Not Everything is What You Imagine
1 Prólogo
Notas iniciais

Emilly antes de se tornar um animal monstruoso.
15/01/1820 — Londres, Inglaterra
A noite estava fria, e o reino chorava pela morte de seu rei. As ruas de Londres estavam desertas. Apenas ratos e baratas passavam pelos paralelepípedos em busca de alimento.
— Ah! — gritou Emilly, assustada, ao quase pisar em um rato.
Emilly estava indo para a casa de seu namorado depois da escola. Seus pais haviam autorizado, então não havia problema. Ela estava feliz e animada por passar a noite na casa dele.
Porém, sua felicidade acabou assim que viu um caixão sendo retirado do castelo. Aquilo fez Emilly se lembrar de sua avó, que havia morrido alguns meses antes. Por um instante, delirou e quase caiu sobre um rato morto, mas conseguiu se manter firme.
Alguns minutos depois, após atravessar vários bairros da cidade, ela chegou a uma longa rua cercada por árvores com mais de dez metros de altura.
Emilly já estava na metade da rua quando ouviu um barulho vindo dos arbustos atrás dela.
Assustada, virou-se. Não havia ninguém. Então, continuou andando. Dez passos depois, o mesmo barulho surgiu novamente, mas dessa vez do outro lado da rua.
Emilly acelerou o passo, quase correndo. Foi então que percebeu uma sombra atrás dela. Seu coração disparou.
Ela aumentou ainda mais a velocidade, mas, antes que pudesse fazer qualquer coisa, tudo aconteceu rápido demais: Um galho caiu da árvore à sua direita, fazendo-a perder o equilíbrio e cair, no mesmo instante em que um homem surgiu e caiu sobre ela.
Ele tinha uma aparência assustadora: olhos vermelhos, pele muito clara e cabelos castanhos, sujos e desgrenhados. Havia também um estranho cheiro de ferro e sangue saindo de sua boca
Emilly tentou gritar, mas não conseguiu. Antes que pudesse reagir, ele se aproximou de seu pescoço e a mordeu. Uma dor intensa tomou conta de seu corpo. Era a mesma sensação de enfiar duas agulhas quentes no pescoço. Depois,as agulhas perfuraram seus braços, depois sua barriga, logo debaixo de seu seio. Emilly tentou se mexer, mas estava paralisada pelo medo. Sua visão começou a ficar turva Os sons da rua foram desaparecendo aos poucos.
Enquanto ela perdia a consciência…
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