Noiva Em Fuga

4 Capítulo 3 - O casamento - parte 1


Notas iniciais
Tá aí! Mais um capítulo fresquinho pra vocês! Espero que gostem! E comentem, tá!!!

– Ah! Está tudo tão lindo! – dizia Érika, muito empolgada – Ficou igualzinho ao mangá, não ficou?

– É. Fizemos um ótimo trabalho! – disse Walker.

Todo ano durante a convenção de cosplay, alguma cena de mangá ou anime era representada por alguns dos fãs. Os membros organizadores do evento sempre alugavam um grande galpão, onde era montado um cenário de acordo com o que seria representado e esse ano a arrumação ficaria por conta da dupla.

– Mal posso esperar pra ver a minha cena favorita do mangá: o casamento de Misaki e Hikaru! – disse com os olhos brilhando – A Misaki, com seu senso de humor sarcástico e ferino e o Hikaru, que se irritava tão fácil com as provocações dela... – suspirou extasiada – Sabe, eles bem que me lembram o Shizuo-san e o Izaya-san! – falou pensativa. Walker revirou os olhos.

– Não começa com isso. Se algum desses dois ouve, você ‘tá’ perdida!

Érika o ignorou e continuou com os seus devaneios românticos sobre Shizuo e Izaya.

***S2***

– Toma! Vista isso! – disse Reiko, a tal garota irritante, lhe entregando um terno branco impecável e lhe empurrando para dentro de uma sala qualquer – Seja rápido! Você tem que estar no altar em quinze minutos! – e fechou a porta, antes que ele pudesse dizer qualquer coisa.

Shizuo estava surpreso. Ela não parecia um general, cinco minutos atrás, quando praticamente o implorou para que ele a ajudasse. Mulheres podiam ser bem estranhas às vezes! O loiro olhou para o terno em suas mãos e pensou nas últimas palavras que Reiko havia dito antes de fechar a porta.

– Ou eu vou ser sacrificado em algum tipo de ritual bizarro, ou... Não, não! – balançou a cabeça tentando afastar aqueles pensamentos – Espero que seja um ritual!

Trocou de roupa rapidamente e saiu da sala. Reiko o esperava, impaciente, e logo começou a arrastá-lo pelo corredor até parar em frente a uma porta-dupla, pôr um cravo branco em sua lapela e empurrá-lo porta à dentro. Shizuo congelou ao se deparar com a decoração do cenário, sua ínfima esperança de ser um ritual de sacrifício indo pelo ralo.

A “igreja” estava lotada de pessoas fantasiadas e todas olharam pra ele assim que ele passou pela porta. Engoliu em seco, nunca gostou de ser o centro das atenções. Deveria ter pedido maiores informações pra saber no que iria se meter antes de aceitar qualquer coisa!

***S2***

Assim que deixou o ateliê Izaya se misturou à multidão, tentando passar despercebido em meio àquele mar de pessoas fantasiadas. Tudo ia bem até ele chegar à metade da rua e perceber o olhar fixo de Shizuo sobre si. Ficou apreensivo.

“ Será que ele me reconheceu? Não... claro que não! Se tivesse me reconhecido já teria gritado o meu nome e jogado alguma coisa em mim! ” – concluiu com uma pontinha de alívio.

Aproveitou um momento de distração de Shizuo e apressou o passo. Já estava na entrada da rua – podia até ver os carros passando na rua principal – quando alguém agarrou seu braço e começou a puxá-lo na direção oposta. Por um segundo pensou que fosse Shizuo, mas não, era uma garota usando uma peruca cinza e vestida de freira, tentou se desvencilhar, mas ela o segurava tão firmemente que era provável que ficassem marcas. É claro que ele poderia se soltar se realmente quisesse – nem Shizuo conseguia segurá-lo por muito tempo — , mas isso poderia chamar a atenção de certo loiro que não perderia a oportunidade e o esfolaria vivo com toda a certeza!

Optou por se deixar levar pela garota para onde quer que fosse, assim , ficaria longe das vistas de Shizuo até que ele desistisse de procurá-lo e fosse embora. Era um ótimo plano. Simples e com uma enorme probabilidade de dar certo!

A freira – Yuno, ela disse se chamar – o levou para uma pequena sala com um sofá e várias cadeiras num canto, também havia uma mesinha contendo água, suco e alguns biscoitinhos caseiros, dizendo que precisava ir conferir se estava tudo pronto para o evento principal e voltaria em alguns minutos. Izaya não deu importância alguma ao que ela disse, simplesmente sentou-se no sofá com o pote de biscoitos no colo e começou a comer, calma e tranquilamente. Ficaria ali por meia hora, só por precaução

Cerca de vinte minutos depois, Yuno voltou dizendo algo sobre se apressarem por causa de alguma apresentação que estaria começando. Ela praticamente o arrastou pelo corredor até parar em frente à uma porta-dupla, dar uma inspecionada rápida no moreno e lhe entregar um buquê de rosas amarelas. Tudo aconteceu tão rápido que Izaya nem teve a chance de sequer abrir a boca e no minuto seguinte já estava sendo empurrado porta à dentro.

Notas finais
Que maldade! Acabar o capítulo logo agora! he he Não me odeiem, gente! Comentem e esperem pelo próximo capítulo. Vou fazer o possível pra não demorar!!!