Notas iniciais
Demorei pra postar, porque realmente, estou sem criatividade pra criar um capítulo legalzinho!

Renê narrando: Fiquei arrumando minha nova sala, pra deixar ela um pouco mais confortável, e mais a minha cara. Não tinha nada mesmo pra fazer. Não queria tocar nada, para não atrapalhar nenhuma aula, então comecei a compor alguma letra. Minha inspiração: Helena!
Será mesmo que eu estou apaixonado por ela? Eu nem a conheço direito... mas bem que eu queria!
E o tempo não passa... não passa... não passa nunca... estava mais entediado que não sei o que! A animação passou bem longe desta sala. Finalmente, alguém bate na porta. Estava todo empolgado, pensando ser a Helena, até que a pessoa entra, e não é quem eu queria.

– Oi, Renê! -Disse a Suzana entrando na sala.

– O que você quer?

– Calma! Só vim ver se era mesmo verdade, que você começou a dar aulas aqui. Nossa, vai ser bem divertido nós dois trabalhando no mesmo local.

– Por que você não volta para a sua turma, hein?

– Eles estão na Educação Física. -Ela se aproximou de mim, e pegou o meu caderno, onde eu estava compondo.- Hum, o que é isso?

– É um caderno, não tá vendo?

– Ai Renê... o que é que está escrito nesse caderno?

– Não sabe ler?

– Renêêê!! -Ela começou a ler, e conforme o que estava escrito, ela mudava a expressão de sua face.- Essa música, é pra quem?

– Não interessa! -Falei tentando pegar o caderno de suas mãos, mas ela o afastou.- Mas não é pra ninguém não!

– Aé? ‘‘É pra você, que eu mando flores todas as manhãs viu? É você, que faz meu coração bater a mais de mil...’’ Essa ideia não caiu do céu direto pra você não!

– E se for pra uma pessoa, o que você vai fazer?- Tirei o caderno de suas mãos.

– Você é meu! E de ninguém mais! Eu vou infernizar a vida de vocês dois, e nunca haverá um relacionamento forte entre vocês!

– Suzana, um grande amor o vento não leva, a distância não separa e o inimigo não destrói.

– Virou poeta?

– Sai daqui Suzana! Sim, eu estou apaixonado por uma pessoa! Foi pra ela que eu escrevi essa música. Mas você não tem nada a ver com isso! Agora, vai embora!

Helena narrando: Acabou de dar o sinal, anunciando o início do intervalo. Fui em direção à sala de musica, e quando abri a porta, escutei o Renê falar que ele estava apaixonado, e até escreveu uma música para o seu amor. Fiquei meio abalada com isso, mas fingi não ter escutado nada.

– Com licença!

– Oi Helena. -Ele mudou completamente o tom de voz, e sua expressão facial.

– O que você está fazendo aqui? -Suzana me perguntou.

– Eu vou mos.... -Renê me interrompeu!

– Ela não te deve satisfações. Vem Helena. -Ele pegou minha mão, e me puxou para fora.

Enquanto eu apresentava a escola pra ele, fomos conversando.

– Ei, por que você tratou a Suzana tão mal?

– Eu já namorei com ela, e terminei. Mas perece que essa louca, não aceitou o nosso rompimento. Agora, ela fica me enchendo o saco, me pedindo pra voltar com ela.

– É! Ela não é de desistir tão fácil!

– E você? Tem namorado? -Poxa, ele foi direto ao assunto mesmo.

– Não...

– E que era aquele cara, que estava do seu lado ontem, no jogo do Brasil?

– Ahh, o Eduardo! Um gran... ei! Pera aí! Como é que você sabe que eu fui no jogo do Brasil ontem?

– Porque, simplesmente, você derrubou refrigerante em cima de mim. -Olhei pra ele, e fiquei imóvel. Ele riu da situação.- E em 2010 também! -Ele riu ainda mais. Acho que ele estava se divertindo comigo.

– Nossa, eu nem sei o que dizer.

Uma semana depois...

Helena narrando: Em plena sexta-feira, eu estou em casa sozinha... nem tão sozinha assim! Tenho meu gato Pimpo para me distrair um pouco. Mas o preguiçoso está dormindo. Meu irmão foi pra casa da namorada, meus pais foram viajar à negócios... acabei de almoçar, e estou procurando algum programa na televisão. No decorrer dessa semana, muitas coisas estranhas aconteceram comigo. Algumas boas, e algumas nem tanto. Pra começar, a Suzana fica me olhando, como se quisesse voar no meu pescoço. Nem sei o que fiz pra ela. O Renê... ah, o Renê... ele vem se aproximando cada vez mais de mim. O considero como um verdadeiro amigo. Toda vez que ele vem falar comigo, eu estremeço nos alicerces. Estou começando a desconfiar que estou apaixonada por ele...

Renê narrando: Hoje o meu dia foi completamente puxado. Fiquei até umas 03:00 da manhã acordado, fazendo uma coisa que a diretora pediu, e ainda acordei às 4:30 da manhã, com uma serenata que fizeram para minha vizinha. Depois disso, não dormi mais. Dei minha aula, praticamente dormindo. Estou sonhando seguidamente, com a Helena. Meu Deus! Eu estou completamente apaixonado por ela, e não consigo disfarçar... mas parece que ela nem liga pra mim... 😢
Eu só queria passar uma tarde inteira ao lado dela, enchendo ela de beijos e carícias... Hum, hoje tá muito calor. Acho que vou chamar a Helena para ir comigo até a sorveteria...

Ligação On:

– Oi, Helena?

– Sim. Oi Renê! Tudo bem?

– Tudo ótimo. Ei, você não quer ir até a sorveteria comigo? Tipo... hoje está muito calor. Acho que um sorvetinho ia cair bem, não acha?

– Acho sim!

– Então, topa?

– Topo!

– Ok. Então te espero na sorveteria perto da escola, às 14:30! Tá bom?

– Tá ótimo!

Ligação Off!

Ao terminar essa ligação, me olhei no espelho e estava vermelho igual um tomate. Me deitei no sofá, e fiquei vendo televisão, até dar a hora de ir à sorveteria.

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Acordei, deliguei a televisão... quando olhei no relógio... 18:30! Meu Deus do céu! Que mancada. Olhei no meu celular, e tinha 9 chamadas não atendidas da Helena. Ai, eu mereço.

Helena narrando: Nossa, o Renê me deu um bolo. Não pensei que ele era assim. Fiquei mais de uma hora na sorveteria, esperando o bonito, mas nenhum sinal dele. Cheguei em casa, e comecei a chorar... acabei pegando no sono. Acordei só agora, com meu celular tocando: era o Renê! Com certeza pra dizer que estava brincando comigo, ou que esqueceu. Não vou atender, ele não merece!

Notas finais
Comentem!!!