Notas iniciais
Olá leitores, mais alguém percebeu que o capitulo anterior foi postado no mesmo dia do aniversário de 1 ano de North War? Quem diria, esse projeto que começou sem eu ter muitas expectativas acabou completar o primeiro dia de seu nome haha. E eu agradeço a cada um de vocês leitores. Deixo aqui meu muito obrigado e um capitulo adiantado para vocês que estavam pensando que levaria duas semanas. Capitulo 30 para vocês. Eu ia escrever algumas coisas mais com um ponto de vista do Edwyn vindo aqui para acompanhar esse ponto de vista com a Atena. Porém, eu preferi deixar apenas o dela mesmo. Boa leitura. Até lá embaixo.

Atena acabara de deixar sua filha bastarda, Amy Snow, com Alannah na área dos criados após mais uma visita secreta a seus aposentos. Cruzava agora a área externa tendo sua loba ao seu lado foi então que se viu sendo guiada até uma área em especial que dificilmente costumava a ir. Talvez estivesse querendo ver se encontrava o futuro noivo fazendo o que parecia sempre fazer: Orar aos deuses antigos.

Costumava observa-lo quando estava sozinha a fim de tentar compreender quem realmente era. Edwyn Karstark aparentava ter uma alma muito boa para alguém que tinha aqueles olhos azuis como gelo, aquela pele pálida e cabelos negros. Por mais que fosse um Karstark de nascimento ainda assim compartilhava sangue com os Boltons através de sua avó paterna. E tal ato a incomodava tanto quanto como viria a ser tratada depois de casada na vida a dois.

A verdade é que não confiava muito em homens desde o fatídico encontro com Richard nas criptas de Regatos. Ser forçada a desonra e a violação de seu corpo, as cicatrizes em seus pulsos tinham desaparecido bem como de seu rosto e os demais hematomas. Mas as marcas que tinham lhe ferido muito a alma, aquelas ainda doíam às vezes com os seus pesadelos.

O terror noturno que a vinha assombrar na figura daquele homem horrível que por vezes tirou seu sono ou acordou aos gritos. Ela não desejava nada além de esquecer o que tinha passado. Porém, ela teria agora de olhar sempre para os olhos de Edwyn que eram quase idênticos aos que seu estuprador possuía.

Não é como o Richard. Ele não é um Bolton por que então o odeia só por que é parecido? Ou por que você teme por sofrer ainda mais? Palavras que tinha dito sua mãe aquela manhã, quando anunciou que o pai pretendia casa-la antes de todo o exercito partir para a guerra eminente.

A garota encontrou mais pessoas em seu bosque sagrado do que esperava e era habitual.

Seus olhos fitaram a figura do pai sob a avermelhada abóbada de folhas, o regente estava ajoelhado entre as raízes e com Gelo em pé ao seu lado.

Atena respirou profundamente e suas narinas foram invadidas com o odor da terra úmida e a decomposição. Era um bosque de obstinadas árvores sentinelas todas revestidas de agulhas cinza-esverdeadas. Lar de poderosos carvalhos, de árvores de pau-ferro tão velhas quanto o próprio reino.

Conhecia cada uma daquelas árvores pelas vezes em que passara seu tempo ali com os irmãos em uma idade em que as preocupações e personalidades não os afetavam tanto. Uma em que Matthew e Noah compartilhavam risos um com o outro e em que Brie e ela não implicavam uma com a outra.

Ali naquele lugar havia espessos troncos negros enroscando-se uns aos outros, enquanto galhos retorcidos teciam um denso dossel elevado e raízes deformadas batalhavam sob o solo por um lugar. Onde esquilos felizes corriam pelos galhos e costumavam ser alimentados por Sybill, a mais nova das princesas.

Mas em dias normais aquele era um lugar de profundo silêncio e sombras meditativas e os deuses que ali viviam não tinham nomes. Não tinha rostos sendo que viam tudo pelos olhos da árvore-coração que encontrava-se ali com sua face esculpida no tronco branco como osso e o sorriso vermelho de seiva que mais lembrava sangue.

Ali diante dos deuses antigos se encontrava um Rei. Tinha a espada à sua frente com a ponta espetada na terra, e as mãos enluvadas a agarravam pelo punho que transpassava a altura de sua cabeça mesmo estando ajoelhado. Ao seu redor, ajoelhavam-se os seus lordes vassalos. Havia Grey-Jon Umber, Torrhen Karstark, Rian Mormont, Godric Glover e outros.

Até pode reconhecer os irmãos, Matthew e Hoster se encontravam entre eles. O mais novo quase desaparecia em meio aos adultos se não fosse por seu manto cinzento com o lobo gigante que se prendia em suas costas. A tempos que Hoster vinha mostrando-se querendo agir como um adulto tanto é que pedira para começar a treinar com uma espada que não fosse de madeira.

O pai concedeu-lhe o pedido e assim ele agora treinava com uma espada de aço sem corte sonhando com o próximo dia de seu nome em que esperava receber uma forjada pelo ferreiro de Winterfell. Afinal, dos três filhos do Rei do Norte algum deles tinha de sair um espadachim decente.

E lá estava Edwyn Karstark a direita do próprio pai. Estava com o grande manto negro aberto atrás de si com o broche de sol branco em prata destacando-se com sua coroa dentada lhe prendendo-a nos ombros.

Estão todos reunidos e cultuando os deuses antigos, percebeu Atena. Perguntou-se que deuses responderiam as preces de todos antes que palavras fossem ditas na reunião dos lordes que obteria após a noticia chegada de Porto Branco.

Não podia perturbá-los em suas preces. Os deuses têm de receber o que lhes é de direito. Por mais que sejam os mesmos deuses cruéis que quiseram lhe roubar a irmã e também queriam separar-lhe da filha. Você não percebe o quanto ama alguém até que a pessoa não esteja mais por perto ao menos era a lição que Atena tinha tirado de tudo aquilo. A ausência de Brie era sentida por todos e falar sobre ela tornou-se algo a ser evitado em respeito a rainha que ainda sofria com a falta da filha sequestrada.

Atena encarou novamente a árvore-coração com os olhos vermelhos e vazios parecendo encara-la. Fora naquele mesmo bosque sagrado que Brie desaparecera e seria ali que diria seus votos de casamento. Um frio lhe veio na barriga com tal pensamento e então desviou o olhar e ajoelhou-se onde estava. E assim foi que Atena esperou.

O vento de outono soprava através dos galhos mais altos das árvores do bosque sagrado e sopravam as folhas avermelhadas da árvore-coração que caiam sobre os ombros dos fidalgos que se encontravam reunidos debaixo de sua copa.

Atena então olhou para a Torre Quebrada que se encontrava a sua direita, com hera subindo pela parede e o todo repleto por ninhos de corvos entre as gárgulas esculpidas com faces de lobos. Os pássaros negros piavam sobre o alambrado quebrado e o restante da mureta que sobrara.

Enquanto esperava, foi inundada por todas as lembranças. O pai lhe ensinara a montar em seu pônei por entre aquelas árvores. E aquela era a mesma torre de onde Noah caíra quando quebrara o braço tentando provar-se mais corajoso que Matthew já que o primogênito sempre tivera medo de altura. Foram aqueles corvos parentes dos que ela abatera por si própria quando aprendera a manejar o arco e flecha e cansou-se de atirar no alvo de feno.

E mais adiante, sob aquele carvalho velho, fora ali que Atena tinha vislumbrado Brie beijando escondida com seu falecido noivo, Rodwell Karstark. E foi ali também que a mesma princesa tinha brincado aos beijos com Young Jon quando o garoto era apenas um protegido de seu pai. Numa época que o sangue da lua não tinha vindo para nenhuma delas e eram apenas meninas tolas que não conheciam da vida. E Brie menos ainda era quase cega em sua ingenuidade.

Brie era apenas uma garota magrela e com seus grandes olhos de corça enquanto o herdeiro da Última Lareira não passava de um garoto ruivo sardento e desengonçado. Fora antes de ele ficar bonito como era, porém ainda deveria ser ali que se apaixonou pela princesa. E Brie não percebeu os sentimentos do rapaz antes que tinham sido tarde demais, porém Atena tinha tentado alerta-la sobre o que estava acontecendo.

Talvez se tivesse dado ouvidos no lugar de ignora-la, só talvez Brie estivesse casada e na Última Lareira em segurança. Mas Atena fora desmerecida pela irmã que não dera atenção aos seus avisos até que fosse tarde demais e a amizade da mais velha com Jon estivesse destruída.

Maldita fosse sua irmã, pensou Atena. Nunca pensou que conseguiria sentir falta dela até que a possibilidade de nunca mais vê-la lhe surgir-se e agora todos os pensamentos dos momentos ruins e arrependimentos de palavras ditas vinham. Ela era tudo o que deveria ser uma futura senhora.

Atena não se via como uma senhora em seu castelo como imaginava a irmã. Ela nunca se viu casada mesmo antes de tudo que acontecera, para a segunda princesa preferia manter-se em Winterfell que era seu lar de nascença não em um lugar que desconhecia com pessoas que não eram de sua família.

Se ela ficasse viúva, pensou. Não, nem mesmo ela podia desejar a morte de alguém por mais que Edwyn fosse lhe tirar tudo o que tinha e conhecia ainda assim não merecia morrer em batalha. Lembrou-se de Jenyver Karstark e do apreço que tinha pela garota e o conhecimento de como a falta do irmão morto lhe afetara. Uma segunda perda seria demais para a donzela de Karhold.

Rei Brandon pôs-se lentamente em pé e embainhou a espada. Os outros homens o imitaram e isso incluía Edwyn Karstark. O rapaz tinha folhas em seu cabelo que sacudira para deixa-las que caíssem no chão e ele sorrira com qualquer coisa que Godric Glover tinha lhe dito.

E Atena perguntou-se se o noivo teria alguma vez beijado uma moça no bosque sagrado ou em qualquer outro lugar que fosse. Era um pensamento tolo afinal tratava-se de um homem de boa aparência e era com certeza que tinha feito.

Vira Marilyn Umber lançando olhares brilhantes e sorrisos corados. E algumas das criadas, mesmo as que já tinham passado dos dezoito anos pareciam até mais gentis que com outros nobres.

Edwyn tinha um jeito inocente e puro que certamente era incomum para as criadas de Winterfell que estavam acostumadas com gracejos como os que os nobres e cavaleiros lançavam a elas. Edwyn atraia tantos olhares quanto os que eram lançados ao Jovem Urso, porém por razões diferentes como enquanto Rian tinha uma beleza máscula e viril as qualidades de Edwyn estavam em seus traços delicados e cortesia.

Mas Edwyn não era um menino. Era um homem afinal lutara sua primeira batalha e provavelmente matara o herdeiro dos Regatos, Barret Ryswell, em combate como ouvira nos relatos entre os soldados. O herdeiro de Karhold provavelmente matara outros homens com uma espada, com certeza já fora beijado. Diferente dela que nunca tinha feito por mais que não lhe tivessem faltado chances.

Lorde Godric Glover era um com quem poderia ter dado seu primeiro beijo. Ambos tinham em comum o gosto pelo arco e flecha e leitura, personalidades meio distintas, porém era um bom rapaz até o ponto em que tentara beijar-lhe de súbito em Bosque Profundo na ocasião do casamento de Lady Catryona com Lorde George Glover.

O rapaz veio com a face rosada de vergonha e atropelou-se nas palavras depois quando se encontraram novamente. Ele se desculpou e pedira que a amizade deles não se perdesse por conta daquilo. Acabou que mantiveram um relacionamento bom por mais que a princesa sempre se lembraria do avanço súbito de Godric.

Uma parte de Atena deveria ter beijado o jovem Glover ou tentado desenvolver algum afeto a mais, porém fora melhor que continuassem na amizade. Godric era uma pessoa muito boa para alguém quebrada como ela era. Mesmo o herdeiro de Karhold era alguém aparentemente bom demais para si e por vezes pensava que o rapaz merecia alguém melhor.

— Estão indo para o grande salão – disse uma voz atrás de si e ela quase assustou-se quando virou e viu Noah parado ai – Também estou indo se quiser entrar comigo talvez eu possa sentir-me mais a vontade – Ela aceitou a mão do príncipe e ambos seguiram andando para fora do bosque sagrado por outro caminho que fosse oposto aos que os lordes seguiam.

— Irá participar do conselho de guerra? – disse Atena – Por quê?

— Irei lutar na guerra, minha irmã – falou Noah parecendo irritado – Nosso querido pai me fez uma proposta que não tinha como eu recusar e então olhe para mim – Ele moveu-se e apontou para si mesmo lhe mostrando um broche de lobo gigante com uma flecha na boca – O líder dos arqueiros de Winterfell.

— Não imaginava fazendo algo que o pai lhe ordenasse – perguntou Atena estranhando a placidez que o irmão parecia ter aceitado tal pedido de seu progenitor – Como ele conseguiu convence-lo?

— Rei Brandon é um bom jogador talvez devesse começar a convida-lo para as mesas de jogos de cartas que participo – disse Noah sarcástico – Usou comigo algo que sabe que eu não iria recusar e então agora me tem em suas mãos – Ele encarou a irmã – Qual é minha maior fraqueza, Atena? – A garota sabia qual era, porém não conseguia imaginar algo que não fosse o maior desejo de seu irmão.

—Legitimar sua filha – disse Atena – Fazer com que Louise não fosse mais vista como uma bastarda pelos outros – Ela encarou Noah – Ele prometeu fazer isso para Louise e Amanda quando ambas fizessem quinze anos.

— Ele não vivera para vê-las ter quinze anos – respondeu Noah – Ele está ficando velho demais e como bem sabe nosso irmão não fará por mais que seja o último pedido de nosso pai em vida.

— A promessa de uma legitimação – disse Atena – Foi esse o preço de sua participação na guerra? – O lobo boêmio lhe encarara – Diga-me, porque apenas palavras não seriam o bastante para afeta-lo dessa forma.

— Ele redigiu uma carta de próprio punho em que legitima minha filha com o nome de nossa família. – disse Noah e a princesa parecia surpresa quando escutara aquela noticia — Lou está apenas uma assinatura de deixar de ser uma Snow e passar a ser uma Stark.

— Matthew sabe? – questionou Atena.

— Não – disse Noah sorrindo – Quero que esteja presente quando o rei assinar a carta para que eu possa ver o olhar de fúria de nosso querido irmão ao perceber que minha filha bastarda entra na linha de sucessão ao trono logo depois de mim.

— Isso não tornara o relacionamento de vocês melhor – respondeu Atena.

— Eu não me importo com nosso irmão – disse Noah – Quero apenas saborear o conflito dele ao ver o pai fazendo algo que lhe desagradara. E como sempre Matt aguentara tudo dentro de si porque é o que sempre faz para não deixar quebrar-se a imagem de bom moço.

...

O conselho de guerra reuniu-se no grande salão de Winterfell, em quatro longas mesas de montar dispostas num quadrado quebrado. Rei Brandon ocupava o trono do inverno, um cadeirão de madeira de carvalho não tão adornado apenas com os entalhes típicos dos lobos gigantes em sua cabeceira. Matthew encontrava-se a seu lado e os vassalos do pai dispostos à esquerda e à direita e ao longo das mesas laterais.

Os senhores do Norte sentaram-se, com Atena e Noah em frente ao irmão deles e o pai.

Grey Jon Umber sentou-se à esquerda de Noah. E em seguida vinha sua esposa e segunda em comando, Dacey Mormont que era uma prima da rainha. E acompanhando o casal para a surpresa de todos vinha uma das filha deles, Lady Mary Umber que se encontrava igualmente vestida em couros de montaria como a mãe.

Godric Glover e Rian Mormont estavam na mesa a direita de Matthew. Lorde Torrhen Karstark e Edwyn também se encontravam ali sentados um ao lado do outro, porém o rapaz parecia evita-la com o olhar o que era um pouco estranho.

E sentada próxima dos Karstarks se encontrava Lady Cibelle Cerwyn com um ar de desolada e de olhos vazios em sua preocupação. Ela ocupava sua posição como herdeira de sua casa e fazia o papel de uma moça perdida em seus devaneios de preocupação, a moça possuía uma irmã em Porto Branco que era a noiva de Lorde Manderly. E a cidade portuária tinha sido conquistada por Desmond Dustin e seus soldados de Vila Acidentada.

Havia também Gerold Forrester ao lado do Jovem Glover. O senhor menor encontrava-se sentado. Estava com a longa barba por lavar e pentear. Deixara tinha três filhos a caminho do sul e não havia notícias deles e como teriam um caminho de volta perigoso por conta de terem de atravessar terras inimigas. Os irmãos Cassel sentaram-se ao lado do Fillipus Flint, o herdeiro de Atalaia da Viúva.

Sentados mais adiante nas mesas encontravam-se outros como Lady Maege Mormont , a Ursa Maior que encontrava-se ao lado das netas não muito longe do novo senhor da Ilha dos Ursos. Meistre Aston sentava-se na mesma mesa que o Rei Brandon e do lado do estudioso encontrava-se Hugan Tallhart o mestre-de-armas. Do lado do príncipe herdeiro encontrava-se a Rainha Lyra e o Príncipe Hoster.

Atena olhou para as portas do grande salão que eram trancadas e viu os guardas que permaneciam em pé ao fundo e reconheceu seus rostos. Gabriel Umber, o capitão da guarda do lobo, ficara posicionado em pé ao fundo salão guardando as portas ao lado de Humfred Tallhart.

A discussão prolongou-se noite dentro. Cada senhor tinha direito a falar, e foi o que fizeram aproveitando quando a palavra lhes era dada. E cada um estava em um temperamento e fervor em suas palavras quando discursavam. Eles também gritaram. Gritaram e praguejaram. Discutiram e argumentaram. Insultaram-se e lisonjearam-se uns com os outros. E também brincaram e debocharam, e bateram na mesa com canecas de cerveja transbordando. E ameaçaram, não chegaram a agredir-se fisicamente o que já era uma vantagem. E alguns saíram, e regressaram, mal-humorados ou sorrindo com as discussões encerradas. Atena permaneceu sentada ouvindo tudo.

Torrhen Karstark tinha reunido os restos de sua maltratada tropa que fora emboscada ao lado dos Umbers na Batalha das Colinas Solitárias. Lorde Cregan Cassel e Caston Cassel ainda mantinham a busca por Lyonel Hornwood após a emboscada na mata dos lobos.

Porém, havia fatores preocupantes: o exército de Desmond Dustin atravessara o rio da Faca Branca e tinham tomado Porto Branco e falta de noticias de Fosso Cailin. E o que mais preocupava era que ainda havia dois reis no reino.

E chamado Rei Vermelho não passava de uma criança não tão mais velha do que o mais novo dos príncipes de Winterfell. Mas ainda assim o chamavam de rei. Eram dois reis e nenhum acordo ainda oferecido e nem tão tarde seria feito.

Muitos dos senhores vassalos queriam marchar sobre Forte Pavor de imediato. Assim a fim de defrontar Lorde Ethan Bolton e terminar com o poderio dos vermelhos de uma vez por todas ao matar o pescador dos homens de ferro que era o maior inimigo no outro lado. A coroa podia pesar sobre a cabeça do jovem Rowen, mas era o tio-avô a maior ameaça e quem realmente estava comandando a casa na ausência do sobrinho executado.

Godric Glover sugeriu um ataque a oeste contra Vila Acidentada enquanto outros ainda aconselhavam paciência. Lorde Fillipus Flint argumentou sobre formarem um grupo que fosse capaz de atacar as linhas de abastecimento dos Bolton.

— O certo seria interditar as estradas e fazer barricadas assim se aguardassem o tempo certo – falou Fillipus Flint – Então com o racionamento de provisões e soldados famintos enquanto nossos soldados iam fortalecendo em suas investidas e descansando as tropas fatigadas. Seria um efeito onda que iria devasta-los.

Grey-Jon Umber não queria ouvir falar daquilo. Deveriam terminar o trabalho que tinham começado nas Colinas Solitárias. Marchar contra Forte Pavor e trazer também para baixo o exército de Desmond Dustin que tinha sitiado Porto Branco. Lorde Forrester acabou por pôs-se em pé a fim de insistir que deviam declarar fazer aliança com Rolland Reed e ir para o sul juntar as suas forças às dele antes de partirem para libertar a cidade portuária.

— Rolland é capaz de nos trair e esfaquear-nos por dentro de nosso exercito – disse Matthew e era a primeira vez que o herdeiro falava. Tal como o pai, sabia ouvir por mais que seu temperamento fosse difícil como parecia estar transbordando – Alguém que já usou uma coroa e declarou-se Rei dos Pântanos não pode ser considerado um aliado ao trono do inverno. Meu avô lutou contra a rebeldia do Papa-Sapos e tens a afronta de desafiar a memoria dele?

— Ressentimentos passados não devem ser relembrados – disse Gerold Forrester – Fui casado com uma Reed e foi a mulher mais doce e gentil que pude conhecer. Mãe dos meus filhos e se ela foi uma semente germinada de Rolland Reed isso é prova para mim de que devemos confiar nos cragnamanos.

— Poderíamos tomar Porto Branco – respondeu Caston Cassel – Com a ajuda de Rolland Reed e seus homens. Derrubar o poder dos Dustin furtivamente e obrigar que Desmond Dustin dobre os joelhos diante de nós.

— Capturamos Solar Acidentado – disse Godric Glover – E levamos o irmão herdeiro em correntes até Desmond Dustin assim o obrigando a abaixar suas armas. E acabamos subjugando a casa da Rainha Vermelha ao Rei Lobo.

— Podemos oferecer a paz – disse Lady Cibelle Cerwyn falando pela primeira vez.

— Não podemos cometer os mesmos erros do passado e deixar que tudo se resolva com tinta e papel – respondeu Grey-Jon Umber — Não pretendo aderir aos Reis Vermelhos como nosso iguais mais uma vez, milady. E Bethany Bolton não aceitara quando foi nosso rei foi quem executou a morte de seu marido.

— Isso faz do marido dela mal, mas não faz dela necessariamente uma mulher má – respondeu Catryona Mormont pronunciando-se em apoio a Lady Cerwyn – Não sei se faz de seu filho um Rei Vermelho. Mas ainda assim ele é o legitimo herdeiro de Forte Pavor, não Ethan Bolton. E quando ele for apenas uma criança quem responde por ele é Bethany Dustin.

— Rowen ainda é o filho legítimo de Royce Bolton – respondeu Rei Brandon — Por isso o trono o trono vermelho ainda é dele segundo todas as leis do Norte e o tratado de paz que assinei com Robett Bolton. Porém, Robett Bolton está tão morto quanto seu sobrinho Royce e o único que ainda age é Ethan Bolton. Esse terceiro filho é a última cabeça que deve cair para que os joelhos dos homens esfolados cedam.

— E o que pretende fazer com o menino Bolton? – perguntou Lady Maege ao genro – Irá mata-lo e assim destruir toda uma linhagem de esfoladores que ainda estão por vir? – Então voltou-se para Lorde Karstark – O que pensa a respeito Torrhen? Sua casa possui sangue dos ratos esfolados. Caso venha a extinção da casa pode ser que herde as terras que lhes pertença assim estendendo seu domínio.

— Se vossa graça ordenar então todos os cavaleiros de Karhold vão atacar e conquistar Forte Pavor em seu nome – disse Torrhen encarando Brandon – Se for de sua vontade eu mesmo cortarei a garganta do garoto. – Ele ergueu-se e com os olhos ainda fincados no Rei Lobo ainda dizia — Mas eu conheço o rei a quem sirvo e sei que seu coração não existe maldade.

— Se ele morrer não será pela minha espada ou de nenhum de meus aliados – disse Rei Brandon – Um reino não pode ser construído em cima da morte de inocentes e um trono não pode ser erguido sobre cadáveres de crianças. Eu não pretendo fazer com que morra, até porque caso o faça tem mais três irmãs que pode rebelar-se contra mim. Casa-las com casas que aliadas a Ethan Bolton seria algo fácil de acontecer.

— A resposta que queria ouvir – disse Lady Maege parecendo satisfeita – O que pretende fazer com o garoto no lugar? – Ela parecia agora trabalhar em nossos pensamentos -Tê-lo como seu refém em fim de garantir a lealdade dos esfoladores?

— De fato é o que pretendo – respondeu Rei Brandon – Criarei o garoto embaixo de meu teto e o ensinarei longe das más influencias que receberia dos homens de sua família. Um filho não deve pagar pelos crimes do pai.

— Larra Bolton segue na linha de sucessão a Rowen – disse Edwyn Karstark pela primeira vez e Atena ficou surpresa em vê-lo falando – Casa-la com alguma casa aliada de Winterfell poderia garantir uma maior chance em garantirmos a lealdade de Forte Pavor.

— Pretende oferecer-se para tal Lorde Edwyn? – provocou Noah – Devo lembra-lo de seu compromisso com minha irmã? Pelo que diz faz parecer que pretendente trocar uma princesa loba pela princesa vermelha.

— Eu honrarei a aliança de casamento – disse Edwyn Karstark – Irei casar-me com sua irmã e darei meu nome a ela e antes de pôr-do-sol de amanhã teremos nos tornado marido e mulher – aquelas palavras surpreenderam todos estando aqui incluso a própria noiva – Tinha outros nomes em mente para sugerir.

— Como quem? – perguntou Atena ao noivo.

— O Príncipe Noah seria um deles – disse Edwyn apontando para o futuro cunhado – No ultimo festival da colheita se bem me recordo flertara com Lady Larra – E algum burburinho ouviu-se a respeito – Sei que está noivo, porém tenho certeza de que Lady Catryona compreenderia que é apenas estratégia de guerra.

O jeito com que falava com o irmão de Atena. A princesa encarava o noivo vendo nele algo que até então não tinha visto que era raiva em seu olhar, porém não é como se o causador de tudo fosse Noah. Aquele olhar de Edwyn queria dizer algo a mais como se ele estivesse remoendo algo em sua mente que fez Atena perguntar-se o que poderia ser.

— Existem outros que podem faze-lo – disse Noah – E sim flertei com a princesa vermelha, porém não significa que queira casar-me com ela – Nem com ninguém, imaginou Atena o irmão finalizando a frase – Sugira outros nomes.

— Evan Umber – disse Mary Umber – Meu irmão pode casar-se com Lady Larra e garantir assim uma aliança ao nosso favor na manutenção da paz. – Seu pai tentou impedi-la de continuar falando, porém ela ignorou-o e continuou — As terras pertencentes a Forte Pavor são muito próximas das que pertencem a Última Lareira e assim futuramente poderiam se tornar apenas uma.

— Lady Larra não é menos Bolton que o irmão – exclamou Grey-Jon – São crianças sim, porém crescerão como se fossem prisioneiras se lembrando do que fizemos com sua casa. Minha sugestão é exilarmos todos os filhos de Royce Bolton do Norte. Deixa-los com suas vidas em troca de nunca mais retornarem.

— É como diz – disse Rei Brandon – São tão Bolton tanto um quanto o outro. Mas não quer dizer que devamos culpa-los pelo que acontece nesse momento, caso façamos algo contra eles apenas estaríamos cultivando o ódio em seus corações. Mas, mesmo assim, nenhum deles pode se chamar rei ou rainha vermelha nunca mais. Mas, no entanto, como pode Lorde Ethan sê-lo no lugar deles? Ele é o irmão mais novo de Rhegys e Robett. É tio de Royce e um veterano da guerra do Inverno de Sangue assim como alguns de nós.

— Ethan Bolton é o quinto na linha de sucessão logo atrás do garoto e das três meninas – respondeu Matthew Stark – Assim como meu irmão não pode ser Rei do Inverno antes de mim, Ethan não pode comandar sua casa antes que Rowen morra. O que não tardará a acontecer afinal uma criança não é competente para comandar uma casa e o Bolton reconhece esse fato. — Ele encarou a todos que pareceram surpresos — Todos sabem que o que falo é verdade.

— Ethan Bolton matara o sobrinho e colocara a culpa em nós. — continuou Matthew — É sabido a possibilidade disso acontecer porque a fúria dos deuses é algo que os homens daquela família não se importam.

— Porto Branco foi capturado – disse Cibelle Cerwyn – Pelo Lorde Dustin de Vila Acidentada. Logo a cavalaria dos Ryswells de Regatos irão chegar e ajuda-los a manter sua dominação e os Lockes de Castelo Velho não ficarão atrás. Cada um deles deseja por as mãos ao que pertence aos Manderlys.

— Os tritões ainda resistem sei que o fazem, se nós acrescentarmos suas forças às de Raynard Manderly, vossa graça. — continuou Cibelle Cerwyn — Mas para tal ato teremos de reconquistar Porto Branco e rezar aos deuses que ainda sejam nossos aliados que dominem o lugar.

— Nós teremos cinco das grandes casas atrás dos esfoladores – concordou Rian Mormont — Seis, se os Manderlys atacarem por dentro. Seis contra Vila Acidentada em Porto Branco! Nós deveríamos atacar com força total para livrarmos Porto Branco e se fizermos tal ato então senhores, nós dentro de uma estação teremos conquistado o Norte. Porque com os portos liberados nossos aliados no sul poderão ser recebidos e com as forças do Rei Mão-Verde ao lado do Rei Lobo não terá como sermos derrotados.

— Pretende que façamos como vossa graça? – perguntou Edwyn Karstark ao futuro sogro – O que iremos fazer na guerra? Qual será nosso alvo ou alvos a serem atacados?

— Não sei – disse Brandon – Rezei para saber o que fazer, mas os deuses não responderam. Eu matei o marido da Rainha Vermelha por traição e não a culparei por desejar vingar-se de mim. Porém, eles revoltam-se sempre contra o trono de inverno e chamam a si próprios de reis o que nós sabemos que é uma mentira, mas ainda assim não somos nos que começamos essa guerra. Royce deixou seu legado para nós que é o sangue que será derramado sobre essa terra e o fim da paz que construirmos a duas décadas.

— Suplicar por uma trégua só fará com que pareçamos fracos – declarou Grey-Jon Umber com veemência.

— Por que não fazer a paz? – perguntou Lyra ao marido.

— Paz – disse Dacey Mormont – A paz é doce, minha senhora, mas em que termos? De nada serve palavras escritas se não há honra em ambas a parte nem confiança. De nada adianta apertarmos as mãos e embainharmos as espadas as colocando sobre nossas lareiras se teremos de retira-las. De nada adianta forjar um forcado a partir de uma espada se for necessário forjar de novo a espada no dia seguinte.

— Manter a paz é mais difícil do que conquista-la e um reino dividido em dois não possui união. — Respondeu Rei Brandon — Enquanto houver dois reis não haverá ninguém no poder.

— E se fizéssemos a paz com a Rainha Vermelha – respondeu Torrhen — Nós não seríamos então traidores quanto covardes? Traidores de nós mesmos por aceitar calados algo que deveríamos lutar contra. Pelo que lutamos há vinte anos e pagamos o preço do sangue e lutaremos de novo mais uma vez que seja. Por mais que essa seja a última batalha para a maioria de nós.

— Seja o que for que decidirem, seja o que for que pretende fazer vossa graça apenas saiba que estaremos ao seu lado – declarou Godric Glover – Mas caso Winterfell caia então Bosque Profundo continuara lutando em vosso nome. O Norte se lembra, meu senhor. Nós nos lembramos dos lobos e seus uivos assim como dos gritos dos homens esfolados.

— A Ilha dos Ursos lutara – disse Rian Mormont erguendo-se – Não viverei para chamar um Bolton de rei. – Ele desembainhou a espada – Tudo o que minha casa possui desde essa espada até nossa ilha é uma dadiva a nós concedidos pelos lobos. E o norte se lembra, meu senhor.

— Nunca haverá outro rei que não um que seja do meu sangue – gritou Hoster Stark erguendo de sua cadeira. – Nunca dobrarei meu joelho para esfoladores. Prefiro morrer lutando a entregar Winterfell para um Bolton.

Atena olhou para o pai, observou-o enquanto escutava o debate dos senhores, de sobrancelha franzida e visivelmente perturbado com todos dizendo ao mesmo tempo em que a paz era algo impensado e que queriam lutar. E em seus olhos havia o fogo pela guerra. Tinha se casado com uma Mormont, mas agora Atena via claramente a sua segunda esposa: Gelo, a espada que repousava em seu colo.

— SENHORES! – gritou Torrhen Karstark fazendo todos calarem-se – Eis o que eu digo: posso dividir sangue com os Bolton. Mas eles não são minha família porque não os reconheço como tal. Ethan e Rowen não são nada para mim e Bethany também não. Meu sangue vem dos Lobos de Winterfell, vem de Karlon Stark. E é em Brandon que posso encontrar alguém para chamar de irmão por mais que o sangue que nos reúna seja algo de nossos antepassados é nele que encontrei alguém para amar e chamar de meu senhor. Foi ele que me abraçou em meu luto por meu filho Rodwell e esteve comigo nos momentos difíceis.

— Um rei deve ser amado e não temido, deve pensar-nos outros antes de si mesmo. – continuou Torrhen Karstark — E eu não irei ser governado por um esfolador com as mãos sujas de sangue e vestido em casacos de pele humana. Que os Outros levem também os Ryswells, Dustin e Hornwood. Já tive deles mais do que a minha vida poderia aguentar e já perdi muito mais do que poderia ter um dia pensado. — Então esticou a mão atrás do ombro e puxou a sua imensa e longa espada de duas mãos apontou com a lâmina para Brandon.

— Está ali o único rei perante o qual pretendo vergar o meu joelho, senhores... – continuou Torrhen Karstark — E o único Rei a quem nosso reino necessita. Reis Vermelhos, Reis dos Pântanos ou Reis das Terras Acidentadas. – trovejou – São apenas títulos porque o verdadeiro Rei esta aqui em Winterfell. Meus olhos o veem e meu coração grita que Brandon Stark é o Rei do Norte!

— O sangue de Bran, o Construtor corre em suas veias. E cabe a nós lhe servirmos como merece... – falou Torrhen enquanto ajoelhava-se, e depositou a espada aos pés do pai de Atena – Não é apenas o Rei do Inverno é o guardião do Norte. O único rei verdadeiro...

— Aceitarei a paz nesses termos – disse Grey-Jon Umber – Há muito tempo temos tido vários reis, porém apenas um merece ser chamado pelo que realmente é. Apenas um tem sangue e um legado que lhe dão direito. Este é aquele que nasceu para governar sobre nós – apontou para Brandon — O lobo de Winterfell... – tirou a espada da bainha. – O Rei do Norte! – completou ajoelhando-se ao lado de Torrhen Karstark.

Rian Mormont pôs-se em pé em seguida.

— A ilha dos Ursos não reconhece outro rei que não atenda pelo nome de Stark – disse Rian Mormont – Como meu pai antes de mim e como meus antepassados fizeram. Aqui permaneço a vosso serviço, vossa graça. Meu tio, meu senhor e meu rei... – Ele pousara o machado e a espada ao lado das outras armas – Meu único rei, desde dia até meu ultimo dia. O REI DO NORTE – gritou enquanto dobrava os joelhos.

— O Rei do Norte! – declarou Godric Glover então pousou seu arco e flecha ao lado das espadas. E os outros senhores também estavam se erguendo, Forrester, Flint e Cassel. E no fim foi Edwyn ergueu-se e colocou-se de frente para o Rei ao lado do pai que tinha sido o primeiro a ajoelhar-se.

— Meu rei, você confiou em mim um de seus maiores tesouros e não poderia haver homem mais honrado do que eu – disse Edwyn – E ao senhor entregarei o que é seu por direito. Nossas casas se uniram por séculos e nosso sangue se renovara, porém é por meu coração e meu nome. Por minha família e pelos meus filhos que irão vir... – Ele puxou sua espada – É por ti e por tudo que representa que faço meus votos. Faça de mim sua espada e escudo que lhe darei meu coração. Meu segundo pai, meu rei... – gritou por fim com toda sua voz — O REI DO NORTE.

— Meu pai – disse Atena projetando-se para fora de seu lugar e colocando-se ao lado de Rian Mormont – Serei sua filha agora e para todo o sempre – E os olhos de Brandon brilharam quando encontraram com os da filha.

— Agora e para sempre – respondeu Brandon – E para além do sempre, minha pequena loba – Atena caiu de joelhos em frente ao pai e então proferiu suas palavras.

— O REI DO NORTE – Gritou Atena com toda a sua força.

Dacey Mormont fizera o mesmo depois dela, sendo a segunda mulher a chamar Brandon de Rei do Norte e ajoelhou-se ao lado do marido enquanto a filha repetia o gesto. Ela foi seguida pela tia, Lady Maege na altura de seus setenta anos ergueu sua voz em favor do genro para a surpresa de todos. Catryona e Lizbeth acompanharam a avó indo logo atrás dela. Lady Cerwyn e seu cavaleiro ancião que a acompanhava. Hugan Tallhart, o mestre-de-armas beijara a mão do rei e dobrara os joelhos com o resto dos vassalos.

Mesmo Hoster tinha erguido sua espada sem corte da bainha e feito um discurso rápido que terminava com um eu te amo e sempre amarei. Foi então que mais jovem dos príncipes dissera o lema de sua família antes de dobrar os joelhos diante do pai.

Gabe Umber e Humfred Tallhart bem como os guardas que estavam na porta do salão do lado de fora agora aberto. Mesmo os lideres dos clãs das montanhas. Todos erguer-se e puxar as lâminas, dobrando os joelhos e gritando as velhas palavras que agora eram ouvidas de novo, ressoando no salão de seu pai:

— O Rei do Norte!

— O Rei do Norte!

— O REI DO NORTE!

Notas finais
Sobre os objetivos do lado exercito Stark por enquanto: — Libertar Porto Branco. — Atacar e conquistar Vila Acidentada/Solar Acidentado. Porque atualmente é Desmond Dustin que eles querem derrotar como ficou mais claro para todos. Espero que tenham gostado do capitulo 30 a partir daqui as coisas vão se desenrolar finalmente com as batalhas vindo com força. Apesar de que ao seu ritmo a guerra já tem acontecido não é mesmo? Até mais. Deixem comentários.