Notas iniciais
Meu povo lindo *o* To aqui pra mais um cap u.u ... Semana passada eu não pude atualizar então... me perdoem, mas eu tive x fatores para tal ato. Primeiramente, minha bisavó faleceu na terça da semana passada... Fiquei arrasada, muito triste mesmo! Mas... A vida continua não é? Não pude parar de escrever... Domingo, minha mãe saiu de casa por causa de uma discussão com minha vó, apesar de tudo minha mãe está querendo alugar um apartamento e está a procura, mas nem minha vó e nem meu avô querem deixar eu ir com ela, dizem que eu tenho que ficar com eles. Minha mãe ficou super puta com isso e disse que lugar de filho é com a mãe e que eu iria pra qualquer lugar que ela fosse. Minha vó disse que se fosse necessário colocaria ela na justiça para conseguir minha guarda. Mas gente... ninguém sabe o que eu realmente quero? Tá, eu não sei escolher, eu amo minha mãe e amo meus avós... Principalmente o meu avô, ele é a pessoa que eu mais amo nesse mundo todo! A pessoa que eu mais admiro e que sempre cuida de mim... Mas também, eu não quero deixar ele e deixar minha mãe... Está tudo muito complicado, se o capítulo saiu ruim, me perdoem de verdade... Eu só... não tive inspiração o suficiente para escrever algo decente! Eu espero que vocês me entendam de coração! E farei de tudo, forçarei a minha criatividade e o que for para atualizar tudo mais rápido! Prometo! Eu espero que curtam o capítulo, amo vocês s2 Nos vemos nas notas finais u.u Boa leitura e escutem as músicas que eu colocar durante a estória, tudo bem? >w< X X X X Atualizado! 18/08/2016 Oi, meus noivos e minhas noivas! haha Como estão? Eu tô um caco, gente, terceiro ano não é brincadeira não! Deus me livre, quase fico sem tempo para respirar ~e não é zoeira~ hahaha Demorei mas tô aqui, né? haha O importante é isso, o resto é Deus no comando sempre! Vim deixar mais um capítulo novinho pra vocês, com mais cenas colocadas e algumas retiradas, vocês conseguem imaginar quais foram? Se acertarem ganham um doce hahaha De 2k está para 4k, socorro. Espero que gostem! sz Escutem a música quando for pedido, obrigada, de nada. Amo vocês, curtam a leitura! ~xoxo Já sabem do grupo, né?

Noiva por engano

Capítulo 3 — Bilhete

Por Teylla

O amor nasce de quase nada e morre de quase tudo.

— Júlio Dantas

Nichols estava cochilando no colo de Sakura, apesar do fedor que emanava dele, não se preocupou e continuou permitindo o pequeno de descansar, logo após saírem da butique, levou-o para passear e fazê-lo esquecer um pouco de seus problemas.

Optou por levá-lo no dia seguinte para os braços de sua mãe, ao menos nessa noite ele iria para sua casa e receberia a atenção devida que merecia, ao menos por um dia. Sakura parou de encará-lo e levantou a cabeça, olhando para o lado e avistou Mebuki que também se encontrava em um sono profundo.

Porém, Sakura era a única que ficava acordada, também pudera, a mesma não conseguia dormir, sua mente estava a mil naquele momento, na verdade, desde o dia que decidiu se casar no lugar da irmã.

A mesma suspirou e puxou a cortina, preferiu ficar olhando para o céu, já que a lua estava muito encantadora essa noite, as estrelas brilhavam e apenas algumas nuvens se encontravam naquela imensidão azul.

Estava tão cansada quanto Nichols e Mebuki e talvez mais que os dois, mas não queria se dar o luxo de um cochilo e nem poderia, além de não conseguir dormir enquanto todos estavam também. Não podia vacilar, qualquer assaltante ou sequestrador poderia aparecer, e mesmo sendo mulher, poderia tentar fazer algo contra.

Afinal, a estrada era muito perigosa a noite, principalmente para a nobreza que eram as iscas perfeitas, mas sua mãe dormia tão tranquilamente que parecia nem se importar, aliás, ninguém da sua família se importava ou se preocupava com essas coisas.

Nessa questão, Sakura podia afirmar que sempre foi mais preocupada que sua irmã, Sena nunca foi de se preocupar com os outros ou com o que poderia acontecer no futuro, era uma louca que vivia sem ver o amanhã, para ela o importante mesmo era viver sem ver a quem, e talvez esse ponto fosse admirável, viver por conta própria, sem se importar com os outros.

A Haruno riu para si e juntou as mãos, dando um longo suspiro após e voltou a olhar a lua, pensativa, queria entender como estava vivendo esses anos, era quase como se não tivesse ninguém para si, um amigo com quem realmente pudesse contar ou sair junto, não tinha nem mesmo pretendentes para casar e isso era deprimente.

Muitas vezes trocou um bom baile, podendo se divertir como qualquer garota da sua idade, por um livro ou para estudar algo novo, aliás, apenas foi a uma festa, há alguns anos e só foi porque sua irmã não podia comparecer. Talvez fosse por isso que ninguém a conhecesse, a outra irmã.

Ela levou o dedo indicador ao queixo e permitiu um leve sorriso brotar de seus lábios, porventura, isso teve um lado bom.

Ninguém saberia que ela não era a Sena.

Não conseguiriam imaginar que ela era sua irmã gêmea.

Afinal, só quem sabe desse fato é sua família.

Fingir ser sua irmã poderia não ser tão trabalhoso como imaginava, afinal, ninguém sabia sobre sua existência ou coisa do tipo, para o mundo a única filha Haruno era Sena, não sabia que existia uma Sakura, mesmo isso sendo um fato triste, era bom.

Às vezes queria poder sair livremente como sua irmã, ir para as festas mais importantes da aristocracia, arranjar um bom marido no qual pudesse confiar... Nunca nem flertou com um rapaz do sexo masculino, isso era realmente algo deprimente e algo a se levar em conta, como poderia flertar com seu marido se nem sabia como fazê-lo?

Ela agora tinha essa oportunidade e iria aproveitar da sua forma.

Sakura franziu o cenho, como se lembra-se de algo, e realmente lembrou, procurou recordar-se do ocorrido.

Lembrou-se que na verdade... Já havia flertado sim... Mas isso foi quando era uma adolescente pura, não sabia de nada. Sua família foi convidada para um passeio em St. Ville do Sr. Jecks, e como não podia ficar em casa sozinha, conseguiu ir com seus pais e sua irmã, após muita insistência, obviamente.

Ali sim poderiam saber o segredo.

Não podia se encontrar com as pessoas que estiveram nesse dia, nem ir lá novamente, não poderia botar tudo a perder.

Aqueles conheciam bem demais as irmãs, todas as diferenças, modo de agir, personalidade e tudo que tinham de diferente.

Seria bom evitar aquele lugar por um tempo. Seria não, teria que evitar aquele lugar a qualquer custo.

Suspirou, talvez fingir ser a Sena fosse uma missão impossível afinal, sua irmã tinha tudo do que ela não tinha, apesar de serem gêmeas.

Acariciou os fios oleosos de Nichols e sorriu, queria ter um filho um dia, aliás, planejava ter um.

Não ficaria casada por muito tempo mesmo, e quando se separasse, não teria problemas, afinal Sena ocuparia seu lugar como a esposa. Ninguém saberia que Sakura já havia casado e virado uma divorciada qualquer, poderia ter seu status e fama limpa, sem se preocupar com ninguém.

Sorriu com esse pensamento e ficou ansiosa para que sua irmã acordasse logo. Talvez só levasse uma semana para que Sena acordasse, ou um pouco mais. Porém, aguentaria por ela e pelo resto de sua família, ela precisava aguentar, nem tinha escolha.

Demorou um pouco até que chegasse a sua casa, assim que a carruagem parou, veio o cocheiro abrir a porta para eles descerem. Sakura lentamente tocou nos ombros de Nichols, para acordá-lo, o mesmo piscou várias vezes e esfregou as duas mãos nos olhos, para tentar despertar, levantando-se preguiçosamente do colo da Haruno.

A rosada aproveitou que Nichols não estava mais em seu colo e se aproximou de Mebuki, para acordá-la, chamou-a duas vezes e logo sua mãe estava despertada.

Sakura e Mebuki tiveram ajuda para descer, afinal aqueles vestidos eram complicados, principalmente as anáguas que impossibilitavam certos movimentos.

Mesmo não querendo acordar Nichols, teve que fazê-lo. Ele não se incomodou muito, na verdade ainda estava dormindo enquanto andava.

A porta foi aberta, revelando alguns empregados enfileirados, todos se curvaram. Sakura se aproximou segurando a mão de Nichols e sorriu, desejando boa noite.

— Por favor, leve-o para tomar um banho e se vestir, após isso pode deixá-lo no meu quarto — pediu Sakura a uma das empregadas que passava por lá.

Nichols estava com expressão de sono, os olhinhos brilhando, sem entender absolutamente nada.

— Claro... mas quem é ele Srta. Haruno? — perguntou a empregada de olhos amendoados e cabelos da mesma cor, suas vestes aparentavam estar um pouco novas, o que dava a ideia de que era uma pessoa nova na mansão, arregalou os olhos e ficou pasma, havia perguntado algo que não era da conta dela. — Por favor, me perdoe! Eu não deveria ter feito uma pergunta dessas...

— Tudo bem... Essa noite ele é só um convidado nosso e o nome dele é Nichols — disse com um sorriso e logo olhou para o garotinho, fazendo carinho em seu cabelo.

— Sim, então irei cuidar dele, por favor, me dê licença — A dona de olhos amendoados curvou-se e pegou o pequeno para lhe dar um banho, ambos subiram as escadas, a mesma brincava com Nichols, tentando distraí-lo.

Sakura Haruno estava muito cansada. Decidiu passar na biblioteca — onde imaginava se encontrar seu pai — e descansar por lá. Subiu a escada dourada e logo chegou em um dos corredores escuros, avistou uma porta imensa e entrou.

— Papai? — perguntou ao entrar.

— Sakura? É você? — Kizashi virou-se para encarar a estatueta parada em frente a porta, consertou-se ao fazer a pergunta.

— Sim, papai... sou eu. O que houve? Queria falar comigo? — arguiu ao perceber o tom de voz do seu pai, franziu o cenho, parecia que ele queria falar algo com ela e estava apenas esperando ela chegar.

— Na verdade... queria sim, mas como você estava na rua eu tive que esperar. — Levantou-se com um papel em mãos ao responder.

— Então... pode dizer — disse, sentando-se na poltrona.

A iluminação estava baixa, feita apenas com velas e uma lareira que estava acessa, esquentando-os da possível noite fria que estava por vir.

— Seu noivo irá vir jantar amanhã conosco — ao perceber o desespero no olhar de sua filha logo tornou a falar. — Não se preocupe, ele apenas quer conhecer um pouco... mais a sua esposa.

Sakura gelou ao ouvir que seu noivo queria conhecê-la, era ai mesmo que se encontravas o perigo, os dois se verem, não daria certo, estava morrendo de medo de fazer alguma coisa errada e o mesmo descobrir.

— Mas, pai... Eu acredito que não estou pronta para vê-lo amanhã, não faço a mínima ideia de como ele seja — retrucou desesperada, quase levantando.

— Não seja por isso, você irá ter uma parcela de ideias amanhã e não adianta querer retrucar, o pedido veio especialmente dele... não podemos recusar, vai que ele acaba desconfiando de alguma coisa? — Andou até sua filha e entregou o pequeno bilhete em suas mãos, Sakura olhou para o bilhete e logo após para seu pai, procurando alguma salvação.

— Essa foi a carta, ou melhor, dizendo, bilhete que ele te mandou? — perguntou arqueando a sobrancelha, passando os dedos delicadamente pelo pedaço de papel.

— Sim, algum problema? — Ergueu a sobrancelha, desconfiado.

Sakura respirou fundo e parou para pensar.

— Nenhum... Eu irei para o meu quarto agora, não estou muito bem. — Passou a mão na cabeça ao responder e levantou-se, de modo desajeitado e desengonçado.

— Tudo bem. Mas, não se esqueça do seu compromisso de amanhã — avisou-a, virando para trás, encarando-a.

— Sim... Não esquecerei — retrucou, parando na porta.

Sakura fechou a porta atrás de si lentamente e dirigiu-se para seu quarto, esperava que amanhã desse tempo dela olhar seu vestido e deixar Nichols com sua mãe. Suspirou com a agonia que estava sentindo e torceu para que ele já estivesse em seu quarto, dormindo.

Abriu a porta e avistou um pequeno corpo em cima da cama, aproximou-se e viu que Nichols estava no seu sono mais profundo, sorriu e passou a mão em seu cabelo. Optou por tomar banho por si só, não queria chamar nenhum empregado, na verdade, não queria ver ninguém.

Alguns minutos depois — tendo algumas dificuldades em tirar o vestido —, estava toda pronta, deitou-se na cama e abraçou o pequenino com carinho, logo adormeceu, sem pensar duas vezes, teria que ter uma boa noite de sono para tudo que enfrentaria amanhã.

♔ ♔ ♔

Os raios de sol atravessaram a janela do quarto de Sakura, ontem a noite ela havia se esquecido de fechá-las. Colocou o braço em cima do rosto e resmungou bem baixinho, tirou o lençol de seda azul de cima do seu corpo e agarrou seu robe em cima da poltrona, vestindo-a.

Decidiu fechá-las e imaginou que Nichols estava tendo um sonho maravilhoso, pois não acordara com os raios. Voltou para sua cama e decidiu não dormir mais, afinal, o dia seria bem longo, acariciou os fios de cabelo — agora sedosos. — do pequeno e acabou cochilando.

Não se passou muito tempo até Nichols acordar e se mexer na cama, fazendo-a acordar junto, não sabia se isso tinha sido bom ou ruim.

— Oh, eu te acordei? — Nichols perguntou ao sentir um olhar sobre ele, aparentando estar super preocupado.

— Não... eu apenas cochilei — respondeu sorrindo. — Bom dia, Nichols, dormiu bem? — ficou feliz em ver a expressão do garoto.

— B-Bom dia! — respondeu feliz, se ajoelhando na cama. — Dormi sim!

— Que bom... está com fome? — Levantou-se agilmente e parou em frente a porta ao perguntar.

— Sim... — respondeu envergonhado, abaixando a cabeça ao ouvir seu estômago roncar.

— Não precisa ter vergonha, irei mandar trazer, espere um instante. — disse com um sorriso amável, tranquilizando-o, o mesmo assentiu.

Nichols se deitou com tudo e ficou encarando o teto decorado do quarto de Sakura, suspirou e pensou em como queria ter uma vida assim, porém, mal sabia ele o preço a pagar de quem vive uma vida assim.

Mal sabia ele que o mesmo era mais feliz do que muitas das pessoas que viviam com tamanha riqueza, afinal dinheiro era solução, não felicidade.

Sakura Haruno desceu as escadas da forma que estava, aproveitou que Shizuka estava passando e a chamou.

— Shizuka! — O tom de voz usado causou um arrepio profundo nela, por um instante achou que era Sena, mas logo recordou-se de que a mesma estava doente e suspirou de alívio. Virou-se e foi até Sakura com um sorriso.

— O que houve, Srta. Haruno? Algum problema? — perguntou preocupada.

— Se possível, poderia me ajudar a me banhar? E... peça para Austin levar um pouco de comida para meu quarto — pediu com carinho.

— Claro, espere só um instante que eu já estarei subindo — respondeu virando-se para o outro caminho.

— Muito obrigada! — agradeceu e voltou para seu quarto.

Austin entrou na mesma hora que Shizuka e se espantaram ao ver uma criança no quarto da Haruno, todavia optaram por não perguntar.

Shizuka preparou o banho com rosas de Sakura e a ajudou com tudo, até se vestir. Austin colocou a bandeja em cima da cama para Nichols comer e logo saiu.

♔ ♔ ♔


Sakura pediu para que alguém ficasse de olho no pequeno enquanto ia com sua mãe na loja da Sra. Winsconce. Esperou no hall impacientemente sua mãe e decidiu ir ver sua irmã. Entrou no quarto devagarinho e lá estava ela de novo sem expressão alguma.

Passou a mão no rosto pálido e um pouco gélido dela e ficou surpresa ao perceber em como as aparências das duas eram iguais, exceto por alguns detalhes de personalidades e no corpo, o que quase ninguém notaria.

Mas obviamente, são gêmeas, como não parecer? Riu com o pensamento e logo suspirou, deixando o sorriso desaparecer, sentou no banco ao lado e segurou a mão fria e quase sem vida da irmã.

— Irmã... eu estou dando duro aqui... E você, está fazendo o mesmo ai? — perguntou com um sorriso ao acariciar o cabelo de Sena.

O semblante de Sena era o mesmo de sempre, sério, isso a deixava com medo, bom, medo não era exatamente a palavra, mas deixava-a incomodada, agoniada.

Sena abriu a boca lentamente, os lábios ressecados suplicavam por água, e provavelmente queria falar algo também, mas isso passou despercebido por Sakura que olhava para o outro lado, a mesma soltou a mão da irmã.

Sakura ouviu chamarem-na lá debaixo e deixou Sena sozinha, na escuridão, ao chegar no hall viu que sua mãe já estava pronta e soltou um “amém”. Entraram na carruagem e foram em direção ao centro da cidade.

O caminho foi torturante, o calor estava matando-a dentro daquele vestido quente como o inferno, queria apenas tirar aquele monte de roupa de si e respirar confortavelmente, talvez devesse dar uma volta no parque, precisava disso.

Sakura desceu primeiro com ajuda e logo após Mebuki desceu também, sorrindo, estava estranhamente feliz naquela manhã, o que fez a Haruno mais nova ficar pensativa e intrigada até demais.

Sra. Winsconce parecia já saber que elas estavam indo naquela manhã. Logo abriu a porta da loja com um sorriso enorme no rosto.

— Bom dia Sra e Srta. Haruno dormiram bem? — perguntou educadamente ao ver as duas.

— Sim, e a Sra.? — Sakura ajeitava o vestido enquanto perguntava.

— Muito bem — respondeu feliz.

— Que bom — disse Mebuki abrindo seu leque.

— Então, o vestido está pronto, agora só falta a Srta. Sena vesti-lo... — olhou para Sakura. — Você se importa de fazer isso? — arguiu, segurando-a pelo antebraço.

— Claro que não, sem problemas — respondeu acompanhando a Sra. Winsconce loja a dentro.

— Ela é rápida no que faz, sim? — perguntou Mebuki surpresa.

— Sim... — respondeu meio abatida.

A Sra. Winsconce ajudou Sakura a se vestir, e quando assim feito se olhou no espelho, seu lindo vestido era bem longo de cor branco perolado, o qual possuía mangas compridas, sem estar muito cheio nos ombros e tinha babados ao redor do punho. O tecido não era nem tão grosso, nem tão fino, mas era bastante confortável.

O decote retangular cobria uma pequena parte de seu busto. O vestido sucedia de uma saia bem volumosa com a ajuda das anáguas, deixando-a linda. Nas pontas da saia havia alguns bordados de flores.

— Uouh filha, você ficou linda nesse vestido! Parece que foi feito perfeitamente para você. — Mebuki foi até a filha com um sorriso no rosto, estava feliz.

— Sim, Sra. Haruno, parece que tive essa ideia para ela — disse a Sra. Winsconce ao observar como estava perfeito no corpo de Sakura. — Esse é o meu presente de casamento para ela. Irei embrulhá-lo e mandarei levar para a residência de vocês, não demorará muito.

— Eu espero a Sra. lá, ouviu bem? — Mebuki riu.

— Claro, eu não irei faltar! Tenho que ver as outras mulheres com inveja do vestido da Srta. Sena. — Sorriu, se aproximando da rosada.

— Então nós iremos agora, tudo bem? Temos coisas para resolver ainda — Deu um leve abraço nela.

— Muito obrigada, Sra. Winsconce — Sakura agradeceu com um sorriso. — Até mais!

— Até! — Sra. Winsconce se despediu das duas e voltou para ajeitar outros pedidos de vestido e o dela para ir ao casamento amanhã.

♔ ♔ ♔


Sasuke estava passando por perto quando viu Sakura entrando em sua carruagem, parou na esquina, fitando-a. Hoje a veria de perto e conversaria melhor com a mesma.

Um quase sorriso brotou em seu rosto, mas não era um feliz e sim diabólico.

Oh, Sena... Nosso casamento já é para amanhã... Iremos nos divertir bastante— sussurrou com maldade.

Ajeitou seu chapéu e continuou o seu trajeto.

♔ ♔ ♔

Sakura pediu ao cocheiro para mudar o percurso e antes de ir para casa, passar no parque central, queria relaxar um pouco e dá uma volta pensando no que faria, afinal, teria que pensar em como agir com seu futuro marido.

Como Sena agiria? Cheia de si? Agressiva? Sem medo? Provavelmente as três opções, riu para si ao lembrar de como era sua irmã.

Logo os cavalos pararam e o cocheiro abriu a porta da carruagem, Sakura pegou sua sombrinha decorada e segurou a mão do homem, olhou para dentro e viu sua mãe sentada.

— Não irá comigo, mamãe? — perguntou Sakura, franzindo o cenho.

— Obviamente, pois não deixarei você ir sozinha, damas não podem andar livremente sem ninguém por ai, você sabe — respondeu, sentindo-se ofendida pela pergunta.

Mebuki desceu e entrelaçou o braço no da filha, caminhando juntas, na verdade Sakura queria ir só, mas o que a mãe disse era verdade, poderia ser mal vista pelas pessoas da sociedade britânica, e não queria isso.

Ambas se aproximaram do lago e andaram ao redor dele, o parque como sempre estava cheio, mulheres acompanhadas pelas suas empregadas, outras pelas amigas, muitas comentando sobre a época festiva que se aproximava, todas animadas e felizes para ter sua entrada na sociedade.

Algumas olhavam-na estranho, o que fazia a rosada pensar o que poderia ser.

— Soube que Sasuke Uchiha irá se casar — comentou uma moça jovem de cabelos castanhos, no mesmo momento Sakura parou a mãe e andou mais devagar.

Uma moça estava com o cabelo preso de lado, loira com olhos verdes e usava um vestido verde claro, para combinar com a cor dos olhos e a sombrinha da mesma cor, a outra tinha o cabelo castanho e usava um vestido amarelo chamativo.

— O que foi, Sakura? — perguntou Mebuki, preocupada.

Ande mais devagar, mamãe, estão falando sobre meu noivo — sussurrou, concentrada na conversa das duas moças ao lado.

— Sim, é uma pena — respondeu a outra com uma expressão de tristeza. — Soube que seria com a Sena Haruno.

— O quê? Mentira! — A loira pôs a mão na boca, devidamente surpresa, sem conseguir acreditar no que escutou. — Isso é um escândalo! — riu de nervoso.

— Sim, é, e sinceramente não sei o que ele viu nela — concordou, girando a sombrinha, estava com uma expressão de deboche. — O que fazer, não é? Perdemos mais um partido incrível, e pra piorar, para ela, de novo.

— Ah, mas… — a loira parecia pensar. — Não… Não irei perder o Sasuke Uchiha para ela, não mesmo! — concluiu com o olhar distante.

— O que pensa em fazer, Samui? — a outra parecia tensa ao perguntar.

Samui riu.

— Logo, logo você irá saber — respondeu e as duas gargalharam.

Sakura estava tão distraída na conversa que só ouviu o relinchar do cavalo e quando olhou, viu o animal com as duas patas para cima em sua direção, a mesma gritou assustada e Mebuki segurava a filha, a mesma mal pôde ouvir os gritos de “cuidado” que eram ditos para ela.

Só viu o pé de um homem dando leves chutes no animal, sem machucá-lo.

Seu coração acelerou, nunca viu como um cavalo podia ser tão perigoso e ao mesmo tempo tão assustador, sua respiração ficou afobada, estava se sentido agoniada e não conseguia se mexer, estava congelada, se aquele animal a pisoteasse, não sobraria nada dela, nada mesmo.

Ainda ganharia um rosto amassado de brinde, ficaria linda.

Ou não.

— Calma, calma, Jock — disse, tentando acalmá-lo, a voz era grossa e fria, parecia já ter escutado-a em algum lugar.

— Ei! — veio outro homem atrás, gritando, o mesmo estava correndo e quando se aproximou, apoiou suas duas mãos no joelho, tentando respirar.

O cavalo se acalmou e Sakura caiu no chão, nervosa.

— Você está bem? — a voz soou no seu ouvido como se a ferisse de tão gélida que foram as palavras proferidas.

Levantou o olhar com raiva, avistando o mesmo homem que encontrou na Igreja, franziu o cenho pensativa, era mesmo ele? Era ele o homem que viu cheio de ódio? Concentrou-se em estudá-lo por completo.

Logo sua raiva se dissipou, quando seus olhos encontraram os deles, ficando presa naquele mar de escuridão, talvez fosse impossível lê-lo, mas até ali, naquele momento o olhar mostrava a mesma coisa que a primeira vez.

Ele estendeu a mão para ajudá-la a se levantar, mas Sakura estava perdida no olhar dele, como se o mesmo tivesse o intuito de prendê-la.

— Não quer ajuda? — perguntou com a voz grossa.

Logo ela balançou a cabeça, acordando do transe e aceitou a ajuda. O mesmo puxou-a delicadamente, fazendo-a levantar, mas sem querer Sakura tropeçou na ponta do vestido, caindo com os dois braços apoiados no peitoral do homem.

A rosada sentiu o rosto corar e o coração acelerar de nervoso, não queria se encontrar naquela situação no momento, apesar da voz, do olhar, do toque e das expressões serem frias e sérias, seu corpo era quente e caloroso.

O homem — desconhecido para ela — coçou a garganta, fazendo-a se afastar.

— Oh, desculpe — pediu um tanto envergonhada.

— Oh! Você? — perguntou um homem extremamente branco de cabelo curto e preto, com olhos negros que davam um contraste em sua pele pálida, deu um sorriso falso e a abraçou.

Sakura ficou sem entender por dentro, mas não podia demonstrar isso por fora.

— Oh, sou eu! O Sai! Não lembra? — perguntou, apontando para si, fingindo estar indignado.

Sakura deu uma risada natural e fingida.

— Claro que me lembro, e é um prazer reencontrá-lo, mas já tenho que ir — disse, olhando para sua mãe. — Tenho muita coisa para fazer hoje — fingiu desanimo.

A Haruno logo após encarou o homem ao lado, que estava de braços cruzados, como se estivesse estudando-a e analisando cada parte dela, talvez ele a conhecesse também? Não podia vacilar, ela esboçou um sorriso brincalhão no rosto para ele, tentando fingir que também o conhecia e isso deixou-o surpreso, pelo visto.

— Bom, já vou indo, rapazes — Sorriu e virou-se para a mãe. — Vamos, mãe? — perguntou cordialmente.

As duas seguiram o caminho, Sakura nervosa e com medo de ter feito algo errado e Mebuki pensativa, distante.

Sai deu uma cotovelada no amigo e fingiu um sorriso, fechando os olhos, logo o sorriso sumiu.

— É, acho que devo concordar com você — disse, fitando a mulher que cada vez mais estava distante.

Notas finais
Eu espero que entrem nesse grupo, se não for pedir muito >< https://www.facebook.com/groups/178366319041101/?fref=ts