Nos Meus Sonhos Eu Te Encontrei

2 Eu ainda não falo a mínima ideia de onde estou.


Notas iniciais
Oi gente! Eu demorei, sei, sei. Desculpa.
Booom, fiquei realmente feliz com meu reviews, mas não fiquei feliz com a quantidade.
Ah, e obrigada pelos leitores! Teve uma quantidade boa. :D Mas vcs aí, mandem reviews tbm, ok?
Bom, leiam e mandem reviews. s2

Senti meus sentidos voltarem aos poucos. Mas eu ainda não conseguia me levantar, e mais, eu não queria me levantar. Queria ficar naquele chão frio e sujo só porque talvez assim eu acordasse daquele pesadelo.

Senti uma mão forte puxar meu braço em um só movimento para cima. Gemi de dor. Parecia que eu estava cheia de hematomas por todo corpo e estava com ferimentos espalhados por todas as regiões do mesmo.

Senti meu corpo pular e cair em braços resistentes – o que eu sabia, pois aquentara meu peso adormecido -. Cravei minhas unhas em seu braço fazendo-o dar uma risada leve, mas com um toque de dor. – Não se preocupe, — ele disse – eu não vou te deixar cair – ele sorriu ainda olhando para frente.

— Pode me colocar no chão? – perguntei descravando minhas unhas e deixando ali pequenas marcas.

Ele balançou a cabeça negando. – Seu corpo sofreu muitas coisas, não tem forças o suficiente para se manter em pé ainda. Vamos andar só até algum lugar onde seu corpo possa se apoiar – disse ele.

Acabei concordando. Meu corpo realmente não aguentava esforços agora. Estava muito fraco. Concordei com a cabeça e esperei ele chegar a algum lugar seguro para eu me apoiar.

— P-Pronto – ele falou ofegante enquanto me descia até o chão e me sentava em uma árvore. – Sente-se aqui por um tempo até seu corpo se acostumar com o acontecido agora – deixei minhas pernas esticadas de lado e ele se sentou na minha frente.

Fiquei calada por alguns segundos tentando raciocinar com o acontecido agora pouco. Olhei para ele mais uma vez e vi-o mexendo com a grama do chão puxando-as de leve, uma por uma. – JongHyun? – ele me olhou em seguida parando de puxar as gramas do chão e colocando suas mãos em seu colo.

Seus olhos eram castanhos. Foi a primeira coisa que eu realmente notei ao receber de volta seu olhar. E seu olhar era tão... Protetor e calmo.

— Alguma coisa? – ele perguntou vendo minha longa pausa como se eu não fosse continuar.

— Obrigada – disse. – Por tudo, na verdade, que eu queria te agradecer. Eu nem te conheço, né? – comecei a mexer com meus dedos cada vez mais rápidos. Abaixei minha cabeça e comecei a olhar para eles. – Mas eu preciso realmente te agradecer, porque se você não tivesse aparecido eu... Na verdade eu acho que ainda estaria naquele espaço estranhamente branco – deixei meus cabelos caírem sobre meu rosto tampando-o por completo.

Ouvi sua doce risada de novo. Aquela risada tranquila e suave. – Lorenna, quantos anos você tem? – ele pronunciou cada palavra com calma e suavidade. Seu sorriso ainda era evidente em seus lábios.

Parei de mexer os meus dedos e o olhei com os olhos curiosos. – Por que está perguntando isso agora? – perguntei arregalando mais os olhos.

Ele encolheu os ombros em sinal de indiferença e respondeu: — Ah, é que sua atitude é tão doce que achei que talvez seria mais nova do que eu – ele olhou paras gramas cortadas em sua mão e depois as limpou em seu jeans.

Minha boca estava entreaberta. “O... O que ela acabara de dizer?” pensei meio pasma. Pisquei os olhos rapidamente e fiquei mais ereta. – Ahm... Ah, eu tenho vinte e dois anos – respondi.

Ele me olhou. – Olha, tem a mesma idade que eu! – ele falou alegre, mas com o tom de voz baixo. – É bom saber disso – ele voltou a puxar as gramas, distraído.

— JongHyun? – o chamei de novo. – Por que está aqui? – ele entendera minha pergunta. – O que aconteceu com você? – inclinei minha cintura para mais perto dele.

Ele me olhou meio assustado com a pergunta. – Er... – ele olhou para os lados. – Eu não acho muito bom contar isso agora e nesse momento – ele respondeu.

Encostei meu corpo na árvore de novo. Ele não iria me contar tão cedo assim, concluí. Mas ele não tinha nenhuma obrigação de contar para mim o que estava acontecendo. – Bom, acho que meu corpo já está mais seguro. Posso me levantar eu acho – falei mudando de assunto. JongHyun se levantou e me ofereceu a mão.

— Ok, vamos ver – ele falou e peguei sua mão. Ele me puxou para cima. Cambaleei e tentei me segurar. Senti minhas pernas formigarem e pinicarem.

— A-ai JongHyun! Minha perna! Ai! Estão dormentes! – ele arregalou os olhos desesperado e me sentou de novo no chão encostando minhas costas na árvore.

— Onde está doendo? Quer dizer, onde está...? Onde quer que...? – ele me perguntava desesperado como se eu tivesse morrendo. Comecei a rir.

— Calma JongHyun! É só minha perna que está dormente, não é nada de mais! – encostei minha cabeça na árvore e ri alto me lembrando de sua cara desesperada.

Ele se se sentou encima de suas pernas e me olhou dando um sorriso de lado. – Tsch! – ele virou o rosto. – Da próxima vez que for verdade eu não acredito – ele cruzou os braços e olhou para as crianças que brincavam de bola.

Olhei para ele. Ele era uma pessoa tão... Misteriosa. – Jong? – o chamei. Ele se virou ainda de braços cruzados e me olhou sério.

— O que foi? – ele disse ainda sério.

Continuei com meu olhar para ele. – Me desculpe se eu te assustei. Eu realmente sinto – falei.

Ele engoliu meio em seco e depois se levantou devagar. – Bom... – ele se sentou encostando as costas na árvore ao meu lado. – Sim, você me deu um belo susto. Mas... – ele pensou direito nas palavras.

— Ah que demora! – comecei a balança-lo de um lado para o outro. – Desculpa, desculpa, desculpa! – minhas mãos agarravam seus braços fortes e eu o balançava até fazê-lo cair no chão.

Ele esticou as mãos para cima de mim rindo e puxou meus braços para irem junto com ele. Dei um grito fino e cai no chão ao lado dele. – Ai! – falamos juntos e depois começamos a rir.

— Assim não vale! – falei batendo a mão em seu abdômen e fazendo-o protestar. Levantei e o ofereci a mão. – Chega! Vamos continuar com nossa caminhada! Anda – ele pegou minha mão e eu o puxei para cima com força. Ele pulou sem esforço algum se levantando e dando leves pulinhos descendo blusa que havia subido cintura à cima.

— Vamos. Mas você quer andar por onde? – ele disse quando começamos a andar. Olhei para onde JongHyun havia me tirado enquanto eu ainda estava desmaiada. Não havia mais ninguém.

Hesitei me lembrando do que havia acontecido naquele meio tempo totalmente dolorido em meu peito. Minha filha... Sangrando... Seu pequeno vestido amarelo todo manchado do líquido nojento e vermelho... A pequena bola rosa e sua voz doce e inocente... Meus passos foram se arrastando até pararem no meio do parque onde todos brincavam como se nada tivesse acontecido ali.

JongHyun estava pouco a frente. Ele percebeu minha ausência ao seu lado e olhou para trás. – Lorenna, não vai continuar a andar? – ele falou.

Eu olhei para os lados. Algumas crianças jogavam bola. Elas eram felizes, saudáveis... Vivas. – Eu pego a bola! – um gritou quando a bola voou pelo parque caindo quase do outro lado. Ele saiu correndo em minha direção, eu permaneci parada, porque eu não iria atrapalhar ninguém se eu ficasse ali.

O menino continuou correndo, e eu continuei parada. Ele passou por entre meu corpo. Senti o arrepio mais forte de minha vida – ou melhor, de minha existência. – Subia por minha espinha e eu sentia como se tivesse sido cortada ao meio. Mas eu continuava ali; inteira. Olhei para o JongHyun assustada.

O tal menino se virou de impulso e olhou em volta, esfregou as mãos no braço e escolheu as sobrancelhas, mas logo depois saiu correndo atrás da bola de novo. JongHyun correu até mim e pôs as mãos em meu ombro esperando que eu falasse algo ou simplesmente olhasse para ele. – Está tudo bem? Lorenna quero uma resposta! – ele estava extremamente sério e preocupado.

Meu olhar se levantou. Encontrei o seu me encarando com uma face irritada e preocupante, mas as olheiras que nunca havia percebido me encaravam com tremendo cansaço. A imagem de seu rosto foi tremendo diante de meus olhos, eu realmente não entendia. Mas foi então que algo molhado rolou por meu rosto causando uma trilha gélida pelas minha bochechas. Eu chorava.

— O que você viu naquela hora em que desmaiou? – ele falava devagar. – Lorenna, eu realmente preciso saber o que você viu para eu poder te ajudar – ele falou de novo.

Balancei a cabeça negando de vagar. – Você... – mais lágrimas caíram por meu rosto. – Você não pode me ajudar... – eu continuava a balançar a cabeça de um lado para o outro. – Ninguém pode JongHyun... Ninguém...

Ele fez rugas por entre as sobrancelhas e ele me puxou para seus braços envolvendo-os envolta de meu corpo com força. – Eu posso te ajudar. Mas isso só depende de você, Lorenna – ele sussurrava em meu ouvido. – Pelo menos tente – ele sussurrou me apertando mais um pouco e afundando o rosto em meu cabelo.

O sussurro havia sido tão fraco e inaudível que eu me perguntava mesmo se tinha ouvido aquilo dele. Mas o abraço quente e protetor dele me deixava tão segura que eu nem me recusava a questionar nada. Afundei o rosto em seu peito e funguei o envolvendo com os braços também.

Notas finais
Então, mereço reviews? Ah, tomara q sim. Pq eu me esforcei nesse, de verdade. Bem, então lhe vejo no próximo cap? Beijos para todos!! s2