Nosso Nome Na Lista.

50 Capítulo 50 - Dois meses? Só?


Notas iniciais
Oi gente!! Sinto muito ter passado uma quarta-feira sem postar (vocês sabem o como eu estava sendo pontual, não sabem? ^^) e sinto muito pelos comentários que ainda não foram respondidos, prometo que ainda vou responder... mas é que aqui em casa as coisas ficaram um pouco bagunçadas .-. Desculpem!! Obrigada por comentarem: > Boneca de Porcelana > LaçoDeFita > vamp > thatgirl > Caroles > Ingrid Herondale > Slipcom > Escritora de Araque > katp > Lizzie > allinegmar > Luuh Rocha > Karamell > C Black > Delicate > Matry-chan > LilyEvansPotter > Júlia Carsy > Palominha > Lie Herondale > Lizz > Lanny Puckett > Mariola > brandi > Karry > Zabelita > TatiaaneBerry > Sheila Rayane > Cleozinha > Eu Fui para Hogwarts > Iderlane Querioz > Kit Cath > LSM > Born to Die > Princess Hot > Sofia Anjos > Matilda > Miss Herondale > Carol Silva > Fer Black > Elidabfr OBRIGADA ^ ^ Bisou!

Capítulo 50 – Dois Meses? Só.

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As pessoas estavam me evitando na escola.

Juro que se eu não tivesse as minhas amigas e o meu namorado para fingir não notar que as pessoas simplesmente se afastavam ou desviavam os olhares quando eu aparecia, eu teria me abalado com este novo tratamento. Ser odiada era uma coisa, agora ser a mais odiosa era quase um prêmio que ninguém queria. Que bom que foi comigo: com a garota que se dizia nem aí para aquele maldito pedaço de papel.

E realmente, não estou dando à mínima. Não perdi meu namorado e muito menos as minhas amigas por conta daquele pedaço de papel estúpido.

– É a primeira vez que eu vejo algo assim – Lucien, que estava sentado conosco num raro momento de “vou deixar meus amigos para me sentar com minha namorada”, comentou. – E olhe que eu já fui muito odiado por aquela lista.

Na escola, o relacionamento dele com Ellen era como Hades e Perséfone. Às vezes, ela era “raptada” para se sentar com eles e seus amigos, que na verdade, nem eram tão maus quanto aparentavam. Eram muito “da paz”.

Sabendo que ele falava sério... Eu apenas dei de ombros.

– Você não sabe mesmo o que fez para receber esse tratamento? – perguntou.

– Não faço ideia – insisti. – Eu só cuidei da minha vida.

– Será algum motivo pessoal? – Ellen perguntou, olhando para todos nós. – Vocês sabem... Letty namora o Quentin. Tem várias garotas que não estão nada felizes com isso.

– Mas fazer uma lista que a coloque como a pessoa mais “odiada”, por causa de um garoto, já é demais. É coisa de gente maluca – Paloma comentou, parecendo inquieta. – Além disso... O relacionamento de Letty e Quentin não é tão novo assim por aqui. Eles estavam muito íntimos desde que se conheceram.

– Tão íntimos que parecia não rolar nada – Olivia comentou maliciosa.

Eu corei.

– De qualquer forma... Eu nunca liguei para essa merda mesmo – eu respondi, aninhando-me em Quentin. Ele passou um braço por meus ombros. – Estou satisfeita desde que vocês me venerem saibam que eu sou a pessoa mais legal desse colégio.

Olivia riu e me deu um empurrão no ombro.

– Palhaça!

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Como agora eu estava de carro, Quentin foi embora assim que as aulas acabaram (porque tinha parkour e ensaio) e eu fui para a minha conversa semanal com a psicóloga. Interessante o como, depois de um tempo, eu não tinha mais problemas de conversar tudo quanto era coisa com ela. Não que minha situação estivesse muito ruim. Agora, a única coisa que me preocupava no momento, era o como minha mãe estava agindo comigo.

Eu contei à Rebecca que minha mãe ficou estranha o fim de semana inteiro e o como eu achava isso suspeito. Parecia estar tramando alguma coisa.

– Você não acha que ela pode ter se arrependido de tudo o que fez com você? – a psicóloga perguntou, em tom suave. – Que talvez ela esteja tentando mudar?

Eu olhei para Rebecca com incredulidade.

– Minha mãe não é do tipo que muda por nada... – eu respondi. – Ela não mudaria por minha causa. Ela está assim desde que meu pai chegou de viagem e me pergunto sobre o que eles conversaram que a fez mudar da água para o vinho...

Quanto mais eu penso sobre isso, mas preocupada eu fico.

Perguntei-me se em algum momento, eles iriam me contar.

– Bem, hoje eu ouvi dizer que você foi parar numa lista... – Rebecca comentou como quem não quer nada. – Uma lista de pessoas “Mais Odiosas do St. Justine”... Você quer falar sobre isso?

Engoli em seco.

– Ah... Como você sabe sobre isso? – perguntei surpresa.

– A direção sempre soube... Mas acha que é só uma brincadeira boba de jovens entediados. Tudo o que faz é arrancar os papéis – ela respondeu com um meio sorriso.

Você não acha que é uma brincadeira boba? – inquiri.

– Antes eu achava... Mas não acho mais. Não quando você tem uma única lista de “Pessoa Mais Odiosa do St. Justine”, com apenas um nome nela... – Rebecca respondeu se inclinando para mim. – Como você se sente sobre isso?

Eu fiquei tensa. Limpei a garganta, pensando sobre isso.

– Eu fiquei furiosa, no começo... Eu nunca fiz nada que justificasse esse título – eu respondi. Então dei de ombros e disse: — Mas eu ainda tenho os meus amigos do meu lado... E ainda tenho o meu namorado. Desde que eles continuem comigo... Eu não me importo com um pedaço de papel estúpido.

Rebecca não respondeu nada. Apenas sorriu e assentiu com a cabeça. Anotando algo em seu bloquinho. Eu rezei para que fossem desenhos de coelhinhos.

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Meu aniversário de dois meses de namoro com Quentin caiu na quarta-feira.

No primeiro mês, não fizemos nada. Quentin nem havia percebido, na verdade, e se sentiu mal por isso, mas então eu lhe confessei que achava meio sem-noção essas pessoas que comemoram meses de namoro como se fossem anos. Disse-lhe para escrever algo fofo (não piegas e longo) no meu mural do facebook e estávamos quites.

Mas, então, no segundo mês o cretino me aparece no horário de almoço com uma rosa e um cupcake decorado com coraçõezinhos cor-de-rosa... E eu me senti horrível porque não pensei em fazer uma surpresa para ele além de postar algo tão fofo quanto o que ele postou no nosso primeiro mês de namoro.

– Own! – vi Olivia e Paloma suspirarem quando o encontramos do lado de fora da nossa sala de aula, me esperando.

Dizer que fiquei constrangida, feliz e culpada, era pouco.

– Bora almoçar lá fora? – ele perguntou sorridente, estendendo-me a flor.

– Claro – eu respondi, pegando-a. – Se você não se incomodar com o frio que ta fazendo...

Quentin fez uma careta e deu de ombros.

– Então, você estaria a fim de matar os outros horários comigo? – ele perguntou, arqueando uma sobrancelha. – Vamos dar uma volta e bancar as crianças rebeldes.

Eu pensei nessa proposta. Perguntando-me se ele falava sério, mas antes que eu respondesse alguma coisa, ele segurou a minha mão, se despediu de Olivia e Paloma e saiu me arrastando pelo corredor. Estávamos indo em direção ao estacionamento.

– Quentin, todo o nosso material está aqui – eu disse constrangida com os olhares de todo mundo sobre nós dois.

– E? Depois a gente volta e pega – ele respondeu muito animado com a ideia de matar aula. – Além do mais... Antes do último horário eu te devolvo. Só quero ficar um pouco com você hoje, posso?

Eu sorri e dei de ombros. Encerrando os meus protestos. Sinceramente, eu também queria muito passar um tempo longe da escola, sozinha com Quentin. Sendo assim, deixei-o me levar até o seu carro.

No caminho, fomos dividindo o cupcake e falando besteira.

Não perguntei para onde ele estava me levando, apesar de eu achar que não era surpresa, e ele ficou brincando de me seduzir com o cupcake... Não que ele soubesse dessa brincadeira. É só que Quentin não comia um bolinho como uma pessoa normal. Ele tinha que ter toda uma tradição de lamber a cobertura, roubar uns confeites, e então morder o bolo propriamente dito.

Ele não percebia o quanto todo esse seu ritual era sedutor.

De repente, uma excitação subiu pelo meu corpo.

Quando menos esperei, ele estacionou o carro num campo vazio.

Na verdade, era tipo um mirante, que dava para ver a parte topograficamente mais baixa da cidade. Dava para ver o teatro, os parques e a escola dali... Deu até uma aflição boa. Como a percepção de que, dali onde estávamos, nossas vidas e rotinas pareciam muito pequenas e insignificantes... Perdidas no meio de tantas outras.

Quentin saiu do carro e se encostou no capô de Christine. Sorrindo, eu sai também e me sentei ao seu lado. O vento estava um pouco gelado e, ao mesmo tempo, agradavelmente fresco. Ele passou um braço por meus ombros, juntando meu corpo junto ao dele. Quentin estava tão quentin... Gente, sou podre.

Ri sozinha.

– Está com fome? – Quentin perguntou. – Trouxe todo um almoço para nós.

Ele exibiu uma sacola do McDonald’s. Perguntei-me se ele chamava isso de almoço... Se chamava, Quentin era um filho da puta que não engordava. Maldito pacto com Satanás. A missão dele na terra devia ser desviar garotas virgens do bom caminho.

– Não creio que essa vai ser a refeição mais nutritiva do meu dia – eu comentei.

– Isso é o que você pensa – Quentin respondeu, sorrindo e tirando uma vasilha de salada lá de dentro. Que trollagem. – Uma coisa que você precisa aprender sobre mim: eu adoro verduras e frutas. Sério. Amo salada. Hora de você aprender a amar também.

Eu revirei os olhos e abri a vasilha. Até que a coisa não estava ruim. As verduras e legumes pareciam frescos e havia um peito de frango com pequenos pedaços de torrada acompanhando. Para a sorte de Quentin, eu estava passando a maior parte do tempo não pensando no que eu estava comendo, para tentar não surtar, então, qualquer coisa naquele almoço seria bem-vinda.

Menos comida exótica chinesa.

– Eu gosto de comida chinesa... – eu avisei, pegando um garfo e uma faca que ele me ofereceu. Quentin fez uma careta. – Só para você saber, no seu aniversário vou trazer carne de cachorro e te forçar a comê-la. Se eu gosto, você vai ter que gostar também.

– Você só tá dizendo isso para se vingar, né? – ele perguntou.

Eu apenas dei de ombros, rindo.

– Você vai descobrir no dia do seu aniversário – eu provoquei.

Quentin apenas riu, sabendo que eu jamais o forçaria a comer coisas nojentas, e comemos em meio a conversas e brincadeiras. Ele discursou sobre a delícia do tomate-cereja (que ele adora porque parece espocar na boca). Quentin empolgado, seja por açúcar ou por simplesmente comer o que gosta, era muito engraçado.

Coisas que deixam Quentin agitado: 1) Comer coisas que gosta; 2) Comer açúcar.

– Quem foi que fez essa salada? Sua mãe? – perguntei.

– Ei, fui eu mesmo, tá? – ele respondeu divertido. – Seu namorado é um moço prendado. Aprendi a cozinhar sozinho, obrigado.

– Se você chama “fazer salada” de cozinhar... – eu provoquei.

Ele riu, cutucando-me com o cotovelo. Abracei-o, depois de guardar a vasilha com a salada devorada de volta ao pacote do McDonald’s, e disse:

– Já vi que não vou morrer de fome quando nos casarmos.

Ele riu e me beijou nos lábios. Um beijo lento e suave que tinha frescor de vegetais e uma leve doçura do seu tomate-cereja. Passei uma mão por seus ombros e o puxei para mais perto de mim com a outra. Suas mãos desceram pelas minhas costas e apertaram a minha bunda com uma delicadeza e sensualidade que só Quentin era capaz. Um arrepio agradável percorreu a minha espinha.

Desde aquele sábado, nunca mais tivemos oportunidades de ficarmos juntos, sozinhos. Obviamente, não íamos ficar de sacanagem na escola e Quentin andava ocupado com sua peça de teatro, enquanto eu estava passando tempo com meu pai... E minha mãe (ele estava arrastando-a para todos os nossos encontros ultimamente).

Acho que agora ele estava se sentindo um namorado ausente.

– Queria ter mais tempo para ficar com você – ele murmurou, com a testa junto à minha. – Estou com saudades.

Eu ri.

– Mas eu estou bem aqui – eu disse.

Quentin me olhou como aquele olhar que deixou bem claro o que ele quis dizer. Se seus olhos fossem tradutores para uma língua safada, eles teriam dito: “Queria ter mais tempo para transar com você porque estou com saudades daquela tarde no meu quarto”.

Arrepiei-me toda, em expectativa.

– E ainda estamos bem aqui... – eu insisti, querendo muito que ele conseguisse ler os meus olhos. – Sozinhos, num mirante, no meio do horário comercial e com um carro...

Ele franziu o cenho, como se houvesse entendido, mas não tivesse certeza de que era o que eu queria dizer. Respirei fundo, sentindo meu rosto ficar vermelho. Sinceramente, tomar a iniciativa das coisas românticas não fazia muito o meu estilo, mas ser tapado também não era o estilo de Quentin. Talvez eu devesse ser direta.

Passando meus braços por sua cintura e enfiando minhas mãos nos bolsos de sua calça jens, perguntei em seu ouvido:

– Sua mãe tem alguma regra contra fazer coisas no carro?

Quentin deu um sorriso malicioso, quando apertei sua bunda perfeita. Algo perigoso reluziu em seus olhos claros.

– Não, – ele respondeu. – Mas achei que você não quisesse fazer coisas num carro.

– Eu disse que não queria que a minha primeira vez fosse num carro – eu lembrei, corando e abaixando o olhar. – Acho que o resto... É experiência!

Ele não conseguiu evitar a risada que irrompeu sua garganta. Fitando-me satisfeito, um sorriso delicioso estava em seus lábios bem desenhados. Quase me senti derreter ao ver aquele sorriso. Se bem que, tudo nele me fazia derreter: seus olhos, seus lábios, seu rosto, seu corpo... E ainda tinha aquela personalidade doce e picante.

Não consegui resistir, puxei-o pelo casaco e o beijei ardentemente. Passando meus braços por sua cintura e levantando um pouco a sua blusa. Acariciei suas costas, depois seu abdômen, onde arranhei suavemente a linha simétrica entre seus músculos.

Um som prazeroso ecoou por seu corpo.

– Bora para esse carro agora – eu pedi, separando nossos lábios.

Quentin sorriu, divertido, concordando com a cabeça e abrindo a porta do banco de trás para eu entrar primeiro. Ele entrou logo depois, vindo me beijar nem bem tendo fechado a porta. Ajudei-o a tirar o seu casaco pesado e ele se debruçou sobre mim, quase me deitando em todo o seu banco, ajudando-me a tirar o meu também.

– Então... – eu disse, passando minha mão sobre a sua camiseta. – Você vai me mostrar o que há de tão excitante em fazer sexo no carro?

Ele sorriu.

– Posso te mostrar isso e tudo mais o que você quiser – Quentin respondeu no meu ouvido, num tom baixo que fez um arrepio excitante percorrer minha espinha.

Seus lábios mordiscaram o lóbulo de minha orelha e desceram para o meu pescoço, dando suaves mordidas que me fizeram suspirar e agarrar seu pescoço com mais força. Suas mãos começaram a desabotoar a frente do meu vestido, dando espaço para os seus lábios continuarem um caminho sensual e excitante pelo meu colo. Com ele desabotoado, sua mão acariciou minha barriga exposta e desceu por meu corpo, roçando seus dedos com um pouco mais de intensidade ao passar sobre minha calcinha já úmida, e descendo até a parte interna da minha coxa. Quando a subiu, arranhou de leve.

Soltei um gemido de agrado.

– Eu mal posso esperar para você me mostrar tudo isso – murmurei, entre suspiros, passando minhas mãos por seus cabelos e descendo por seu pescoço até as costas.

Puxei a barra de sua camiseta para cima e ele me ajudou a tirá-la. Exibindo aquele corpo de físico bonito e aquelas tatuagens que me deixavam louca. Tomei uma decisão naquele momento em que eu vi aquelas tatuagens. Foi com dificuldade, pois eu sentia sua outra mão subindo gradativamente por minha perna e eu – por nada nesse mundo – queria parar aquilo, que eu disse:

– Eu quero muito fazer uma coisa com você.

Quentin ergueu seus olhos, tão claros e sensuais, para mim.

– O quê? – ele perguntou curioso e divertido, desgrudando seus lábios de minha pele. Sexy. Talvez ele tenha achado a frase muito familiar.

Espalmei minha mão em seu peito e o afastei até que ele se sentasse no banco.

Com um sorriso que ele só poderia ter aprendido com Gilliam, ele me observou com curiosidade. Quando me sentei também, eu me inclinei sobre ele.

Comecei pelo pescoço de Quentin, tentando lhe fazer o mesmo que ele faz comigo. Beijei-o, rocei meus dentes por sua pele e ele se enrijeceu, soltando um suspiro muito longo. Espalmei minhas mãos em seu corpo, uma em sua coxa para me apoiar, e a outra em seu abdômen, para sentir aqueles músculos definidos se contraírem enquanto movi meus lábios sobre sua pele.

Desci pelo seu tronco até chegar perto daquela tatuagem em sua costela. Lambi as letras em russo e ele estremeceu novamente. Tirando o braço do caminho, ele acariciou meus cabelos, puxando-os com um pouco de força. Nunca pensei que ter os cabelos puxados poderia ser tão excitante.

– O que está escrito? – eu perguntei, erguendo o olhar para ele.

Quentin deu de ombros, com aquele seu sorriso meio safado.

Meio? Quis dizer completamente safado.

– “Adoro quando minha namorada tem seus surtos pervertidos” – provocou-me.

Sorri, achando graça de sua brincadeirinha, mas eu sabia que estava mais para um sorriso de satisfação. Era estranhamente gratificante ouvir Quentin falar dos meus “surtos pervertidos” como se fosse algo bom. Voltei a lamber sua tatuagem, fazendo-o estremecer novamente, e fui um pouco mais além: levei minhas mãos até a braguilha de sua calça jeans Desabotoei-a e tentei descê-la por seus quadris.

Nesse momento, ele se apoiou em seus braços (fazendo-os se tencionarem de uma maneira sedutora) e me ajudou a descê-la por seu corpo.

– Vou ter que te torturar para me dizer a verdade? – perguntei em tom malicioso.

Quentin sorriu, dando de ombros.

Puxei sua cueca para baixo (dessa vez era azul marinho, uma cor que ficava perfeita nele), mordiscando sua tatuagem de cruz nos quadris. Ele soltou um gemido rouco que me fez arrepiar. Novamente, ele puxou meus cabelos para o lado, para ter uma visão melhor daquela cena. Ergui o olhar, enquanto lambia sua tatuagem.

Havia algo extremamente sedutor em ser sem vergonha.

Vai-se entender.

Ele desceu sua mão dos meus cabelos, passando por minhas costas, e chegando à minha bunda. A qual ele apertou de uma maneira excitante, que me fez soltar um gemido de agrado. Eu poderia morrer naquelas brincadeiras e eu morreria feliz.

“A arte é um dos meios que une os homens” Tolstoi – Quentin murmurou.

Ergui o olhar, confusa.

“Se queres vencer o mundo inteiro, vence-te a ti mesmo” Dostoievski – ele disse, respirando pesadamente. – É o que está escrito na tatuagem... São duas frases.

– Essa foi rápida – eu reclamei, sentando-me ereta no banco (antes eu estava quase de quatro em cima dele), metendo minha mão pelo elástico de sua cueca e pegando-o um pouco de surpresa. – Nem vou poder continuar com a brincadeira?

Ele gemeu.

– Eu sou um cara de muitos segredos – Quentin se apressou a dizer, parecendo excitadamente ansioso. – Por favor, continue a tortura até eu ter lhe contado tudo o que eu já aprontei nessa vida e nas vidas passadas.

Eu sorri, deslizando minha mão por toda a sua extensão, fazendo-o relaxar no banco e soltar um suspiro. Massageei-o devagar e depois um pouco mais rápido, fazendo-o soltar um gemido de plena aprovação. Sua mão, em minhas costas, sumiu de lá. Reaparecendo sobre a minha calcinha e passando pelo elástico.

Soltei um gemido quando ele me tocou e o apertei com um pouco mais de força. Ele soltou um gemido rouco novamente, e então, veio para cima de mim. Fazendo-me recuar e quase me deitar em seu banco. Quentin nem soltou um aviso, ele simplesmente ergueu o meu sutiã e caiu de boca em meus seios, começando uma sucção maravilhosa e excitada por minha pele. Seus dedos pararam de me estimular só para tirar a minha calcinha, depois, voltaram a mexer com o meu clitóris insistentemente, roçando nele antes de me penetrarem.

Soltei um gemido, subido minha mão por seu pênis de maneira mais efusiva.

Quentin mudou de seio e sua outra mão me apertou com um pouco mais de força do que o normal. Não que doesse... Talvez eu gostasse de um pouco mais de violência. Seus dedos me penetravam de uma maneira sensual, rodando dentro de mim e roçando de propósito naquele botão que espalhava eletricidade por todo o meu corpo. Meu ventre estava tão tenso que doía em expectativa.

– Quentin... – O seu nome foi dito quase como um gemido. Excitada demais para sentir constrangimento, perguntei: – Você tem camisinha por aqui?

Ele olhou para mim como se minha pergunta houvesse sido muito ingênua.

Afastando-se de minhas mãos e de mim, ele se esticou até o porta-luvas e pegou uma camisinha de lá. Perguntei-me, um pouco incomodada, se era por isso que ele ficou tão nervoso quando fiz menção de mexer em seu porta-luvas naquela noite em que ele nos deu carona para a festa.

Voltando-se a se sentar perto de mim, ele colocou a camisinha e, mordendo o lábio inferior, perguntou:

– Você quer tentar?

Eu corei um pouco. Sim, eu entendi o sentido da frase. Se eu não iria querer tentar montar nele... Bem, eu já havia feito tanta coisa que garotas safadas fazem, porque não tentar aquilo também?

Dei um sorriso, que esperei que fosse tudo menos nervoso, antes de passar meus braços por seus ombros e meus joelhos ao lado de seus quadris. Ele sorriu, passando um braço por minha cintura e guiando, com a outra mão, seu pênis para dentro de mim. Desci de vagar sobre ele, estremecendo diante o prazer que senti ao ser invadida.

Soltei um gemido, mordendo o lábio inferior.

Quentin me apertou com mais força pela cintura, e segurou um de meus seios com a outra mão. Desci devagar pelo seu pênis, fazendo-o estremecer sob mim, e depois subi e desci novamente, um pouco mais rápido. Ele soltou um gemido rouco, jogando a cabeça para trás. Aquela cena era impressionante.

Entrando num ritmo agradável, inclinei-me em direção ao seu pescoço esticado e lhe dei um beijo molhado que o arrepiou todo. Espalmei minhas mãos em seu peito. Sentindo sua pele arrepiada e ele gemeu novamente. Subindo suas mãos em minha cintura para os meus seios e os apertando novamente um pouco mais forte. Sorri, beijando-lhe os lábios entreabertos e vermelhos.

Retribuindo quase que de imediato, Quentin me beijou. Imitando com a língua o ritmo que entrava e saia de mim. Para provocá-lo então, movi-me mais rapidamente sobre ele. Num movimento, mais agitado e ansioso, que fez meu ventre tão tenso doer de prazer. Soltei um gemido contra nossos lábios, enquanto sentia suas mãos me apertando com mais força.

– Quentin... – gemi, entre arfadas, quando afastamos os nossos lábios. Eu procurei os seus olhos e disse: – Eu te amo.

Ele sorriu, ainda movendo-se para dentro de mim com rapidez.

– Eu te amo também – meu namorado respondeu. – Talvez até mais que você.

Não quis começar com o lance de “eu te amo mais”, “não, eu que te amo mais” ridículo e meloso. Então, apenas continuei me movendo sobre ele. Olhando-o naqueles olhos tão excitados que estavam quase tomados pela pupila dilatada. Nossos corpos se encontravam tão rápido e forte que nossos quadris se chocavam um com o outro fazendo estalos. Ele gemia de maneira tão selvagem e rouca que era quase impossível não se excitar com isso.

Meu corpo logo ficou rígido e eu gozei, soltando um gemido longo e sofrido.

Senti Quentin beijar o meu pescoço logo depois de eu sentir o torpor do orgasmo. Ele gemeu no meu ouvido logo depois. Tendo o seu orgasmo e se jogando no banco. Arfando e completamente extasiado.

Sorri, passando minhas mãos por seus cabelos negros.

Ele sorriu para mim.

– Te amo – ele murmurou, trazendo-me mais para perto. Arfando bem em cima do meu pescoço. Com o nariz traçando uma linha sedutora. – Eu te amo, Letty.

Encolhi-me contra ele. Sorrindo satisfeita. Como uma garotinha apaixonada.

Notas finais
PREVIEW: "– É... Sabe, quando um casal se sapara e depois, quando se reencontram, ainda acham que gostam um do outro e decidem tentar de novo – eu expliquei. Quentin deu de ombros. – Não sei se é isso... Mas seu pai tem um grande carinho por sua mãe – ele disse com certeza. – Apesar de alfinetá-la quando ela fala de você, deu para perceber que ele tem um grande carinho por tudo o que ele sentiu por ela."