Notas iniciais
Após discutir com a sua mãe, Norman foge de casa. Norma e Dylan vão atrás dele, afim de encontrá-lo.

"O melhor amigo de um garoto é a sua mãe."

Norman ainda estava em transe, no cais, após o acidente com Bradley. Acidente? Chamaria tal coisa de acidente? Norman, em seu momento de “troca de personalidade”, incorporou sua mãe com todos os teus trejeitos, precisamente, mais louca e mais maníaca do que o normal. Sim, brutalmente, perseguiu a jovem garota solitária e a matou enquanto a acusava de “tentar separar o Norman de mim” ou de ser “vadia”.
Enquanto isso, desesperadamente Norma e Dylan estavam procurando pelo Motel, mas sem sucesso e sem paciência a mãe do ano começou a entrar em pânico, já não sabia mais oque fazer, onde procurar, por impulso pega o telefone e liga para Romero, e nessa hora se esquece da sua ultima briga, em busca de ajuda.
NORMA - Alex! Por favor, eu preciso da sua ajuda...! Norman sumiu, e eu estou preocupada com ele!
ROMERO - Norma... Eu estou meio embolado agora. Fique dentro de sua casa, logo estarei aí.
NORMA - Alex???? Você sabe oque eu estou passando! Eu temo Bob Paris fazer algo com meu filho no meio da estrada , no meio da noite e....
ROMERO- Bob Paris está morto. Eu o matei, acabei de fazer.
NORMA- Oh, serio? Alex, onde você está? Oque aconteceu?
ROMERO- Não posso falar agora Norma, apenas aguarde dentro de casa.
NORMA- Mesmo que Bob Paris esteja morto eu temo pela segurança do meu filho ainda mais no estado de saúde mental dele e.... (tu tu tu) – Romero desligou.
NORMA- Filho da puta!
DYLAN- Norma? Oque ele disse? Onde ele está? Ele está vindo?
NORMA- Entre no carro Dylan, vamos atrás do seu irmão.

Transportando-nos para o cais, lá está Norman em pé, em transe, observando o carro afundando aos poucos... como sua mais bela obra teatral, “sua mãe” em cena, fez o trabalho mais do que brutal, enquanto o pequeno inocente filhinho bobão observava, do fundo do seu ser, como se não o fosse. Mas não o era, era sua outra parte, aquela que já se descobria desde a morte de seu pai.
NORMAN- Mamãe ... estou com medo, confuso e com frio...
ALUCINAÇAO- Norman, estou aqui, e já já iremos pra casa. Venha querido, me abrace. Está vendo o carro afundando? Ninguém saberá disso, não deixarei ninguém saber, vou te proteger querido, pra sempre.

No carro, Norma dirigia fugaz. Em alta velocidade, pondo em risco sua própria vida e do seu filho Dylan. Mas não importava, pois Norman havia fugido Deus sabe lá pra onde.
Seu olhar perdido na estrada, seus olhos claros como a imensidão de um mar, agitando-se, Norma começa a chorar, lagrima por lágrima, seu rosto é umedecido com sua dor, com seu medo, com seu peso de ser mãe, por ser tão dificl ser mãe. Dylan interfere:
DYLAN- Norma, pare o carro, por favor!
NORMA- Dylan, não posso parar agora, Norman está por aí, ele precisa de mim, ele precisa de nós , precisamos encontra...
DYLAN- Mãe, para o carro, por favor..!

“Mãe”
Dylan não costuma desperdiçar tal título em vão. Ele falava mais do que sério. Soava como o nascer do sol que acalmava todo aquele oceano agitado dos olhos de Norma.
Ela encosta o carro na rodovia.
NORMA- Dy...lan ...! Eu não aguento mais, eu temo tanto por ele Dylan! Ele é meu filho, ele tentou me proteger, ele não sabia o que estava fazendo Dylan, ele só queria me proteger ...

E foi interrompida por um abraço, sincero, o Sol da manhã aquecia aquele oceano, agora calmo, que estava frio, triste.
DYLAN- Norma, nós vamos encontrar o Norman, nós vamos ajuda-lo, nós vamos enfrentar essa... essa doença, tudo bem? Vamos encontrar uma maneira, nós vamos, eu estou aqui mãe, o Norman não está sozinho, nem você está.
Norma se debulhou em lágrimas nos braços de Dylan. Ele sabia que ela não estava em condições de continuar a busca por Norman pela estrada, ainda mais dirigindo. Quando já ia tomar o volante, a Viatura de Romero passa e para ao lado deles:

ROMERO- Dylan o que está havendo? Vocês estão bem?
DYLAN- Estamos sim, ela só está frágil...
ROMERO- Norma? Por que tomou a frente e veio atrás de Norman? Eu disse para ficar dentro de casa e me esperar!
NORMA- Não venha me dar sermões agora, eu estou desesperada, eu preciso do meu filho Alex, eu preciso dele, eu preciso...
DYLAN- Vamos achá-lo Norma. Xerife, vamos tomar a frente e você siga-nos atrás, okay?
ROMERO- Okay. Vamos.

E seguiram o caminho. Durante o percurso, no banco de passageiro, Norma segurava forte a Mao de Dylan, que a todo tempo dizia a ela “Vai ficar tudo bem, mãe”. Isso a reconfortava por alguns minutos, mas logo a lembrança de Norman voltava a apavorá-la e a possibilidade do pior assombrava-a tão forte, que chorava, em silêncio, encostada no banco, olhando para a janela do carro, esperançosamente, encontrar algum vestígio, e se possivelmente, encontrar o próprio Norman caminhando ou correndo, como se estivesse tentando fugir, ileso, assim poderia Norma, abraçá-lo e chamá-lo de “meu filho”, sem pensar que nunca mais o encontraria.

Seguiram até o cais. Romero sugeriu parar pois Norman poderia estar se escondendo ou andando pela região, Dylan concordou pois Norma estava tão desesperada que achou mais saudável para ela acalmar-se antes de continuar procurando.
Romero cumprimentou Dylan com um abraço masculino padrão e três tapinhas nas costas, e, rapidamente, como de quem não aguentava mais esperar, entrou no carro, precisamente, no banco do motorista, ao lado de Norma, para tentar conversar com ela, quem sabe até desculpar-se:

ROMERO- Norma... vai ficar bem ok? Lembra do seu problema com... aquele estranho do quarto 9? Eu pedi para confiar em mim e deu tudo certo, não foi? Então eu preciso que confie em mim agora...
NORMA- Alex... Não estamos falando de um homem com a sobrancelha empinada que assusta criancinhas me ameaçando por um dinheiro que eu desconhecia... Alex –nesse momento, a lagrima mais sincera escorreu dos olhos profundamente azuis de Norma- Estamos falando do meu.... do meu filho! Do meu pequeno Norman que está por aí, com intenções de fugir de mim, fugir da sua própria mãe, fugir... de mim...
ROMERO- Eu disse pra confiar em mim – nesse momento, as mãos de Romero suavemente passam pelo rosto de Norma, numa tentativa de demonstrar conforto, passam por cima das lágrimas, e aqueles imensos olhos azuis, se dirigem diretamente para os olhos do próprio Alex Romero – Precisa confiar em mim...
Por segundos, ficaram encarando-se, olhos por olhos. Engraçado. Dois opostos, que em mesma época brigam, em mesma época se ajudam.
NORMA- Eu não entendo suas intenções Alex... Poderia crer que está me ajudando a encontrar Norman, mas, quem me garante que não quer encontrá-lo e mandá-lo direto pra cadeia? (debulha-se em lagrimas) quem me garante isso?
ROMERO – Eu não vou mandar Norman pra cadeia, de cara, não funciona assim Norma, você sabe que não. Vamos nos preocupar em encontra-lo, é o mais importante agora... eu preciso te dizer uma coisa... eu não entendo como você se sente, mas eu vou me desculpar, por ter, não sei, agido erroneamente com você, em minha casa, me perdoa Norma...

Romero sabia que não estava errado e que não há motivos para ele se desculpar. Ele sabe muito bem. Mas precisava dizer isso a Norma, precisava por que ele sabe que seria a única forma de chegar naquele coração agitado e acolhê-lo com um toque solene e quente, de forma boa a acalmá-la, conforta-la para que não se tormenta, pelo menos por alguns minutos, com suas possibilidades internas.
Norma não responde ao pedido de desculpas. Ela retorna a chorar, chorar como se fosse a ultima do dia, para ser forte, ter perseverança, encontrar o seu filho, livrá-lo dos problemas e ajudá-lo a se tratar. E nesse choro, Romero a olha com tanto orgulho, A abraça.
Um abraço
Um dos poucos entre os dois, mas, com tanta importância quanto os outros.
Ambos se sentiram bem, tenho certeza que, mexeu com os dois.

Dylan, que estava rodeando o local, avistou Norman em pé aos pés do mar, e voltou correndo ao carro, para chamar Romero e confortar o coração de sua mãe, com a boa notícia de que Norman não estava em perigo, pelo menos era o que pensava.
Norma, com a ajuda de Romero desceu do carro, ainda em seus braços, encararam-se, e Norma, o empurrou como quem diz “eu posso caminhar sozinha, aprendi ainda bebê e não acho que esqueci”, e foram os três para a área onde Norman se encontrava.
Norma, ao ver o filho, ali parado, deu uma pequena pausa em si, contra sua vontade, seu corpo simplesmente parou de obedecer suas vontades. Nesse momento, com seu oceano interno sendo secado por uma forte radiação perigosa, formulou em sua mente que Norman estaria em um de seus apagões. E vem a preocupação. O que Norman fez? Pelo o que ele passou nesse meio tempo que o levou ao ápice do stress pondo sua saúde mais uma vez a ser exposta por este acontecimento, este fenômeno que se agrava quanto mais o tempo passa e mais Norma tenta esconder ou não crer no que está havendo? O que aconteceu? Tem medo de descobrir, tem medo de pegar Norman nos braços, chacoalha-lo, dizer “eu estou aqui” e ver em seus olhos vazios e sem foco, seu olhar parado, sem reação, apagado. Este é o medo de Norma neste momento. Mas seu medo é atordoado e derrubado pela vontade maior de seu corpo, que volta a obedecer, e nessas frações de segundo perdidas em paralisação, uma lagrima escapa, e finalmente, seus dedos tocam seu filho, como se tivesse ficado anos sem tocá-lo, e agarra-o, enquanto chora aliviada, por ter encontrado o filho, mas metade do seu choro é dedicado ao fato de ter que saber o que levou Norman a tal situação.

O que será ou
Quem será dessa vez?

Romero e Dylan aproximam-se pra ver se está tudo bem com Norman, e o que tem envolta deles. Dylan observa em volta, pra ver se acha mais alguém, no caso, seria Bradley Martin, que por acaso estaria fugindo com Norman, como sua mãe o contou em sua casa. Romero percebe que Dylan estaria observando demais, procurando algo/alguém, pelos seus anos de Xerife, percepção das coisas seria um Dom aprimorado pelos anos e pela prática. Pergunta :
ROMERO- Oque está procurando Dylan? O seu irmão já está aqui...
DYLAN- Não estou procurando nada, Xerife.
Norma com seu filho nos braços, tem seu pesadelo consumado. Ela o tocava no rosto, ela o apertava, não queria mais o soltar. Derramava suas lagrimas pelo garoto, grudava sua mão em seus cabelos, e o chamava de “meu filho” a todo tempo, esperando ouvi-lo chamando por mamãe. Desesperada ao ver que seu filho, acordado, não reage aos sentidos, aos chamados. Norma Fazia seu famoso Bordão, Gritava “NORMAN” tão alto, que ouviria lá da fazenda de Maconha medicinal legalizada do Dylan. E falando nele, ao ver a mãe descontrolada, rapidamente, a tirou de perto do irmão, e ela, pondo as mãos sobre a cabeça, não parava de chorar, soluçava, pois seu coração de mãe sabia o pior. Romero levou Norman para o carro e pediu que Norma e Dylan fossem com ele, levar Norman ao Hospital pois ele não estava reagindo a nada. Norma pensou em Evitar que o levassem mas, viu o estado de seu filho, deixou que Romero o levasse, Dylan havia concordado pois seria o melhor pra Norman que tivessem um diagnostico para ele, quem sabe até para a própria Norma, que estava passando por tanta coisa, que estava chorando tanto, em desespero descomunal.

Notas finais
Fim do Primeiro capítulo :)
Espero que gostem. Os próximos episódios já estão prontos, mas só postarei após receber as críticas e se vocês tiverem gostado mesmo :D
Vou tentar postar 2 capítulos por semana, começando por hoje, o próximo sairá quarta feira e talvez, nas sextas feiras faço um spin-off da história.
Obrigada por lerem, críticas construtivas são bem vindas. Bye :*