Nosso Destino Começa

10 Eu a encontrei...


Notas iniciais
Oi meninas!!! Olha gente, eu sei que eu não tenho postado, mas eu fico estudando de sábado o dia inteiro, literalmente. Eu sinto muito que não tenho conseguido postar, mas espero que me perdoem... Espero que gostem!!

POV DANIELE

Eu estava em casa com o Dani e a Jennifer, minha mãe tinha ido para a competição de karatê do Pedro e voltaria as seis, já eram oito horas e nada dela chegar, já tinha escurecido.

—A mamãe está demorando. –Falei um pouco preocupada.

—Eu sei. –O Dani disse.

—Já liguei, ela não atende. –A Jennifer desligou o celular. –Devíamos ligar para a vovó.

—Boa ideia. –Concordei.

Peguei meu celular e liguei para a minha vó.

Chamou, chamou e chamou, até que ela atendeu.

—Vó? Oi, vó minha mãe não voltou pra casa ainda, ela não atende o telefone nem nada, a tia Cami disse que ela estava voltando pra casa, mas ela não chegou, era para ela ter chego a duas horas atrás. Tá, tudo bem, tchau.

Desliguei meu celular e coloquei-o em cima do piano.

—E então? –A Jennifer perguntou.

—Eles veem aqui. –Falei. –Infelizmente.

—Por quê? –O Daniel perguntou.

—Porque vem ela e o Germán. –Contei.

—Entendi. –O Daniel assentiu e se sentou no sofá.

—Por que não o chama de avô? Por que não quer que ele venha? — A Jennifer perguntou.

Nunca contei a ela sobre nada em questão a mim e o Germán.

—A Dani não gosta do vovô. –O Daniel falou.

—Por quê? –A Jennifer continuou a perguntar.

—Ele fez uma coisa que eu vi e não gostei, ele fez uma coisa que para mim é imperdoável. –Falei.

—O quê? –Ela insistia em saber.

Fui até o sofá e sentei lá chamando a Jennifer para sentar ao meu lado.

—Quando eu tinha 4 anos, quando eu, o Daniel e a mamãe nos mudamos para Buenos Aires, um dia eu e a mamãe fomos jantar em uma pizzaria e o Germán estava lá. Ele começou a atacar a mamãe, xingava ela e falava mal dela para todo mundo na pizzaria, e se alguém que estava lá passava pela mamãe na rua, ria dela ou fugia, assim como ela foi proibida de entrar naquela pizzaria.

—Por que ele fez isso? –Ela perguntou inconformada.

—Ele estava com raiva por ela ter engravidado de nós. –O Dani mencionou. –Ela não o desculpou até hoje. O papai fica muito bravo com ela.

—É, mas a mamãe não.

—Claro, ela estava lá. –O Daniel riu.

Dei um peteleco em sua cabeça.

—Espero que eles estejam bem. –A Jennifer falou.

—Eu também. –Falei.

—Também. –O Daniel assentiu.

Em minutos ouvimos a campainha tocar. A Jennifer foi abrir, eu e o Daniel levantamos e ficamos olhando para a porta esperando-os entrar. Primeiro entrou a Julietta, é estranho falar, mas, ela é minha tia, e logo atrás a vovó e o Germán.

—Oi Julie. –Cumprimentei-a com um abraço.

Ela me cumprimentou e foi cumprimentar o Daniel.

—Vovó. –Abracei-a. –Ela não voltou. –Falei preocupada quando nos separamos do abraço.

—Ela vai voltar.

O Germán veio na minha direção, ele me olhou, deu um leve sorriso e passou reto sabendo que eu não iria cumprimenta-lo.

Depois de cumprimentar a todos, nós sentamos no sofá.

—Quando ela saiu?

—Não sabemos, estávamos na escola, mas ela falou que voltaria as seis. –Falei.

—Ligamos para ela, mas ela não atende. -O Dani comentou.

—E a tia Cami disse que ela estava voltando pra casa. –A Jenni acrescentou.

—Nós vamos ligar de novo, vamos dormir e se ela não chegar até amanhã ligamos para a polícia. –O Germán disse.

Assentimos.

POV VIOLETTA

Estava na janela olhando, eu a fechei caso algum dos homens aparecesse. Eu a olhava atentamente. Aporta se abriu no susto, era um dos homens.

—Café da manhã. –Ele largou dentro do quarto dois pratos com um pão em cada.

Logo após deixar os pratos ele saiu trancando a porta em seguida. O Pedro ainda dormia, não queria acorda-lo, sabia que estava com dor.

Continuei olhando pela janela até que vi a garota se levantando ela se espreguiçou e foi ao banheiro de seu quarto sem olhar para a janela, não consegui ver seu rosto. Por trás e um pouco do perfil reparei que era uma jovem.

Os cabelos eram loiros escuros com as pontas mais claras.

Olhava pela janela com os olhos vidrados pela janela esperando que a garota voltasse. A porta do banheiro começou a abrir, ela saiu de lá, e começou a se trocar, quando ela terminou, olhou pela janela e eu consegui ver seu rosto.

—Laura?! –Era a amiga da Daniele.

Ela me olhou, me encarou e arregalou os olhos. Ela abriu a janela e colocou a cabeça para fora me olhando.

—Sra. Vargas? –Ouvi-a falar.

—Laura, que bem. –Abri a janela e cochichei.

—O que você está fazendo aí?

—Fale baixo. –Pedi.

—Por quê? –Ela cochichou.

Estava prestes a falar, abri a boca mas vi os homens saindo de carro e me escondi, esperei que eles saíssem e voltei a falar com ela.

—Eu fui sequestrada! –Falei. –Estou presa aqui!

—Eu vou ir ligar para a polícia, espere só um pouco.

Ela foi em bora sumindo do meu ponto de vista. Vi o Pedro acordar, ele me olhou e veio até mim mancando.

—Não fique andando, amor. –Coloquei-o sentado ao meu lado. –Como está o pé? –Perguntei.

—Doendo. –Ele encostou a cabeça na parede.

Cinco minutos depois a Laura reapareceu na janela só que com os pais.

—Já chamamos a polícia. –Disse a mãe dela. –Eles devem chegar logo.

—Obrigada. –Agradeci.

POV DANIELE

Hoje a vovó e o Germán nos deixaram na escola e foram para a delegacia.

Eu não estava nada disposta a estudar hoje, não com a minha mãe e o Pedro desaparecidos.

Estava na aula de história, não estava prestando atenção para o que a Sra. Dolei estava falando, minha cabeça estava pensativa a todo momento, mas não na matéria. Minha caneta vermelha estava em minha mão, eu a rodava entre os dedos pensando, ouvia apenas ruídos da aula.

—Srta. Vargas! –A Professora chamou-me a atenção.

Saí de minha mente e olhei-a sentando-me corretamente no susto.

—Sim, Sra. Dolei?

—Gostaria de fazer parte da aula? –Ela perguntou com um sorriso sarcástico no rosto.

—Me desculpe, não irá se repetir. –Falei colocando a caneta na mesa.

A aula assim prosseguiu, não prestei muita atenção no resto também.

O sinal para o término da aula bateu e todos saímos da sala. Andei até meu armário com meus cadernos, livros e estojo.

Cheguei ai armário, olhei-o e coloquei a senha, abri deixei meus livros de história e pequei os de física assim como o caderno.

—Oi. –A Jennifer me olhou.

—Oi.

—Vai para a aula de física? –Ela perguntou enquanto abria o armário.

—Sim.

—Dani!!! Dani!!! –Vi a Laura correr na minha direção.

—Laura calma. –Segurei leve em seus ombros. –O que foi, amiga?

—Sua mãe... –Ela estava com a respiração ofegante.

—Minha mãe o que Laura? –Perguntei-a curiosa e preocupada ao mesmo tempo.

—Eu a encontrei...

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado! #Comentarnãocaiobraço