Notas iniciais
Olá leitores, novo capitulo para vocês. Dessa vez, o capitulo não é introdutório dos personagens. Vocês devem estar se perguntando o motivo, é bastante simples: Eu quero fazer a historia andar então é por conta disso que eu decidi escreve-lo. Teremos então alguns personagens que já vimos e eles convivendo entre si.

Winterfell

O Rei Brandon ordenou abertura dos portões de Winterfell quando os guardas disseram que a primeira comissão se aproximava pela estrada que vinha da Mata dos Lobos. E pouco depois da ordem ter sido acatada sendo que assim os pesados e grossos portões de madeira se abriram que foi que no castelo adentrou-se um verdejante mar de homens que empunham o estandarte do urso negro.

Vestidos em suas armaduras de aço polido cerca de quatrocentos homens, entre escudeiros vassalos e cavaleiros juramentados ou livres. À frente vinham os emblemas ondulando ao vento, pelo menos uma dúzia de estandartes verdes tendo ao centro deles o urso da Casa Mormont. Atena Stark conhecia muitos dos cavaleiros que vinham à frente ainda mais quando aquela era a casa de sua mãe, a Rainha Lyra.

Liderando o os homens vindo logo a frente seguia Sor Rian Mormont, com os cabelos tão negros quanto à noite e os olhos verdes claros tão límpidos. Ele era alto e musculoso quase como a própria fera que era o emblema de sua casa, sua aparência era muito semelhante ao de seu falecido pai, Olyvio, segundo gostavam de lembrar.

Atena tinha de admitir a si mesma, quando mais nova tinha desejado casar-se com seu primo Rian, uma tola paixão infantil que em nada restara além da admiração que ainda sentia por ele. Ele era somente um dos homens mais bonitos que ela tinha visto em sua vida, nada além disso.

O Jovem Urso cavalgava elegantemente como um verdadeiro lorde, sendo que ele lançava alguns sorrisos para as moças que o observavam. E ao lado dele vinha o seu escudeiro, Pathor Flowers, um bastardo da Campina. Pelo modo que agia e se vestia, era capaz de que as pessoas que o desconheciam nem suspeitassem de sua origem ilegítima.

Então a carruagem grande e negra tão conhecida pela família real cruzara a entrada do castelo. Com os adornos feitos em bronze que lembravam a cabeças de urso que a enfeitavam.

Quando então com um movimento de rédeas do cocheiro fez com que os seis cavalos negros que a puxavam por fim parassem. Um dos guardas dos Mormonts se aproximou e abriu a porta da carruagem então estendendo a mão e ajudando as ocupantes a descerem.

Primeiro veio Lady Maege Mormont, imponentemente apesar da idade o que era um fato que fazia com que a acunha que lhe deram lhe coubesse tão bem: A Ursa Maior.

Ao seu lado vinha à neta mais nova dentre os Mormonts e pelas suspeitas de Matthew certamente a favorita da avó, Lizbeth. Ela era uma moça de estatura baixa (assim como a própria Atena também era), tinha a pele clara e longos cabelos ondulados negros como os do irmão. Assim como um sorriso meigo e seus expressivos olhos verdes claros assim como os de Rian, uma herança do pai que por sua vez os puxara de Lady Maege.

Matthew pode ver mais adiante Rian Mormont parando seu cavalo e saltar de cima da montaria de guerra com um rugido familiar, quando se deu por si pode sentir-se sendo esmagado em um abraço de urso do primo.

— Matthew! Ah, como é bom vê-lo novamente, primo. – disse Rian enquanto o olhava de cima a baixo e soltou um risinho — Não mudou muita coisa desde a última vez que nos vimos.

— Mamãe, é um prazer revela – disse Rainha Lyra para Lady Maege enquanto uma acenava para outra com maneios de cabeça – queria que fosse durante situações melhores.

— Vossa graça – disse Lizbeth cumprimentando o casal real.

Rian ajoelhou-se na neve a fim de beijar o anel da Rainha Lyra e do Rei Brandon. Enquanto Lady Maege abraçou Catryona e Atena. Lizbeth repetiu a ação depois da avó com as primas, também as abraçando. Então Hoster e Sybill, as crianças reais mais novas, foram cumprimentadas pela avó. Assim que aquelas formalidades de saudação se completaram, o rei disse a Ursa Maior que até então parecia ignora-lo.

— Bem vinda a Winterfell, Lady Maege. – disse Rei Brandon para a sogra que crispou os lábios e lhe dirigiu um olhar sério – Permita-me que lhe acompanhe – pediu o regente lhe estendendo a mão para que a mulher aceitasse essa por sua vez fez de conta que não o tinha ouvido e dirigiu seu olhar para o lado.

— Noah, acompanhe sua velha avó até o castelo para que possamos por um fim nessas formalidades desnecessárias. – disse Lady Maege ao que o segundo príncipe tomou um sorriso divertido em seus lábios tomando alguns passos a frente até aproximar-se da idosa.

— Com todo o prazer, vovó – disse Noah parecendo muito satisfeito ao ver o próprio pai sem jeito enquanto tentava contornar a situação então pegando a mão da rainha. E assim o casal real adentrou o recinto seguindo-se aos outros membros da família, Lizbeth aceitara o braço de Matthew enquanto Rian ofereceu o seu para Atena que seguia logo atrás deles.

Eles adentraram o castelo e atrás deles quando o último membro da guarda de Winterfell passou foi que as portas se fecharam. Uma vez dentro todas as formalidades foram amenizadas quando família real e os Mormonts seguiram em direção do grande salão e tomaram seus lugares a mesa principal. Hoster e Sybill foram levados pela Velha Ama para sentarem-se na mesa das crianças na extrema direita ao lado de Lou e Amanda Snow. Esta por sua vez, estava ao lado das mesas abaixo do alambrado que foram então tomadas pelos outros membros da corte e pelos cavaleiros juramentados a Lady Maege.

— Lamento pela falta de cortesia de minha avó, vossa graça. – disse Rian assim que tinha tomado seu lugar a mesa principal – Não creio que tenha sido algo intencional. – então recebendo um aceno da avó para que se calasse.

— Oh, foi sim. – disse Lady Maege encarando por fim o rei – Quando lhe entreguei a mão de minha filha, Lyra, eu pensei que a tivesse entregando a um príncipe do inverno. A um homem que lhe faria feliz e que a honraria, um homem que cuidaria da família que construiriam juntos e que protegeria seus filhos. Eu me pergunto agora, esse homem ainda existe, vossa graça?

— Mamãe, isso não é modo de se falar. – repreendeu Rainha Lyra.

— Querida, eu estou falando com o seu marido e gostaria que ele me respondesse – disse Lady Maege – Não estou me dirigindo a ele como meu rei e sim como meu genro. E espero que me responda como tal, vamos Brandon...

— Eu ainda sou esse homem, Lady Maege – respondeu Rei Brandon então tocando a mão de sua esposa por cima da mesa – Eu amo sua filha desde o momento em que a vi. Tenho cuidado de meus filhos, os protegendo e os mantido em segurança tanto quanto qualquer verdadeiro pai de família deve fazer. Ou até mais. Foi uma infelicidade o que ocorreu com minha filha, sendo que eu espero que não esteja me culpando por tal fato de que não havia como ser previsto.

— Sinto por ser incapaz de acreditar em todas as suas palavras, vossa graça. – disse Lady Maege então dirigindo seu olhar para mesas abaixo deles.

Atena seguiu o olhar da avó e pode ver seu olhar pousar em Alannah que estava sentada na mesa das crianças e alimentava a pequena Amanda. A princesa pode ver então o olhar da avó tornar a volta-se na direção do rei com um olhar questionador como se ele já soubesse ao que ela se referia. E Atena sentiu seu estomago revirar ao deduzir facilmente o que a Ursa Maior estava referindo-se.

Quando sua pequena loba nascera, o plano inicial seria passa-la como sendo apenas uma menina nascida de uma criada de Winterfell, assim Atena poderia vê-la crescer próxima de si sem que suspeitas fossem levantadas.

Mas o sangue era forte e quando o pequeno serzinho viera ostentando as características dos Starks eram inevitáveis que as pessoas começassem a falar. Então o plano tinha sido assumido sem que Atena soubesse, sua filha tinha sido reconhecida como a bastarda de Rei Brandon.

Não havia palavras para a princesa conseguir descrever o quanto amava o pai por aquela atitude, reconhecer a neta como filha fora uma das maiores provas de amor paterno que aquele homem poderia ter lhe dado. Porém, a atitude nobre acabou por ter seus pontos negativos, como o fato de começarem os murmúrios pelos cantos sobre como o rei do inverno mantinha a rainha e a amante debaixo do mesmo teto.

Mas a pior de todas as consequências com toda a certeza tinha sido a perda da confiança e respeito de Lady Maege, que achara uma desonra para sua filha aquela traição do marido. Atena sabia que a Ursa Maior sempre valorizara a família mais do que qualquer outra coisa, em suas palavras um homem que não honra sua esposa e filhos não merecia respeito. E Rei Brandon tinha se incluído nessa categoria.

Noah costumava dizer para Atena que o pai deles era um tanto impulsivo a ponto de não pensar muito quando o assunto se referia à família. Do contrário, eles poderiam facilmente passar a filha de Atena como sendo outra bastarda dele.

O segundo príncipe já tivera uma então por que não outra? As pessoas não suspeitariam. É claro que o orgulho de Brandon tinha o feito impedir de pedir tal favor ao filho, certamente por conta da divida que teria com este. Porém, mal sabia o rei que por se tratar de um favor a Atena, o rapaz não iria cobrar nada em troca.

— Vovó, por favor... – pediu Catryona que se encontrava sentada ao lado de Noah – Não fale dessa maneira, esse assunto não merece ser discutido. Poderíamos manter a paz ao menos enquanto estivermos à mesa? Rei Brandon não possui qualquer culpa no desaparecimento de Brie, minha avó. Foi uma infelicidade inesperada, nada demais.

— Um castelo desprotegido ao ponto de sofrer duas invasões certamente é mais do que uma infelicidade inesperada, minha querida. – disse Lady Maege – Diga-me, vossa graça, o que pretende fazer a respeito sobre o desaparecimento de minha neta?

— Planejo ter minha filha de volta se é isso que está me questionando, Lady Maege. – respondeu Rei Brandon – Eu iria busca-la pessoalmente se assim fosse possível, mas obviamente isso fará com que o Norte se enfraqueça frente a guerra que se aproxima.

— Guerra essa que vossa graça em primeiro lugar foi o responsável por iniciar. – disse Lady Maege encarando com seus profundos olhos verdes claros que faiscavam contra os azuis acinzentados do regente. – Diga-me, o que vossa graça tinha em mente quando descera a espada contra o pescoço de Royce Bolton? – O rei a encarara seriamente em silêncio.

— Vovó, já chega. Foi o suficiente. – pronunciou-se Rian com uma voz séria de comando então dirigindo seu olhar para o rei — E eu gostaria de apresentar ao senhor de que todos da Ilha dos Ursos lamentam pelo infeliz evento que ocorreu com a Princesa Brie. Peço perdão pelas palavras de minha avó, vossa graça. Ela é uma mulher que com a idade desaprendeu que devemos respeitar nosso suserano.

— Compreendo, Rian. – disse Rei Brandon – Minha sogra está afetada pelo que aconteceu com sua neta. E eu lhe digo, Lady Maege, que ninguém poderia sentir-se mais arrasado do que eu mesmo pelo ocorrido naquela noite. Em uma noite que era para ser de festa transformou-se em algo aterrorizante. Tirara de mim uma filha e um homem iniciara uma guerra ao atacar-me minha casa.

— Outro tolo – disse Lady Maege – Mas o que podíamos esperar de Boltons? Eles são maçãs podres da mesma árvore doente que é aquela casa. O Sangue ruim deles prevalece com os anos. Sempre foi assim.

— E foi esse homem que você me culpa de matar e iniciar uma guerra? – disse Rei Brandon encarando a idosa — Royce Bolton ameaçou minha família, meu lar e naquele momento pensei que tinha sido o responsável por tirar-me minha filha. Pergunto a ti, minha sogra. O que um homem nessa situação deveria ter feito? O que seu marido, o falecido Lorde Jonas teria feito se fosse Lyra que tivesse desaparecido.

— Ele não cometeria o mesmo erro – falou Lady Maege – Eu estaria do lado dele para impedi-lo de deixar se levar pela emoção. Manteríamos o Bolton vivo como nosso prisioneiro e então negociaríamos por uma troca pela nossa filha. Um homem esfolado como refém vale mais do que um morto.

— Será que poderíamos falar de outros assuntos? – disse Rainha Lyra tentando interceder na discussão que ocorria entre sua mãe e seu marido. – Estamos aqui para recebê-los, por favor... Poderíamos comer em paz.

— Eu estou sem apetite – disse Lady Maege levantando-se – Será que algum desses seus criados poderia mostrar-me meus aposentos ou terei de encontra-los por mim mesma?

Com um sinal de Rainha Lyra foi que uma das criadas aproximara-se e levara Lady Maege para fora do salão. Depois de ter se retirado da mesa foi que isso deixou um clima ainda um pouco tenso a mesa como aparentemente nenhuma das pessoas comia. Com exceção de Noah, que como sempre não recusava vinho sendo que se encontrava na sua segunda taça.

Aliás, o humor do lobo boêmio estava ótimo afinal era incrivelmente inexplicável o seu prazer em ver alguém batendo de frente com o seu pai. Na maioria das vezes as pessoas simplesmente faziam sempre o que o todo poderoso Rei Brandon desejava, abaixavam suas cabeças para acatar suas vontades, independente de quais fossem.

Geralmente era ele o único com alguma coragem ou estupidez suficiente para desafiar o rei, era fato que seu pai viasse na obrigação de devolve-lhe uma resposta assim iniciando-se uma discussão. Mas ver a grande Ursa Maior atacando seu pai com umas boas verdades na hora do jantar era um espetáculo a parte.

Por que não podiam ter isso com mais frequência do que bobos da corte? Lady Maege contra Rei Brandon era um grande divertimento para ele e era naqueles momentos que ele simplesmente queria levantar-se e dar um grande abraço na avó. Aquela mulher simplesmente destruíra a moral do rei.

Aquilo o fazia rir muito mais do que qualquer outra coisa, é fato que ele apenas soltara risinhos debochados quase inaudíveis para não interferir na briga. Mas agora que a avó tinha se retirado, o show tinha terminado então era hora dele se retirar. Foi assim ele virou por completo a taça que possuía em mãos então se virou na direção dos pais.

— Se me permitem, acredito que não haja mais necessidade em eu permanecer aqui – disse Noah – O show acabou então se me permitem irei sentar-me ao lado de melhores companhias. Porque sinceramente nem eu sei o que estou fazendo nessa mesa ainda. Bom jantar para vocês... – E assim foi retirou-se podendo notar que seu pai nem tinha lhe dirigido a palavra. Certamente estava irritado o suficiente a um ponto de decidir ignora-lo e não descontar nele. Isso era uma novidade.

— Eu acho que vou ver como vovó está – disse Catryona um pouco sem jeito então se levantando seguindo na direção lateral do salão. Ele pode ver Matthew dirigindo um olhar para sua noiva enquanto esta se afastava.

Foi então que Noah seguiu alguns metros e desceu alguns degraus até mais ao centro do salão. Ele pode ouvir o barulho de alguém se levantando da mesa principal, mas ignorou. Então sentiu seu pulso sendo segurando, o impedindo assim que prosseguisse. E ao virar-se para encarar de quem se tratava, já esperando que fosse seu irmão mais velho, acabou por se surpreender vendo que se tratava de Rian Mormont.

— Perdão, algo que tenha deixado passar? – perguntou Noah no maior cinismo.

— Minha irmã – falou Rian Mormont indicando a moça que até então estivera sentada ao lado do príncipe – Creio que deva lhe pedir permissão para deixar a mesa. – Parecia uma simples frase, mas ela soara um pouco ameaçadora como se o Jovem Urso estivesse lhe exigindo que fosse respeitoso com Catryona.

— Mesmo? Oh, e eu deveria fazer isso por conta de... – falou Noah fazendo de conta que não compreendia ao que o primo queria chegar com aquilo. Ao que fez com que Rian apertasse ainda mais o pulso dele e fixasse ainda mais o olhar.

— Ela é sua noiva – falou Rian o que fez com que Noah soltasse um arzinho pelo nariz e lhe lançasse um olhar sarcástico. – E em momento algum lhe vi olha-la ou ter alguma espécie de contato com ela. E vocês estavam sentados um ao lado do outro só que é como se fossem completos estranhos.

— Tenho uma novidade para você, meu primo. – disse Noah – Ninguém me perguntou se eu queria noivar com a Catryona então quer que eu esteja no amor com alguém que sou forçado a estar junto? Sério, pensei que já soubesse que não sou do tipo romântico afinal quantas vezes nos cruzamos nos puteiros que existem aqui no Norte?

— Minha irmã e você irão se casar, Noah. – disse Rian com um tom sério – Eu não aprovo isso, não me perguntaram se eu desejava ter você como cunhado. Mas já que é assim que vai ser então que ao menos você trate minha irmã com respeito. Se eu souber que você fez algo com a Catry...

— Eu não toquei na sua irmã, Rian. – disse Noah se livrando do aperto em seu pulso – Acredite, eu bem que tentei. – e sorriu – Achei que por ser viúva, a Catryona seria mais acessível se é que me entende? Mas ela continua bancando a donzela. Patético não acha? – Ele pode perceber o olhar sério do herdeiro Mormont sobre si então foi que sentiu alguém se meter entre os dois.

— Eu espero que vocês não estejam realmente iniciando uma briga aqui – falou Lizbeth segurando o braço do irmão – Aqui no meio do salão de Winterfell com o Rei e a Rainha observando. Pelos deuses, controlem-se. Vocês não estão em nenhuma taberna ou bordel.

— Até porque se estivéssemos, seu irmão não ia vacilar em usar a espada contra mim não é? Nem esperaria que eu virasse de frente para ter alguma chance já chegaria apunhalando pelas costas mesmo. – disse Noah – Não foi assim que fez com Daryl Dustin? Se me recordo-me bem, quase houve uma guerra daquela vez.

— Você não estava lá – disse Rian – Não soube as razões que me levaram a fazer aquilo.

— Sei que quase causou uma guerra – falou Noah – Mas quem sou eu para julgar não é mesmo? – ele riu então fez um sinal para uma criada vir lhe servir vinho ali mesmo em pé – Enche para mim, querida. – e a moça sorriu enquanto derramava o liquido dentro da taça que o rapaz tinha em mão. – Obrigado. – ele então piscara e dera um meio sorriso para a moça que se afastara. – viu? Mande sua irmã me trazer vinho e quem sabe não serei mais agradável com ela? — Sendo que aquilo só serviu para deixar o Jovem Urso ainda mais irritado.

— Noah, eu realmente quero que você cale essa sua boca. – falou Lizbeth para o príncipe – Eu posso estar segurando o Rian aqui para que ele não provoque um incidente ao lhe quebrar alguns dentes. Mas é porque estamos no salão, não estarei por perto da próxima vez.

— Nem precisara – falou Noah então tomando um gole – Seu irmão pode ser grande, mas eu me garanto numa briga. – E então com a mão livre foi que Rian dera um tapa na taça do príncipe assim derramando todo o conteúdo no chão – Oh, você realmente está afim de uma briga não é? Olha só, que desperdício de vinho. Era vinho dornês, tem ideia de quão longe é para essa coisa chegar aqui? – ele agachou-se e pegou a taça em mãos então a fechando fortemente contra seus dedos.

Ele estava prestes a bater com toda a sua força aquela taça de ouro contra o rosto do primo quando sentira alguém lhe abraçar a perna. Seu olhar desviou-se na direção de quem se tratava e seus olhos encontraram com um pequeno par que era igual aos seus.

— Achei papai – falou Lou sorrindo abraçando a perna de Noah o que fez o homem sorrir e abaixar-se para pegar a filha no colo. – Papai, voar... – Ele a tinha agora em seus braços e ela mexia seus bracinhos parecendo rir.

— Acho que demos a conversa por terminada não é mesmo? – perguntou Noah olhando para Rian que parecia ter suavizado a sua feição – Obrigado então, foi boa a conversa primo. E você fica me devendo uma taça de vinho.

— Pela sua filha – disse Rian – Vou deixar isso passar. – E então deu as costas e seguiu retornando para a mesa de jantar. Lizbeth passara a mão no rosto da filha de Noah e está sorriu para ela.

— Bonita – falou Lou.

— Obrigada, você também é muito bonita – falou Lizbeth.

— Obrigado por aquilo, Liz. – agradeceu Noah.

— Segura a língua perto do Rian – disse Lizbeth – Não estarei por perto sempre para impedi-lo de acabar com você. E não é porque você é um príncipe que você vai conseguir se livrar dessa.

— Não tenho medo do seu irmão – falou Noah.

— Eu acho que deveria passar a ter então – disse Lizbeth – Nada é mais importante para o meu irmão do que a nossa família ou o que sobrou dela. Se ele souber que a Catryona está infeliz por sua culpa então que você fique fora do caminho do contrário terá problemas. – Então se virou e seguiu pelo mesmo caminho que Rian tinha tomado.

— Papai, voar... – disse Lou puxando a gola da camisa do príncipe.

— Você quer voar, minha princesa? – falou Noah então jogando a filha um pouco para o alto e a pegando em seguida. Aquilo era o suficiente para fazer a garota soltar risinhos infantis de diversão. – Pronto, Lou. Você voou.

— Papai, de novo... – falou Lou novamente batendo palminhas.

— Não, você está comendo. – disse Noah – Alias, a Velha Ama deve estar te procurando. Você fugiu dela de novo? – e a pequena escondeu o rosto no ombro do pai e isso o fez rir – Certo, vamos voltar lá. Papai estava mesmo indo comer com vocês.

...

Matthew tinha pedido licença aos pais para então retirar-se da mesa na intensão de seguir atrás de Catryona para certificar-se de que ela estava bem. Ele seguiu nos corredores para alcança-la e até mesmo correra um pouco afinal o castelo estava vazio por conta da recepção aos Mormonts que tinha sido feita no grande salão.

Ele a encontrou descendo as escadas que levavam a torre em que existiam os quartos de hospedes, sendo que era ali que Lady Maege e os irmãos de Catry iriam instalar-se durante aqueles dias enquanto os preparativos estratégicos eram feitos pelo rei e os lordes.

A moça ao deparasse com ele sorriu e ele fizera o mesmo. Catryona Mormont era a irmã do meio entre os filhos do falecido Lorde Olyvio e sem duvida alguma era a mais diferente em aparência.

Catryona possuía os cabelos castanhos longos e ondulados que lhe desciam pelas costas e busto. Tinha os olhos cor de avelã, segundo diziam sua aparência era uma herança de Lorde Jonas, seu falecido avô. Ela tinha o rosto magro como o de Lady Maege só que sem qualquer indicio de idade, era jovem e extremamente belo. E ela tinha um corpo certamente atraente de uma mulher já feita.

— Como está vovó? – perguntou Matthew.

— Ela está bem, apenas tudo isso com a sua irmã – falou Catryona enquanto dava alguns passos assim terminando de descer as escadas – Ela está simplesmente abalada demais emocionalmente. A velha Ursa Maior tenta ser durona a maior parte do tempo, só que seu emocional é muito profundo e ela ama muito os netos. E Brie foi levada para longe...

— Brie não foi levada por um Bolton – disse Matthew – Foram os selvagens que a levaram.

— Eu sei, mas isso é tão estranho não é? – questionou Catryona.

— O que você quer dizer? – falou Matthew – Não vejo nada demais.

— Não? Boltons atacaram ao mesmo tempo em que selvagens? Não pode ser considerado normal. Isso pode significar que eles estejam trabalhando juntos – falou Catryona podendo ver um olhar de surpresa nos olhos do príncipe. – Não tinha pensado nisso?

— Na verdade, não. – respondeu Matthew com sinceridade.

— Selvagens e Boltons atacando na mesma noite não é algo usual não é mesmo? – disse Catryona — Seria coincidência demais para acreditarmos.

— Você contou esse seu pensamento para alguém? – perguntou Matthew.

— Estou dizendo para você não é? – falou Catryona sorrindo.

— Pensei que contaria para a vovó – respondeu Matthew.

— E dar mais razões para ela enfrentar o Rei Brandon? – questionou Catryona – Não, já tivemos o suficiente por hoje. E se ela não pensou nisso ainda então não serei eu que dirá a ela, na verdade, estava pensando que seria bom que fosse você a dizer isso na reunião com os lordes.

— Eu? – riu Matthew.

— Sim, você. – falou Catryona – Conte a seu pai na frente de todos. – ela aproximou-se dele ficando frente a frente — Isso irá deixa-lo orgulhoso de seu herdeiro.

— Brie foi levada para o Norte – falou Matthew – vimos os rastros deles, eu segui essas pistas pela Mata dos Lobos até a encosta e eles certamente pegaram alguma embarcação e seguiram em direção da Costa Gelada.

— Isso não quer dizer que eles não estejam juntos apenas que ela não foi levada para Forte Pavor – disse Catryona virando as costas para ele e seguindo em direção uma das janelas – Mas entendo se não quiser me ouvir, isso é o que eu tenho pensado não é mesmo? Quem sou eu para tirar conclusões como essas?

— Alguém a quem eu dou ouvidos – disse Matthew aproximando-se dela e colocando-se atrás dela e ela voltou-se para encará-lo – Uma mulher cuja opinião me importante, cuja voz me acalma e me faz sentir como se eu estivesse no céu... – ele então envolvera um dos braços na cintura dela enquanto com o outro seguiu pelo rosto lhe acariciando. – A mulher que me pertence – e aproximou seu rosto do dela então sendo parada pela moça.

— Matthew, não... – disse Catryona – Eles podem ver.

— Estão todos ocupados – falou Matthew aproximando sua boca da orelha dela – Não vão nos ver. – ele pode sentir a pele dela arrepiar-se por conta do hálito quente que vinha da respiração. Então puxou o rosto dela em direção do seu e lhe beijou.

Não era a primeira vez que se beijavam. Mas a cada beijo que dava em Catryona, simplesmente fazia com que Matthew se sentisse mais apaixonado pela noiva de seu irmão. Ele sempre sentiu um carinho especial pela Mormont quando eram crianças, inicialmente esperava que fosse apenas amor de primos quando na verdade isso se transformava em algo maior.

Soube que a amava no momento em que se beijaram pela primeira vez pouco antes dela se casar com George Glover, o herdeiro de Bosque Profundo. Ele então sentira inveja, sentira raiva e desejara que pudesse ter a garota perto de si. Talvez como o ouvissem foi que os deuses mataram George quando este morrera em um torneio quando em uma justa a lança lhe atravessara o pescoço.

Agora viúva, Catryona tinha sido devolvida para a Ilha dos Ursos para junto de sua família, porém a Rainha Lyra acabou por chama-la mais uma vez para a função de sua dama de companhia. E o Rei Brandon que estava na busca por uma noiva para Noah depois do caso dele ter engravidado uma prostituta, viu ai a oportunidade que lhe convinha. E os deuses o tinham brincado com seus sentimentos mais uma vez, agora mantendo a mulher que amava perto dele, porém lhe dando a um homem que não a merecia.

— Eu sou seu – falou Matthew enquanto separavam-se do beijo.

— E eu sou sua – respondeu Catryona sorrindo então lhe dando um beijo rápido para então aconchegar-se nos braços dele em um abraço.

— Deveríamos ir para outro lugar – disse Matthew e ela lhe lançou um olhar de como quem dizia que já tinha dito isso antes. – Ou podemos arriscar. – Ele então descera os lábios pelo pescoço dela dando alguns beijos enquanto ia descendo. Podia senti-la estremecer com o contato de seus lábios conta a pele dela. Então ela o afastara, o que o deixou confuso até vê-la puxa-lo para mais um beijo.

— Vamos – falou Catryona quando se separaram – Vamos para nosso lugar secreto – Então o fez sorrir enquanto o pegava pela mão e o puxava para longe dali.

...

Eles estavam na Torre Quebrada, um lugar em Winterfell que dificilmente era visitado por conta das precariedades dentre eles como o fato de não ter um teto. Há vários anos aquela torre tinha sido atingida por um raio. Desde então não havia sido reconstruído sendo assim um lar para corvos fazerem seus ninhos. Ou naqueles últimos três anos, o lugar onde um casal apaixonado se encontrava as escondidas.

— Matt? – disse Catryona que estava sentada ao lado dele que a abraçava. – Matt? — A garota estava com a cabeça deitada contra o peitoral do rapaz e ambos por sua vez encaravam as estrelas.

— Sim? – respondeu Matthew.

— Eu ouvi a rainha falando com o rei que eles teriam de pedir apoio do sul para essa guerra – disse Catryona então se ajeitando como se sentisse incomodada com o que acabara de dizer – Isso significa o que eu penso que é? – e então o encarara e ele ficara em silêncio – Matt?

— Sim – disse Matthew – É para a família da minha noiva que eles irão recorrer.

— E se ela vier para cá? – disse Catryona – Talvez, vocês então se casem antes do que esperam. É assim nas guerras, o casamento ocorre rápido no desespero para se manter as alianças entre as famílias.

— Eles não vão trazê-la. – disse Matthew.

— Como tem certeza? – questionou Catryona.

— Não tenho – falou Matthew – Mas trazê-la para o Norte em meio a uma guerra é tolice.

— Você seria capaz de amá-la? – perguntou Catryona.

— Você seria capaz de amar meu irmão? – respondeu Matthew também com uma pergunta.

— Eu não posso amar alguém quando meu coração já é seu – disse Catryona.

— Eu também – respondeu Matthew.

Notas finais
Eu vou desculpar-me pela demora, foram razões pessoais que ocorrem no nosso dia-a-dia. Para aqueles que me mandaram fichas mais recentes, acalme-se que eu pretendo apresentar os personagens também. Tentarei equilibrar isso de uma forma a dar continuidade na historia. Espero que tenham gostado do capitulo. Até mais. Deixem seus comentários.