Notas iniciais
Boa leitura meus caros leitores. Capitulo menor dessa vez para facilitar para mim e vocês. Nos vemos lá embaixo.

Estrada de Fosso Cailin

Enquanto a tropa marchava pelo talude através dos pântanos negros do Gargalo e se avançava para longe dos domínios das Terras Fluviais, as apreensões de Elena Forrester apenas aumentava cada vez mais. Ela mascarava seus medos tentando manter-se serena frente ao que estava acontecendo ao seu redor.

Sua mente vagava para um passado de paz de antes de ter partido para o torneio e o desejo de logo voltar para casa. Estava voltando antes mesmo do previsto e por uma razão horrorosa. Seus temores estavam lá, crescendo a cada vez que avançavam mais no caminho de volta para o Norte.

A guerra estava vindo para tirar alguém amava, podia não conhecer os terrores mas não era ingênua para pensar que era como nas canções. Pessoas morriam pelas espadas ou arcos de seus inimigos e familiares eram separados para sempre. Elena já perdera a mãe a muito tempo atrás e a ideia de reviver a perda de alguém querido lhe tirava o sono.

Temia pelo senhor seu pai e indagava-se acerca de seu silêncio agourento após a carta que convocava o herdeiro de volta para lutar ao seu lado. Temia pelos irmãos, Rodrik e Aeron estavam retornando juntos. Um para liderar as tropas contra o exercito vermelho e o outro para cuidar de Ironrath na ausência de Gerold Forrester.

Chegando a Winterfell se separariam, Rodrik permaneceria ao lado do pai e de Lorde Godric Glover enquanto Aeron iria com uma guarnição de volta para casa ao lado da irmã e cunhada. Proteger as duas fora o pedido que o primogênito fizera ao irmão do meio assim que partiram das Gêmeas.

Um pouco de alegria em seu coração era a oportunidade que teria de rever o Jovem Urso mais uma vez. Talvez pudesse ser a ultima chance de vê-lo com vida e esse pensamento a aterrorizava. Seu coração tinha sido roubado por aquele cavaleiro no momento em que seus lábios se selaram um com o do outro. Nunca nenhum homem tinha ido tão longe com ela porque nunca permitira tamanha liberdade, mas o herdeiro da Ilha dos Ursos era diferente do restante dos que conhecera em sua vida.

Elena rezava para que os deuses antigos olhassem por Rian Mormont se tivesse de enfrentar um adversário valoroso em batalha. Ela conhecia seu talento, porém parte dela seria destruída caso seu amado lhe fosse tirado.

Temia por cada um dos homens que amava e que partiriam para uma maldita guerra a deixando sozinha. E, no entanto, nada havia que pudesse fazer por qualquer um deles como estava longe de seu poder ser alguém capaz de algum ato mais útil do que preocupar-se e zelar em suas orações por cada um deles retornasse a salvo para casa. E por isso forçava-se a pôr de lado aqueles pensamentos ruins.

Fora então que olhava para a esposa de seu irmão, Elia Frey. Mais jovem que si e certamente mais assustada do que si própria, ela tinha se casado com Rodrik a cerca de doze luas e vinha tentando engravidar de seu esposo.

Cumprindo assim o dever para qual fora criada. O sangue da lua tinha atrasado dessa vez para Elia e essa ideia assustava as duas. Um bebê em meio a uma guerra não era algo que uma mulher saberia ao certo como agir. Uma benção ou um pesadelo, alguém para se apegar num momento de solidão ou um temor de uma criança crescendo órfã de pai.

Só confirmariam a verdadeira condição dela quando seu corpo começasse a mudar e até lá Elena esperava que Elia estivesse em segurança em Ironrath.

Precisa manter-se firme por ela e por seu provável sobrinho que viria, dizia Elena si mesma. Ela é a única que pode ajudar na condição em que a moça se encontra como companhias femininas eram quase nulas na fortaleza que chamava de lar.

Rodrik Forrester cavalgava a frente da coluna, sob a esvoaçante bandeira de seus ancestrais. Uma árvore de pau-ferro com uma espada negra apontando para o chão em seu tronco em um fundo de campo negro.

Havia solicitado que Evan Umber se juntasse a ele para que pudessem conferenciar enquanto marchavam. Elia tinha confidenciado que o único arqueiro da Última Lareira estava interessado em desposar a única donzela dos Forrester. O rapaz parecia ter um senso estratégico que havia atraído a atenção do herdeiro de Ironrath.

Elena não sabia como reagir a tal noticia de uma provável união matrimonial não naquele momento. Ela ainda estava digerindo a marcha para a guerra não havia espaços para pensar em seu noivo. Alguns não nortenhos seguiam para aquela guerra que não era deles.

Atrás de toda a coluna da comitiva seguia Lorde Hugh Tully com alguns de seus vassalos. O Senhor de Correrrio vinha em seu cavalo de tração parecendo ridículo por conta de seu corpanzil volumoso envolto nas cores do brasão de sua família. Não estava de armadura, sendo que uma parte da moça pensou que talvez fosse por não servir mais ao lorde já há muitos anos.

Sor Duncan Tully liderava um regimento de soldados com o brasão da truta cinzenta de seu pai e do salmão vermelho de sua mãe. Seguia-se cerca de duzentos homens sobre o comando do cavaleiro ruivo, eram cem soldados de infantaria com lanças e cem cavaleiros em montarias rápidas. Os peixes pareciam dançar conforme os estandartes agitavam-se com o vento.

Elia e Elena vinham flanqueadas pelos soldados que tinham sido cedidos pelo Senhor das Gêmeas em proteção a sua filha. Willas Frey, um dos irmãos de Elia se voluntariara para liderar aquela guarnição que seguia com lanças escudos a postos com o símbolo cinza, com duas torres azuis unidas por uma ponte.

— Por que estamos parando? – perguntou Elia Frey quando começaram a parar no meio da estrada que cortava no Gargalo.

— Más noticias – disse Willas Frey pareando seu cavalo ao lado da irmã – Seu marido enviou alguns batedores na frente da estrada para certificar-se de que o caminho estava seguro.

Elena não fazia ideia de quem era o sujeito por mais que os trajes que usava fossem nas cores de seus guardas em casa. Aquela distância apenas podia identificar que era um homem em um cavalo moribundo que trotava ao encontro do herdeiro de Ironrath. O corpo do equino tombara para o lado no momento em que seu cavaleiro descera e mancara ao encontro de Rodrik e Evan.

Rodrik Forrester havia enviado alguns batedores a frente para reconhecer o terreno. Os relatórios que os mensageiros de seu irmão traziam não eram animadores. Seria aquele um sinal de que não deveriam ter partido para o Norte novamente? Seu coração teve alguma esperança quando o irmão brandara para que dessem meia volta na comitiva.

...

A tropa que reuniram tinha gasto muitos dias de preparação antes que partissem de viagem novamente para o Norte. Tinham conseguido aumentar seus números graças ao apoio de senhores do rio que tinham algum interesse na guerra. Eles haviam reunindo armamento e suprimentos para a viagem que se seguiria até Winterfell. E esse atraso fora seu pior erro já que agora a passam para eles estava fechada. A guarnição que havia sido deixado em Fosso Cailin fora destruída por homens do Grande Acidentado.

Fora o que Elena escutara quando se aproximou do ciclo que se formara entre os comandantes assim que tinham retornado para as Terras Fluviais. Seus irmãos e Lorde Evan Umber compartilhavam um meio circulo com alguns senhores do rio. Toda a comitiva tinha acampado próximo do Ramo Verde.

— Como pode ter certeza? – questionou Aeron Forrester ao irmão mais velho.

— Meu grupo de batedores foi dizimado – disse Rodrik em resposta – Quando foram avistados dos muros receberam flechas dos guardas nas muralhas. E os estandartes agora inçados não representavam mais o lobo dos Starks como de costume e sim os machados negros dos Dustin.

— Podemos tentar negociar nossa passagem – disse Willas Frey – Nossa casa tem ligações de sangue com os Dustin de Vila Acidentada. – Ele olhou para a irmã em busca de apoio.

— Nossa Tia Wylla, irmã de nosso pai é a viúva de Lorde Doughal Dustin. – disse Elia Frey – Mãe de Lorde Desmond. Somos família por mais que uma negociação possa acabar em nada pode acabar sendo uma boa tentativa.

— Numa guerra não se pode tentar – disse Hugh Tully – Ou se consegue ou se perde – Ele virou-se para os nortenhos – Não é preciso que pensemos tanto para vermos o quão necessário é um ataque para que consigamos abrir caminho a força.

— Seria como colocarmos uma corda ao redor do nosso pescoço – disse Rodrik Forrester – Insensato e precipitado sem falar que seria sem volta. – Ele apontou pelo caminho de onde tinham vindo — O terreno por todos os lados de Fosso Cailin é pantanoso a única maneira de retornarmos para o norte é pela estrada que atravessa o Gargalo.

— Podemos tentar pelo mar – disse Edric Piper, um cavaleiro que era amigo de Aeron – Se seguirmos até o Cabo das Águias podemos conseguir navios com Lorde Mallister em Guardamar. Ele é meu tio caso eu converse posso arranjar embarcações que nos levem até Cabo Kraken.

— Seria uma quinzena de viagem até Guardamar – disse Duncan Tully – Sem mencionar que estaríamos navegando sobre velas Mallister no Mar Poente. Atravessando o território pesteado pelos homens das Ilhas de Ferro.

— Sem falar no tempo perdido de uma viagem de Cabo Kraken até Winterfell – respondeu Evan Umber – Seria uma viagem por metade do reino. Não temos muitas opções a não ser conquistarmos aquele castelo aos pedaços novamente para Rei Brandon.

— O que está dizendo, Evan? – perguntou Aeron surpreso – Isso é insanidade veja o que diz. Lembre-se do que me contou quando passamos por Fosso Cailin a caminho das Gêmeas... – Ele encarou o irmão – Você sabe porque viu assim como eu o que eles tinham lá.

— Rei Brandon armou Fosso Cailin com armamentos de grande porte – disse Rodrik Forrester com pesar – Catapultas se encontravam no pátio de entrada. Pelo menos quatro delas em bom estado sem mencionar as balistas que foram colocados no alto das torres.

— Balistas? – perguntou Elena curiosa.

— Uma variedade de balestra de chão – disse Evan Umber – Lançam dardos enormes capazes de atravessar e matar um cavalo adulto na hora. Os dardos são ferrões de ferro do tamanho de um punho fechado.

A simples imagem de pedregulhos voando pelos céus ou de ferrões de aço vindo letais em sua queda era de gelar a espinha. Elena deve ter feito uma expressão de assustada já que o filho do Lorde Umber respondera.

— Um ponto contra é a demora que levam para se carregar – respondeu Evan – O mesmo podemos dizer das catapultas. Podemos ter esperanças de que nenhum daqueles homens tenha já operado algum desses armamentos anteriormente. – Um silêncio se seguiu até que fosse quebrado pelo vencedor do Torneio das Gêmeas.

— Podemos recuperar Fosso Cailin – falou Rodrik Forrester — Aeron, preciso do mapa para mostrar algo para todos – o mais novo desenrolara o mapa em couro de cordeiro e a pintura de Westeros se fez presente para todos – O Gargalo é dividido pela estrada, porém não é a única maneira de atravessar. Os pântanos podem ser nosso triunfo e os cranogmanos podem ser nossos maiores aliados nesse momento.

— Pretende pedir ajuda para nosso avô? – questionou Aeron.

— Não vejo alternativa que não seja essa, meu irmão – respondeu Rodrik.

— Avô? – perguntou Hugh Tully.

— Nossa mãe foi Lady Elysa Reed – respondeu Elena – Filha de Lorde Rolland Reed, o Senhor de Atalaia da Água Cinzenta. Posso não conhecê-lo o suficiente, porém não podemos esquecer que tratasse de ajudar familiares. Sangue é mais denso que água e creio que todos saibam desse velho dizer.

— Será? – perguntou Evan Umber, trazia a aljava cheia de flechas e o arco disposto no ombro. Caminhando adiante para se juntar mais próximo do grupo se colocando entre Aeron e Duncan.

Os soldados e cavaleiros espalhavam-se ao longo das margens do Ramo Verde e o inicio do caminho que levava a Fosso Cailin. Podia-se ver uma floresta de lanças, estandartes bem como o som dos cascos dos cavalos e mesmo alguns amolares de espadas.

— Tenho minhas dúvidas. – continuou Evan após alguns segundos de silêncio — Não espere nada de Lorde Reed e de seu povo. Se bem me recordo, Rei Rickard teve problemas com ele no passado.

— Ele é vassalo do Rei Brandon agora – respondeu Rodrik – Passado é passado e não há o que mudar quando as águas já passaram por debaixo da ponte. São desavenças antigas com um homem morto e não influenciara com que negue um pedido dos seus netos.

— Talvez tenham razão em duvidar, meu irmão – respondeu Aeron com certa relutância e foi encarado tanto por Rodrik quanto Elena – Nós não o conhecemos apenas sabemos dele por conta das historias que ouvimos e nem todas são as mais agradáveis. Lembre-se da Rebelião Reed que nossa mãe nos contava...

— Fora um ato falho de uma decisão tola – disse Rodrik – Sete Infernos, nós estamos falando de algo que aconteceu há quase quarenta anos. O próprio Rei do Inverno já é outro que não este com quem Rolland teve essa rivalidade.

A Rebelião Reed é o nome dado ao levante liderado por Rolland Reed contra o Trono do Inverno. O confronto aconteceu nove anos antes do casamento de Gerold Forrester com Elysa Reed a cerca de quase quarenta anos.

Quase quatro décadas atrás e ainda assim a fama da rebeldia do Senhor de Atalaia da Água Cinzenta continuava vivente. Ninguém se esquecia de uma derrota e do que ela causara para um nome.

Tudo ocorrera quando o falecido Rei Rickard Stark tinha sido recém-coroado após a morte de seu pai por conta de uma febre devastadora. Rolland Reed aproveitando-se do estado de luto e instabilidade do Norte jogara-se na oportunidade de conseguir o que fora de seu povo no passado: A liberdade.

Rolland Reed se corou Rei dos Pântanos tentando assim separação do Norte e assegurar a independência das terras traiçoeiras do Gargalo. Assim para restaurar as antigas tradições perdidas após a derrota do último que chamara a si mesmo de Rei dos Cragnamanos.

A rebelião sofreu uma derrota esmagadora e Lorde Rolland por mais que vários nortenhos tenham caído em combate sendo Lorde Torrhen Forrester, o avô paterno de Elena e seus irmãos, um desses que nunca retornara para casa com vida.

Rolland foi forçado a se render e dobrar seu joelho em frente do Rei Rickard em troca das vidas de sua esposa e filho recém-nascido. E acabou sendo assim que se consolidou e renovou a lealdade de seu povo ao Trono do Inverno.

— Alguns homens encaram seu juramento com mais seriedade que outros, Rodrik. Lorde Rolland sempre se mostrou mais amigável para com os interesses da sua própria gente do que com os de seu suserano. – disse Hugh Tully – Onde ele estava durante a última guerra contra o Rei Vermelho? O Inverno de Sangue chegou e se foi e os cragnamanos permaneceram em seus pântanos. Uma de suas filhas foi casada com um lorde nortenho. É verdade que isso pouco significa, pois Elysa é nada além de uma lembrança agora para aquele velho.

— Lorde Rolland gerou ao longo dos anos um grande número de filhos e muitos já se foram – disse Willas Frey – Nem ao menos deve lembrar-se da filha que um dia o deu em casamento para um Forrester. Mas mesmo assim pode valer a tentativa por mais arriscado que seja...

— Ele se lembrara – disse Elena – Tem de se lembrar de nossa mãe não se esquece de alguém assim tão facilmente. – Ela fez uma pausa – Posso nunca a ter conhecido, mas pelas memórias que meus irmãos têm e pelo que meu pai me contou a respeito dela.

— Julga que ele pretende nos negar ajuda, milorde? – perguntou Aeron a Hugh Tully.

O homem robusto suspirou e seus queixos triplos tremularam.

— Com sinceridade, duvido que o próprio Lorde Rolland saiba o que faria numa situação dessas – disse Hugh Tully – Não ouvimos falar do velho há anos como nunca sai de sua fortaleza e está por sua vez nunca está em um mesmo lugar. As bruxas do pântano o enfeitiçaram para que se mova para que nunca seja achado por quem procura.

— Crendices de ignorantes – respondeu Evan Umber – Feitiços não existem assim como magia. São todas historias que as amas de leite contam junto ao peito para crianças sentirem medo e respeitarem os adultos.

— Temos de ter Fosso Cailin, meus caros companheiros. – disse Rodrik Forrester entonando a voz com determinação e acaloradamente – Não há outra maneira de atravessar de volta para a casa. Bem sabem, caso tomemos outro caminho podemos encontrar uma guerra perdida.

— Sim. E nosso avô também saberá – disse Elena se aproximando do mais velho — Você pode estar certo disso, meu irmão.

— Quero conversar a sós com a minha irmã – falou Rodrik aos outros e os lordes se dissiparam deixando para trás uma Elena confusa por não saber o que se tratava.

— O que quer meu irmão? – perguntou Elena.

— Eu vou enviar um grupo para que encontre Atalaia da Água Cinzenta – disse Rodrik – Umas duas ou três embarcações o suficiente para garantirem que poderão retornar. Não quero parecer que estarei lhe forçando a algo e está livre para negar o meu pedido, mas eu gostaria que você fosse nessa missão para mim. Irá sobre o estandarte de nossa casa que tem laços de sangue com os Reed. Não será atacada.

— Eu? – perguntou Elena surpresa – Mas, por que você confiaria em mim?

— Porque posso não ver nosso avô por anos – respondeu Rodrik – Nem em meu casamento com Elia comparecera. Mas se me recordo bem posso afirmar-lhe que ele amava nossa mãe... Ele não se esqueceu dela e provavelmente ainda sofre com sua perda.

— E por que está me enviando meu irmão? – Falou Elena com certo receio – Ele deve odiar-me como fui à causadora da morte de nossa mãe. – Rodrik a encarou como se a estivesse vendo pela primeira vez.

— Nunca diga isso – falou Rodrik – Você não matou nossa mãe.

— Ela morreu quando eu nasci – disse Elena – Sou a culpada por mais que papai e vocês neguem esse ocorrido. A verdade é que ele pode odiar-me por algo que eu fiz sem querer, meu irmão.

— Não irá – disse Rodrik – Pelo contrário, ele irá ama-la Lena. – Ele colocou as mãos no rosto dela e a fez encara-lo — De nós três é a que mais lembra nossa mãe. É quase como o reflexo dela na água. – Elena sorriu e abraçou o irmão.

Notas finais
Curiosidades: ~ Rebelião Reed é um paralelo com a Rebelião Greyjoy, porém garanto que Rolland Reed não é um Balon Greyjoy da vida é apenas uma referência mesmo. No canon a Casa Reed é uma das mais fieis aos Starks por conta de terem recebido deles o titulo de Protetor do Gargalo. Tanto é que temos Howland Reed nos livros e Jojen e Meera ao lado do Bran. Vamos ver se consigo explorar um pouco esse povo tão misterioso que só lemos através da boca de outros personagens. ~ O nome do irmão do meio dos Forrester foi mudado de Aaron para Aeron com a finalidade de ficar mais parecido com os nomes que conhecemos de Westeros. ~ Willas Frey não possui face claim ainda. Inicialmente estava indo para fazer os Freys meio escrotos e dizer que o Lorde Wyman Frey negara ajudar o seu genro, porém não é possível que a família seja podre desde seus primórdios e mesmo para os Freys o sangue é importante tanto é que eles são grandes apoiadores dos Bolton por conta do casamento de Walda com Roose. Então, pelo menos algumas dezenas de homens foram cedidas para garantir a segurança de Elia sendo que Willas vai acompanhar a irmã. Iria ser um capitulo maior só que preferi dividi-lo pela metade. Tenho que me controlar então assim ficamos apenas com o ponto de vista da nossa Elena Forrester e a missão de encontrar com o seu avô e pedir ajuda.