North War – Interativa
22 Capitulo 21
Notas iniciais
Volantis
Rhaera se lembrara dos bordeis que frequentara em sua vida, mas provavelmente os volantinos eram os melhores detentores desses lugares. Os escravos do prazer, como Khalil Xhosa chamava os trabalhadores, eram comprados em idade tênue e precoce e ensinados as artes do sexo para que se tornassem amantes saciáveis aos desejos dos clientes.
Nada melhor depois de dias no navio então colocar os pés em terra firme e na busca de um pouco de diversão. Ela esperava em um dos quartos pela mulher que tinha ido buscar uma seleção de pretendentes a sua cama de acordo com o valor que iria pagar.
Da janela daquele espaço podia ver o símbolo de Volantis não tão famoso quanto o Titã de Bravos, porém igualmente imponente. A Grande Ponte. Era a longa construção que une as duas metades de Volantis por cima do Rio Roine. É um espaço enorme, com uma estrada sustentada por pilares maciços que os valirianos construíram no auge de sua glória.
O portal de entrada é um arco de pedra negra esculpida com os mais diferentes animais exóticos. A estrada é larga o suficiente para que duas carroças passem lado a lado. Há construções ao lado da estrada, com lojas onde se podia se realizar compras de todo o tipo de mercadorias. No centro da ponte, são exibidas as mãos dos ladrões e a cabeça dos criminosos que ousaram roubar ou matar os comerciantes e seus clientes.
Era lá que Khalil Xhosa se encontrava naquele momento comprando suprimentos para abastecer o navio antes de seguirem o caminho e também seria ali que ele conversaria com algum contrabandista de escravos. Alguém que lhe falaria onde aconteceria o próximo mercado de leilões. Desde o ocorrido em Pentos que eles precisavam recrutar novos homens para a tripulação do navio.
— Espero que não tenha feito com que esperasse demais – Falou a dona do bordel que retornara com os cortesões. Eram cerca de seis com a idade indo dos dezoito aos vinte e cinco como requisitara, Rhaera em seu meados dos trinta aprendera que seria melhor usar de sangue mais jovem como homens muito velhos nunca tinham lhe agradado.
Rhaera sabia que não era a mais bonita das mulheres e podia ver isso no olhar daqueles homens mesmo que eles disfarçassem. Sua beleza podia ter sido arrancada dela pela cicatriz que se estendia de seu canto de lábios até o lóbulo mutilado da orelha.
Mesmo assim seu corpo ainda se encontrava belo mesmo que mais magro e sem tantos atrativos de quando era mais jovem, afinal a vida sanguinária e as batalhas tinham arrancado muito de seus melhores anos.
Porém, mesmo para uma mulher que se encaminhava para a velhice ainda assim ainda tinha seus atrativos e poderia ter o homem ou mulher que quisesse, só que naquela noite desejava estar com um profissional no lugar de flertar com algum estranho numa taverna em busca de mais uma transa num beco qualquer ou nos fundos do recinto.
Se sentia-se mal pela vida pervertida e superficial com gostos mesquinhos e materiais como bebida, ouro e tudo mais que desejasse e pudesse ter se estivesse disposta a sujar suas mãos e afundar-se cada vez mais no que havia de pior no mundo? Nem um pouco. Rhaera sabia que era errada e não se importava, a vida lhe fizera uma bastarda e como tal tinha de deixar-se levar pelo caminho mais difícil.
Ela virara a taça de vinho da qual tinha se servido na ausência da mulher. Um só gole e o gosto da bebida descera sua garganta com o gosto reconhecível do vinho da Árvore, era doce demais para seu gosto mesmo assim era caro o suficiente e já que estava gastando que ao menos fosse com o melhor que a casa tinha a oferecer.
Um segundo gole servira para secar a taça de uma vez. Para que então pudesse descartar a taça a jogando em um canto qualquer onde o metal ressoara contra a parede.
— Vamos ver o que você trouxe para mim, Kena — falou Rhaera enquanto limpava os lábios com o indicador e olhava a fila dos homens que a dona do bordel tinha julgado como sendo carne de primeira.
Ela passou então a encurtar a distancia que havia entre ela e os rapazes. A loira caminhou fazendo seus passos ressoarem no chão conforme seguia em linha reta os analisando. Foi percebendo que valiam mesmo todo o ouro que ela estava disposta a gastar ali.
— Então? Pelo seu olhar julgo que está gostando do que vê — disse Kena, a dona do bordel — Talvez queira repensar e possa querer dois no lugar de apenas um. Caso esteja com duvida de qual escolher...
— E isso me custaria mais ouro? Por favor, não me venha com truques — disse Rhaera — E se fosse requisitar uma segunda companhia não seria um homem... — ela olhou com um olhar cúmplice para a mulher de pele acobreada — Você adoraria isso não é?
— Apenas quero satisfazer uma cliente — disse Kena — Que mal há se isso vai me valer um pouco mais? Acredite, existem combinações deles que você iria gostar de experimentar. Quer uma demonstração?
— Por mais que me agrade a ideia de vê-los se comerem, porém onde está a diversão se não vou participar? — falou Rhaera rindo — Não, hoje eu quero apenas um. Então, será que eu posso tocar? — perguntou enquanto tocava nas partes intimas de um dos escravos.
— Eles são limpos — disse Kena — E são bastante dotados.
— Isso eu posso ver com meus próprios olhos — disse Rhaera — O que você faz? — E riu enquanto passava para o próximo da fila — Cobra ouro por polegada de pau que eles tem?
Ela caminhou frente a cada um deles com calma. Cada um daqueles prostitutos tinham corpos em forma com a ausência de pêlos, rostos barbeados e cabeça raspada como era típica de muitas Cidades Livres fazerem com seus escravos como uma forma de higiene e evitar doenças.
Todos os rapazes possuíam a marca da escravidão em seus rostos, no canto dos olhos tinha a tatuagem de uma lágrima descrevendo assim a profissão deles como prostitutos.
— Este aqui – Falou Rhaera apontando um deles que fora de seu agrado. Ele tinha olhos lilases e a pele bastante clara, certamente tinha sangue valyriano e ela nunca estivera com um desse tipo antes. E a glande dele era rosada como os lábios de uma donzela.
— Boa escolha, minha querida – Sorriu Kena, então a dona do bordel fez um sinal e os outros cinco rapazes se retiraram. Ambos se encararam por um tempo até que a bastarda dirigiu sua voz em tom de comando para o escravo.
— Tire minha roupa – ordenou Rhaera e assim foi que o prostituto fez com delicadeza começando por retirar-lhe a cota de couro que usava e depois puxando os cordões que atavam a blusa.
Então ele depositara um beijo em seus seios desnudos e a pegou nos braços a levando então a cama onde deitara. O rapaz ficara um tempo ali lhe massageando os seios e os beijando antes de retornar a tarefa de despi-la. Tirou-lhe as botas e ela sentiu um prazer imenso ao vê-lo beijando os seus pés antes que pedisse por isso. Então foi que removeu a calça a deixando dessa forma como tinha vindo ao mundo.
O escravo então retornara a cama ao lado dela foi lhe beijando desde os seios até descendo pela região do ventre e por fim os lábios dele lhe encontraram a intimidade. Ele lhe explorou com a língua e os dedos a fazendo vibrar e sorrir divertida algo que logo virou uma gargalhada.
— Você é bom, faça valer o ouro que gastei com você. – disse Rhaera então cruzando as pernas ao redor do pescoço dele e o pressionando em sua intimidade. E contorcendo o corpo ao sentir-se sendo penetrada pela língua dele.
Ela precisava daquilo. Rhaera merecia ter algum prazer depois do que ocorrera em Pentos e ela fechara os olhos sentindo seu corpo estremecer e fechara os lábios para conter os gemidos que queriam escapar.
Xhosa fora quem lhe dera o ouro como uma forma de recompensa-la pelo erro que ele cometera. Eles tinham aguardado naquela mansão pelo outro mercador que os tinha contratado para fazer o serviço e tinham esperado demais até que o sujeito apareceu. Naquele meio tempo, os assuntos tinham se caminhado para conversas sobre o rumo que a bastarda daria a sua vida e o seu desejo de vingança.
“Você não tem noticias desse tal Royce há anos” falou Xhosa “E ele parou de mandar assassinos atrás de você. Ele te esqueceu de você ou apenas deve estar esperando o retorno seu. Mas e depois de mata-lo? Você mesmo diz que aqueles escrotos te tratavam pior do que um cachorro, o que irá fazer?”.
“Eu não vou parar pelo Royce”. Disse Rhaera. “Matarei cada um com o nome Bolton. Talvez mate os filhos dele na frente do sujeito antes de enfim mata-lo, parece justo não é? Vê-lo sofrer antes. O covarde envenenou meu pai, as pessoas dizem que foi o coração só que Robett era forte como um touro. E eu sei que aquele maldito faria isso...”
“Apenas lembre-se”. Falou Khalil Xhosa.“Temos algo bom aqui e você é a melhor da minha tripulação. E a qualquer momento, você e eu ficaremos ricos com essa nossa parceria valiosa”.
“Você poderia vir”. Disse Rhaera.
“Frio demais” disse Khalil Xhosa “Se fosse Dorne ao menos. Eu já estive por lá, mulheres dornesas são uma das melhores que já tive o prazer de...” Então os dois são interrompidos quando a porta se abre e um sujeito aparece.
Eram cerca de doze homens, todos eram guerreiros como se podia perceber pelos suas armaduras leves típicas de Essos e cada um deles estava armado. Todos serviam lealmente a Khalil Xhosa.
Ao entrarem todos eles ficaram em formação cada metade em um lado sugestivo da porta em uma linha quase que militar. Rhaera tinha que admitir que seu amigo sabia transformar ex-escravos em soldados. É claro que o decimo terceiro a entrar na sala era o responsável por treina-los, afinal era um dos tenentes dentre os piratas.
Ele era um homem bonito (mesmo Rhaera tinha que concordar nisso) com olhos claros e cabelos negros lisos meio desgrenhados que desciam até a altura dos ombros, dando até certa pena em saber que tinha sido castrado na infância. Era um verdadeiro desperdício um homem do feitio dele ter em seu destino ser um Imaculado.
Escorpião Negro vestia a armadura leve couro fervido negro que o diferenciava das dos outros que eram marrons além é claro da fivela de seu cinto em que havia um escorpião feito de bronze. Ele usava um capuz de linho marrom escuro sobre a cabeça.
Tinha porte de guerreiro com seu porte com músculos bem trabalhados e pele queimada de sol com várias cicatrizes antigas. Este era um dos homens de maior patente dentro da tripulação da Lágrima de Lys, perdendo apenas para o capitão e sua parceira bastarda.
“Senhor, Barraq Obbaz está aqui”. Disse Escorpião Negro.
“Obrigado, mande-o entrar”. Falou Khalil Xhosa e o Imaculado liberto fez uma saudação e se retirou para trazer o sujeito até a sala. Foi então que o lyseno encarou a mulher ao seu lado “Não faça nenhuma besteira, Snow”.
“Você deveria parar de agir como meu pai, Xhosa”. Respondeu Rhaera. “Você não é nenhum velho para fazer isso”. Ela dera um sorriso arrogante. “Sem falar que eu sei me comportar, a pergunta é se seu amigo vai conseguir estragar meu humor ou não”.
As portas abriram-se novamente e dessa vez quem entrara foi um homem em roupas leves e coloridas típicas das Cidades Livres. Rhaera tinha certeza que o cheiro doce que sentia vinha dele e de algum perfume caro que certamente valia uma fortuna.
Barraq Obbaz tinha a pele moura e sua cabeça era dotada de cabelos brancos e o rosto reluzia como uma pedra preciosa de tão rente que era seu barbear. Em ambas as mãos havia o brilho de ouro vindo de anéis caros anéis com adornos de joias, que certamente quem quisesse roubados teria de decepar os dedos e leva-los juntos.
Atrás do mercador viera então homens que institivamente fizeram com que a bastarda fechasse ainda mais o punho ao redor do cabo de sua lança. Trinta homens vinham logo atrás, estando divididos em três fileiras e rapidamente foi que circularam o espaço ao redor da sala. Ao fitar com a lateral do rosto para Khalil Xhosa foi que percebeu que ele também estava tenso.
“Pensei que o Obbaz tinha nos contratado”. Questionou Rhaera.
“E fez” Respondeu Khalil Xhosa entre os lábios.
“Então por que ele está acompanhado dos Corvos Temerosos?” Perguntou Rhaera “São daquela divisão deles que esbarramos em Volantis.” Observou ao reconhecer os rostos de alguns deles “Não estou gostando disso”.
“Onde ela está?” Perguntou Barraq Obbaz na Língua Comum.
“Bem aqui, mas antes nos dê o que prometeu”. Falou Khalil Xhosa fazendo um sinal para que dois de seus piratas trouxessem a garota para perto deles. “Negócios são negócios e não vejo nosso ouro ainda”.
Barraq Obbaz fizera um sinal e um dos mercenários aproximou-se com uma arca e a depositou aos pés do capitão lyseno. Khalil Xhosa ajoelhou-se e tentou abrir sem sucesso como parecia que se encontrava trancada. A garota foi então liberada e levada para o lado do mercador que a acolheu em um abraço enquanto o som agora audível dela podia ser escutado.
Khalil Xhosa percebendo que seria inútil tentar abrir a tampa da arca que parecia emperrada foi que decidiu usar de um truque. Ele puxou uma faca de seu cinto e com a maestria de um pirata acostumado a arrombar coisas trancadas. E com a ponta da lâmina foi que cravou na tampa. Depois de duas fortes e curtas pancadas, foi que a arca abriu-se e a bastarda percebeu um olhar confuso na face do amigo.
“São pedras não há ouro aqui”. Falou Khalil Xhosa e pelo tom dele não se tratavam de pedras preciosas.
“Já tiveram o suficiente saqueando a mansão e tirando tudo de valor que havia nela então por que eu deveria paga-los?” Questionou Barraq Obbaz parecendo achar graça de tudo.
“Tínhamos um acordo agora nos pague” Exigiu Rhaera.
“Já tem tudo o que precisam agora saiam se não quiserem morrer. Sentirão o gosto de aço em vocês se vierem atrás de nós”. Sorriu Barraq Obbaz arrogantemente. “O pagamento de vocês será a chance de viverem”. Ele olhou para os seus mercenários que puxaram as armas parecendo prontos para lutar. “Há um preço pela cabeça tanto do corsário lyseno quanto de sua puta bastarda westerosi. É, tentador e tenho certeza de que meus novos companheiros o adorariam bem como eu”.
“Acha mesmo que pode sair daqui sem nos dar nosso ouro?” Questionou Rhaera irritada com a audácia daquele sujeito estupidamente idiota.
“Eu estou fazendo não é?” Ele sorrira brilhantemente e Rhaera pode ver que alguns dentes do mercador eram feitos em ouro puro. Aquele sujeito certamente era do tipo que tinha uma fortuna para ostentar, porém preferira tentar faze-los de tolos.
“Não, você errou”. Respondeu Rhaera e depois todos os seus movimentos foram rápidos. Ela ergueu o braço e arremessou a lança que voou na direção dele, porém não o acertara até porque não era nele que estava mirando.
A ponta transpassou a garota pelas costas e saiu entre os seios. Ela murmurara alguma coisa em baixo valyriano a Obbaz antes de despencar de joelhos. Em seguida o cadáver fresco deslizou mole para no fim cair aos pés do sujeito que ainda estava com uma expressão surpresa.
“Rhaera” chamou Khalil Xhosa num tom repreensivo e cansado.
“Não me fode, Xhosa” Respondeu Rhaera Snow enquanto colocava as mãos na cintura e mantinha o olhar desafiador na direção do mercador.
“Matem-nos” Ordenou Barraq Obbaz em baixo valyriano.
“Vamos acabar com vocês”. Falou um dos mercenários na mesma língua.
“Calma companheiros, nós não queremos problemas”. Falou Khalil Xhosa mesmo que sua posição de luta e o arakh em sua mão gritassem o contrário.
“Acabou de cometer um grande erro, bastarda”. Disse outro mercenário.
“Vocês irão pagar com sangue”. Um terceiro dissera.
“Vocês pagarão e eu sairei como o herói”. Falou Barraq Obbaz dando alguns passos para trás dos corvos temerosos “Como os mercenários a meu serviço deram fim aos saqueadores de um dos mercadores mais respeitáveis de Pentos”. Ele riu. “E não terão como provar que estou envolvido depois que minha filha ter sido morta pela sua lança da bastarda”.
“Sua filha?” Falou Khalil Xhosa com um pouco de choque ao perceber que o infeliz tinha sacrificado seu próprio sangue como se não fosse ninguém importante.
"Minha semente germinada, uma bastarda só que mesmo assim do meu sangue" Falou Barraq Obbaz "Menos mal pior seria se fosse uma legítima ao menos na pior das perdas a menor. Afinal quem vai sentir falta de uma bastarda? Eu tenho outras." Então riu rudemente "Por sorte meus homens e eu estávamos presentes para trazer justiça depois que as suas cabeças estiverem separadas de seus corpos”. Então voltando a se dirigir para os mercenários no baixo valyriano “Mate-nos e terão a recompensa de vocês”.
O primeiro a se aproximar dos dois logo caiu quando uma adaga lhe acertara a nuca e a ponta saiu do interior da boca enquanto o mercenário tossia sufocado pelo sangue. Rhaera pode ver Escorpião Negro puxando suas outras facas e as segurando pronto para a luta então começando a rodopiar agilmente e desviando-se dos ataques sobre ele.
“Esse é meu garoto”. Disse Khalil Xhosa enquanto via o Imaculado iniciar sua luta, porém logo o pirata se encontrou cercado de três dos mercenários. “Está certo quem quer morrer hoje?”.
Então se desviou da lâmina de um enquanto bloqueava a do outro com seu arakh então dando um soco no mercenário. Desviava-se do terceiro e o aço das armas se cruzou enquanto saia do caminho do primeiro que tinha voltado para o jogo.
“Então você é meu parceiro de dança?” Debochou Rhaera enquanto tirava a espada da bainha e via um se aproximando dela. “Espero que goste do gosto da minha espada quando eu a enfia-la no seu rabo”.
Uma série de golpes iniciou-se quando no quinto movimento foi que o mercenário aproveitou para tentar estocada. Foi então que a loira se desviou e em seguida chutou o infeliz no queixo e quando ele tentara soca-la em seguida depois de cuspir alguns dentes da boca agora ensanguentada. O soco acertara a loira, porém ela bloqueou um golpe da espada que o seguira.
Então foi que se desviou quando a lâmina passou próximo de seu ombro direito, indo para o lado e em seguida deferindo um gancho de direita que o fez cair. A bastarda então acertara a espada na lateral do pescoço do oponente que não fora decapitado, porém tinha sido o suficiente para abrir-lhe a jugular. E como um bêbado foi que ele cambaleou até cair no chão.
“Rhaera para você”. Chamou Khalil Xhosa chutando um dos mercenários na direção da loira que então o empalara pelas costas no ponto em que a espada tinha acertado a parte detrás do estomago. E antes que tivesse puxado a espada para fora do corpo foi que viu outro se aproximando.
Foram poucos segundos que antecederam a morte daquele mercenário, porém não fora a bastarda que o matara. Ela viu Escorpião Negro dando um salto e chutando o corvo temeroso no chão.
Se não fossem os sons da batalha naquela sala, provavelmente teria escutado o som da vertebra espinhal do pescoço se quebrar com o golpe dado pelo Imaculado no inimigo. Em seguida Escorpião Negro já tinha partido para outro adversário em quem enfiara uma das facas no soquete do olho.
Um dos mercenários aparecera correndo na direção de Rhaera com o machado de guerra ensanguentado sendo brandido em fúria. Estava pronto para ataca-la e então foi que a loira se desviou da lâmina que passou a centímetros de sua testa.
A resposta aquilo fora o estomago do homem aberto pela espada da bastarda de Forte Pavor. Pode ver sangue espirrando e escorrendo pelas calças do adversário como se ele tivesse se urinado todo.
Ele gritara em dor quase como uma fera ferida, porém dera um segundo golpe fazendo com que o machado se prendesse a uma das colunas de pedra tamanha a força bruta que usara. Rhaera então cortara o braço dele com um único golpe dividindo o cotovelo do antebraço. Ela sentira o sangue quente espirrar em seu rosto e sentiu algumas gotículas escorrendo para seus lábios então os lambendo.
Então a bastarda viu-o gritar em dor enquanto caia de joelhos aos seus pés. O homem abraçava o coto de seu braço as mãos e o sangue lhe escapava pelos dedos. O mercenário chorava se de dor ou medo nunca saberia dizer como a Snow o matou em seguida.
Rhaera enfiara a espada por debaixo do queixo do sujeito e começou a enterra-la lentamente. Ela pode sentir os ossos do crânio e textura mole dos miolos dele enquanto a lâmina fazia seu trabalho até que por fim o aço saiu rubro do topo do couro cabeludo.
Ela o chutou o corpo então enquanto puxava a espada para libera-la. E agora o sangue escorria e pingava pela lâmina não havendo qualquer vestígio do aço por debaixo de todo aquele liquido rubro viscoso.
A loira então correra em direção a mais um mercenário e o aço deles soou um contra o outro algumas vezes e o sangue escorria na direção do cabo e para suas mãos. Mais uma série de golpes e desviadas, em seu peito o seu coração pulsava vividamente e em seus lábios havia o sorriso doentio de alguém com sede de sangue.
Um golpe do mercenário foi dado na diagonal e ela desviara então acertando um chute entre as pernas do infeliz que abaixou a guarda. Para em seguida abrir espaço para que a bastarda pudesse acerta-lo um soco que o mandou cambaleante para o lado ao que mesmo assim tentara acertar
Rhaera com corte horizontal na altura do abdômen e falhando miseravelmente. Uma estocada fora impedida pela loira de acerta-la no peito com a espada, foi então que se iniciou uma troca de investidas e defesas com as lâminas ressoando. No final ela desviou-se de um golpe que a acertaria no pescoço e agachou-se apoiando uma das mãos no chão. Então ela enfiara a espada em uma estocada bem onde era a genitália do sujeito.
O mercenário gritara e a garota ergueu-se e aproveitou-se da surpresa para atacar. Rhaera dera uma giro e com um movimento rápido o aço em sua mão abrira uma segunda boca no rosto do oponente ao partir o maxilar dele destruído a gengiva e a língua no processo.
Ele caiu ainda tremulo numa grande poça de sangue que se formava abaixo dele e tossia os pedaços da língua para fora. A bastarda colocou o pé sobre a nuca do sujeito e deu uma rápida olhada nele. Com um claque foi que quebrou o pescoço dele com uma pisada como de quem mata uma barata.
Pode ver Khalil Xhosa abrindo a garganta de um dos mercenários e em seguida desviar dos golpes de um segundo antes de por fim decepar a mão da espada com seu arakh. Então o enquanto o infeliz gritava desesperado foi que o agarrou pelos longos cabelos e começara a bater o rosto dele contra a parede.
O som das pancadas foi se intensificando conforme Xhosa continuava com os golpes. A face do capitão da Lágrima de Lys ia se sujando com os respingos de sangue e no fim ele só parou quando percebeu que o sujeito estava morto.
As pancadas se tornaram molhados e por fim quando o soltou o que um dia fora o rosto de algum dos corvos temerosos agora era uma papa sangrenta. Nem os olhos tinham se salvado como haviam saltado das orbitas.
Um dos mercenários então se erguera e começara a brandir as espadas duplas contra ela. Foi desviando-se novamente em movimentos que pareciam mais uma dança enquanto o aço tilintava ao choque.
Bloqueava uma lâmina e a outra com a sua, um movimento sincronizado e ágil de quem já era experiente em batalhas. Até que por fim as espadas duplas se cruzaram como um xis na frente dela sendo bloqueadas pela lâmina dela que estava a cerca de dois centímetros do seu rosto. Acabou que Rhaera pressionara o pé contra o peito do mercenário e o impulsionara fazendo com que caísse pela janela que dava para um penhasco.
Virou-se a tempo de ver Xhosa abrir a cabeça de um dos inimigos na vertical e de ver Escorpião Negro apunhalando dois por debaixo do pescoço ao mesmo tempo. Os três eram parte dos sete que permaneciam de pé sendo que os outros quatro também eram da tripulação do Lágrima de Lys.
Eles então escutaram os gemidos de alguém e depois de puxarem um dos seus piratas de cima foi que encontraram ali caído o causador de tudo aquilo. Barraq Obbaz estava ali com um grande corte em sua barriga que sangrava muito. Rhaera pegara a arca de pedras com a qual eles tinham lhes enganado e se encaminhou até o comerciante que lhe olhou com terror.
A loira se colocou sobre Obbaz e então foi que o pentoshi começou a tentar convence-la a parar, porém sua voz estava tão recheada de medo que a bastarda não compreendera uma palavra de baixo valyriano que ele dissera. E então tudo acabou quando ela esmagou a cabeça dele com a arca cheia de pedras.
Rhaera sentia seu corpo suar e o folego lhe faltar, mas não iria parar até que estivesse satisfeita. Ela sentia-se preenchida enquanto cavalgava sobre o membro do seu escravo e lhe encarava diretamente os seus olhos escuros contra os lilases dele.
O som das carnes batendo uma contra a outra, respiração ofegante enquanto o suor escorria por suas costas e desciam por seu rosto rumo aos seios. Ele também demonstrava sinais de fadiga, porém sua virilidade se mantinha ainda.
Rhaera o havia amarrado a cama pelos braços e pernas com as sedas que cobriam a cama. Ela não o tinha vendado, afinal uma das coisas que tinha feito com que o escolhesse tinham sido a cor de seus olhos. Pelo corpo dele podia se ver os sinais vermelhos das mordidas que tinha recebido sobre sua pele clara. A cama tremia conforme a garota aumentava a velocidade e a madeira ia se chocando contra a parede.
A loira descera as mãos pelo corpo do rapaz. Pode sentir o sangue em mãos conforme suas unhas tinham se cravado no peito dele como garras de um animal selvagem que marcam a pele pálida do abdômen dele.
Pode senti-lo estremecer um pouco em dor e um gemido dele saiu. Ela então dera um tapa estalado no rosto do cortesão e em seguida enfiou os dedos próximo dos lábios e o viu lamber o sangue para fora de suas unhas. A língua dele envolvendo seus dedos e os lambendo como as de um cão dócil com seu dono.
Então descendo as mãos para a garganta dele e começando a estrangula-lo. E um sorriso surgiu na face dela que já se encontrava completamente suada quando viu os olhos assustados dele ao sentir ao sentir falta de ar.
Foi então que percebeu alguém entrando quando virou a cabeça pode notar que se tratava de seu velho amigo e capitão lyseno. Khalil Xhosa se encaminhara e ficara lhe encarando por um tempo antes de pronunciar-se.
— É bom que esteja se divertindo – disse Khalil Xhosa – Tenho noticias que talvez sejam de seu interesse.
— Posso terminar primeiro? – falou Rhaera ofegante.
— São noticias do Norte – respondeu Khalil Xhosa e ela parou então se virando para o pirata – Acho que vão lhe agradar.
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