Not Everything is What You Imagine
2 Capítulo 1 - Pesadelo Colorido
Notas iniciais

Emilly Vampira
01/02/2026 -Londres, Inglaterra
As férias de verão passaram rápido, mas todos aproveitaram tudo: festas do fim de ano, passeios.
Mas para Emilly, não foram nada boas.
Sendo vampira, as coisas ficam dez vezes mais difíceis para você.
Depois que aquele homem a atacou, Emilly recebeu ajuda de um casal de vampiros. Henry e Charlotte, que também eram vampiros. Eles a criaram como filha e a ajudaram a controlar sua sede por sangue.
Eles tinham que fingir que eram pessoas normais. Isso era fácil na Inglaterra, pois os dias de sol eram poucos e geralmente eram nublados.
Na manhã do primeiro dia de aula, por exemplo, estava nublado. Emilly foi para a escola de carro com seu pai. Ele era muito atencioso com ela, era como se fosse filha dele de verdade. E ela o amava demais.
Os pais que ela tinha, quando ainda era humana, acreditavam que ela estava morta. No início, Emilly ficou furiosa com a ideia de não poder ver seus pais, chegou até a ficar sem falar com seus novos pais. Mas as visitas que ela fazia a eles já eram o suficiente para matar a saudade.
Mas a vida continuou para ela. Escola, trabalho. O que ela mais odiava era ter que ir para a escola. Pelo único motivo: ela, assim como todo vampiro, tem uma habilidade. O dom que possui permite que ela entre na mente das pessoas e as controle. Sem falar no dom extra que ganhou quando seus pais apresentaram magia de mago em seu sangue, para que ela sobrevivesse.
O problema era que esse dom falhava e Emilly ficava presa na mente dos outros. Seus pais tinham que pegar a tal pessoa e puxar Emilly para dentro da mente dela. Emilly nunca entendeu como eles faziam isso.
Mas Emilly tinha que se agir naturalmente. Então, na hora em que ela viu o sol raiar, se vestiu e foi para a cozinha.
— Bom dia — disse seu pai. — Como foi a noite?
— Boa — ela respondeu. — Consegui ler três livros essa noite. — Como vampiros não dormem, eles continuavam as atividades normalmente, como se a noite não existisse.
— Uau — disse sua mãe, entrando na cozinha. — Está estilosa hoje.
Para os hábitos dessa família, que era só vestir preto, Emilly estava linda mesmo: com uma camisa preta com um cardigan preto, calça jeans também da cor escura. Colares, anéis e um batom rosa escuro, que deixava seu rosto bem medonho.
Emilly, por ainda ter alguns costumes humanos e gostar da culinária inglesa, comia algumas coisas do dia. Isso influenciou seus pais a começarem a comer algumas comidas. Frango e tortas, por exemplo.
Assim, ela terminou tudo e se despediu de Josh e Charlotte, andou normalmente até a floresta com sua bolsa nas costas. Mas, quando sentiu que não tinha ninguém por perto, correu numa velocidade absurda. Não batia em árvores; elas eram apenas borrões verdes para a garota.
Depois de uns quarenta segundos, ela chegou em sua escola.
Era o mesmo prédio de sempre: estrutura medieval e cheio de adolescentes insuportáveis passando pelo portão, rindo e gritando quando encontravam seus amigos. Todos com roupas coloridas e sorrisos no rosto.
Porém, quando Emilly chegou perto do portão, andando bem confiante e sem nenhuma insegurança, os que estavam próximos a ela se afastaram, como se tivessem nojo ou medo. O mais possível era que fosse medo. Porque ela enfeitiçou uma garota para dizer que ela era louca e batia em todos próximos a ela. Isso era uma técnica para seus pais não terem que tirar sua filha da mente de um desconhecido.
Ninguém ousou olhar para ela até todos estarem em suas salas.
Emilly estava no terceiro ano do colegial pela centésima vez. Ela era a aluna mais inteligente por isso.
Os alunos eram obrigados a se sentarem perto dela, afastavam-se de pouquinho em pouquinho, mas ela já estava acostumada.
— Bem, galera — disse a professora, chamando atenção da turma. — Sou a professora de vocês de biologia e nós estaremos juntos até o fim do ano. Já vou avisando que esse ano será meio…
Tac tac.
Alguém bateu na porta.
— Licença, professora — uma garota entrou na sala.
Uma garota humana de aparência alegre e encantadora. Ela tinha pele morena clara, olhos castanho-claros e cabelos loiros compridos, levemente ondulados, com as raízes naturalmente pretas, que davam um contraste bonito ao visual. Ela vestia roupas coloridas, estampas de arco-íris e acessórios fofos sem o uniforme.
Emilly viu seu rosto tão delicado e sentiu algo tão profundo e intenso: raiva. Cores vivas a irritavam, de uma forma.
— Seja bem-vinda — disse a professora para a garota. — Sou a Becky. Professora de biologia.
— Obrigada — sua voz era suave.
— Pode se sentar ao lado daquela garota adorável… — a última palavra falhou quando Emilly e a professora fizeram contato visual e alguns garotos riram.
Mas Emily não estava preocupada com isso e com aquele monstro sentado ao seu lado.
Então, ela sentou na cadeira ao lado de Emilly, e um cheiro de perfume doce infestou a sala e quase matou nossa vampira.
Depois de se acomodar ao lado, a garota falou para Emilly, com sua voz de algodão:
— Olá.
E esse foi só o início do pesadelo de Emilly.
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