Not A Bit Easy

9 09 – Conheço Meu Sobrinho!?


Notas iniciais
Oi pessoal, eu sei que demorei para atualizar, mas é que estou sem tempo para escrever nas ultimas e só estou postando nessa fic porque já tinha o capitulo pronto e precisava dar um explicação que pode não ser nobre dependendo do ponto de vista. Eu realmente estou ocupada com o trabalho e tenho pouco tempo para escrever. Eu iria atualizar as minhas, todas, fics nesse final de semana já que era feriado e eu acabei não trabalhando, mas... Eu havia comprado uns livros e resolvi lê-los, li os dois primeiros livros de Mago – Aprendiz e Mestre – além de, depois de ter lido esses, uma vontade imensa se apoderou de mim e eu não conseguindo me conter comecei a ler novamente O Clã dos Magos, primeiro livro da Trilogia do Mago Negro, e amanhã já vou começar a ler A Aprendiz e também vou começar a ler Tigana, mas vou fazer isso lentamente porque eu preciso pelo menos atualizar SDH nesse final de semana e depois me dedicar a TOW. Ok, acho que já “falei” demais. Espero que gostem do capitulo...

Estava na hora do almoço. TK havia sumiu logo em seguida a gente ter chegado ao refeitório no meio do mar de alunos depois que sutilmente ele trocou olhares com a garota que havia me fulminado com o olhar quando chegamos à escola e que era sua namorada – ele tendo confessado ou não, estava muito na cara. E ela desapareceu do mesmo jeito que ele.

Há duas aulas eu descobri qual era o nome dela, Heather Yates, e não foi através de TK. Não sei por que, mas esse namoro dos dois parecia mais estranho a cada minuto.

Bom, não tão estranho quando eu ver Percy aos beijos com Dona em frente ao meu armário – aproposito, o armário de Dona fica bem ao lado do meu, eu sei, tenho muita sorte – antes do primeiro horário.

Naquela hora Percy parecia ter notado de imediato minha aproximação e acabou abrindo os olhos enquanto beijava ela, assim que me viu se afastou o mais gentilmente possível de Dona com o rosto corado apontando para mim e TK, o clima havia ficado tenso entre nós três, Percy, Dona e eu, enquanto que TK fazia algum comentário que eu não escutei.

Fico repetindo em minha mente que é sem motivo algum, essa tensão, já que não havia nada além do fato de Percy ser meu ex que estava aos beijos com sua atual namorada bem na frente do meu armário.

Se não fosse pelos amigos de TK que haviam chegado alguns segundos depois esse momento tenso teria durado o suficiente para trazer desconfiança e desconforto que aposto que nem uma das partes gostaria.

Percy e Dona logo saíram indo até o armário de Percy – não faço ideia do porque tive que escutar alguma explicação deles, dele na verdade. Parecia que eles não eram amigos de TK e nem dos amigos de TK, o máximo que trocaram de palavras foi um “Bom dia” por simples cortesia antes de sairem.

Balancei a cabeça dispersando essa lembrança intrometida que vivia rondando a minha mente.

Deixando tudo pra lá segui meus novos amigos, que eram os amigos de TK a quem foram abandonados por ele também, sarcástica e divertidamente os três desejaram sorte a TK antes dele desaparecer.

Depois de pegarmos nossos almoços nós sentamos em uma mesa ao fundo, o que eu agradeci mentalmente, nunca gostei de ficar no meio do “povo”.

– Pela enésima vez... – começou Saimon Oliver enquanto cada um tomou o seu lugar olhando para mim. – Se ficar com a gente não vai fazer muitos amigos, Aprendiz.

Saimon é um garoto da minha altura, cabelos castanhos escuros bem curto – segundo Akemi ficam encaracolados quando ele deixa crescer – olhos castanhos e um óculos quadrado grande completando seu visual completamente nerd.

Não estou chamando ele de nerd só pelo visual casual confortável de roupas um pouco maiores que ele, tive duas aulas com ele – literatura e matemática – e a maneira que ele se comportou na sala declarava seu alto nível de nerd e ele não negava, se orgulhava e muito, o que é bem legal.

E no momento em que eu disse que estava terminando de ler a Trilogia do Mago Negro ele começou a me chamar de Aprendiz, que é o titulo do segundo livro da serie – A Aprendiz – que se refere à Sonea, personagem principal da serie, uma personagem forte e determinada.

Adorei o apelido, só preciso me manter atenta, esse já é o segundo apelido que ganho hoje. TK não parou de me chamar de Segunda Tenente, assim como agora só o chamo de TK.

– A gente parece um imã ao inverso quando se trata de fazer amizades com pessoas reais. – reforçou Akemi Ueto. – Tudo na realidade pode ser bem complicado. – ela levantou o garfo de plástico que estava usando e olhou para ele sem realmente vê-lo, estava ela novamente perdida em seus pensamentos.

Akemi é mestiça, japonesa e americana, um pouco mais baixa que eu, cabelos castanhos avermelhados com um corte em chanel de ponta muito bonito, olhos castanhos e uma graça de garota com seu visual despojado, a onde um boné pende preso em sua cintura, energética e que pelo pouco tempo que fiquei perto dela vi como facilmente ela se perde no mundo da lua como aconteceu agora a pouco.

– Viva a internet. – disse Dylan Fuller sarcasticamente levantando sua latinha de refrigerante e assim os outros dois, se juntaram a ele fazendo um brinde enquanto eu balançava a cabeça rindo deles.

Dylan possui cabelos pretos bem penteados, olhos heterocromáticos – ele tem um olho de cada cor sendo o direito azul claro e o esquerdo sectorial, castanho com um pouco de azul. Seu modo de se vestir me lembra o de Nico, todo de preto.

E ao contrario do que aparenta, para qualquer um que o vê de longe ele parece o típico cara calado, antissocial, que sabe muito bem dar um olhar mortífero para quem quer que o encare demais, mas quando esta com seus amigos ele conta até piada – eu ouvi por acidente ele contar uma já que ele ainda me lançava olhares desconfiados quando se lembrava que eu era nova no grupo.

– Então eu realmente faço parte do grupo de vocês. – peguei o meu refrigerante e bati contra os deles. – Sou uma negação para fazer amigos em escola. Me acham estranha demais, nerd demais e as vezes paranoica.

Sim, algumas “colegas de escola” já me chamaram de paranoica. Eu não podia fazer nada, eles não podiam ver através da nevoa como eu, não sabiam o que realmente estava acontecendo.

Ser meio-sangue nunca foi fácil e não estou falando da parte de ser perseguida por monstros. Como Akemi disse, a “realidade” pode ser bem mais complicada.

– Serio? – perguntou Saimon descrente.

Somente tive tempo de assentir antes de alguém se fazer presente para todos os alunos do refeitório de um jeito bem maluco e inusitado.

– Atenção a todos, por favor. – a voz alta e robotizada chamou a atenção de todos.

Olhei para os lados tentando ver a onde estavam as caixas de som, por curiosidade, mas em vez disso, vi outra coisa. Em cima de uma mesa um garoto moreno estava com um megafone contra os lábios e se virava para todos os lados parecendo procurar algo.

– Desce dai seu mané. – alguém gritou e o garoto simplesmente mostrou o dedo do meio na direção de onde tinha vindo o grito fazendo muitos alunos rirem.

– Desço daqui assim que eu localizar Annabeth Chase. – pronunciou o garoto contra o megafone e instantaneamente senti minhas bochechas esquentarem ao ver alguns pares de olhos se virarem em minha direção.

Olhei atentamente para o garoto com o megafone. De longe eu só podia ver seu cabelo castanho, seu rosto não me parecia ser nem um pouco familiar.

– Conhece ele? – perguntou Akemi em um sussurro chegando um pouco mais perto de mim, ela estava sentada ao meu lado, sem tirar os olhos do garoto em cima da mesa.

– Não faço a mínima ideia de quem seja. – dei de ombros me colocando de pé.

Não sei quem é esse garoto, ou como ele sabe meu nome, mas eu definitivamente preciso mudar isso. Explicações ele vai ter que me dar porque no meu mundo quando alguém desconhecido sabe o seu nome, ainda mais o completo, não é algo bom.

Coloco uma mão no bolso sentindo entre meus dedos o mp4 – minha faca de bronze celestial fica na minha mochila, que esta bem atrás de mim pendurada na cadeira, mas como não sabia em que situação em que me encontrava recorri a que menos me prejudicaria se a situação não fosse “ele é um monstro e me quer para o lanche”– enquanto levanto a outra mão.

– Eu sou Annabeth. – falei atraindo a atenção dele que olhava para o outro lado. E a atenção do resto dos alunos no refeitório. Senti meu rosto inteiro esquentar. Odeio ser o centro da atenção desse jeito.

Assim que os olhos do moreno se pousaram em mim um sorriso gigante, alegre, tomou conta de seu rosto o que me deixou bem confusa.

– Finalmente! – gritou ele, sem usar o megafone. Descendo da mesa com um salto, ele correu em minha direção desviando de algumas mesas, cadeiras, mochilas e alunos.

Sem mais nem menos sou pega em um abraço ala Tyson quando o garoto da a volta na mesa rapidamente envolvendo seus braços a minha volta. Ouvi gritos de protestos vindos de meus novos amigos e antes que eu pudesse empurrar o garoto de cima de mim alguém fez isso em meu lugar.

– Se toca, garoto. – Dylan se postou na minha frente ainda empurrando o garoto para longe de mim. Garoto esse que ainda continuava sorrindo bobamente alegre.

– Quem pensa que é para fazer isso? – perguntou Akemi brava.

– Desculpa, desculpa, desculpa. – pediu o garoto levantando as duas mãos em sinal de rendição. – Só não resisti em finalmente conhecer a minha tia.

– Tia? – pronunciaram Saimon e Akemi juntos, completamente desacreditados em sua palavra assim como eu que não escondi a minha surpresa ao ouvir ele falar isso. Algumas pessoas riram ao nossa volta.

– Acho que se enganou. – sorri nervosamente olhando para os lados. A atenção de todos no refeitório ainda estava voltada para a gente e eu não gostava disso, da próxima vez trago alguma coisa de casa e como em algum lugar bem longe de outras pessoas.

– Não mesmo. – o garoto balançou a cabeça em negativa agora com um sorriso convencido de lado. – Não me enganei coisa alguma, tia.

– Uo uo uo, pode parar por ai. Não me lembro de ter nem um sobrinho. – me coloquei ao lado de Dylan. – Não sei nem quem é você.

– E isso me deixa triste. – o sorriso do garoto desapareceu de seus lábios. – É triste saber que meu tio não quis nós apresentar ainda e provavelmente ele vai querer me matar quando souber que eu fiz isso, mas... – ele deu de ombros, o sorriso voltou aos seus lábios ao olhar atentamente para mim. – Agora eu finalmente conheci a responsável pelo comportamento bobo do meu tio nas ultimas semanas.

– Pode explicar? – pedi não entendendo o que ele queria dizer. Eu não me lembro de ter...

Minha boca se abriu levemente quando um pensamento imundo minha mente. Batia uma mão na testa balançando a cabeça em negativa não acreditando no que estava acontecendo, isso era absurdo demais.

– Não me diga que você é Daniel Stan? – questionei olhando em seus olhos cor de chocolate.

– Ah, fico feliz que pelo menos já tenham falado de mim, titia. – ele estendeu sua mão para mim, o sorriso em seu rosto ficando convencido.

Daniel é filho do irmão de Robert, ele tem mais dois irmãos mais novos e se me recordo bem, Robert tinha me dito que Daniel estudava em outra escola, o que faz uma pergunta rondar em minha mente.

– Não se gabe, foi só uma vez e para de me chamar de tia. – alertei enquanto apertava a mão que ele me oferecia. – Sou só um ano mais velha que você e o...

– E já no primeiro dia vai fazer uma visitinha a diretora. – uma voz masculina tranquila soou atrás de Daniel me interrompendo.

Alguns alunos soltaram risinhos e sons de cadeiras se arrastando se fez presente também, mas eu mantive meus olhos direcionados além de Daniel quando ele se virou rapidamente para encarar o dono da voz.

Um homem de cabelo loiro um pouco comprido – cobrindo as suas orelhas – barba curta, olhos azuis e com um sorriso debochado nos lábios estava parado calmamente, com as mãos enfiadas nos bolsos da frente da calça jeans, olhando para Daniel.

Eu o conhecia de vista, como TK fez questão de eu saber quem era ele. Era o professor de artes, Jeremy Peck e segundo TK era um cara legal, quando ele estava de bom humor o que não parecia ser o caso no presente momento.

– Você vem comigo. – disse o professor tirando as mãos do bolso. Com uma ele pegou o megafone da mão de Daniel e com a outra segurou a gola da camisa do sobrinho de Robert e o puxou para mais perto dele, ficando com o rosto a centímetros do dele. – E em silencio.

– Se deu mal. – alguém gritou em deboche e o refeitório caiu em gargalhadas com algumas pessoas soltando comentários maldosos.

Rolei os olhos ao ver como todos ainda estavam prestando atenção na gente em vez de fazer algo que lhes eram da conta deles. Balancei a cabeça em negativa amaldiçoando o fato de eu ter TDAH e Dislexia.

Se não fosse por eles eu poderia ter conseguido me formar mais cedo, tipo aqueles garotos gênios que se formam com 14 anos e já vão para a faculdade a onde levam as coisas bem mais a serio, graças ao cérebro de um filho de Atena que tem a memoria de um elefante.

– Assim como vocês, pessoinhas de vidas insignificantes. – retorqui-o o professor de artes gritando usando o megafone. Tampei meus ouvidos rapidamente e encolhi os ombros já que ele estava perto de mim.

– Ei, não pode falar assim com a gente. – uma voz histérica e aguda de uma garota deu voz ao que a maioria queria dizer já que muitos balançaram a cabeça em concordância com o que ela disse e exclamaram um forte “sim” pelo refeitório.

– Se vocês estão agindo como urubus ao redor de carne apodrecia a respeito da vida dos outros então sim, eu posso falar que suas vidas são insignificantes. – vi o sorriso do professor quando ele tirou o megafone de frente do rosto.

Segurei a vontade de rir ao ver a cara de alguns alunos ao ouvir o comentário do professor e eu não era a única, meus novos amigos estavam no mesmo patamar que eu.

– Se me dão licença, tenho que levar esse aqui para conhecer a diretora. – disse o professor de artes olhando para a gente. Sem dar tempo de Daniel fazer algo, o professor o arrastou junto com ele para fora do refeitório.

– Então conhece ele? – perguntou Saimon curioso voltando a se sentar em seu lugar assim como Akemi, Dylan e eu. Graças ao comentário do professor de artes todos perderam o interesse em nós agora, nem todos.

– Não pessoalmente. – meus olhos encontraram um par de olhos verdes que me encaravam confusos e atentamente. – Ele é sobrinho do meu namorado. – dei de ombros balançando a cabeça em negativa.

Percy entendeu o recado e assentiu pra mim voltando sua atenção para sua namorada ao seu lado. E ele ainda ganhou um empurram de brincadeira do cara que estava sentado ao seu lado que eu não fazia a mínima ideia de quem era, na verdade, além de Percy e Dona eu não conhecia os outros quatro ocupantes da mesa em que o filho de Poseidon estava, não tive nem uma aula com eles ainda.

Balancei a cabeça dispersando qualquer chance de começar a pensar em algo que eu não queria voltando minha atenção para os três que estavam sentados na mesma mesa que eu, era mais saudável.

– Se diz antissocial, mas já tem um namorado, isso não é... – Akemi se interrompeu como se um súbito pensamento lhe tivesse ocorrido e ela olhou para mim com os olhos estreitos. – Quantos anos tem seu namorado?

– Vinte e sete. – sorri ao ver os olhos dela se arregalarem assim como vi Saimon se inclinar sobre a mesa tentando ficar mais perto da gente para ouvir a conversa. Dylan só arqueou uma sobrancelha para mim.

– Hurum... Ok. – Akemi se recompôs e olhou bem direto nós meus olhos. – Temos poucos minutos antes de sinal bater. Hora de... Quer dizer, minutos de explicação relâmpagos de como ser antissocial e ainda ter um namorado. – os olhos dela estavam brilhando em expectativas. – Preciso disso.

Sorri assentindo mesmo não fazendo a mínima ideia de como “explicar” algo assim.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capitulo ^-^ Me desculpem por demorar tanto e dessa vez eu garanto que nesse final de semana eu atualizo SDH. Reviews são sempre bem vindos, preciso saber a opinião de vocês sobre a fic... Muito obrigada a todos que leram o capitulo. Bjs ^.^