, os dois estavam caídos e protagonizando mais uma cena regada a socos e sangue. Com dificuldade, Rachel pôde observar os olhos furiosos de Brian e a expressão de Jimmy ao levar os socos que arrancavam sangue de seu nariz e boca. Brian ficou por cima e distribuiu inúmeros socos na face do outro, até desacordá-lo. Ele chacoalhou o corpo desfalecido do outro e levantou-se, passando a mão nos lábios e tentando limpar a grande quantidade de sangue que escorría. Ela observou atônita o corpo imóvel de Jimmy e o oxigênio entrou levemente em seus pulmões, agradecido por ter uma ameaça a menos. Mas ela ainda não se sentia segura; Brian ainda permanecia na sala e seus ossos tremeram ao imaginar o que podia acontecer depois daquilo.
"Vai embora.", ele sussurrou enquanto abaixava-se e pegava a pequena faca jogada no chão. "Sai!" ele aumentou o tom de voz.
Rachel o encarou perplexa e sem conseguir mover os músculos.
"Prefere que eu te mate?" ele ergueu uma sobrancelha.
Ele não precisou perguntar duas vezes e Rachel saiu rapidamente da sala. Correu o mais rápido que pôde e atravessou o corredor claro, tropeçando nos degraus da escada e abrindo a porta de madeira que dava acesso à sacada interna do prédio. Desceu a escada principal e parou ao observar a imagem nos monitores; Brian e Jimmy não estavam mais na sala. Ela franziu o cenho e olhou confusa para a porta de madeira que havia atravessado. Passou os olhos pelas paredes sujas e avistou a porta de entrada do prédio. Um suspiro de alívio saiu de seus lábios, mas foi interrompido por uma voz feminina que ecoou pelo cômodo.
"O que você tá fazendo aqui?" Michelle perguntou ao sair da penumbra de um dos corredores.
A jovem virou-se e observou a loira que a fitava com curiosidade e espanto. Seus lábios se abriram e ela procurou as palavras úteis que poderiam ser ditas naquela hora, mas sua voz não saiu.
"Brian?", Michelle gritou enquanto olhava para uma das escadas, procurando pelo moreno. "Brian!" desesperou-se ao não obter resposta.
A loira correu até uma das mesas e abriu uma das gavetas, retirando o revólver prateado e apontando na direção de Rachel. Ela piscou várias vezes, não acreditando em seu azar, e deu pequenos passos para trás. Bateu acidentalmente em uma das mesas, fazendo o monitor cair no chão e soltar fracas faíscas até apagar completamente a imagem que exibia.
"Sua vadia!", Michelle falou entre os dentes. "Olha o que você fez! Jimmy vai te matar..." ela sorriu e intensificou o medo que pairava no cômodo.
Michelle segurou firme a arma entre suas mãos e apertou o gatilho. Um barulho fraco e seco pôde ser ouvido no ar.
"Mas que merda é essa? Matt deixou a arma sem balas!" a loira falou atônita enquanto observava a arma em suas mãos.
Rachel soltou o oxigênio com dificuldade e observou Michelle jogar o revólver no chão e voltar os olhos raivosos para Rachel. A loira deu passos largos até a jovem e enroscou seus finos dedos nos cabelos ondulados e os puxou, fazendo com que Rachel caísse de joelhos. Rachel agarrou as pernas de Michelle e puxou fazendo a loira desequilibrar-se e também cair de joelhos. Michelle mergulhou os dedos finos entre os cabelos ondulados de Rachel e as duas rolaram no chão distribuindo ardidos arranhões com as unhas afiadas e puxões de cabelo. Rachel, com dificuldade, se desvencilhou da loira que a atacava furiosa e correu pelo cômodo, alcançando uma caneta em cima de uma das mesas. Michelle correu até a outra e pôde sentir seu braço ser perfurado pela caneta. O sangue escorria do machucado fundo enquanto a loira olhava assustada para o próprio braço. Seu olhar raivoso foi na direção de Rachel que, por um momento, arrependeu-se do ato cometido. Correu até um dos corredores negros e o atravessou, chegando em uma sala também com paredes vermelhas. Os passos apressados de Michelle fizeram Rachel puxar uma pequena mesa e jogá-la em seu caminho, tentando atrasar a loira. Continuou correndo até chegar em uma porta de madeira. Forçou a fechadura e seu coração apertou ao perceber que estava trancada. Uma risada provocativa ecoou atrás da jovem. Rachel virou-se e pôde observar Michelle a olhar insanamente. Seu braço ainda exibia um longo e grosso rastro de sangue, mas a loira não parecia se importar com a dor que aquilo podia estar causando. Ela se aproximou e Rachel tateou o cabo de vassoura atrás de seu corpo. Esperou a loira se aproximar o bastante e, com rapidez e violência, bateu o pedaço de madeira na cabeça de Michelle, que cambaleou enquanto levava uma das mãos até a testa tentando estancar o sangue. Rachel arfava enquanto observava a loira ajoelhar e olhar pasma para a grande quantidade de sangue em suas mãos. O olhos castanhos olharam Rachel e ela pôde perceber leves tons de piedade e de medo. O corpo pesado caiu para o lado e ela franziu o cenho, observando Michelle fechar os olhos delicadamente. Ela duvidou de sua sanidade ao perceber o prazer que sentiu ao ver o corpo desfalecido de Michelle, como uma criança que ganha no fliperama.
Suspirou pesadamente enquanto observava a loira, esperando qualquer reação brusca. Palmas irônicas ecoaram pelo cômodo e ela estremeceu, observando o homem que surgia em um dos corredores da sala. O jovem de olhos verdes e pele clara olhou o corpo de Michelle e sorriu, fazendo os pequenos piercings no lábio inferior reluzirem com a luz fraca. Ele se aproximou de Rachel e ela deu um passo para trás, provocando um olhar confuso nele. Ele ergueu as mãos, como em um movimento de paz, e aproximou-se novamente. Sorriu ao perceber a imobilidade dela.
"Isso foi quase tão bom quanto assistir uma luta profissional." ele balançava a cabeça enquanto curvava os lábios.
"Quem é você?" ela perguntou rapidamente.
"Isso não importa, Rachel.", ele cruzou os braços. "Não estava pensando em fugir, estava?" ergueu as sobrancelhas.
Ela ficou em silêncio e fitou os próprios pés. Mais um passo foi dado na direção da menina.
"Vocês vão matar meu avô." ela sussurrou.
Ele desfez o sorriso irônico.
"Quem falou isso?", ele perguntou sério. "Responde!"
O grito inesperado do homem fez a jovem encolher-se contra a parede fria.
"Eu... Eu li." respondeu sem pensar.
"Você achou o diário.", ele se afastou. "Você vai se arrepender disso..."
"Você escreveu? Foi você, não foi? Você me observou durante todo o tempo! Vocês... Isso vai muito além do que eu imaginava..." ela balançou a cabeça.
Ele riu.
"Sim, Rachel, isso vai muito além do que qualquer coisa.", ele deu passos largos até ela. "Agora que você sabe de tudo, não tem mais porque manter você viva."; ele passou os dedos finos no rosto dela. "Mas antes... Eu quero aproveitar."
Ele sorriu insano e semicerrou os olhos verdes enquanto segurava fortemente um dos braços de Rachel. Ela foi arrastada até a sala dos computadores e Zacky jogou seu corpo bruscamente em dos sofás. Ela tentou levantar, mas logo sentiu o corpo quente e forte dele deitar por cima dela. Os lábios finos traçaram um caminho quente que se opunha com o arrepio causado pelos piercings gelados. Rachel não conseguia mais chorar, se sentia seca e sem vida enquanto Zacky pressionava ainda mais seu corpo contra o dela. Ela sentiu as mãos quentes e ágeis segurarem seus pulsos ao lado de sua cabeça e ele sorriu, passando a língua no lábio inferior. Seus olhos verdes exibiam grandes traços malignos e crueis e a jovem apertou os olhos, desejando que tudo aquilo acabasse rapidamente. Com uma rapidez monstruosa, ele rasgou a blusa fina dela e olhou com admiração a barriga lisa e os seios cobertos pelo sutiã. Ela levou um susto ao sentir Zacky se afastar bruscamente e, ao abrir novamente os olhos, pôde observar outra cena cruel que se formava na frente dela; Brian e Zacky trocavam socos atrapalhados e os pequenos pingos de sangue começavam a surgir nas faces. Ela permaneceu sentada no sofá, até sentir seus cabelos serem puxados fortemente e um objeto metálico e gelado encostou em seu pescoço. Atrás dela, Zacky sorria alienado enquanto segurava um revólver prateado encostado na pele pálida da jovem. Ela já estava cansada disso, já estava cansada de ser a vítma nas mãos daqueles homens insanos. Seria melhor se a matassem rapidamente. A dor da bala atravessando a sua carne seria, sem sombra de dúvidas, menor do que toda a dor que estava se acumulando em seu peito com o passar dos dias ali. Ela não confiava em ninguém, nem mesmo em Brian. A decepção havia corroído a sua alma e acabado com toda a inocência e a fragilidade que ela possuía. As lembranças de seu passado se tornaram cada vez mais raras, a ponto dela não se recordar com precisão o formato do rosto da mãe ou a voz de seu avô.
"Corre..." Brian sussurrou enquanto se aproximava dela.
Ela franziu o cenho e, quando percebeu, Brian apontava outro revolver prateado para a cabeça de Zacky. Ele sorriu e ela pôde sentir o ar quente sair de seus lábios e tocar levemente seu pescoço.
"Isso não vai me impedir." ele balançou a cabeça.
"Você mata a Rachel e eu mato você. Eu vou continuar vivo." Brian respondeu sério.
"Filho da...", Zacky chacoalhou a cabeça e apertou os olhos. "Você não teria coragem..."
Brian engatilhou a arma e Rachel estremeceu ao ouvir o barulho baixo ecoar pelo ar.
"Brian, Brian... Você vai colocar tudo em risco por causa dela? Você não vê que..."
"Cala a boca." Brian interrompeu.
Zacky suspirou pesadamente e abaixou lentamente a arma. Rachel se afastou ofegante e correu até a escada, obedecendo as palavras de Brian.
"Você vai morrer." Zacky falou sorrindo.
"Não. Você vai."
Ela sentou-se assustada na escada ao ouvir o barulho alto ecoar pela sala. Apertou os olhos e agarrou o corrimão com as mãos trêmulas. Ao voltar seus olhos para os dois homens, seu coração disparou. O corpo morto de Zacky caiu pesadamente no chão e sua camiseta, antes branca, começou a ser preenchida com o líquido vermelho e quente que saía pelo furo da bala. Brian se aproximou do outro e Rachel cobriu os ouvidos com as mãos ao ouvir mais três barulhos altos ecoarem no ar. Alguns pássaros desesperados e assustados voaram enquanto faziam um barulho esganiçado, tornando o cenário ainda mais atormentador.
"Vai embora." ele repetiu com a mesma intensidade da outra vez.
"Não." ela se aprontou a responder.
"Sai daqui, Rachel..." ele falou entre os dentes enquanto ainda segurava a arma.
"Não sem você."
"Não é hora pra isso, Rachel." ele virou-se para ela.
"Por que não me matou?", ela olhou para os olhos fundos que a fitavam com receio. "Você entrou várias vezes no quarto e poderia ter me matado em todas elas, mas não..." ela deu passos pequenos até ele.
Ele abaixou a cabeça ao perceber a aproximação da jovem.
"Por quê?" ela sussurrou.
"Você tem que sair daqui. Tem que salvar seu avô." ele ignorou a curiosidade dela.
"Me responde."
"Não interessa. Agradeça por não saber metade das coisas que acontecem aqui." ele ergueu os olhos até ela.
"Claro que interessa!", ela ergueu o tom de voz. "Eu fiquei presa naquele quarto sem nem ao menos saber o motivo de tudo aquilo. Eu vi a minha vida ir embora cada vez que um homem estranho entrava lá e ameaçava dar um tiro na minha cabeça. Eu não vou ser idiota de novo, Brian, eu não vou sair daqui sem respostas."
"Tudo bem, então eu vou." Brian ignorou todas as palavras de Rachel e deu passos largos até a porta. Sorriu e virou-se ao ouvir um clique baixo ecoar pela sala.
"Não, você não vai." Rachel falou entre os dentes enquanto apontava o revólver prateado para Brian com as mãos tremendo.
"Você não quer fazer isso..." ele deu um passo na direção da jovem.
"Você está errado. Quero fazer isso desde a primeira vez que te vi." respondeu rapidamente.
Ele deu mais um passo na direção dela.
"Atira. Atira, Rachel. Eu mereço morrer." ele ergueu as mãos e sorriu.
"Responde, Brian. Por que não me matou?"
"Atira."
"Responde! Ou eu..."
"Por que eu te amo." ele interrompeu enquanto abaixava as mãos e as batia ao lado do corpo.
"Não brinque comigo."
"Que outro motivo eu teria?"
"Então por que você não fez nada quando os outros homens entraram no quarto e tentaram me matar? Ou quando aquela loira me deu um tapa? Ein? Por que você ficou parado igual um idiota?", ela perguntou atropelando as palavras. "Responde!" gritou enquanto tentava embargar as lágrimas.
"Eu não sei..." ele abaixou os olhos.
"Brian..."
"Eu não estou mentindo.", ele interrompeu. "Me dá a arma."
Ela apertou os lábios e segurou a arma com firmeza entre as mãos trêmulas.
"Me dá a arma..." ele repetiu levantando uma das mãos e segurando levemente no cano gelado do revólver.
A jovem soltou aos poucos o revólver e abaixou os braços, soltando o oxigênio com dificuldade por entre os lábios. Brian colocou cuidadosamente a arma em cima de uma das mesas de metal. Se aproximou de Rachel e pôde observá-la cobrir o rosto com as mãos pálidas enquanto balbuciava palavras desconexas.
"Me desculpe..." ela sussurrou.
"Não. Me desculpe." ele respondeu rapidamente enquanto retirava um pequeno pedaço de pano úmido de um dos bolsos da calça jeans.
"Você... Você disse..." ela tentou falar enquanto dava pequenos passos para trás.
"Eu digo muitas coisas, Rachel." ele ajeitou o pano em cima da palma da mão e puxou bruscamente o braço da jovem, fazendo seus corpos se chocarem.
Brian virou o corpo de Rachel e levou o pano até suas narinas. A jovem debatia-se sem sucesso contra os braços musculosos e tatuados que a seguravam. O cheiro do éter impregnado no pedaço de pano entrava em contato com seus pulmões e fazia seus sentidos esvaírem-se pouco a pouco. Ele soltou o corpo da jovem e ela sentou bruscamente no chão, sentindo sua cabeça rodar como se tivesse ingerido inúmeras doses de álcool. A confusão em seu cérebro fazia sua cabeça arder e seus olhos desorientados passeavam pelo cômodo, causando uma leve vertigem. Ela observou a sombra negra e desfocada aproximar-se dela e sentiu seu corpo ser levado calmamente até um lugar claro e frio. O chão encontrou novamente os seus músculos e ela se encolheu, procurando se esquentar.
"Brian...", ela sussurrou com dificuldade. "Me ajude... Por favor..."
Ele sorriu, deliciando-se com a cena.
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