Notas iniciais
Eeeei que sdss! Quero falar cm vcs nas notas finais! Tenham uma otima leitura amore muahaha :*

Acordei com alguém pegando no meu braço e me sacudindo. Era meu pai.

Despertei completamente quando me recordei do motivo pelo qual eu tinha desmaiado.

– Tome um pouco de água – Uma enfermeira me entregou em um copo descartável – Você desmaiou por alguns segundo então não deve ser nada grave foi apenas a emoção.

Tomei a água em um gole só. Ela pegou o copo para jogar no lixo e se afastou.

– Pai – O chamei – Notícias de Alex?

– Ainda não – Falou se agachando perto da cadeira na qual haviam me sentado – Mas não fique preocupada, o médico já vai vir para dar algum resultado. Confie neles, são especialistas.

– Eu confio, só tenho um pouco de medo. E se for mesmo um infarto.

– Você tem que parar de ser negativa.

– Parar de ser negativa? Eu já perdi minha mãe e agora posso perder ele.

Ok, eu não devia ter dito isso. Eu sei como meu pai fica quando falo sobre ela.

– Eu não vou precisar viajar hoje não é mesmo? — Falei para mudar de assunto.

– Enzo está te esperando, seu voo será daqui algumas horas.

– Não podem me obrigar! Enzo falou que eu iria se Alex não acordasse a tempo para que eu não sofresse.

– Eu vou conversar com ele. Você tem razão. E também você ficaria desesperada se não ficasse pra saber se ele está reagindo não é mesmo?

Assenti e sorri. Desesperada eu já estava antes mesmo de viajar. O apareceu e eu quase voei em cima dele. Admito que isso me deixou até meio tonta.

– Como ele está – Meu pai perguntou ficando do meu lado e segurando minha cintura como se eu fosse desmoronar se o médico dissesse que ele tinha infartado.

O médico fez uma cara não muito boa e eu já estava prestes a chorar quando ele aliviou a expressão e sorriu.

– Ele não teve um infarto – O médico disse tão depressa que acho que ele tinha ficado com medo de eu abrir um berreiro bem ali – E ainda por cima reagiu. Ele mexeu o dedo e movimentou os lábios como se quisesse dizer algo.

Levei a mão a oca totalmente emocionada e feliz. Ele está acordando… Não consigo nem acreditar. Era como se fosse um milagre. Justo no dia em que eu voltaria para o Brasil.

– Eu quero vê-lo! — Falei dando pulinhos de felicidade e logo em seguida fazendo cara de dó para o doutor.

– Não sei se é uma boa ideia por enquanto…

– Por favor! Imagine se fosse alguém muito querida da sua família…

Ele suspirou e assentiu.

– Um de cada vez.

– Posso ir primeiro pai? — Perguntei mas estava praticamente suplicando por dentro.

– Claro que sim, foi você quem esteve do lado dele esse tempo todo.

– Só não o force a dizer muita coisa e forçar sua memória – O doutor disse – Muitas vezes os pacientes não conseguem se recordar das pessoas ou do que aconteceu por um tempo temporário.

– Então ele pode ter se esquecido de mim?

– Isso nós não sabemos ainda, então eu quero que você vá e veja se ele ainda se lembra se ele não se lembrar você venha me chamar.

Assenti torcendo para que ele não tenha se esquecido de mim. Já é muita tragédia na minha vida dramática.

Caminhei depressa até seu quarto completamente empolgada deixando a emoção e a felicidade me invadir por dentro. Quero sentir o alívio de poder ouvir sua voz novamente e ver seus olhos que mas se parecem com órbitas azuis profundas. Poder ver seu sorriso debochado e contagiante novamente.

Parei em frente a seu quarto e coloquei a mão ansiosamente na maçaneta. Abri devagar e a fechei.

Sentei a beirada da sua cama.

– Agora eu sei que você pode me ouvir – Falei entrelaçando minha mão na dele — Não imagina como meu coração esta apertado aqui querendo ouvir sua voz. Eu passei tantos dias aqui do seu lado esperando por esse momento. Quase tive um ataque cardíaco quando fiquei sabendo que você tinha reagido mas me contive só pra te ver. Eu nunca mais quero passar por isso. Eu sofri muito querendo você aqui comigo. Fala comigo por favor. Sei que pode me ouvir.

A emoção tomou conta de mim e uma lágrima tênue e quente escorreu por minha bochecha.

– Eu… — Parei de falar no mesmo tempo quando senti um aperto forte. Eu tenho certeza que ele apertou minha mão.

Coloquei minha franja que não parava de cair na frente do rosto para trás da orelha.

– Alex se você tá acordado aperta minha mão de novo.

Nada. Passaram longos segundos. Meu coração quase saiu pela boca quando uma lágrima que estava presa aos seus cílios longos caiu e escorreu devagar pela curva de seu nariz até evaporar.

Senti novamente o aperto em minha mão. Levei minha mão livre a boca tentando conter a emoção que estava me invadindo.

– Alex tenta abrir os olhos e fala comigo, por favor – Não aguentei e comecei a chorar.

Deitei-me em seu peito deixando os soluços insistentes escaparem.

May – Ouvi ele me chamar e eu levantei minha cabeça de seu peito assustada.

Olhei pra ele e seus olhos estavam abrindo devagar. Ele fechou novamente assustado com a claridade. Não consegui aguentar e acabei deixando escapar uma risada de alívio misturada com felicidade. Ele se lembra de mim.

Ele me encarou por um bom tempo sem falar nada.

– Está se sentindo bem? — Perguntei enxugando as lágrimas.

Ele assentiu devagar ainda me olhando.

– Por quê está chorando? — Sua voz saiu falha e rouca – Não gosto de te ver sofrer.

Meu coração bateu forte e mais uma vez comecei a chorar. Ele acordou preocupado comigo. Sua primeira fala foi dizer que não gosta de me ver sofrer. Eu só posso estar sonhar.

– Estou chorando de felicidade – Sussurrei pra ele enquanto ele encarava o quarto todo e depois olhou em meus olhos.

Por que estou aqui?

– Não consegue se lembrar?

Ele negou.

– Sofreu um acidente de carro. Você me salvou e acabou sendo atropelado em meu lugar. Você estava em coma. Já passou um mês.

– Um mês? — Ele perguntou assustado – Não acredito que perdi um mês da minha vida.

– Qual é a última coisa que consegue se lembrar?

Ele pareceu pensar por um bom tempo.

– Eu em cima de um palco tocando e cantando. Eu estou olhando pra você. E você parecia estar meio invocadinha.

Dei uma risada.

– Eu estava me declarando pra você e você estava com raiva. Depois foi sua vez de cantar e tocar. Depois que acabou você se sentou em uma mesa de restaurante comigo. Começamos a brigar e você saiu do restaurante com muita raiva… — Ele fechou o olho com força – Caramba as coisas estão passando muito rápidas como flashes em minha cabeça.

– Se acalma um pouco. Não é bom ficar forçando a memória.

– Mas as lembranças não param de passar.

Ele levou a mão na cabeça e a ficar vermelho. Comecei a ficar assustada.

– Se acalma. Quer que eu chame o médico? — Perguntei já levantando mas ele segurou minha mão e me puxou de volta.

– Fica aqui. Por favor não sai de perto. Já perdi um mês sem você.

– Você não me perdeu Alex. Fiquei ao seu lado o tempo todo.

Ele suspirou fundo e fechou os olhos. Ele ficou assim por um bom tempo que pensei que ele havia entrado em coma de novo.

Ele abriu novamente os olhos devagar. Ele franziu o cenho e sua boca continha uma linha reta. Parecia preocupado.

– Consigo me lembrar o por que de estar com raiva de mim.

Minha mandíbula ficou tensa. Isso era uma coisa que não queria conversar. Ainda mais agora que terminei com Eric e ele havia me avisado. Os dois erraram. E não acho que seja a hora de me relacionar de novo. Estou sim muito preocupada com Alex e acho que o que ele fez por mim foi muito lindo. Mas isso não muda o que ele fez. Ainda o amo e vou ser eternamente grata por ter me salvado mas não acho que seja a hora certa de me envolver de novo. Já quebrei a cara duas vezes acho que eu não preciso da terceira vez.

– Acho melhor não falar sobre isso.

– Ainda está magoada comigo?

Suspirei lentamente. Acho que isso não faria bem pra mim e nem pra ele.

– Por favor vamos parar por aqui. Acho que devemos aproveitar que você acordou.

– Depende da maneira que você quer aproveitar – Falou dando aquele sorriso debochado que fez meu coração aquecer por poder vê-lo de novo – Eu sei um jeito ótimo de aproveitar.

– Abusado!

– Invocadinha.

Nós rimos.

– Calma só levei na brincadeira.

– Mas eu não. Pra mim não precisa ser apenas uma brincadeira – Falei me aproximando pronta para o beijar. Quando a ponta de nossos labios se encostaram a porta se abriu e eu levantei a cabeça assustada.

Meu pai encarou nós dois.

– Estou atrapalhando não é mesmo? — Falou ele se virando para ir embora.

– Pode ficar. Não atrapalhou em nada a gente só estava…

Meu pai pigarreou segundando um leve riso.

– Já entendi – Falou e se aproximou de Alex – Ele consegue se lembrar?

Assenti.

– Você nos deu um susto sabia? Sua mãe ligava todos os dias para saber de você. Até vim te ver ela veio.

– Minha mãe esteve por aqui? — Ele perguntou se sentando completamente curioso.

Ele confirmou com a cabeça.

– Sofremos muito. E pelo jeito você também vai sofrer de agora em diante. Perdeu o ano e o diploma de Stanford sem contar que perdeu um mês de sua vida. Tem muitas coisas para consertar.

– Pelo jeito eu dei muito trabalho não é mesmo?

– Um pouco sim. Acho que quem deu mais foi a May que sofreu muito.

Ele me encarou e sorriu. Abaixei a cabeça envergonhada.

– Oque me fez ficar em coma por todo esse tempo?

– Assim que você empurrou para me salvar acabou sendo atingido pelo carro e foi jogado para longe com uma forte pancada na cabeça. O médico disse que isso gerou um traumatismo crânio- encefálico e que você ficaria em coma por um tempo indeterminado.

Ele assentiu parecendo entender.

– Acho que me lembro dessa parte – Falou e fez uma pausa – Mas não me lembro do que aconteceu depois. Como conseguiu sair de lá?

– Eric me tirou de lá.

– Como ele sabia que você estaria lá?

– Quando você colocou o bilhete em meu armário eu li e depois joguei em uma lixeira. Eric me viu jogar e de tão curioso resolveu ler. Com ciúmes ele resolveu ir no dia e hora do encontro até que viu tudo acontecer.

Ele ficou quieto e pensativo.

– Vou chamar o médico para avisar que você acordou e que está tudo bem – Meu pai disse saindo da sala e nos deixando sozinho novamente.

– O que aconteceu?

O encarei sem entender a pergunta.

– Como assim?

– Você iria me beijar.

– Eu sei disso – Respondi achando aquilo totalmente confuso.

– Mas você não gosta de traição. Disse que nunca trairia Eric.

Fiquei cabisbaixa. Não quero falar de Eric no momento. Que nós terminamos. Isso só vai alimentar suas esperanças de eu voltar com ele e esquecer de tudo que ele fez. Acho que prefiro que eu e Alex sejamos apenas amigos.

– May oque está acontecendo? Eu preciso saber o que houve nesse mês em que eu estive fora.

– Tudo bem. Eu te conto tudo. Menos sobre mim e Eric está bom? Acho que eu e ele não importa no momento.

– Claro que você e ele não importa. Só você importa.

Eu ri achando aquela frase meio sem sentido mas sabendo que ele estava querendo ser fofo.

O medico entrou completamente sorridente. Acho que ficou feliz de se livrar de mais um paciente.

– Como se sente? — Perguntou a Alex.

Alex respondeu um “ Estou bem” como se perguntasse por dentro se todo mundo ia ficar perguntando sempre a mesma coisa assim que o visse.

– Nós fizemos e refizemos os exames de ressonância magnética e os resultados foram positivos. Acho que aos poucos você irá mostrar uma melhora surpreendente.

– E quando irei receber alta? — Alex perguntou.

– Vamos com calma. Vai demorar um pouco dependendo do seu esforço para melhorar.

Alex fez uma careta como se quisesse sair dali no mesmo instante.

– Acho que está na sua hora de descansar.

Olhei para o medico querendo estrangulá-lo. Eu fiquei um mês desesperada para que ele acordasse e agora ele quer que ele descanse? Nem pensar.

– Posso ficar mais um pouco? — Perguntei.

Ele riu.

– Sei como é ficar um mês sem o namorado. Você pode ficar mais um pouco – Falou e ele e meu pai saíram.

Comecei a rir.

– Do que está rindo? — Alex perguntou franzindo o cenho.

– Você reparou na resposta do medico?

– Não. O que tem nela?

Sei como é ficar um mês sem o namorado – Repeti a frase para que ele entendesse.

– Cara – Ele falou tentando conter o riso – Isso soou muito gay.

Rimos para valer. Isso não tinha como ficar melhor.

Notas finais
OOOOO GLORIA! *Palmas e assovios* Ele ta de volta povo!! Acho que cm um cap desses eu mereço de presente RECOMENDAÇÕES