Nossa história a ser contada
2 História 2
Estava tendo um sonho estranho, parecia um dia normal como qualquer outro, mas tudo era estranho, como se tudo começasse a flutuar no ar e de repente parasse. Não haviam pessoas na rua, eu estava procurando por alguém, eu não me lembro quem, mas eu sabia que estaria ali.
— Bom dia.... — uma voz fraca fala perto do meu ouvido enquanto algo cutuca minha bochecha me puxando para fora do sonho
— Mãe, ainda está muito cedo
— O que quer dizer com isso? Já estamos atrasadas. — a voz continua falando tranquilamente
Me sento na cama com um pulo e puxo o despertador que estava ao meu lado, ainda eram 6:29, olho enfurecidamente para o lado, Lana estava ajoelhada perto da cama olhando para mim.
— Não estamos atrasadas, eu ainda tinha 1 minuto. — o despertador começa a tocar quando dá 6:30
— Agora não tem mais. — se levanta — Sua mãe está fazendo o café, ela pediu pra você se arrumar
Demoro um pouco pra sair da cama, minhas pernas ainda estavam me matando, cada passo era um nível a mais de agonia. Tento me arrastar o melhor possível para a cozinha, minha mãe estava ensinando Lana a virar as panquecas na frigideira.
— Ah, Summer, bom dia. — minha mãe diz sorridente — Você não me disse que traria...... reféns para casa
— O que você acha que eu sou?
— O seu nome é Summer? — Lana pergunta se inclinando pra trás para me olhar enquanto minha mãe bloqueava seu campo de visão
— Então quem é ela? — pergunta
— Amiga? — Lana parecia insegura com a pseudo resposta
— Summer, você tem amigos?!
— Não, ela não é minha amiga, eu apenas fiquei com medo que ela morresse por aí, não vai acontecer de novo
— Mas eu gostei dela
— Eu também gostei da senhora, sra. Albertini
— Tanto faz, apenas vou tomar um banho
Termino o meu banho e me arrumo, tomo o café da manhã e sou obrigada a escutar minha mãe e Lana conversando o tempo inteiro.
— Bem, tenho que ir agora. — ela diz pegando suas chaves — Tenha um bom dia na escola, filha, e, Lana, volte sempre que quiser. — fecha a porta
— Sra. Albertini é realmente muito gentil
— Talvez gentil de mais na maioria das vezes
— Você acha? — dá um gole no café
— Deveríamos ir, vamos acabar nos atrasando
— Achei que os deliquentes não ligavam pra isso
— Eu não ganhei esse título porque quis, ele apenas me ajuda a não ter que aguentar as outras pessoas
— Mas você fuma, deliquentes fumam
— Isso não é da sua conta. — pego as chaves da casa — Vamos, eu tenho que trancar a casa
Fomos para fora, parece que ia começar a chover, comecei a reclamar mentalmente já imaginando que poderia começar a chover e chegaríamos encharcadas na escola.
— Suba. — digo me sentando
— Você vai me levar?
— Prefere ir a pé? — ela se senta atrás de mim e abraça minha barriga — Um pouco de espaço?
— Mas é perigoso
— É uma lambreta
— Muito perigoso
— Tanto faz. — suspiro
Nossas mochilas estavam no mesmo lugar, ninguém parecia ter mexido nelas, o que era bom, porque eu havia deixado minha carteira ali dentro também. 4 aulas irritantes antes da hora do intervalo, devo ter passado a maior parte delas desenhando qualquer coisa na última folha do caderno ou simplesmente olhando pela janela.
— Você não ia pegar isso? — Lana aponta para sua carteira
— Achei que tinha pedido pra você não falar comigo hoje
— Quando?
— Ontem
— Mesmo?
— Mesmo
— Então podemos comer pudim agora?
— Não
— Vem comigo. — ela cantarola puxando meu braço
— Não tem outra pessoa pra irritar não?
— Não
Deito o rosto na mesa e a ignoro, escuto os passos dela se afastando, achei que ela havia aceitado e ido embora, mas escuto os passos barulhentos dela voltando. Ela cutuca meu braço me fazendo levantar a cabeça e ver os 5 potinhos de pudim na minha mesa.
— Vamos comer lá fora?
— Não vai mesmo me deixar em paz, né? — balança a cabeça negativamente — Só hoje, apenas faça amigos e pare de me incomodar a partir de amanhã
— Ok. — pega na minha mão e pega alguns pudins com a outra
Me arrasta pra fora da sala e anda apressadamente pelo corredor me puxando, ela se cansa bem rápido e começamos a andar juntas, era bem melhor do que ser puxada. Enquanto eu andava, uma garota passando rápido acaba esbarrando no meu ombro, ela se vira para perdoe desculpas, mas quando olha pra mim e começa a gaguejar enquanto se desculpa, se levanta rápido e correr pra longe.
— Você é muito cruel
— Mas eu não cheguei a fazer nada
— Podia pelo menos tentar ser legal
— É trabalhoso e não tem retorno, nem fudendo
— Talvez falando menos palavrão
— Quer que eu assopre fumaça de cigarro na sua cara?
— Acho que você está ótima assim. — apenas muda de assunto
Os fundos da escola era o melhor lugar para passar o intervalo, ninguém ia ali, ninguém perturbava, eu podia fumar em paz. Acendo um cigarro e começo a fumar, Lana fica apenas observando enquanto tira o plástico de um potinho de pudim.
— Quer tentar? — ofereço o cigarro pra ela
— Não agora, eu acho
— O que quer dizer?
— Talvez em uma ocasião especial
— Cigarros não são pra ocasiões especiais, são para quando não tem mais nada especial na sua vida
— Então podemos dar um jeito nisso de outra forma. — retira aquele mesmo livro de dentro de sua camisa
— Acho bom parar de palhaçada
— Mas vai ser divertido
— Não podemos faltar aula assim, eles vão começar a me importunar de novo
— No fim da aula?
— Não
— Por favor
— De jeito nenhum. — abro um potinho de pudim
— Eu faço o que você quiser
— Não preciso de nada não
— O que eu preciso fazer?
— Por que quer tanto que eu vá com você?
— Não quero ir sozinha
— O que de mais tem em entrar num livro?
— Tem algo mais divertido pra fazer?
— Estou começando a me arrepender de não ter quebrado sua cara quando não conhecemos
Fomos para as outras aulas, continuei não prestando muito atenção, apenas marcar presença já era suficiente para mim. No fim do dia eu estava acabado, mal podia esperar para ir para casa e comer alguma coisa, vou até onde havia deixado minha lambreta e Lana estava esperando perto dela segurando o livro.
— Não. — digo antes que ela pergunte
— Eu te pago um almoço
— Não
— Pudim?
— Já disse que não quero
Ela olha para o livro por um tempo, mesmo com a mesma cara neutra e cansada, ainda podia perceber que ela parecia triste, suspiro e pego o livro de suas mãos.
— Eu vou pensar em como você vai me compensar depois
— Ok. — parecia um pouco mais feliz agora
Abro o livro em uma página aleatória mais uma vez, acontece o mesmo de ontem, enquanto viajávamos no meio daquele tobogã col cores espiralando em nossa volta apenas imagino em que tipo de história pararíamos dessa vez.
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