Notas iniciais
Primeiro capitulo, espero que gostem. Próximos personagens vão ser apresentados ainda é só aguardarem. Conheça o tumblr da historia também: http://northwarinterativa.tumblr.com/ Só para lembrar, os personagens da fanfic que vocês criaram tem os nomes em negrito. Os que não tem, não estão disponíveis então não façam fichas para eles. Eles vão ser manipulados por mim de modo a fazer a historia rodar. Até lá embaixo.

Atena

Atena erra mais um disparo de seu arco e a flecha perdeu-se do outros lados dos muros. Instintivamente praguejara consigo mesma enquanto esticava a mão novamente para a aljava e retirava mais outra flecha.

Ela não costumava errar tanto e sua paciência com suas próprias falhas não era das melhores, mas havia uma razão para estar assim. Estava sentindo-se apreensiva com tudo que estava acontecendo.

O desaparecimento da irmã tinha mobilizado todas as casas leais aos Starks que tinham sido convocados a apresentar armas ao Rei do Inverno o quanto antes.

Eles lutariam contra os Boltons em uma provável retaliação deles por conta da morte do Rei. Isso a incomodava, porque sabia acima de tudo que não estaria lá ao lado dos soldados para derramar sangue de homem esfolado.

Ela tinha razão para odiar aquela família, sabia muito bem que se sentiria melhor vendo aquela casa extinta um dia. Talvez fosse isso que estivesse lhe causando tantos erros com suas flechas afinal mesmo que a distancia e o ângulo fosse ruim, ela iria acertar o seu alvo que repousava em uma estaca exibido como um troféu sobre os muros de Winterfell. Ali se encontrava a cabeça do Rei Royce Bolton.

Seu pai tinha lhe proibido de fazê-lo, disse algumas palavras sobre os deuses não iriam ficar felizes quanto ao desrespeito com os mortos. Ela não se importava com a fúria dos deuses só sabia que encarar de sua janela aquela cabeça pendurada ou simplesmente encara do pátio lhe causava um imenso ódio.

— Atena, você ainda está insistindo nisso? – uma voz soara atrás dela, porém não se voltou para encarar o dono desta. Gabriel Umber era o chefe da guarda de Rei Brandon e um grande amigo da princesa. – O senhor seu pai não ficara feliz em saber que a filha desobedeceu a suas ordens.

— O dia em que algum homem dizer-me algo contra minha vontade ou me der ordens que não possa cumprir e mesmo assim eu faça então saiba que perdi o que me restava de juízo – disse Atena – E não estou ferindo ninguém. É apenas a droga da cabeça.

— A cabeça de um rei – disse o Umber parecia divertia-se com o que a garota fazia – Não é nosso rei, mas mesmo assim. – ele deu de ombros – Acho que está gostando mais dele do que dos alvos de palha.

— Uma cabeça de um Bolton é um alvo ótimo para eu praticar minha mira pena que provavelmente conseguirei fazer isso apenas hoje antes que os corvos venham – falou Atena com certa aspereza na voz – Eu irei passar o dia inteiro aqui caso seja necessário, mas vou acertar uma flecha naquele maldito.

— Seja rápida antes que alguma outra pessoa que não meus homens vejam e vão falar para o seu pai. – alertou Gabriel. — Não irá acertar se posicionando tão errado assim, tome um pouco mais de distancia e irá acertar. Dê dois passos para frente e acho que você consegue.

— Ou eu posso dar meia volta e acertar você aposto que não erro dessa distancia – falou Atena – Mas dai eu teria que explicar ao Rei Brandon porque meti uma flecha em um de seus homens de maior confiança. – ele então sorriu para moça que acatara o conselho do amigo.

Gabriel Umber possuía os cabelos longos e ruivos acastanhados presos abaixo da nuca em uma trança frouxa. Olhos grandes castanhos e uma barba rala em seu rosto. E assim como os homens de sua família era enorme em altura.

Tinha braços fortes, peito e ombros largos e musculosos e mãos grandes como as de um ferreiro. Perto dele a princesa sentia-se reduzida e rebaixa, pensava que seu pai tinha sorte em ter homens da Última Lareira como aliados e não inimigos.

Gabriel riu para aquele comentário e ela tornou a mirar seu olhar para a cabeça na Muralha. Ele gostava daquela personalidade forte dela e geralmente quando não estava com Alannah ou com a mãe era com o neto de Lorde Umber que passava seu tempo.

O chefe da guarda não lhe achava incapaz por ser mulher ou pensava que ela só falava tolices, pelo contrário quando percebera o talento que ela tinha para estratégias e o conhecimento de combate que possuía foi que ambos acabaram se tornando amigos.

Mas mesmo sendo tão próximos, ainda assim o rapaz não era capaz de saber o que lhe motivava a sentir tanto ódio dos Bolton. “O norte pertence a minha família, os Boltons vêm tentando roubar de nós o que está em nosso direito então como não os odiaria?”

Ela não mentiu para o rapaz a respeito disso, era o que acreditava, mas a verdade era que ela tinha ainda mais ódio daquela família por conta do que lhe acontecera no passado. Por conta de o que um deles lhe fizera.

Atena pode ver pelo canto dos olhos o chefe da guarda se agachando para fazer carinho em Artêmis, à loba da princesa. Então tornou a mirar se concentrar em acertar aquela cabeça mais uma vez. “Ele é uma copia mais velha de Richard”.

Ela prepara novamente a flecha no arco e puxara a corda. “Tão podre quanto o irmão”. Então respirou fundo e soltou. A flecha soltou-se e foi direto contra o olho esquerdo e atravessou saindo pela parte detrás.

— O senhor seu pai irá reunir-se com o pequeno conselho de lordes – disse Gabe erguendo-se do chão após passar as mãos sobre os pelos da loba – A senhora sua mãe pediu-me que a encontra-se para avisar-lhe que deve preparar-se para as comitivas que chegarão em breve.

— Entre eles estará o senhor meu noivo presumo? – falou Atena enquanto ambos começaram a caminhar retornando para o castelo tendo Artêmis vinha entre eles – O herdeiro de Karhold. O filho de Lorde Karstark – ela fizera uma careta ao proferir aquelas palavras.

Ela sabia que era seu dever com para sua família fazer um bom casamento com o herdeiro de alguma família influente fosse ao Norte ou com de algum outro reino. Ela não desejava casamento ou envolvimento com nenhum homem que a levasse para longe de seu lar.

Atena era parte de Winterfell e aquele castelo era parte dela assim como a carne e o sangue que lhe compunham. Ia ser diferente quando o seu casamento ocorresse e fosse levada para longe. Casar-me com alguém que não amo e viver a sombra de um marido idiota? Não era o que ela desejava. Ser uma lady da sociedade nortenha estava em sua irmã não nela. Não mais ao menos.

Ela despediu-se do guarda enquanto seguia em outra direção, ela precisava passar em um lugar antes de ir banhar-se e trocar-se para esperar a comitiva de guerra e para sua infelicidade o herdeiro de Karhold.

Ela ingressou num dos corredores que levava aos aposentos dos criados. Artêmis vinha em seu encalço como de costume então ingressando na num dos quartos e encontrando sentada na cama. Atena se aproximou tentando não fazer barulho.

Seu nome era Alannah Harrignton e era a filha do chefe de cozinha de Winterfell. Era uma mulher bonita apesar da aparência e vestes humildes, tinha seus cabelos castanhos claros e olhos da mesma tonalidade, corpo roliço com busto avantajado e rosto redondo de bochechas salientes. A pele meio maltrata pelos trabalhos na cozinha desde criança em que cuidava do calor das chamas. A princesa sentou-se ao lado da mulher e está lhe sorriu docente.

— Ela acabou de comer agora, menina – disse Alannah – Gostaria de segura-la um pouco?

— Eu adoraria – falou Atena então recebendo a bebezinha de apenas 1 ano e meio em seus braços – Olá, meu filhote de loba. – Amanda sorrira com seus poucos dentinhos de leite – sentiu minha falta foi? – ela havia sentado a garotinha no seu colo e agora brincava com as mãozinhas dela – Como foi ontem de noite? Ela ficou muito assustada com toda a confusão? Queria ter vindo mais cedo vê-la só que precisava estar presente com minha mãe para garantir que não iriam pensar que fui levada também.

— Nós ficamos bem, assim que os Boltons atacaram nos guardas nos mandaram para os quartos e mandaram que barricássemos as portas por dentro – falou Alannah – Umber me dera um punhal. – ela indicara a arma sobre uma cadeira do quarto – em suas palavras era para que me proteger-se caso algum deles chegasse a entrar. Mas garantiu que teria homens o suficiente para impedir que isso acontecesse.

— Ainda bem que não precisou usar – respondeu Atena cheirando os cabelos da pequena em seu colo enquanto estava parecia estar entretida com Artêmis que tinha entrado no quarto ao lado da dona e agora farejava os pezinhos dela. – Eu não sei como agradecer a você o que tem feito nesses quase dois anos. Sei que não é fácil posar como mãe de uma bastarda do rei.

— Milady, o que eu deveria fazer? Se não fosse eu seria outra apenas tinha a vantagem de poder amamenta-la e por isso me escolheram – falou Alannah – Amanda tem pais de faz de conta, meu pai me acha uma oferecida porque pensa que dormi com o rei e as outras pessoas desse castelo me olham como uma perdida. Eu não me arrependo do que faço pela senhorita e pela pequena loba. Eu aprendi a amá-la tanto como se fosse minha.

— E ela é uma parte sua – falou Atena com um sorriso – É impagável o quanto tem feito para proteger a mim e minha honra. Não sabemos como o reino iria reagir se soubessem que uma princesa teve uma bastarda.

...

Noah

— Tem mesmo que ir, meu príncipe lobo? – falou a voz da mulher de cabelos ruivos com um tom meloso e manhoso que se encontrava na cama nua coberta por pesadas peles. O homem de pé na frente encontrava-se vestindo seus trajes e afivelando o cinto que lhe prendia as calças sem dar muita importância para a mulher.

— Acredite, eu também gostaria de passar o dia todo fodendo você sem parar de todas as formas que sei – disse Noah – Mas o Rei Brandon notara a ausência de seu filho prodigo depois da escapada furtiva dele noite passada. Se for para receber o sermão então que seja logo pela manhã mesmo do que ficar adiando.

— Você poderia levar-me para conhecer o castelo um dia desses – falou a ruiva – Eu sempre tive curiosidade para saber como é Winterfell por dentro. – aquele comentário fizera o príncipe rir debochadamente enquanto servia a ambos de um último par de taças de vinho.

— A última puta que levei para casa acabou morta, tem certeza mesmo de que deseja arriscar? – disse Noah então entregando o cálice para a mulher que a pegou parecendo um pouco assustada com aquele comentário – Ora, não fique assim... – ele deu-lhe mais um beijo curto e rápido antes de erguer sua taça com um sorriso nos lábios – um brinde a nós e a noite e tanto que tivemos. – então bebera no mesmo instante em que a porta do quarto soou.

— Senhor, estamos atrasados para partir já preparei o seu cavalo para seguirmos de volta – falou Finn, seu escudeiro.

— É a minha babá – ironizou Noah para a mulher enquanto se levantava e caminhava até a porta a abrindo – Já estou indo, Finn. Como foi a sua noite?

— Boa, a moça que escolhi me surpreendeu não esperava grande coisa dela, apenas a escolhi para ser gentil já que os homens não estavam dando muita atenção para a coitada – disse Finn então olhando para a prostituta ruiva na cama do quarto – Como vai, Melly?

— Vou bem, Finn... – disse a Melly e então Noah se lembrou de que aquele era o nome da moça com quem vinha se relacionando a pouco mais de duas semanas – Tentando convencer o seu amigo de me mostrar Winterfell.

— É um castelo bonito e tem boa comida – disse Finn – Mas, você não ia gostar de lá. – ele fez uma pausa tentando escolher melhor as palavras — Moças que levam a vida que você tem não são bem aceitas pela corte então sinto muito por isso.

Finn Flint não era como Noah isso logo se via por suas vestes amarrotadas e o cheiro de bebida que exalava do príncipe e o jeito bem vestido do escudeiro. Finn não se comportava como se estivesse conversando com uma puta em um bordel e sim como se estivesse em um lugar qualquer tratando com uma dama. Apesar de tudo os dois tinham suas semelhanças como o gosto por festas, bebidas e lugares promíscuos.

O rapaz era nascido em uma casa vassala chamada Flint com sua sede em Atalaia da Viúva. Com o brasão mais feio que Noah já tinha visto em sua vida: Um campo azul coberto com ondas em prata e parte superior na cor de ouro com dois olhos azuis. Quem pelos Outros colocava um par de olhos no estandarte de sua casa? Provavelmente tinha uma explicação para isso só que o príncipe nunca se interessou em saber.

Finn era alto com porte musculoso era mais alto que ele. Cabelos castanhos cor de carvalho e olhos azuis vividos como os representados no estandarte de sua casa. Pele lisa sem nenhuma barba só que com invejáveis costeletas emoldurando o seu rosto rosado. Ele vestia o conjunto de vestes nobres nas cores da sua casa.

Rei Brandon tinha arranjado Finn na esperança dele manter na linha o lobo boêmio, mal descobriu ele pouco depois que o escudeiro tinha se rendido a viver o estilo de vida de seu senhor. Má influencia se tornou outro dos mais novos elogios que o pai passou a dirigir para o segundo filho.

— Vou terminar de me trocar e já vamos – disse Noah então fechando a porta – Ei, Nelly.

— É Melly – falou a ruiva enquanto o rapaz terminava seu cálice de vinho.

— Eu sei, apenas troquei uma letra não faz tanta diferença assim não é? – respondeu Noah então entregando as moedas de ouro para a garota – Você conseguiu tornar minha noite muito boa mesmo. Em vários sentidos... – então terminou de calçar suas botas e ajeitou sua camisa para remover as dobras de aspecto amassado antes de abrir a porta mais uma vez – Eu espero que esteja aqui da próxima vez que eu vier. – e sorrindo foi que saiu do quarto.

...

Matthew

O jovem herdeiro galopava ao lado de seus homens novamente pela estrada que levava a Winterfell. Seus homens de confiança e os melhores cães de caça compondo o bando dos rastreadores que tinham saído em busca da trilha deixada pelo sequestrador de sua irmã, Brie. Eles tinham perdido o rastro nas margens da Baia de Gelo.

Quem tinha levado a princesa seguira pela Mata dos Lobos e ingressado nas águas gélidas do mar nortenho. E mesmo que pudesse não ser mais sábio dentre os irmãos era esperto o suficiente para concluir que não havia sido os Boltons que tinham a levado.

Se não foram os Boltons ou seus aliados então só poderia ter sido outra opção e essa causava raiva e preocupação do rapaz só em pensar que era possível. Brie tinha lhe contado uma vez não lembra ao certo em todos os detalhes de um antepassado deles, era sobre um Rei Stark que tinha tido sua filha e única herdeira sequestrada por um Rei do outro lado da Muralha.

Abel ou Bael? O príncipe não lembra o nome do falso rei, o homem havia a levado ao se infiltrar em Winterfell e que a tinha devolvido com um bastardo com sangue selvagem mesclado aos Starks. A história estaria dessa vez se repetindo mais uma vez só que com outras palavras? Esperava que não. Pedia aos deuses que quando retornasse para casa pudesse receber a noticia de que sua irmã havia sido encontrada sã e salva.

— Está muito calado desde que ordenou nosso retorno, milorde – disse Cotter, o escudeiro do príncipe. – Não se preocupe com a princesa independente de onde esteja tenho certeza de o senhor e vossa graça irá encontrá-la e traze-la para casa.

Cotter era magro de aparência esguia e com o rosto longo com o queixo saliente. Nariz grande que parecia ter sido quebrado mais de duas vezes, orelhas grandes e pontudas. Ele tinha o cabelo escuro (cor de madeira queimada mais precisamente) liso caído dos lados da cabeça e tinha um respeitável bigode e barbicha bode no rosto. Era plebeu, mas salvara o príncipe herdeiro em uma ocasião e este o fez seu escudeiro.

— Também espero por isso meu amigo, mas estou com mau pressentimento de que estamos nos encaminhando para algo muito maior – disse Matthew – É apenas o começo de tudo, Cotter.

Ele saiu do castelo assim que perceberam o desaparecimento de sua irmã, Brie e Matthew eram muito próximos um do outro. Talvez fosse pela semelhança em personalidade que tinham sendo completamente o oposto de o Atena e Noah que possuíam o jeito Mormont estampado neles. Ele também gostava de Atena, apesar de não gostar muito do modo como ela conseguia ser petulante e incrivelmente teimosa na maioria das vezes, ainda assim era melhor do que o relacionamento que tinha com o irmão.

— O senhor fez o possível não se sinta mal, milorde – falou Cotter – a princesa Brie logo será encontrada e estará novamente ao lado de sua família. Explicaremos ao rei que fizemos o possível para encontra-la, sua graça irá certamente compreender.

— Eu agradeço de verdade suas esperanças, mas sei que é apenas para me animar por saber o quão frustrado me encontro após ter falhado com as ordens que me foram dadas. Agora minha irmã está mais longe do que poderíamos imaginar. – respondeu Matthew sorrindo levemente.

Sua voz calma e tranquila apesar de que por dentro estivesse segurando uma grande raiva que sentia de si mesmo porque simplesmente odiava falhar. Ainda mais quando se tratava de seu dever com a família. Como seria um bom rei daquela forma? Não poderia desapontar o seu povo. Ele simplesmente não poderia.

— Milorde, talvez devêssemos... – começou Cotter só que o príncipe fez um sinal para que parasse.

— Meu amigo, eu sei que seu coração me faz pensar que preciso ter meu ego inflado só que no momento não é isso que quero. Deixe-me, por favor, apenas com meus pensamentos. – disse Matthew — Será que podemos apenas cavalgar em silêncio?

— Como desejar, milorde – respondeu Cotter.

Ao longe o príncipe e seus companheiros de caça já avistavam o imponente castelo de Winterfell coberto pela neve fresca que caiu naquela manhã. Eles então escutaram alguém chamando e ao olharem para trás foi que viram um par de cavaleiros seguindo na direção do grupo em suas montarias a trote.

— Você saiu também tomar um pouco de ar, Matt? – falou Noah, o segundo príncipe se colocando ao lado do irmão. O lobo boêmio era o único que tinha a coragem de provoca-lo com apelidos deploráveis como aquele. Em uma das mãos do mais novo havia um cantil com o lobo da família deles traçado no couro.

— Onde esteve ontem à noite? – questionou Matthew – Nosso pai sentiu sua falta no grande salão ontem durante a comemoração do dia do nome de nossa irmã. E a senhora sua noiva perguntou-me de você, Noah.

— Ah, pois que pergunte porque eu não vou mudar por conta de mulher alguma – disse Noah – Mesmo depois de nos casarmos ainda assim continuarei saindo. Sabe como é? Um lobo não come se não for a caça.

— Um lobo pode caçar na sua própria floresta não precisa ir a outra – falou Matthew – Ela é uma boa moça, meu irmão. Deveria trata-lhe melhor.

— Tratá-la melhor? Ela e eu não trepamos e quer que eu a trate melhor? E se ela for fria na cama ou tiver algum defeito debaixo daqueles panos caros? – disse Noah rindo – Acredite, eu e ela poderíamos nos dar bem se ela facilitasse um pouco mais para mim. Deixasse-me ao menos pegar em seus peitos ou na bunda enquanto passeamos pelo bosque sagrado.

— Você é podre, Noah. – falou Matthew com repulsa – Nosso pai encontra para ti uma noiva boa e educada sem falar em bonita para que venha a preferir continuar com putas? Você é um ingrato.

— Putas são melhores que donzelas – falou Noah – Saberia disso se tivesse colocado teu pau para funcionar pelo menos alguma vez. És tão honrado que provavelmente só dormira com tua noiva sulista que nem conhece. Mesmo que essa venha ser repulsiva.

— Ela não é – falou Matthew seriamente para o irmão.

— Já a viu alguma vez para ter certeza? – questionou Noah e o irmão se silenciou – Eu sabia. Eu invejo você um pouco em relação a essa sua noiva porque ao menos se a minha estivesse longe não teria de ouvir os sermões do pai de como eu deveria ser mais gentil com ela. De qualquer maneira, mudemos de assunto... – Então virou-se observando os homens que seguiam o príncipe herdeiro.

— Então, você e suas namoradas saíram para um passeio na Mata dos Lobos? – disse Noah tomando mais um gole de vinho — Algo interessante ou o Cotter só chupou você como está acostumado?

— Eu nunca... – falou Cotter parecendo chocado, mas não prosseguiu porque Matthew fez um sinal para que permanecesse em silêncio.

— Noah, não estou com paciência para suas piadas e para você bancando o bobo da corte para cima de mim – disse Matthew – E eu e “minhas namoradas” como chamou acabamos de ir em uma busca pela nossa irmã que foi sequestrada ontem a noite. Estamos retornando apenas agora, cavalgamos a noite toda e seguimos até perder o rastro dela quando chegamos à baia. Eu não espero que você entenda, mas eu estou frustrado com isso porque eu falhei e detesto quando isso acontece. Então me poupe de suas piadas idiotas e de ficar vangloriando-se porque enquanto saiu para foder com vadias nossa família sofreu a porra de um dos maiores ataques que poderíamos. – e pode ver Noah um pouco surpreso por conta da fúria do lobo ter sido despertada.

E os dois irmãos seguiram novamente pela estrada sem mais conversa sem encararem um ao outro. Matthew pode escutar o escudeiro de seu irmão dizendo qualquer coisa que apenas foi respondido por um xingamento do príncipe mais novo.

Eles cruzaram os portões e entraram no pátio principal de entrada. Tanto Matthew quanto Noah desmontaram de seus cavalos que foram levados para os estábulos pelos escudeiros enquanto ambos começavam a se encaminhar novamente para o castelo. Cada um em direção oposta até que Noah parou e chamou o irmão.

— Por que não desembuchou isso logo? – chamou Noah – Porque não me falou que uma de nossas irmãs tinha sido sequestrada. Por que não me contou a verdade no lugar de me deixar ficar falando sobre assuntos idiotas?

— Porque você não calava a boca – respondeu Matthew – Porque você não estava aqui e eu preferia lhe dizer quando estivéssemos sozinhos ou deixaria para o pai falar.

— Qual delas? – questionou Noah.

— Brie – respondeu Matthew.

...

Brie

Brie estava assustada, era fato a se ver cercada por homens visivelmente selvagens. Eles a tinham capturado no bosque sagrado quando aconteceu o ataque das forças Bolton. Estava tudo tão escuro que não percebera quando fora pega por aqueles homens que a amordaçaram e atacaram seus pulsos.

Ela tinha ouvido historias sobre o povo que vivia além da Muralha. Tinha lido sobre os relatos das ações deles em livros na biblioteca de Winterfell só não esperava que um dia e que teria de conviver com eles. A princesa não imaginava que estaria frente a frente com vários daqueles homens. Naquele momento rezava aos deuses para que seus raptores não lhe fizessem nada.

“Mas poderia ter sido pior”, pensou. “Poderia ser Sybill e não a mim”.

Quando o ataque Bolton iniciou-se a princesa escapara dos atacantes e agarrou os braços dos irmãos mais novos para arrasta-los para a Torre do Rei. Então foi quando sentiu a mão da irmãzinha escapar-lhe e a menina correu na direção do bosque sagrado.

A princesa então entregou Hoster a septã que cruzou o caminho dela e ordenou lhe que protegesse seu irmãozinho enquanto já corria na direção da parte que mais lhe deixava tensa que era aquele lugar repleto de arvores.

Ela não gostava de florestas, não quando estava sozinha porque na companhia do pai ou de seus irmãos até podia se tornar um lugar agradável. Mas ali, mesmo que fosse um lugar familiar não lhe agradava ir além da arvore coração sendo que mesmo está lhe era sombria com o rosto esculpido sempre sorridente.

Então escutou um som de choro e caminhou chamando com uma voz doce pela irmãzinha sabendo que a pequena estava assustada ou que os deuses lhe livrassem dos pensamentos poderia ter caído e se machucado. Acabou encontrando-a cercada por eles: Cinco homens cabeludos, barbudos e vestidos em peles de animais grosseiramente costuradas.

“Por favor, não a machuquem, ela é só uma criança.” Pediu aos homens a sua frente “Vocês compreendem o que estou dizendo?” e os homens assentiram enquanto dois se aproximavam dela. Sybill lhe chamara com seus olhos repletos de lagrimas e Brie viu-se na obrigação de acalma-la lhe dizendo que estava ficando tudo bem.

Eles possuíam lanças e arcos e flechas que apontaram na direção dela enquanto um deles havia pegado Sybill no colo o que fez Brie gritar e chegar até esse em desespero. Sabia que não tinha chances contra a força bruta mesmo assim não podia ficar apenas olhando um daqueles malditos simplesmente tocando sua irmãzinha. E naquele momento esperava que seus gritos chamassem a atenção de algum guarda real.

Senão era ela que tinha que fazê-lo, ela teria de lutar mesmo sem saber e mesmo de mãos vazias. Porque ela não ia deixar que alguém machucasse um de seus irmãos ou a sua família, iria protegê-los com todas as suas forças. Mas eram ainda quatro contra uma, quando um daqueles selvagens a derrubou facilmente com tabefe que a fez cair e bater a cabeça o que lhe deixou zonza.

Pode ver quando um deles segurava seus braços então depois de contida por dois que um terceiro lhe amordaçara e a amarrara. O maior deles então pegou-a e jogou sobre o ombro. Brie se debatia como qualquer pessoa sendo levada contra sua vontade faz.

Quando saiu do bosque sagrado por breves momentos teve esperança ao enxergar uma silhueta de alguém com uma espada e escudo. Quando aproximou-se suas expectativas se afundaram.

Não era um selvagem isso era obvio, mas quando viu-o abaixar as armas soube que estava trabalhando ao lado deles. O homem estava com o rosto oculto por um capuz de sua capa grande e negra que lhe impedia de identificá-lo, era alto, no entanto e magro ao menos parecia era difícil de identificar alguma característica dele.

“Levem apenas uma”. Sibilou o estranho num sussurro certamente para não ter sua voz identificada pela princesa. “Este foi o trato”.

“Deveríamos levar a mais nova” sugeriu um jovem selvagem ruivo que mantinha Brie sobre a mira de sua lança. “Está aqui é muito escandalosa como a porra de um corvo. Crianças são mais fáceis de lidar...”.

“Eu prefiro a mulher”. Falou o selvagem que carregava Brie. “É uma viagem longa até as Presas de Gelo e está aqui tem um bom traseiro”. E dera um tapa estalado na parte inferior da moça.

“Wolfgang não quer nenhum mal ocorra com a prisioneira”. “Disse a única mulher selvagem”. E se ela for com a gente saiba que não irá toca-la, seu escroto ou eu corpo seu pau no machado.

“Querem parar, não são vocês que decidem”. Falou o selvagem ruivo mais uma vez.

“Eu que decido por aqui”. Rosnou o selvagem que parecia no comando e estava com a criança nos braços. “Levamos a mais velha, o rei vai gostar mais desta do que de uma criança que cheira a leite e também teremos menos trabalho”.

E então entregou Sybill aos braços do estranho. “Agora mostre a porra da saída para mim e meus homens”. E os selvagens seguiram o homem encapuzado sendo que quando cruzaram os muros, foi assim que raptores se embrenharam na Mata dos Lobos.

Os selvagens se mantiveram caminhando a noite toda. Brie adormeceu mesmo que relutante ainda sendo carregada e acordou só quando foi colocada no barco em que agora se encontravam.

Eles remavam a embarcação rustica pelo que ela reconheceu como sendo as águas da Baia de Gelo rumo ao norte. As mãos e pés de Brie ainda se mantinham amarrados e sua boca amordaçada.

Quando o sol nasceu, os selvagens ainda não tinham dormido e mantinham-se remando. E foi com a luz do dia que pode ver ao longe a grande parede branca parecendo maior do que das vezes que a viu de Winterfell. Que os deuses a ajudassem porque ela estava sendo levada para o outro lado da Muralha sem saber o que eles tinham planejado para ela.

Notas finais
Vou remover a vaga Stark Masculina remanescente. Acho que fica melhor assim apenas quatro irmãos Stark, mas se algum de vocês tiver alguma ideia legal pode ser que eu cogite. Apesar de eu já ter apresentado os irmãos mesmo nesse capitulo aqui. Nos vemos nos comentários. Até mais.