Notas iniciais
Yooo meu people. Tudo bem com vocês? Eu to ótima! Bom, tentei explicar algumas coisas que vocês tiveram duvida nesse capítulo, a época, o motivo do Sasuke querer acabar com a família Haruno se não ocorrer o casamento e tudo mais! Espero que gostem desse capítulo, do mesmo jeito que eu gostei de escrevê-los para vocês (coração). E MUITO OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS, OMGGGGGGGGG Hoje é aniversário da @Nananda-chan, a primeira das minhas leitoras desse projeto a fazer aniversário, quem será a próxima ou próximo aniversariante? u.u Parabéns sua linda, tudo de bom e que esse dia tenha sido incrível e maravilhoso, muitos boys magias para você! Ah, outra coisa, vocês preferem que eu responda vocês antes ou depois do capítulo postado? Porque muitos de vocês me deram essas dicas e tudo mais... Então quero saber de cada um! Escutem a música quando tiver o link, beijos Boa leitura e nos vemos nas notas finais! x x x Atualizado! 08/01/2016 Oi, meus lindões e lindonas! Como estão? Tô cansada, mas to bem! Demorei mas tô aqui, né? haha Vim deixar mais um capítulo novinho pra vocês, com mais cenas colocadas e algumas retiradas, vocês conseguem imaginar quais foram? hahaha Espero que gostem! sz Escutem a música quando for pedido, obrigada, de nada. Amo vocês, curtam a leitura! ~xoxo Já sabem do grupo, né? E pfvr, comentem aqui se puderem, no caso do povo do social, comentem nesse capítulo, ok? Porque o "16" será apagado, obrigada pela atenção de vocês!

Noiva por engano

Capítulo 2 — Sena Haruno

Por Teylla

“Um homem nunca deve negligenciar a sua família pelos negócios.”

— Walt Disney


1808, Londres.

O cheiro de tabaco estava impregnado nas ruas mais pobres de Londres, onde muitas coisas terríveis aconteciam. Infelizmente Sakura teve que passar por lá, um local a qual nunca havia ido, um local que até hoje era desconhecido.

Tampou seu nariz e ficou um tempo sem respirar, odiava aquele odor misturado com cheiro de bebidas.

Achava desnecessário fumantes, não entendia como conseguiam ficar fumando e incomodando as pessoas com o péssimo cheiro, só por considerarem algo “chique” e de total elite, o que era.

Sua mãe apenas a observava no banco à frente, olhou para fora e avistou a miséria com os próprios olhos, precisava disso, precisava de um choque de realidade, mas ficou horrorizada com as coisas que via, como um lugar poderia ser assim? Não conseguia entender.

Crianças pequenas, magras e miúdas abandonadas na sarjeta pelas mães que viviam a mercê dos grandes Duques, Viscondes, Condes entre outros homens de grandes títulos que iam atrás delas para apenas uma noite e nada mais, e muitas dessas mulheres acabavam engravidando e não tendo condição de cuidar de seus filhos, a realidade que tanto tentavam esconder dela, agora ela podia ver com os próprios olhos.

Mebuki tampou os olhos com uma expressão triste, não gostava de ver essas coisas — mas também não ajudava —, mas o que adianta só ter pena se não há caridade?

Sua expressão foi notada por Sakura, que estava com o estômago embrulhando por causa dessas crianças, algumas delas estavam com o corpo sangrando estando a deriva de doenças gravíssimas, e o mais engraçado era que ninguém os ajudava, optava por ignorar aquela cena triste e seguir em frente para não correr risco de pegar doenças.

Sakura não queria ser uma dessas pessoas, realmente não queria, já que eram essas as que mais ela odiava, principalmente nos livros.

Queriam muito poder ajudá-las, mas não tinham como fazer tal ato por agora. Sakura apertou seu vestido de passeio com força, era um azul bonito, estilo tomara que caia, com dois “pompons” feitos de alça para o vestido. Sua mãe estava vestida com um vestido amarelo, realçando a cor de seus olhos.

Sakura suspirou, ela vivia no luxo, comia bem, dormia bem, mas não conseguia entender como conseguia isso enquanto havia pessoas assim, vivendo desse jeito, tratados como lixo, humilhados dia após dia.

— Mãe... podemos fazer alguma coisa quando voltarmos? Não aguento ver essas crianças assim... — disse Sakura com o olhar distante.

— Sakura... Verei o que posso fazer mais tarde. — Percebeu como Sakura estava aflita e suspirou. — Mandarei alguém mais tarde para ajudá-los, tudo bem? — perguntou, tentando aliviá-la.

Um brilho surgiu nos olhos dela.

— Sério? Que ótimo então! — respondeu animada.

Sakura não queria ser que nem as outras pessoas, não gostava da diferença social que existia, achava ridículo. Uma das crianças olhou para ela com um sorriso no rosto e o olhar distante, ao perceber sorriu de volta com um pouco de pena.

Logo essa criança foi apanhada por um homem, a mesma estava com dois companheiros, um negro e o outro era uma garota, a criança do sorriso fez de tudo para proteger seus amigos, fazendo-os fugirem, um ato de coragem e era apenas uma criança.

— Thompson! Por favor, pare a carruagem — Sakura ordenou e ao sentir que a própria parou, desceu e foi até uma dessas crianças. — Pare! — disse e segurou a mão do homem. — Como ousa fazer isso com ele? É só uma criança! — gritou, com uma expressão furiosa.

— Quem você pensa que é? Cuide de seus negócios! — retrucou o homem, rebatendo e empurrou-a para trás.

— Acho melhor você sair, ou avisarei as autoridades locais — avisou, ameaçando-o.

— O que eles irão fazer? Nada, porque é uma criança de rua, eles não se importam — disse, dando de ombros e um sorriso vitorioso.

Sakura deu um sorriso de canto e fez uma expressão debochada.

— É? E se eu dizer que você me empurrou de modo agressivo e me arranhou? — perguntou de modo desafiador, arranhando-se. — Será que ainda assim, eles não farão nada?

O homem ficou surpreso.

— O que acha que está fazendo? — questionou. — Eu não fiz nada para a Srta!

— Mas fez para ele — disse, olhando o garotinho que estava jogado no chão, apreensivo. — E aqui, o que se faz, aqui se paga.

— Você é louca — disse, virando-se para fugir.

— Talvez — deu um sorriso. — Acho melhor ir embora, antes que eu realmente chame as autoridades.

E como previsto por ela, o mesmo saiu correndo, tropeçando nos próprios pés, com medo do que poderia acontecer.

— Qual o seu nome, meu bem? — perguntou ao virar-se para o garotinho.

— Nichols — respondeu um garoto de aparentemente 7 anos, seu cabelo estava bagunçado e era incrivelmente loiro, suas vestes — certamente únicas. — estavam amarrotadas e sujas.

— Certo, Nichols, está com fome? Onde está sua mãe? — Mostrou seu melhor sorriso ao perguntar, tentando confortá-lo.

— Eu estou... — Seu olhar triste outrora se tornou esperançoso. — Provavelmente trabalhando, eu fugi.

— Fugiu? Por quê? — Sua curiosidade era insaciável, ficou surpresa inicialmente com a coragem do rapazinho e agora com sua sinceridade.

Nichols estava com um bico imenso.

— Por que eu tenho nojo do trabalho dela! — Via-se a raiva brotar dos olhos dele ao responder.

Sakura ficou estranha ao tentar perguntar alguma coisa e deixou para lá, seria melhor não entrar nesses assuntos, não era da conta dela mesmo, era melhor assim, ela respirou fundo e analisou o local. A rua além do odor de tabaco e bebidas, estava com um odor terrível de xixi, não aguentava mais ficar ali, sentia-se como se fosse vomitar.

— Venha Nichols, vamos comer, já que está morrendo de fome. — Ofereceu-lhe sua mão e o mesmo a agarrou, levantando-se com a ajuda dela, ele estava um tanto hesitante em entrar e olhou para o beco na esquina, em busca de seus amigos, Toddy e Rose, mas eles não estavam ali.

Andaram até a carruagem e ao entraram nela, andou com ordens de Mebuki.

— Não precisa ter medo de mim, tudo bem? Eu não irei machucá-lo — disse com um sorriso doce.

— Eu sei que não fará isso — Nichols disse e devolveu o sorriso, um tanto confiante.

Sakura ficou surpresa com a confiança que o garoto tinha nela, e logo acariciou o cabelo dele, estava se afeiçoando e isso era perigoso.

— Nichols, essa é a minha mãe Mebuki — Apresentou-lhe para sua mãe, a mesma já sabia como era sua filha e nem se surpreendeu com a atitude da mesma, só teve que aceitar.

— Olá Nichols, tudo bem? — perguntou Mebuki com carinho, o carinho que o menino merecia receber.

— Estou bem, e a senhora? — Ele estava sendo totalmente educado, ao menos isso sua mãe lhe dera, ou julgava ter dado.

— Estou bem também, obrigada por perguntar — respondeu feliz.

Nichols estava feliz por dentro, nunca sentara em um lugar tão quentinho e acolchoado como o banco da carruagem, poderia morar ali para sempre, estava sonolento e se dessem abertura para ele, o mesmo dormiria ali mesmo. Sentia-se culpado por ter fugido, mas não aguentava mais ver a mãe com aquele tipo de trabalho para sustentá-lo, era triste e doloroso para si.

Sakura olhou para o menininho e pensou em como ele devia se sentir em relação a sua mãe, com certeza seria odiável para um filho pequeno que pouco poderia compreender sobre a vida, e de certa forma, inaceitável para o mesmo.

A Haruno sentiu seu coração se apertar e uma vontade de chorar subiu em seu âmbito, era triste esse tipo de coisa, olhou para janela para amenizar a situação de suas lágrimas que queriam cair.

Saíram das ruas mais pobres de Londres e alguns minutos depois já estavam nas ruas frequentadas pela alta sociedade. As mansões bem decoradas eram as coisas mais belas de serem vistas, provavelmente os moradores sempre competiam entre si para ver qual era a mais bela. As lojas igualmente arrumadas tinham que estar a par da elegância da rua.

Pararam em frente a um restaurante frequentado apenas pela alta sociedade, aonde todos iam bem vestidos e alinhados para comer em tal lugar, somente a elite, onde provavelmente haveria pessoas que conheciam sua irmã, teria que ser discreta.

Muitos ao verem Sakura ajudar Nichols a descer reclamaram da atitude dela ao levar um garoto como ele para lá. Era visível que ele não era de nenhuma linhagem, e sim um mero plebeu, mas a mesma não se importou com isso e continuou com ele, estava sendo teimosa, sabia disso, nesse momento ela não era mais Sakura e sim Sena, então por que estava fazendo isso?

Ao pisarem na entrada do local, um dos garçons veio correndo até Mebuki, Nichols e Sakura que já iam entrar. A rosada ao imaginar o tal motivo dele fazer isso, olhou para Nichols com carinho e segurou sua mão, transmitindo-lhe força.

— Por favor, não é permitido a entrada de vocês — disse, tentando ser educado inicialmente.

— Por quê? — perguntou Sakura arqueando a sobrancelha, desafiando-o.

— Aqui não é lugar para pessoas como vocês frequentarem. Lugar de gente baixa é nos bordéis, trabalhando para ganhar a vida — respondeu com um sorriso cínico, e logo os murmúrios e risadas maldosas vieram a tona.

Sakura respirou fundo e mordeu o lábio inferior, mostrando um risinho. Quem ele achava que era para falar algo assim.

— Quem é você para dizer isso? Você sabe com quem está falando, meu bem? — A raiva dava para ser percebida no tom de voz que ela usou para perguntar. — Acredito que não, pois se soubesse não falaria assim comigo! Acho melhor você tomar cuidado com o que fala, senão você irá se dar mal. — avisou com os olhos em chamas.

— Eu sou o garçom desse local e estou apenas cumprindo ordens, esse restaurante não permitem pessoas da plebe como vocês — respondeu. — E quem é você? Deve ser apenas uma das mulheres que deveriam estar nos bordéis dessa cidade, certo? — Sorriu maldoso ao perguntar, mas mal sabia o campo minado que havia acabado de entrar e ativar.

— Cuidado... Você ainda não me viu estressada. Irei usar o nome da minha família contra esse restaurante se você não cortar essa pose de autoritário que está carregando. Em comparação a mim, você é um ninguém, pode ter certeza. Respeite-me, você é apenas um garçom — Ainda paciente respondeu com desdém.

— Uh, estou com medo de você, ou não. — Riu, e se sentiu mais poderoso ao escutar outras risadas dos presentes ali.

— Pois deveria, você é um nada, sabe o que é isso? Você é um ser insignificante, um mero garçom, um faz tudo, eu pago e você faz, entende como funciona? Pois bem, o que você ganha não dá nem pra se sustentar direito, eu tenho pena de você — rebateu.

Mebuki se aproximou de Sakura e sussurrou:

Filha, antes de dizer que você se chama Sakura, use o nome de sua irmã, por favor, Sasuke sempre anda aqui e não podemos correr o risco de sermos descobertas.

— Tudo bem mamãe, eu não iria dizer meu nome de qualquer forma — retrucou, em voz baixa.

Nichols apenas tentava analisar a situação, seus olhinhos brilhando estavam dando força a Sakura de fazê-la conseguir adentrar aquele restaurante e ela entraria de qualquer forma, não importa o que tivesse que fazer.

— Afinal, quem é você? — o garçom perguntou fingindo desinteresse. — Se você não é uma garota de bordel...

— Eu sou a Sena Haruno e exijo respeito! — respondeu com rispidez, com a sobrancelha arqueada e os olhos cheios de ódio.

Batia impacientemente a mão na mesa, esperando a resposta da família Haruno, odiava esperar, como odiava. Sempre que ia aos bailes e via aquela mulher de cabelo longo e rosa seu coração palpitava juntamente com seus desejos de luxuria, ambos cresciam desesperadamente.

Certo que era só sua cabeça de baixo que falava mais alto e talvez seu coração não palpitasse, mas ainda assim...

Muitas vezes flertava com ela, já havia percebido que era uma mulher difícil de suportar, uma pessoa egoísta que nem ele, muitas vezes chegava a humilhar os empregados por prazer, e isso talvez fosse uma das coisas que não gostava nela, era o cúmulo do ridículo.

Não entendia como uma mulher com aparência de anjo como ela podia ser tão perversa e maldosa com o próximo. Resmungou por estar pensando nela nesse momento e sentiu uma inquietação ao pensar que poderia não se casar com ela, não que fosse o que ele mais desejava, ele desejava outra coisa.

Sena Haruno era a mulher que ele desejava ter ao seu lado e faria de tudo para tê-la em seus braços sussurrando o seu nome. Queria controlá-la. Senti-la. E tocá-la das formas que bem entendesse. Conhecer cada espaço de seu corpo e principalmente de sua boca.

Kizashi nunca fora contra a ideia desse casamento, não que ele soubesse, e já havia ido muitas vezes para acertá-lo com o mesmo, até Sena descobrir e se irritar por não querer aquele casamento — ou ao menos era isso que pensavam.

Avisou a Kizashi de que se Sena não aceitasse esse casamento, acabaria com sua família não se importando com o que aconteceria depois.

Escutou algumas batidas na porta e logo se consertou, permitindo a entrada de quem que estivesse lá fora.

— Sr. Sasuke tenho notícias para o senhor — Um rapaz alto e forte, com cabelos negros e olhos claros adentrou o escritório com as mãos para trás.

— O que foi? — Sasuke virou-se para seu mordomo e cruzou as pernas fitando-o, enquanto perguntava.

— Sena Haruno está em um dos restaurantes próximos daqui — avisou-o, segurando as mãos atrás das costas.

— Hm? O que ela está fazendo lá? — ficou pensativo, fingindo desinteresse e parecia estar perguntando mais para ele do que para o rapaz à sua frente.

— Aparentemente brigando com um garçom por não deixar um garotinho de rua entrar para comer com ela — respondeu com o mesmo tom de voz desde que chegou.

— A Srta. Haruno está brigando por uma pessoa por causa de um garotinho de rua? — arqueou a sobrancelha surpreso.

— Sim.

— Interessante... A família Haruno mandou alguma notícia? — Se endireitou para ficar mais confortável, e ficou de frente para sua mesa de madeira escura.

O escritório tinha uma decoração rústica. Na parede havia alguns quadros e o papel de parede vermelho e preto deixavam o ambiente mais bonito, a lareira recém-acessa mantinha o fogo crepitando. Os sofás visivelmente confortáveis davam uma vontade de ficar ali por um tempo indeterminado.

Ao lado de sua mesa encontrava-se uma peça cheia de bebidas alcoólicas para noites em que ele passava o tempo todo trabalhando.

— Eles mandaram essa carta que chegou faz pouco tempo pelos mensageiros deles. — Deu alguns passos em direção ao seu patrão e o entregou uma carta bem fechada com o selo da família Haruno.

— Muito obrigado, você pode ir agora Steven — ordenou enquanto se concentrava na carta em sua mão, e o mesmo se curvou. — Ah! E, por favor, mandem preparar a carruagem — lembrou-se de última hora.

— Tudo bem, Sr. Sasuke, agora com licença — Fechou a porta com delicadeza para não fazer barulho.

Sasuke Uchiha estava ansioso com o conteúdo que estava escrito na carta, abriu-a com a ajuda de um objeto e começou a lê-la, ao terminar de ler esbanjou um sorriso inconfundível de satisfação. Dentre dois dias, iria se casar.

— Sena Haruno? — perguntou o garçom surpreso. — Me perdoe! — implorou com desespero.

Todos ali que riam, pararam na hora.

— Você acha que perdão é o suficiente? — perguntou Sakura, cerrando os punhos.

— Não. — Se curvou. — Mil perdões, isso não irá ocorrer de novo!

— Quero que peças desculpas a esse garotinho também — ordenou, cruzando os braços, seu olhar não tinha um pingo de piedade.

O garçom cerrou os punhos, teria que pedir desculpas para um plebeu e odiava isso, odiava assumir que também era um.

— M-me... perdoe garoto — pediu sem encará-lo.

— Direito — mandou novamente, com uma voz furiosa. — Olhando-o nos olhos.

— Me perdoe, não deveria ter feito isso — disse cabisbaixo, sem fitá-lo.

— Eu disse — começou. — olhando nos olhos.

— Me perdo...e… eu não deveria ter feito isso — repetiu, agora olhando nos olhos do menino.

— Muito bem, agora prepare uma mesa para nós, estamos com fome — disse e sorriu vitoriosa e ao olhar a hesitação do mesmo, arqueou a sobrancelha, cruzando os braços novamente. — Está demorando por quê?

— Desculpe, Srta. Haruno, mas eu ainda assim não posso permitir a passagem de vocês.

— Por quê? — perguntou surpresa.

— Não permitimos gente da plebe — respondeu nervoso com medo da resposta.

— O quê? Você está dizendo que não vai permitir esse garotinho de entrar? Me poupe! Chame o gerente do estabelecimento, quero falar com ele agora — ordenou.

— Só um minuto — disse e entrou.

— Era só essa que me faltava agora... — Sentiu uma dor de cabeça, queria apenas comer, para que todo aquele trabalho? Era só um prato de comida.

— O que foi, minha filha? — perguntou Mebuki preocupada, aproximando-se da mesma e segurando-a pelos ombros.

— Só uma dor de cabeça. Nada demais — respondeu com um sorriso, para tranquilizá-la.

— Então tudo bem — Deixou para lá. — Minha filha tente não fazer confusões aqui, sei que é errado, mas isso trará mau fama para nossa família.

— Irei me controlar, prometo — retrucou hesitante.

— Espero — pediu.

Não demorou muito e logo o gerente apareceu, começou a conversar com Sakura pacificamente, apesar de outrora muitas vezes ela se irritar e não transparecer. Estava tão concentrada em sua conversa que não percebeu que tinha alguém vindo até ela.

— O que está acontecendo aqui? — Uma voz fria atrás de Sakura a fez ficar arrepiada. Aquele tom era assustador e sexy ao mesmo tempo.

Na mesma hora Sakura virou para trás e avistou o homem da voz sexy, o cheiro que exalava dele era maravilhoso e viciante, respirou fundo e virou para frente, temendo ficar perdida apenas no seu perfume. Ele era um pouco mais alto que ela, ficou com a sensação de já ter encontrado-o antes, mas não sabia especificadamente onde e, nem queria saber, queria se livrar de problemas e ele parecia ser um grande problema.

O mesmo era dono de um cabelo preto encantador e brilhante como o céu ao anoitecer, seus olhos lembravam ao de um gavião transmitindo confiança no que fazia e dizia, ao mesmo tempo em que passava mistério, olhos negros tão profundos que só de fitá-los sentia o olhar desnudar seu corpo e tocar sua alma, aqueles olhos… ela tinha certeza de tê-los visto em algum lugar, mas não poderia perguntar onde e nem perguntaria.

Trajava um terno preto de uma das lojas mais caras de Londres, e apenas reconhecia porque seu pai usava muitos desse estilo.

— Nada demais Sr., apenas estamos tentando avisar a essa Srta. de que não é permitido a entrada de ninguém da plebe — disse um idoso que quase não tinha cabelo, suas roupas não eram das melhores, então não passava a elegância devida de um estabelecimento de luxo como aquele.

— E por que não a libera somente dessa vez? Está fazendo isso tudo só por uma pessoa não poder entrar? — perguntou arqueando a sobrancelha, cruzando os braços.

O velho comprimiu os lábios, parecia estar com medo, sua pele estava pálida e o mesmo se encontrava nervoso, quem aquele homem poderia ser para deixá-lo daquela forma? Isso era o que ela queria saber.

Ela também se sentia ameaçada com a presença do homem de cabelos preto, mas mesmo assim não tanto quanto o velho a sua frente.

O mesmo respirou fundo e fechou os olhos.

— Tudo bem... Por favor moça, venha com a gente — Olharam para Sakura com medo do homem ao lado.

— Obrigada... — Sakura agradeceu, evitando ficar fitando-o o tempo todo. Mas aquele olhar era algo inesquecível.

Entraram e sentaram em uma das mesas mais chiques que tinham ali, feita com ouro e decorada com vidro, mostrava o poder que o restaurante tinha. Coberta por um tecido de seda branca e em cima da mesma se encontrava um vaso de rosas vermelhas bem cheirosas.

— O que vocês gostariam de comer? — perguntou outro garçom e Sakura agradeceu por isso, não queria ver a cara apática do outro garçom.

— A comida mais gostosa que tiverem, por favor — pediu Sakura, olhando o cardápio.

Após a comida chegar, eles comeram muito bem e de fato devia ser a mais gostosa. Depois de Mebuki pagar, voltaram para dentro da carruagem, indo direto para a loja de vestidos para comprar a do casamento, com o horário marcado foram logo atendidas.

A dona da butique era bastante conhecida pelas pessoas de toda Londres, tornando-se um ícone. Os vestidos feitos por ela eram as coisas mais lindas do mundo.

— Sra. e Srta. Haruno me sinto lisonjeada com a presença de vocês aqui, vieram para o vestido de casamento certo? — perguntou com um sorriso na cara.

— Sim, o casamento será dentre dois dias — respondeu Mebuki, escondendo sua felicidade em saber que sua filha iria se casar, mesmo em circunstâncias ruins.

— Sim... Eu me lembro. Infelizmente só podemos marcar para hoje, apesar de ter me avisado um tempo atrás. Estive de férias, é um pouco cansativo ficar aqui o tempo todo, sabe? — Sorriu fraco.

— Imagino como deve ser — respondeu amigavelmente.

— Então... Essa é a noiva, certo? — Aproximou-se de Sakura e acariciou o cabelo macio da rosada ao perguntar.

— É, essa é a Sena. — Sorriu.

— Muito linda, e fará o marido com certeza feliz — comentou, olhando-a nos olhos.

— É o que esperamos — Riu.

Depois de um tempo conversando, Sakura foi tirar suas medidas e ficou em uma sala, em cima de um banco.

— Belo corpo, Srta. Sena, o meu vestido ficará perfeito em você! — disse animada com a ideia.

— Obrigada Sra. Winsconce — Sakura agradeceu, um tanto temerosa.

— Não há de quê, meu bem — retrucou, enquanto guardava sua fita métrica.

Terminaram as medidas e Sakura vestiu sua roupa e sentou-se com sua mãe para escolher qual modelo de vestido pegar.

— Sabe de uma coisa? Quero que a Sena use o meu novo projeto de vestido, será uma surpresa e meu presente de casamento adiantado. — Sorriu.

— Sério? Muito obrigada, Sra. Winsconce — perguntou Mebuki surpresa por tal revelação.

— Sim, preciso de alguém que mostre como meus vestidos ficam bonitos, e quem mais do que a Sena? — perguntou feliz.

— Então tudo bem. Iremos agora, sim? — perguntou, levantando-se, logo com Sena atrás, a mesma só ficava quieta, não dizia nada que pudesse incriminá-la depois.

— Tudo bem, Sra. Mebuki, não se preocupe com nada, amanhã mesmo estarei terminando o vestido para a Sena experimentar, só preciso ajeitar algumas coisas nele — respondeu acompanhado-as até a saída. Nichols ficou quietinho em um canto ao lado de Mebuki.

— Então amanhã nós voltaremos, muito obrigada! — agradeceu e foram para dentro da carruagem.

Sasuke sentou-se em qualquer mesa do restaurante, olhando os mínimos detalhes de sua futura esposa, observando-a, havia algo estranho.

Ainda estava chocado com a atitude surpreendente que ela havia feito. Nunca imaginou Sena fazendo algo do tipo, ainda mais por ela ser do jeito que era. Ficou vigiando-a até sair do estabelecimento, tentando montar as peças do seu quebra-cabeça.

Ao ver que a mesma segurava a mão da criança, ficou ainda mais surpreso. Quando ela foi embora, foi para sua mansão pensar um pouco.

Aquela poderia realmente ser Sena? Não tem como haver outra.





Notas finais
Ah, e entrem nesse grupo feito para vocês - https://www.facebook.com/groups/178366319041101/?fref=ts ou me adicionem no face - https://www.facebook.com/teylla.chan obrigada