Nosso Destino Começa
11 Eu Prometo...
Notas iniciais
—Eu a encontrei... –Ela disse me encarando.
Instantaneamente meus olhos se arregalaram, minhas mãos começaram a suar frio e eu fiquei elétrica, olhei rapidamente para a Jennifer e garrei sua mão e corri com ela e com a Laura para fora da escola.
—Como você a encontrou? –Perguntei afobada enquanto corria.
—Uma casa, ao lado da minha... –Ela parou para respirar. –Ela estava lá, foi sequestrada.
—Por que não me ligou? –Perguntei tentando controlar meu coração super-acelerado que eu sabia que ele não podia ficar assim pelo acidente que aconteceu comigo no passado.
—Nem pensei nisso amiga, desculpa.
—Então faz um favor, liga pro Dani e manda ele ir para a sua casa, agora, já!!!
—Ok. –Ela pegou o celular do bolso e ligou para o Daniel.
Continuamos a correr o mais rápido possível, graças ao meu deus a Laura mora perto da escola, chegamos lá correndo em torno de cinco minutos.
Paramos em frente a casa e vimos uma ambulância e duas viaturas policiais paradas na porta da casa. Pelo que parecia não tinham chego a muito tempo.
—Não podem se aproximar. –Um policial nos barrou logo quando paramos em frente a casa.
—Minha mãe e meu irmão estão aí dentro! –Protestei.
—E eu e você aqui fora. –Ele zombou de mim.
—Eu preciso entrar você está... –Parei de falar ao ver minha mãe saindo da casa.
—Mãe!!! –Eu e a Jennifer corremos até ela.
—Meninas!! –Ela nos abraçou em um abraço apertado.
—Estávamos preocupados. –Falei.
—O que aconteceu? –A Jennifer perguntou.
—Fomos sequestrados enquanto voltávamos para a casa.
—Temos que leva-los ao hospital. –Um enfermeiro disse levando o Pedro de maca para a ambulância.
Minha mãe estava prestes a colocar o pé na ambulância quando um carro começou a se aproximar, ele não parou, mas passou reto dando cinco disparos, logo após os disparos olhei em volta, estávamos todos bem, exceto minha mãe, ela estava caída no chão sangrando.
—MÃE!! –Gritei indo na direção dela.
—Não... –A Jennifer se abaixou.
—Mãe...
—Temos vítimas de tiroteio, chegamos em três minutos.
Colocaram-na em uma maca e a levaram na ambulância.
Levantei assim como a Jennifer, nos olhamos e nos abraçamos em seguida.
...
Gelado, frio na barriga, angústia, tristeza e preocupação. Eram só algumas coisas que eu estava sentindo. A sala de espera do hospital estava lotada com o tanto de gente lá presente.
O Pedro estava bem, estava apenas dormindo por uns remédios que deram a ele no hospital, não podia receber visitas pelo horário.
Minha mãe, não tínhamos uma notícia dela a horas e não sabíamos o que pensar. O Germán estava chorando baixo disfarçadamente em um canto e a vovó tentando consola-lo. O Daniel estava com os olhos vermelhos abraçado a bola de basquete, a Jennifer estava escrevendo poemas para tentar se distrair do clima tenso que estava permanecendo ao lugar. A Tia Fran estava lá também, assim como todos os outros.
Dez horas da noite e nada de alguém vir nos informar algo, dez e meia, nada, onze, nada, onze e meia...
—Acompanhantes de Violetta Castillo. –Finalmente.
Todos ali presentes se levantaram e o médico nos olhou confuso sem saber quem realmente era o acompanhante.
—Eu sou o pai dela. –O Germán foi a frente do médico.
Eles conversaram algo que não consegui escutar pela distância.
Uns minutos após conversarem ele se virou e deu um leve sorriso a todos nos informando que a notícia era boa.
—Ela está bem. –Ele falou aliviado soltando toda a sua angustia e dúvida naquela pequena frase.
Eu, o Daniel e a Jennifer levantamos e pedimos para vê-la, autorizaram, mas, acompanhados de um maior de idade, no caso, o Germán e a vovó.
Após caminhar um pouco até a ala de internação, chegamos ao quarto e abrimos a porta cautelosamente para caso ela estivesse dormindo não acordasse, e assim feito, ela estava dormindo, usava a roupa branca de pacientes, estava com fios e agulhas ligados a ela, mas o mais importante, ela estava aqui, bem e viva.
O Germán se aproximou dela e passou a mão em seu cabelo.
Levamos um leve susto ao ouvir a porta se abrir, era o médico, ele estava com o básico jaleco branco de médico, um estetoscópio no pescoço e uma prancheta na mão.
—Devo informa-lhes que a Sra. Vargas está bem e ficará bem logo podendo ir para casa em torno de quatro dias, assim como os bebês.
—Os bebês? –A Angie perguntou.
—Sim, fizemos uma cesariana de emergência se não eles não teriam sobrevivido. Nasceram de oito meses, mas estão bem.
—Muito obrigado doutor. –O Germán apertou a mão do doutor em agradecimento.
—É apenas meu trabalho. –Ele sorriu simpático. –Agora vou deixar-lhes a sós.
O médico andou até a porta e s retirou.
—Nós podemos ir ver os bebês? –A Jennifer perguntou.
—Vamos, eu vou com vocês. –A vovó falou.
O Germán não queria ir, então fomos nós quatro.
Fomos para o terceiro andar onde era a maternidade. Logo vimos a sala com o vidro onde ficam os bebês.
Fomos olhando um por um, até achar dois bebês em um berço duplo, um com roupinha azul e outro com roupinha rosa, e na plaquinha do berço estava o nome Castillo Vargas.
—Olha. –Mostrei apontando.
Todos olharam.
—Eles são lindos. –A vovó disse ajeitando o Caio que dormia em seu colo.
—Muito...
POV VIOLETTA
Acordei aos poucos, meus olhos piscavam e depois de um tempo se abriram por completo. Olhei e vi uma janela sendo tampada por uma cortina branca, um som de “bip” soava pelo quarto, sabia que estava em um hospital. Olhei para o outro lado virando um pouco a cabeça, vi a Angie dormindo na poltrona do quarto. Me movi um pouco para virar o corpo, mas senti dor no colo da barriga, levantei a camisola do hospital para ver, tinha uma faixa envolvendo minha barriga, toquei minha barriga e reparei que não estava mais como antes, os bebês não estavam aqui dentro.
—Angie!! –Falei olhando-a. –Angie!
Ela acordou assustada.
—Vilu. –Ela levantou. –Como... –Ela bocejou. –Como você está?
—Bem, e os bebês? –Meu instinto preocupação se ativou.
—Bebês?
—É Angie, meus filhos, eu estava grávida se lembra.
—Ah, claro. –Ela sorriu. –Eles estão bem Vilu, fique calma. –Ela pegou em minha mão. –O tiro pegou em sua barriga, por pouco não os matou.
Fiquei aliviada ao ouvir aquilo.
—Queria vê-l... –Não pude terminar a fala pois fui interrompida pela porta.
Era uma enfermeira, ela entrou com os bebês, um em cada berço.
—Hora de comer. –A enfermeira os botou ao meu lado. –Sabe amamentar? –Ela perguntou deixando-os ao lado da cama.
—Sei sim, obrigada.
Ela sorriu e se retirou do quarto.
Olhei-os, eles estavam acordados, pequenos, mas nem tanto, branquinhos e com cabelo claro, assim como os olhos.
—Oi amores. –Olhei-os sorrindo.
O Theo começou a chorar, pequei-o no colo e comecei a amamenta-lo.
—Admito. –Passei a mão no cabelinho fino e loiro dele. –Senti saudades disso.
—Eu estou vivendo isso agora. –A Angie sorriu.
Estava olhando-o, minha vida mudaria completamente agora.
—Vilu, meu amor. –Ela me olhou. –Você precisa contar ao Leon, ele é o pai. –Ela falou.
—Eu sei, Angie. –Olhei-a enquanto ainda amamentava. –Eu vou contar, mas se ele não quis nem ver nem ficar com os filhos que já tinha, porque ficaria com outros.
—Não sei. –Ela afagou meu braço. –Mas me prometa que você vai contar.
—Eu prometo...
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