Not Over You

1 Prólogo - Back to the past.


Notas iniciais
Olá, gente.
As notas do prólogo são sempre as mais difíceis.
Bem, esse é minha primeira tentativa de escrever um drama e eu confesso que até estou gostando do resultado. Mas, por conta disso, pode ser que eu demore um pouco para postar um novo capítulo. Entretanto, eu juro tentar fazer o possível para não demorar.
Os capítulos, em geral, estão ficando grandinhos, mas não me matem por isso, hohoho.
Esse prólogo deixa as coisas muito confusas, eu sei, mas não parem por isso. Juro que do capítulo dois em diante vocês já vão estar entendo as coisas.
Espero mesmo que gostem, porque escrevo com um imenso carinho e me esforço muito também.
Boa leitura, amoras.

Respirei fundo algumas vezes, inalando seu perfume, tentando crava-lo em minha mente para que ele fosse uma lembrança boa ocupando o espaço das várias brigas que tivemos. Como se eu fosse mesmo capaz de esquecer o cheiro que emanava de seu corpo. Poderia senti-lo a quilômetros de distância. Passei a mão direita por seu peito, sentindo sua pele suada e quente sob meus dedos pela última vez. Engoli o nó que se formou em minha garganta e respirei fundo outra vez, trazendo para os meus pulmões, junto com o ar, seu perfume masculino. Eu tinha tomado uma decisão e não voltaria atrás com ela.

— Isso tem que acabar, Gabriel — falei calmamente e me levantei da cama, começando a recolher minhas peças de roupa jogadas pelo quarto.

— Você fala isso toda vez, Emma — ele exclamou preguiçoso, sem me olhar nos olhos.

— Estou falando muito sério dessa vez! — Exclamei desafiadoramente e me virei para encara-lo.

Ao notar que nenhum vestígio de desejo atravessava meu rosto e nem se quer um olhar de menina travessa passava por minha expressão, se levantou apressado, revelando seu corpo inteiramente nu e andou até onde eu estava.

— É isso mesmo o que você quer? — Perguntou friamente, como sempre fazia.

Claro. Eu não esperava outra coisa. E assim era muito melhor. Eu sabia que quando dissesse que era o fim, ele não se oporia, respeitaria minha decisão e me deixaria sair pela porta da maneira mais seca possível. E duas semanas depois viria atrás de mim em algum lugar público, me arrastaria até um canto afastado das pessoas, me beijaria os lábios e me tomaria. E tudo voltaria a ser como sempre foi.

Ele pensava que seria assim. Eu sabia que não seria.

Isso tornava as coisas mais fáceis. Ele não precisava ouvir que eu iria embora. Eu simplesmente iria.

— É isso mesmo que eu quero — respondi também secamente. Não tinha segredos nem vergonha entre nós. Sabíamos que éramos frios e nem um pouco diretos quando o assunto era “nós dois”.

Gabriel deu os ombros mostrando que não estava nem aí para a decisão que eu tomava. Assenti com a cabeça e comecei a me vestir rapidamente.

Doía. Claro que doía. Mas aquilo não poderia ser para sempre. "Nós" nunca seria uma coisa eterna. Não tínhamos uma relação normal e muito menos cheia de afeto e carinho. Não tínhamos um compromisso sério um com o outro e eu já havia cansado de chorar de raiva pelo modo como ele me fazia sentir suja. Suja por sentir o que sentia por alguém como ele. Suja por continuar me entregando a ele depois de cada briga, depois de cada xingamento. Suja porque sabia que sempre voltava pra ele, não importa o tamanho da burrada que qualquer um de nós fazia.

Assim que estava vestida da cabeça aos pés, peguei minha bolsa em cima da cadeira e me virei, indo em direção à porta. Antes de sair, olhei para o homem deitado de barriga pra baixo na cama e suspirei pesada e dolorosamente. Tirei um pedaço de papel do bolso e coloquei em cima de um livro e ao lado de seus óculos.

Tirei uma caneta da bolsa e me inclinei sob a mesa.

"Fui para a Montana. Vemo-nos em uns anos, eu acho.", escrevi no bilhete e saí do apartamento, deixando junto com o bilhete, a cópia das chaves. Não me preocupei nem em tirar todos os chaveiros que havia pendurado. Tudo me lembrava dele, e tudo o que me lembrasse dele, eu não queria.


Lembrar-me dessa nossa "despedida" não me fazia nada bem. Eu sabia que teria que encontra-lo novamente. Não sabia se dali há duas horas ou dali há dois dias. Mas eu sabia que o veria novamente. Sabia que tudo o que mais evitei nos últimos três anos estava voltando. E não tinha como fugir.


Notas finais
Então, o que acharam? Vão continuar lendo? Haha, espero que sim.
Em breve terá o capítulo um.
Deixem seus preciosos comentários, ok?! Isso me faz feliz.
Um imenso beijo na bochecha de vocês :3