Nos Dias de Tedio...
3 Capitulo 3
Notas iniciais
Eu andei um pouco e parei na frente de uma arvore e continuei falando sozinho:
—se eu estou no minecraft, a primeira coisa que eu tenho que fazer é pegar madeira.
Eu joguei a mão pra trás e carreguei o soco, eu ia dar um soco destruidor de montanhas se uma voz feminina não tivesse gritado:
—pare ai mesmo! se não parar... eu vou explodir!
Eu não entendi na hora e até pensei “arvores podem falar e explodir?”, depois eu pensei “se fosse assim, a Amazônia ainda estaria inteira, então não pode ser isso.”.
Eu olhei e vi uma garota (meio tábua por sinal) vestindo um moletom verde escuro de creeper, eu não estava vendo algum tipo de calça nela, era apenas a calcinha, que é igualmente verde ao moletom. Só que olha o clássico: ela estava usando aquelas meias coladas que as colegiais usam, só que adivinha? Elas também eram verdes.
Só que a garota ainda disse:
—e se eu explodir, você vai junto! Eu acho...
Eu fiz uma pergunta a garota:
—e por que você quer explodir?
Ela respondeu:
—porque você quer me machucar!
Eu ainda acho que eu estou conversando com a natureza por algum motivo. Eu obviamente esclareci a situação dizendo:
—eu não vou te machucar. Por que eu faria isso?
Ela fez uma careta e respondeu:
—você... não quer me machucar? Mas eu tenho certeza que humanos... são do... mal.
Eu acabei tendo um flashback bem rápido de um dia em que eu peguei um garoto, virei o braço dele ao contrario, levantei ele no ombro e o joguei contra o chão...
Eu enchi as bochechas e desviei o olhar pra direita por motivos de “você não consegue encarar que te chama de malvado quando você gira o braço de um garoto e quebra ele de porrada”.
Ela continuou suas acusações dizendo:
—humanos nos matam em busca de pólvora! É isso o que acontece com a gente! *soluços* vo-você vai tentar me ma-matar?
Eu tive que segurar bastante pra não falar “sim, agora morre!” pelo b3m da z0e1ra, mas não. Ao invés disso, eu respondi:
—claro que não. Eu não consigo nem matar uma aranh- mosca, como que eu vou matar uma garota?
Eu já não falei aranha porque né, o que era pra ser um bicho que vive puto com cara de mau na verdade é uma garota com 16 anos kawaii, se pá a aranha também está meio que feita por um maldito de um otaku safado.
A garota começou a tentar falar alguma coisa, mas era tipo aqueles arrotos que não saem por mais que você tente:
—eu.... eu........
Ela começou a tremer e lagrimas começaram a cair dos seus olhos, e depois disso, finalmente ela conseguiu falar:
—me desculpe!
Então, de uma ameaça de morte passou pra um pedido de desculpas? Cara, eu sou o protagonista dessa porra, não é possível.
Bem, mas ela estava começando a chorar, e como um bom protagonista, eu tenho que fazer alguma coisa. O que me veio a cabeça foi:
—ei, eu não vou te matar, não precisa chorar. Se quiser, podemos conversar sobre cachorros brancos pra ver se a tristeza some.
Olha, ela foi embora.
Eu meio que fiquei tipo: ahh ok, voltando ao assunto mais importante.
Eu preparei o soco do oco de novo, quando estava pronto, eu soquei a arvore com tudo e... ai minha mão.
Eu decidi tentar chutar ela, mas eu só consegui machucar meu dedinho, e foi tão fodido que eu gritei:
—TRUTA QUE ABRIU ISSO DÓI PRA BARALHO!!!!!
ESTAVA DOENDO MUITO!!!!!!!!
E enquanto eu agonizava de dor, alguma garota chegou atrás de mim e disse:
—boo!
Eu dei uma corrida tão rápida até atrás da arvore que fez atrito no chão e deixou pegando fogo, e eu nem sei porque eu fiquei tão sensível a barulhos desse jeito!
Acho que no calor do momento eu acabei xingando aquela mulher de vadia sem querer, já que ela apontou uma flecha pra minha cara e perguntou:
—quem você está chamando de vadia?
Ela usava um chapéu de esqueleto, tinha os cabelos grandes de cor cinza, usava um colete que chegava até pra cima do umbigo e que estava com a metade aberto, só que aberto do lado errado sabe? Estava aberto de baixo pra cima, não de cima pra baixo. Mas voltando ao visual daquela vad- quer dizer, esqueleta. Diferente da Creeper, ela tinha os seios que pareciam dois melões, e tipo, aquele colete deixava um decote absurdo aberto. Ela usava umas luvas cinzas igual o cabelo que tipo, são grandes igual aquelas meias que a Creeper usava. Ela também estava usando uma hyper micro saia, aquilo parecia mais um anel feito de jeans cinza do que uma peça de roupa. Pelo visto essas garotas gostam de mostrar as pernas. E tinha mais uma coisa, isso mesmo, as mesmas meias que a Creeper usava, só que cinzas também, igual o resto do visual dela.
Bom, como eu não queria tomar um headshot lindo tão cedo, eu falei:
—desculpa por isso, eu acabei me empolgando demais com o susto.
Ela abaixou o arco e disse:
—se foi só isso tudo bem.
Depois ela sorriu e falou:
—meu nome é Skelly, uma esqueleta.
Ela olhou pro lado e continuou:
—como você deve ter adivinhado *risadinhas*
Ela deve estar pensando que eu sou estupido.
Mas do nada, ela ficou seria e falou em um tom mais serio:
—se você tentar me machucar...
Eu completei a frase:
—vai ser um headshot certeiro, não vai? Não esquenta, eu sou aquele tipo de personagem que vai apenas apanhar pra caramba. E a propósito, meu nome é Saito, um humano, caso você não tenha notado.
Devolvi a piada com estilo poha!
Eu e a Skelly demos uma risada bem rápida, depois ela ficou mais sorridente enquanto dizia:
—você é o primeiro humano que eu encontro, foi uma boa escolha causar uma boa impressão. Mas então, Saito, de onde você vem?
Eu respondi:
—eu sei lá, eu só acordei aqui e tentei socar uma arvore.
Ela ficou um pouco confusa e perguntou:
—por que você tentou socar uma arvore em primeiro lugar? Você estava tentando pegar madeira com a mão?
Eu respondi meio envergonhado, mas com orgulho:
—isso mesmo.
Ela disse a coisa mais obvia, mas que é impossível pra alguém que jogou minecraft no pc saber:
—é só você empurrar o bloco, assim toda a arvore cai.
Meus olhos brilharam na hora, eu olhei com confiança pra Skelly e disse:
—ai que tá
Eu fui até a arvore e me encostei na arvore com uma só mão, meu peso empurrou o bloco sozinho, mas ele ficou flutuando bem do lado da arvore e o resto da arvore ficou na mesma situação, e com isso, eu completei a frase com estilo:
—as leis da gravidade não se aplicam a mim.
Ela deu risada da minha quebra de leis universais a nível like a boss, depois ela disse:
—se isso acontece com você, deixa que eu empurro o bloco e você pega a madeira.
Antes de tudo, eu perguntei:
—mas por que você está tão disposta a ajudar alguém que acabou de conhecer? Você está com pena de mim?
Ela pensou um pouco e respondeu:
—bem... talvez um pouco.
Eu gostei dessa garota, ela conhece a zoeira. Depois desse comentário, ela deu uma risada, mas ai continuou:
—mas... acho que no momento que eu vi você, eu estaria com você pra sempre.
Ela estava sorrindo pra mim. Eu meio que comecei a ficar confuso e com vergonha misturados com WTF? e um pouco de culpa, por isso falei:
—mesmo depois de eu ter te chamado de vadia? ... foi mal por aquilo, foi da boca pra fora.
Ela respondeu:
—está tudo bem, quando ficamos com raiva, dizemos coisas do qual podemos nos arrepender. Eu te perdoo.
Eu me senti aliviado e falei:
—obrigado.
Ficamos em um silencio por 5 segundos até que ela disse:
—Saito, vem comigo, quero dar uma volta com você.
Eu respondi:
—bora.
Andamos até chegar em um local mais plano, com flores e tudo, um local mais bonito, por assim dizer.
Assim que chegamos, a Skelly disse:
—eu vou te mostrar como ficar forte. Você é muito fraco, e provavelmente não vai sobreviver mais que um dia fora do seu país.
Mas eu já estava ajoelhado no chão, com uma mão na terra, a outra no coração e uma puta seta vermelha fincada nas costas, com isso eu disse em uma voz depressiva:
—uma garota que eu mal conheço já me manda uma real desse nível em tão pouco tempo..............
Ela se agachou, colocou a mão nas minhas costas e perguntou com a maior calma do mundo:
—você está bem?
Eu sentei nos meus joelhos com a maior auto estima do mundo e falei:
—obviamente. Uma coisinha assim não vai me abalar. Mas você provavelmente tem razão, eu sou muito fraco.
Ela tirou a mão das minhas costas e falou:
—provavelmente não.
Deu uma pausa dramática e completou:
—eu tenho razão.
Eu entrei em depressão depois dessa, a careta que eu fiz disse tudo.
Ela riu e falou:
—você é fofo quando fica assim sabia?
Eu continuei em silencio, nós dois levantamos e ela falou:
—a razão pelo qual eu te trouxe aqui... pode me fazer um rufar de trambores?
Eu respondi:
—você está brincando com a minha cara não é?
Ela deu risada, depois disse:
—ok, parei. Eu vou te ensinar como atirar com um arco. É silencioso e rápido, eu tenho um arco reserva, pegue ele.
Ela me entregou um arco, quando eu peguei, eu disse:
—até que é bem leve.
A Skelly começou a ficar empolgada e falou:
—esse é o ponto! Você pode correr rápido com uma arma leve! Você não ter que se defender na sua terra natal?
Eu respondi:
—bem, mais ou menos. Não tem muitas coisas que tentam me matar, exceto outras pessoas. E com coisas bem mais perigosas que um arco e flecha.
Ela ficou um pouco magoada, até falou:
—ah... entendo...
Depois ficou animada de novo e falou:
—então vamos começar!
Ela arrumou um alvo improvisado e disse:
—pronto, tente acertar o alvo. Não se preocupe em errar, apenas tenha uma primeira experiência com ele.
Eu olhei pra ela e disse:
—eu não tenho flechas.
Ela falou:
—imagine uma flecha no arco, depois que imaginar, puxe e atire!
Eu ainda não estava entendendo, por isso perguntei:
—como que isso funciona?
Ela respondeu:
—esse arco é encantado, ele pode atirar flechas infinitas. Um cara engraçado de cabelo branco me entregou 10 desses arcos, ele disse que um tal de narrador exigia ou coisa assim...
Eu dei risada e falei:
—deve ser.
Eu imaginei a flecha e quando fui dar um tiro, alguma coisa me fez olhar pra trás.
Nisso, eu vi um clarinho ao longe, era uma flecha! Ela iria acertar a Skelly em cheio se eu não tivesse pegado a flecha a 2 cm da cabeça dela, coloquei no arco e devolvi a flecha ao dono enquanto falava:
—RYUU GA WAGA TEKI WO KURAUUU!!!
A flecha foi varando tudo e acertou o cara que atirou a flecha bem na cabeça, e pra minha surpresa, era um humano. Provavelmente um dos que as garotas falaram.
A Skelly ficou bem assustada, mas depois daquela brincadeira que eu senti a dor na mão, eu olhei pra ela e vi que estava sangrando.
Depois que a Skelly se recuperou do susto (o que foi bem rápido), ela viu a minha mão e perguntou:
—você está bem? Sua mão está sangrando muito.
Eu respondi:
—isso não é nada.
Eu olhei pro arco e vi que ele rachou, eu mostrei pra Skelly e falei:
—foi mal, quebrei seu arco.
Ela falou:
—isso é o de menos. Vamos embora antes que mais deles apareçam!
Nós andamos até o anoitecer.
Quando ficou escuro, nós estávamos em uma planice, a Skelly me fez uma pergunta um tanto curiosa:
—você ouviu isso?
Eu fiquei curioso e perguntei:
—o que?
Ela olhou em volta e disse:
—nada....
Depois eu escutei um uivado de lobo, a Skelly falou:
—nós precisamos sair daqui, agora.
Já era tarde demais, estávamos cercados de lobos furiosos.
A Skelly olhou pra mim e disse:
—precisamos sair daqui agora! Use seu arco pra afastar os lobos, eu estou ligando pra uma amiga nos ajudar.
Eu fiz a pergunta que todos vocês devem estar se perguntando ai desde que ela apareceu:
—você tem amigos?
Ela respondeu com um pouco de desespero:
—não é hora de piadas agora, atira logo nos lobos!
Eu atirei com um arco em um lobo, ele desapareceu em fumaça branca, mas assim que eu matei um, apareceram dois no lugar.
Quando eu vi aquilo, eu falei:
—que porra mais apelona!
Um dos lobos pulou na Skelly, mordendo o braço dela. Eu peguei ele e devo ter jogado na lua de tão longe que foi, só que enquanto isso, mais dois lobos avançaram na minha direção, um na minha perna e outro no meu braço.
Eu só lembro de ter visto tudo preto, dai eu apaguei.
Quando eu acordei, eu estava em uma casa feita de tijolos de pedra, nas janelas tinham bandeiras brancas, tinha ender chest, tinha geladeira e sei lá o que mais, a primeira coisa que eu escutei foi:
—você está acordado?
Eu respondi:
—sim. Quem é você?
Ela respondeu:
—meu nome é Chii, a pronuncia é igual falar “ela” em inglês.
Minha visão estava embaçada e minha cabeça girando, eu reclamei dizendo:
—eu não me sinto muito bem...
Ela respondeu:
—você não está se curando corretamente.
Eu não entendi direito e perguntei:
—o que você disse?
Ela respondeu:
—os efeitos depois do teleporte te desgastaram bastante, fora que você perdeu muito sangue, mas isso é o de menos.
Eu não tinha escutado direito, saia tudo distorcido. Eu tentei me levantar, mas cambaleei um pouco pros lados.
A Chii me segurou pra não cair, ela até me alertou dizendo:
—não tente se levantar.
Eu respondi na hora:
—sem essa, tinha mais alguém junto comigo na hora do ataque. Se ela não estiver bem, não vou deitar e descansar nem a pau.
A Chii continuou:
—a Skelly está bem, ela se recuperou em minutos e ficou espetando você por alguns dias, mas como ela tinha coisas pra fazer...
Eu interrompi a Chii dizendo:
—alguns dias?
Ela respondeu:
—8 pra ser exata, eu anotei em um caderno.
Eu fiquei surpreso e falei:
—eu fiquei apagado por 8 dias?
A Chii respondeu:
—você é bem estranho.
Eu estava muito mal, até falei:
—eu acho que vou ficar doente depois disso.
A Chii foi pegar uma coisa dizendo:
—eu fiz uma poção pra você, ela vai te fazer se sentir melhor, mas tente não vomita-la toda.
Eu sentei em um lugar e disse:
—não vou dar mais trabalho do que eu já dei a você, não vai precisar ver a cena nem limpar depois, não vai acontecer.
Ela me deu a poção, eu tomei e tinha o gosto do capeta, mas eu fui macho, tomei tudo em um gole só e não fiz careta.
Depois de uns minutos, eu estava bem melhor, a Chii perguntou:
—melhor?
Eu respondi:
—muito.
A Chii ficou feliz e falou:
—ótimo, estou feliz!
Mas eu estava um pouco mais concentrado, então perguntei:
—você disse que minha cura está quebrada, o que isso significa?
Ela respondeu:
—toda criatura desse mundo sabe o que é “regeneração passiva”, ela nos cura bem rápido, o que ajuda muito.
Eu fiz outra pergunta:
—o que isso significa?
Ela respondeu:
—vou explicar.
Ela me contou uma historia de um cara chamado Michael, que em troca de subir em uma arvore, ele ganharia a imortalidade, mas a esposa dele iria se matar se ele ficasse imortal. Ele pensou bastante e no final ficou imortal, mas depois caiu em depressão e se matou, e com isso, a sua imortalidade se transformou em estrelas ninjas regenerativas.
Eu perguntei pra Chii:
—por que estrelas ninjas?
Ela respondeu:
—não faço ideia.
Conversamos mais algumas coisas, e ela me deu o “contato” dela, pra chamar ela, eu teria que “pensar” no nome dela em uma situação perigosa, e ela já se adiantou e disse pra não perguntar como funciona.
No final, eu fiz uma ultima pergunta:
—Chii, você é um Enderman?
Ela ficou brava e respondeu:
—mais é claro que não! Eu sou uma Endewoman!
Ela entendeu errado, mas não vai ser eu que vou explicar, eu apenas falei:
—é, foi isso o que eu achei.
Ela ficou mais calma e disse:
—ah, ok então.
Depois ficou com raiva de novo e falou:
—mas não saia por ai dizendo que eu sou um Enderman!
Eu fiz uma pergunta meio idiota, mas valeu:
—por que não? Vocês não são da mesma... espécie?
Ela respondeu:
—Enders que nascem machos são extremamente idiotas! Eles apenas colocam blocos em locais inconvenientes. Semana passada um colocou um bloco na frente da minha porta! Isso foi insuportável! Eu mandei ele pegar o bloco de volta, mas ele ficou furioso só porque eu olhei pra ele! Saco. Por favor, não me compare com um Enderman.
Eu, com toda a minha inteligência fiz uma pergunta que pegou ela desprevenida:
—suponho que você seja única então?
Ela ficou corada-ssa, olhou pro lado e tentou responder, mas não conseguiu:
—ummmm..... uhhh....
No final, ela fugiu por teleporte.
Eu comecei a cascar o bico depois disso igual um retardado, mas depois ela voltou segurando um caderno. Ela deu uma tossida e disse:
—desculpa numero 14: não leia essa part-
Ela se embaraçou toda e disse:
—esqueça essa parte! Desculpa numero 14: eu não tenho tempo na minha vida para um homem.
Eu falei outra coisa que pegou ela desprevenida:
—você esperou aqui comigo por 8 dias...
Ela olhou pra mim com as bochechas muito vermelhas, depois sumiu de novo.
Depois voltou, feliz da vida e disse:
—e todos eles viveram felizes para sempre!
Essa conversa já perdeu o sentido a muito tempo. Eu saquei as intenções dela e falei:
—ok, não vamos falar sobre isso.
Ela perguntou:
—mais alguma coisa?
Eu respondi:
—aonde a Skelly foi?
A Chii sorriu e respondeu:
—eu te mostro! Por esse caminho aqui.
Nós passamos por dentro de uma montanha em um caminho de madeira iluminado, ela foi teleportando e eu fui andando admirando o local. Só saímos do outro lado da montanha, mas antes disso, a Chii falou:
—você é muito lerdo!
Eu fiquei revoltado e falei:
—eu não posso teleportar!
Mas deus, ela está muito fofa assim.
É, ela teleportou de novo.
Agora sim, quando eu acabei de cruzar a montanha, tinha um portal pro nether, eu olhei aquilo e disse:
—legal, vamos todos queimar no inferno. Você vem comigo Chii?
Ela respondeu:
—não, eles vão estranhar um Ender no nether.
Eu olhei de volta pro portal e falei:
—e uma pena, não estou sentindo coisa boa desse portal. Mas de todo jeito, obrigado por tudo, eu te vejo por ai Chii.
Ela sorriu e se despediu de mim, já eu entrei no portal de cabeça.
Assim que eu entrei, eu olhei o local e falei:
—realmente, aqui é o inferno.
Pois é, eu nem falei como a Chii era: ela tinha uma touca preta com dois olhos roxos, tinha cabelos castanhos longos, olhos roxos, usava um casaco de zíper preto sem bolso e com uma argola bem levantada, usava uma saia preta (finalmente uma garota que usa uma peça de roupa de verdade!!!) e sempre aquelas meias lá, só que pretas.
Assim que eu cruzei o portal, eu me deparei com uma garota de cabelos grandes brancos, olhos laranjas e um vestido branco deixando metade dos seios de fora (e de novo, uns melões).
Eu educadamente perguntei:
—desculpe, mas você viu uma garota com um arco grande?
A garota respondeu com uma pergunta:
—meu arco não é grande o bastante pra você?
Eita poha...
Eu fiquei em silencio, não tinha nada pra falar. Mas eu fiz uma cara de quem chupou um limão azedo que olha...
Só que o que me assustou pra valer foi o berro que ela abriu do nada, tipo, do nada mesmo ela começou a chorar dizendo:
—isso não é justo! Eles não vão ficar maiores! Ninguém nunca me nota quando tem outras garotas ao redor! Quando eu gosto de um garoto da MobSchool, umas Blazes peitudas vem e levam ele pra longe de mim!
Eu tentei fazer um elogio, mas sem sucesso:
—eu gosto do seu vestido!
Mas ela não parou:
—e ainda tem aquela esqueleta negra que fica dizendo que meus seios são pequenos!
Eu fiz outra tentativa, dessa vez um pouco mais bizarra:
—mas eles não são!
Ela incrivelmente parou de chorar e perguntou:
—serio?
Ela ficou feliz do nada e continuou:
—ninguém nunca me falou isso antes! Meu nome é Reyna, qual o seu?
Eu respondi:
—Saito.
Reyna: nome estranho, eu nunca ouvi falar de ninguém chamado Saito antes... não importa! Você quer achar sua namorada?
Eu: ela não é minha namo-
Reyna: então você é solteiro? Eu quero dizer, você é solteiro certo? Não tem mais garotas aqui?
Eu: não.
Reyna: eu tenho uma chance!
(o que tem de errado com essa garota? Ela é estanha, mas fofa.)
Reyna: você quer achar sua amiga?
Eu: sim, foi por isso que eu vim aqui.
Reyna: mas ela não é sua namorada, o que te faz solteiro...
Eu: Reyna, se tiver algo pra falar, fala de uma vez.
A Reyna parece que se lembrou de mim e me olhou com cara de “o que era mesmo?”, eu fui direto ao ponto e falei:
—Reyna, aonde está a Skelly?
Reyna: quem? Ah, é mesmo, por aqui.
Ela simplesmente começou a voar!
Eu chamei a atenção dela falando:
—ei! Eu não consigo voar!
Ela voltou e perguntou:
—o que você quer dizer com “não consegue voar”?
Eu respondi:
—significa que eu não consigo voar!
A Reyna estava com a cara seria, antes ela estava sorridente, agora ficou seria. Depois que eu falei que eu não consigo voar, ela falou:
—então vamos ter que ir a pé.
Eu respondi:
—claro.
Nós andamos até um local aonde tinha quadros com comidas penduradas, quando chegamos, a Reyna falou:
—chegamos!
Eu: Reyna cade a Skelly?
Reyna: é mesmo, eu tinha esquecido disso. eu fiquei com fome e decidir vir nesse lugar.
Eu: o que é esse lugar?
Reyna: eu não sei, mas tem um monte de comida por aqui!
Que mentalidade mais simples!
Reyna: está com fome?
Eu: sim.
Ela me deu alguns pães e carnes. Quando estávamos saindo, ela falou:
—tem outra Blaze fofa que passou pro mundo normal esses dias, e aparentemente ela é muito-
Eu interrompi ela falando:
—Reyna podemos ir encontrar a Skelly agora?
Ela respondeu sorrindo:
—claro!
Andamos até chegar em um outro lugar, assim que chegamos, eu perguntei:
—Reyna que lugar é esse?
Ela respondeu:
—minha casa é claro.
Eu: parece legal.
Reyna: entre!
Eu entrei e fiquei surpreso com a decoração, até falei:
—wow, é bem legal.
Ela respondeu:
—claro que é, é a minha casa!
Eu: então ela está dormindo aqui ou coisa parecida?
Reyna: quem?
PUTA QUE PARIU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!, pra ter uma ideia, chegou a aparecer aquele negocio na minha testa pra mostrar o quanto eu fiquei puto!
Mas por fora, eu respondi calmamente (ou quase):
—Skelly. Ela está aqui?
A Reyna respondeu ainda sorrindo:
—ah sim, claro!
Eu ainda não estava convencido, por isso perguntei:
—Reyna você sabe realmente aonde a Skelly está?
Ela respondeu:
—claro, se eu não soubesse, eu seria apenas uma garota estranha levando esse cara pra encontrar uma garota que ela nem conhece, e ela só faria isso se fosse ela estivesse deprimida e solitária, só uma garota solitária que ninguém percebe!
Sim, ela estava chorando.
Eu tinha duas opções: 1°- confortar ela, 2°- procurar a Skelly.
Eu provavelmente não iria mais achar a Skelly, mas não faz meu estilo deixar uma garota chorando.
Eu fui tentar confortar ela dizendo:
—Reyna, mesmo que você seja um peixinho no vasto oceano, não é o fim do mundo!
Ela retrucou todo o conforto que eu dei a ela dizendo:
—mas eu não sei viver minha vida como um peixe! Eu quero alguém que me ame!
POR ENQUANTO FODA-SE A MINHA RELAÇÃO COM A MANGLE, ESSA GHAST JÁ ESTÁ ME DANDO NOS NERVOS!!!
Eu abracei ela e falei:
—Reyna, eu não sou o seu melhor amigo ou alguém que pode te pedir isso, mas aguente firme!
Ela parou de chorar, mas não chegou a me abraçar de volta. Eu parei de abraçar ela, mas não tirei as mãos dos seus ombros, e nessa posição clichê demais, eu continuei:
—eu receio que não posso ser essa pessoa, eu não sou nem desse lugar pra inicio de conversa. algum dia eu vou embora, mas até esse dia chegar, tem uma coisa que eu posso te confirmar: eu vou fazer de tudo pra te deixar feliz, contanto que você me permita ajudar as outras garotas.
Ela enxugou as lagrimas e falou:
—certo...
Eu finalmente pude ficar mais calmo. Depois que eu confortei a Reyna, eu sai da causa dela e falei:
—agora vou voltar pro mundo normal, eu não vou durar mais tanto tempo nesse calor.
Eu fiz o que eu prometi, voltei ao mundo normal, mas eu sai em um portal diferente, um completamente aleatório.
Eu olhei em volta e falei:
—puta merda.
Eu deixei o portal lá mesmo e fui procurar a casa da Chii, ela era a única que eu conhecia que podia me ajudar com alguma outra coisa já que eu não conseguia nem pegar madeira.
Enquanto eu caminhava, eu ouvi uns soluços, os mesmo soluços daquela garota creeper de antes. Mas tipo, eu não estava encontrando ela até que eu fui em um buraco que tinha no chão bem escondido por folhas de arvores, enquanto eu andava até ele, eu falei:
—que buraco perigoso esse heim? As folhas estão escondendo o buraco e se alguém cai lá, não vai voltar tão cedo.
Mas assim que eu cheguei no buraco e olhei pra ele, eu vi aquela garota lá chorando.
Eu fiquei em choque, desde aquele momento até agora ela ficou nesse buraco.
Eu me apressei e falei:
—ei! Você tá legal? Eu vou te tirar dai calma.
Eu estendi a mão pra ela e falei:
—aqui, pega a minha mão.
Eu estava em um bloco de terra meio perigoso de estar, e quando ela pegou minha mão, o bloco quebrou e eu cai dentro do buraco.
Eu levantei e vi a garota falando:
—desculpe! Desculpe! Desculpe! Desculpe! Por favor não me machuque!
Eu tentei acalmar ela falando:
—calma! Você não precisa se desculpar, não fez nada de errado.
Ela negou tudo dizendo:
—isso não é verdade! Eu quase matei você! Eu te prometo que vou sair daqui o mais rápido possível, você nunca mais vai me ver de novo!
Eu tentei acalmar de novo dizendo:
—não faz isso!
O que diabos eu acabei de falar!?!?
*silencio mortal*
A garota me olhou com aqueles olhos cor de mel e perguntou:
—você... me quer perto?
Eu respondi:
—tecnicamente sim...
Ela começou a falar sozinha:
—alguém... me quer perto.
Ela começou a correr de vergonha pelo buraco, depois me deu um abraço de urso. Ela estava feliz da vida.
Eu devolvi o abraço e perguntei:
—mas você está machucada? Está com fome ou coisa parecida? Tipo, desde aquele dia é MUITO tempo! Vamos, vamos sair desse buraco.
Eu cavei a saída com os dedos mesmo cara, tudo bem que estava doendo, mas isso não era nada, certeza que a garota estava com fome, sede e cansada.
Nós dois saímos de lá, a primeira coisa que eu fui fazer foi ver se tinha sobrado alguma coisa no meu inventario...
Tinha alguns pães, eu entreguei os pães pra ela e ela comeu com vontade, depois eu perguntei:
—você... precisa tomar água?
Ela respondeu:
—sim, por que?
Eu respondi:
—por nada... vamos, eu achei um lago ali.
Nós fomos até o lago e ela tomou bastante água, enquanto isso, eu comecei a pensar: aonde diabos essa garota pode descansar? Eu não tenho casa nem nada, vamos ter que achar uma caverna...
Mas ela me chamou a atenção dizendo:
—Muito obrigada! Eu realmente não sei quanto tempo eu iria durar naquele buraco.
Ela estava sonolenta, tão sonolenta que quase caiu no chão se eu não tivesse pego ela, depois eu falei:
—vamos precisar achar um lugar pra dormir, já está anoitecendo e aqueles lobos são perigosos.
A garota falou:
—vamos pra minha casa.
Ela me guiou até a casa dela, mas quando chegamos, já estava de noite.
Eu me apressei e entrei rápido, fechei a porta e falei:
—pronto, agora podemos descansar em paz. Eu vou te deixar na sua cama ok?
Ela respondeu:
—ok.
Eu coloquei ela na cama dela, depois perguntei:
—você tem outra cama?
Ela respondeu:
—não.
Eu iria dormir no chão mesmo, mas ela segurou minha manga e perguntou:
—quer dormir comigo?
Esse era o objetivo dela né... quem sou eu pra negar?
Eu deitei do lado dela mesmo, e lá ela falou:
—meu nome é Cupa. O que achou do meu nome?
Eu respondi:
—é interessante, gostei.
Cupa: e qual o seu?
Eu: Saito.
Nós dormimos juntos mesmo, mas tipo, foi péssimo. A Cupa ficava se revirando e subindo em cima de mim toda hora, pra você ter uma ideia, eu acordei com o moletom virado do avesso. Agora imagina o que diabos ela fez comigo no meio da noite? Ela estava muito cansada e não vai lembrar de nada, mas poxa, pra virar meu moletom do avesso, o bagulho foi loco.
Quando eu levantei, a Cupa continuou dormindo, e como ela devia estar cansada, eu deixei ela dormindo mesmo.
Bem, eu tenho 2 carnes, um arco rachado e minha determinação, o que eu posso fazer?
Eu decidi pegar um pouco de madeira no baú da Cupa, fiz uma picareta de madeira, sai, peguei umas pedras que estavam ao ar livre, voltei e fiz um machado de pedra, uma picareta de pedra e uma espada de pedra.
Depois disso eu sai em uma aventura por algo novo, talvez a saída daquele mundo, talvez uma vila de humanos, sei lá. Muitos caminhos pra tomar.
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