Nos Meus Sonhos Eu Te Encontrei

3 E finalmente nos encontramos de novo... KiBum.


Notas iniciais
*se esconde* eu não quero aparecer mais.
GENTE, ME DESCULPA A DEMORA!! Sério, mas o caso realmente tava pegando pesado pro meu lado. D:
Tipo, eu tava TÃO sem ideias, que tava pensando em por em hiatus e tals... Tava pegando FOGO já.
Mas esse cap saiu tudo num PUF que apareceu na minha cabeça. É assim que funciona comigo, quando não aparece em DOIS MESES, aparece tudo em UM DIA. XD
Desculpa pela demora desde já. Boa leitura~

Encostei minha cabeça em seu ombro e olhei para o gramado cortado até o perder de vista. Pousei minha mão encima do braço de JongHyun e deslizei-a pela manga branca. Por um tempo, fiquei totalmente hipnotizada de como minhas mãos desciam e subiam pelo antebraço dele. Tanto que nem havia percebido que já estava passando para baixo de seu cotovelo.

Sua pele era macia e extremamente fria. Tão fria como eu. Tão fria como tem que ser de um... Morto. Parei de deslizar minhas mãos sobre seu braço e cravei minhas unhas com força fechando os olhos com força tentando tirar aquele pensamento de minha cabeça.

- Lorenna... Está tudo bem? – JongHyun percebeu a força que fazia em seu braço e se afastou um pouco para ver meu estado.

Funguei rápido e passei uma das mãos em meus olhos antes que ele percebesse que estava chorando. – E-eu... Eu estou bem. Nada demais – respondi rápido e ele me olhou de lado.

- Você não me parece bem. Estava pensando em algo? – ele continuou me olhando me deixando corada por ter que encarar aquele olhar.

Respirei fundo rápido. – Não – menti.

Ele me olhou mais uma vez e eu abaixei meu olhar olhando um pouco para o lado tentando me desviar dele. Sem sucesso, ele pegou meu queixo e me fez olhar para ele mais uma vez.

Encarei-o por alguns segundos enquanto ele me deixava nua por dentro. Era completamente estranho e ao mesmo tempo irritante tê-lo assim tão... Fiscalizador.

Olhei para o chão meio desconfortável e JongHyun soltou meu rosto ainda me fiscalizando. Não fiquei muito feliz com aquele olhar.

JongHyun havia começado a andar de novo, aquelas voltas que ele sempre dava pelo mundo. Mas nem ao menos me preocupei ou questionei, estava tão envolvida nas lembranças torturantes que nem ao menos havia percebido há quanto tempo andávamos.

- Você irá lavar essa roupa agora! – a voz feminina acabara de me jogar a blusa lotada de sangue e as lágrimas escorriam por meu rosto. – Quem mandou se meter em uma briga? Hein? Me diga! – ela gritava cada vez mais forte me olhando de cima enquanto eu me agachava no chão lavando a blusa a mão.

Ela queria uma resposta, mas meus soluços intermináveis não acabavam e eu esfregava com força a blusa manchada de vermelho. – Me desculpa, me desculpa... – eu murmurava alto por entre as lágrimas e soluços.

A mulher chutou o balde encharcando o chão de água e sabão em pó. – DESCULPAS NÃO IRAM LIMPAR A BLUSA, IRÃO? – agora seu tom de voz era o mais alto possível e ela já vinha para cima de mim.

Levantei do chão fungando e sentindo meus olhos arderem de tanto chorar. – Eu... Eu lavarei a blusa, deixarei ela o mais limpa possível, deixarei ela branca de novo. Por favor, não me bata – eu agora soluçava de medo por receber mais um tapa.

— AQUELA BLUSA ERA MINHA ORDINÁRIA! – ela estapeou minha cara com força me fazendo contorcer quase caindo no chão. Dei um grito baixo e abafado.

Ajoelhei no chão e peguei sua saia puxando-a um pouco para baixo e implorando. – Eu lavarei sua blusa! Não me bata! Ficarei aqui até à noite se for preciso, minhas mãos sangrarão, mas eu lavarei, eu levarei... Mãe – demorei um pouco a pronunciar a palavra.

A mulher ficou parada na minha frente bufando de raiva. – SOLTE MINHA SAIA – senti algo pontiagudo atingir meu estômago percebendo que era o salto alto da mesma. – Agora fique aí – ela me empurrou me fazendo ir de encontro ao chão e eu senti o grito subir a garganta, mas o segurei forçando-o a voltar.

Virei meu rosto para o balde caído no chão e as lágrimas caíram de novo por meu rosto cada vez mais rápido e grossas. – Ah, quando voltar, nada de falar que ficou lavando roupa, tudo bem? Você – ela se agachou ao meu lado me fazendo encara-la. – Você irá falar que fui eu que lavei tudo isso, tudo... bem? – aquela voz me enojava.

Ela se levantou de novo e saiu pelo portão da casa me deixando trancada por dentro do quintal com chão de pedras.

Senti as lágrimas maldosas arderem em meus olhos e fechei os olhos com força deixando-as paradas debaixo de meus olhos e por cima de minhas pálpebras. Eu não ia voltar para o meu passado de novo. Eu não queria, não merecia.

Não passaria pela mesma dor que passei naquela época. Porque eu não. Merecia. Mas... Elas voltavam contra minha vontade, sempre foi assim, e sempre será desse mesmo jeito doloroso. Afinal, era meu passado triste e doloroso.

Ouvi alguém pigarrear alto, que me parecia ser a última tentativa de tentar chamar minha atenção. Virei meu rosto pacificamente para JongHyun e ele olhava para frente mais branco que o normal. Segui seu olhar e me deparei com a placa enorme escrita: Silencio, hospital.

- Jong... Você me trouxe para um hospital para... – fiquei em dúvida. Mas ele olhava tão concentrado para dentro para as portas, que fiquei no vácuo. Ele entrou no hospital em passos longos. – Jong! – corri atrás dele tentando alcança-lo.

Ele foi andando sem ao menos se preocupar em desviar dos pacientes. Ele andava sem rumo; mas com passos pesados e rápido. Aonde ele andava? Pensei desistindo de segui-lo perdendo-o de vista pelo corredor fino e longo.

JongHyun P.O.V

Andei com os passos pesados e eu respirava rápido sentindo minha alma andar cada vez mais rápida pelos corredores e atravessar as portas cada vez com mais força. Eu estou chegando perto, estou quase te vendo. Estou quase... Te vendo pessoalmente querido irmão.

Minha alma parou enfrente a porta branca – como as milhares de portas que tinham aqui – e ela foi atravessando-a devagar. Dei de cara com um homem velho na cama, parado, totalmente pálido e sem expressões.

Para qualquer ser humano vivo que tenha parado nesse quarto, poderia achar que era um paciente qualquer em um quarto qualquer. Estava vazio, mas isso era o que os olhos vivos enxergavam.

— Ah – ouvi a voz grossa e sarcástica de sempre suspirar. – Você de novo, JongHyun? – virei meu rosto desviando-o do paciente deitado na cama e olhei para o pequeno sofá.

— Olá... KiBum. A... Quanto tempo, não é? – eu respirava alto e cada vez mais preocupado. MinHo era mau... Ele não era uma coisa boa para ficar aqui. Nunca seria. Ele era... Simplesmente do mau.

Notas finais
Enton, gostaram? Nhom, espero que sim, pq foi realmente difícil fazer esse cap e vc sabem como. D:
Enfim, tudo surgiu num PUF, mas não foi TUDO minha ideia. Sabe a parte da "mãe" da Lorenna? Enton, tenho um conhecido que passou mais ou menos pelo mesmo (eu exagerei um pouco, sabe?) mas enfim, é isso. PROMETO POSTAR RÁPIDO DA PRÓXIMA!
Tbm, agora eu sei oq escrever e não demoro mais. PROMISE! ♥

Beijos da maknae que ama muito vcs. ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.