Nos Dias de Tedio...
2 Capitulo 2
Notas iniciais
Eu ajudei a Mangle a arrumar todo o quarto, então fomos tomar café da manha juntos. Lá na mesa estava eu, meu pai, minha mãe, a Mangle e minha irmã mais nova, a Neru. Ela tem 11 anos, é 5 anos mais nova que eu e ainda não tem nenhum emprego.
Ela dorme com os nossos pais, a casa é pequena e só tem 2 quartos, mas esses dois quartos são espaçosos, então está de boa.
Enquanto eu estava, normalmente tomando meu café com a Mangle do lado, a minha irmã falou:
—Saito, você e a Mangle são bem inseparáveis não é?
Eu olhei pra ela e respondi:
—claro que somos, dormimos no mesmo quarto e trabalhamos no mesmo local, além de termos gostos parecidos pra jogos e outras coisas. Seria difícil não nos dar bem com tanta coisa assim.
Ela me olhou com uma cara que só eu entendi na hora. Ela fez uma cara de pervertida que me fez engasgar com o café e cair da cadeira ao mesmo tempo. Eu bati de costas no chão com o rosto vermelho, depois meio que levantei, só que até o ponto de ficar de 4 no chão, depois disso eu dei uma tossida e uma respirada.
Nisso já estava todo mundo cascando o bico de mim, eu fiquei em pé, puto da vida. Limpei meu rosto com o papel e falei:
—obrigado pela comida. Agora vou pro meu quarto, daqui a pouco tenho que trabalhar.
Eu voltei pro meu quarto e troquei de camisa já que a minha estava machada de café, depois sentei na cama e olhei a hora.
Já eram 8:45, eu levantei, toquei na cabeça de um pinguim de plástico do tamanho de um ovo que a Mangle chamou de Gunter e sai do quarto, desci as escadas dizendo:
—Mangle, já deu a hora.
Ela se encontrou comigo na sala e saímos de casa, mas antes dela atravessar a porta, ela lembrou de uma coisa, voltou correndo até o quarto, pegou uma coisa e depois voltou pro meu lado.
Ela tinha colocado uma boina branca pra esconder as orelhas, a cauda ela já tinha escondido dentro da roupa. Ela faz isso porque a sociedade em geral tem preconceito contra youkais. Eu não sei o motivo disso, a Mangle é tão legal e bonita cara, é estupido esse preconceito todo, mas fazer o que, eu não posso mudar o que os outros pensam, mesmo sendo idiota.
No caminho, a Mangle perguntou:
—você engasgou pra valer enquanto conversava com sua irmã, o que aconteceu lá?
Eu desviei o olhar por um segundo, depois respondi:
—linguagem entre irmãos, você não precisa entender.
A Mangle olhou desconfiada pra mim, depois voltou ao normal e disse:
—bem, se você não vai contar, beleza. Tenho certeza que o acontecimento de hoje vai dar uma bela historia pras minhas amigas.
Eu virei pra ela e disse:
—ei!
Ela deu risada e saiu correndo, eu sorri e corri atrás dela, como se fossemos crianças brincando de pega-pega.
Isso durou até chegarmos no local aonde trabalhamos, uma padaria. A Mangle trabalha de atendente e eu trabalho como o cara que leva a comida pros outros e limpa a mesa. Eu não lembro o nome da profissão, mas é bem legalzinha.
O primeiro cliente chegou, foi até o balcão e pediu um café médio com um pedaço de torta de frango acompanhando, a Mangle pegou tudo, colocou em uma bandeja e eu levei até o cara como eu sempre faço no meu trabalho.
Ok, ninguém quer ver meu trabalho, por isso vou pular até a depois do almoço, que é quando a loja de tecnologias abre e eu e a Mangle ganhamos uma folga no trabalho pra ir lá.
Nós fomos andando mesmo, foi eu, a Mangle e mais os nossos amigos, fomos todos juntos.
Deve ter sido meia hora de caminhada até chegar na feira de tecnologia, e olha... quando chegamos, descobrimos que quando falam “feira de tecnologia”, eles levam ao pé da letra.
Tinha de tudo lá, desde simuladores de realidade virtual aonde sua mente entra no jogo até projetos de portais que realmente funcionam.
Assim que entramos, cada um foi pro seu canto ver o que queria, eu e a Mangle fomos até um jogo de tiro parecido com paintball, só que ao invés de bolas de tinta, eram raios de luz que ficavam na roupa ou na pele cada vez que você era atingido, só iam embora quando você saísse do campo de guerra.
Pois bem, advinha quem humilhou ali? Isso mesmo, a Mangle. Ela passou o rodo em todo mundo do time adversário. Eram equipes de quantos jogadores quisessem, eu e a Mangle fomos em dupla, mas eu só conseguia acertar a queima roupa. Eu chegava no stelf e assassinava o cara pelas costas comum headshot, eu tenho o dom do silencio cara, mas sou péssimo em mira.
Já a Mangle deitou na proteção e ficou de sniper, passando o rodo, cerol em todo mundo que vinha, a Mangle é o demônio da mira, já eu sou melhor em corpo a corpo, se tivesse uma faca lá, olha, eu iria só de faca e com uma pistola mesmo. mas como não tinha né, fazer o que.
Enquanto eu estava de boa olhando um celular, eu decidi comprar ele, eu tinha dinheiro pra caramba já que eu tinha guardado por 4 anos direto, e quando eu fui usar o cupom de desconto, o dono da loja apenas pegou o cupom, fez um furinho e me devolveu, depois deu o celular pra mim e disse tchau.
Eu não entendi nada e perguntei:
—ué?
Ele respondeu:
—esse cupom te permite levar 5 itens grátis, eu já fiz um furinho nele, então só restam 4 usos restantes.
A Mangle estava do meu lado, e quando o cara falou isso, deu um silencio. E do nada, os meus olhos e os da Mangle brilharam como se tivéssemos acabado de assistir o vídeo do Nyan Cat.
Além do celular, nós pegamos dois pares de sapatos com duas rodas pretas com vermelho nos lados que chegam até 40 km por hora, pegamos um puta amplificador de som do tamanho de um caderno que pode aumentar a musica ou qualquer outro som conectado ao aparelho pra volumes estupidamente altos.
Sobrou ainda um uso do cupom, eu e a Mangle trocamos uma ideia e chegamos na seguinte conclusão: vamos comprar dois capacetes de realidade virtual.
Eu sei, eu só posso levar um grátis, o outro é bem mais caro que aquele celular que eu peguei antes, e por isso que eu e a Mangle juntamos todo o dinheiro que arrecadamos, e deu uma grana preta se me permite dizer.
Bem, nós fomos até a loja e chegamos bem na estreia de um jogo muito louco que iria ser lançado pra esse capacete, o nome do jogo é Kamigami Sekai, é um jogo aonde incluem vários universos de animes e jogos dentro de um só jogo. Dentro dele você pode viajar entre as dimensões, o que pode te dar vários objetivos de vida, como matar o rei demônio de algum universo, achar o tesouro sagrado de outro e por ai vai.
Nós dois estávamos até com os pelos arrepiados de excitação, eu até puxei a manga da minha roupa e mostrei pra Mangle falando enquanto apontava pro meu braço:
—ó, tá tudo arrepiado.
Depois arrumei a manga, a Mangle fez a mesma coisa que eu e me mostrou o braço dela dizendo:
—levantou todos os pelos.
Nós ficamos tão distraídos com aquilo que nem sequer percebemos que o protótipo de portais explodiu e abriu uma dimensão pro mundo do jogo que ia ser lançado. Que puta golpe de sorte véi, nunca mais isso vai acontecer, eu só posso ser a fusão de todo o protagonismo possível.
O portal foi igual o portal do jogo portal (mds foi hoje), e quando eu olhei dentro, apareceu uma dimensão de um mundo todo quadrado e bonito.
Na hora a minha mente gritou: JUST DO IT!
Eu peguei a Mangle e voei pro portal sem mais nem menos, acho que quando eu e a Mangle passamos, o portal explodiu.
Eu também acho que eu apaguei, porque tipo, eu acordei naquele mundo quadrado.
Eu peguei e passei uma varrida com os olhos por ai e realmente era tudo quadrado, eu olhei pras minhas mãos, porém elas estavam normais.
Eu levantei e falei:
—se eu entrei no mundo de minecraft e a Mangle não está comigo, ela provavelmente foi parar em outra dimensão, mas como estamos em apenas um jogo, provavelmente não tem problema. Eu só preciso sair dessa dimensão e passar pra próxima.
Simples assim
Fale com o autor