Noiva Em Fuga
26 Capítulo 25 - Perder uma aposta nem sempre é ruim
Notas iniciais
– Ma...is... hmmm... forte, Shizu-chan...! – o moreno pediu entre gemidos, abrindo mais as pernas e erguendo um pouco o quadril para que o membro de Shizuo fosse ainda mais fundo.
O loiro atendeu ao pedido e pôs ainda mais força nas estocadas. Izaya gemia e arfava cada vez mais alto, assim como o loiro. Já estavam naquilo há horas e nenhum dos dois parecia perto de estar satisfeito, parecia que não faziam sexo há meses, mas na verdade, a abstinência deles havia durado cerca de três semanas, tudo por causa de uma aposta que nenhum dos dois queria perder.
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***
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– Você não conseguiria se controlar durante o sexo, nem se a sua vida dependesse disso!
Os dois estavam deitados em lados opostos da cama, o loiro estava com a cabeça onde deveriam estar os travesseiros – que já estavam jogados no chão há bastante tempo – e Izaya estava com a cabeça no pé da cama, ambos ainda nus e suados por conta das recentes atividades. Haviam se passado dois dias desde que haviam tido aquele “encontro” no qual Izaya ganhou um globo de neve – que inclusive, havia ganhado um lugar no criado-mudo bem ao lado da cama do moreno – e o loiro acabou indo até Shinjuku com uma desculpinha esfarrapada de estar passando ali por perto. Izaya riu, óbvio, mas não iria recusar uma incrível noite de sexo.
– Conseguiria sim!
– As marcas roxas espalhadas pelo meu corpo completamente dolorido, dizem o contrário.
– Como se você não gostasse.
– Isso não vem ao caso. A questão é que você não conseguiria se controlar por uma noite inteira.
– Conseguiria sim se eu quisesse. – sorriu de canto – Nenhuma mulher nunca reclamou de dor. – provocou. Tanto ele como Izaya não gostavam de ouvir sobre os relacionamentos anteriores um do outro.
Izaya estreitou os olhos e se arrastou na cama até estar sobre o loiro, se sentando em seu quadril.
– É claro que elas não sentiam dor, aposto que mal conseguiam te deixar excitado... – deslizou a ponta do dedo pelo abdômen do guarda-costas, contornando suavemente os músculos daquela área – Seria mais fácil você acabar dormindo do que perdendo o controle com alguma delas... Diferente de mim, é claro.
– Não fique se achando, verme, a diferença é que você merece sentir dor. – subiu as mãos pelas coxas do moreno e apertou-as com força.
– Admita, Shizu-chan, eu sou o único que te excita à ponto de te fazer perder o controle. – desceu a mão até a virilha e apertou suavemente o membro do loiro, sentindo-o endurecer entre seus dedos.
– Você não é tão irresistível assim. – mentiu. Izaya riu, completamente descrente.
– Você não conseguiria viver sem esse meu corpinho, Shizu-chan. – continuou movendo os dedos ao redor da ereção do loiro.
– Não confie muito nisso. – mentiu novamente, levando dois dedos até a entrada do moreno e o penetrando – É você que não conseguiria ficar muito tempo sem abrir as pernas pra mim.
– Quer apostar? – Shizuo arqueou uma sobrancelha – Vamos ver quem resiste por mais tempo? – propôs o moreno.
– E quem me garante que você não vai trapacear? – colocou o terceiro dedo e continuou movendo-os lentamente.
– Você não disse que eu não conseguiria ficar muito tempo sem abrir as pernas pra você? – passou a ondular o corpo lentamente sobre os dedos de Shizuo, provocando-o.
– E não consegue mesmo! – deslizou a outra mão pela cintura do informante e apertou-a com força.
– Se tem tanta certeza... – passou a língua pelos próprios lábios e mordeu o inferior, deixando um gemido baixo e obsceno escapar por eles.
– Tudo bem então, vamos apostar! – retirou os dedos de dentro do informante e os substituiu por seu membro – É claro que eu vou ganhar! – inverteu as posições, ficando por cima e iniciando um ritmo intenso de estocadas.
***
Shizuo estava irritado, bem mais que o normal e fumando mais também, já estava no fim do segundo maço daquele dia. Havia se passado três semanas desde a aposta e o loiro estava completamente arrependido por tê-la aceitado, mas também não queria dar o braço à torcer, por isso estava tão irritado. Terminou um cigarro e logo acendeu outro, aquilo não estava adiantando, precisava de algo mais... empolgante para descarregar toda aquela frustração sexual.
– Shi-zu-chan!
O loiro parou de andar e deu uma longa tragada, expirando lentamente a fumaça para cima antes de se virar na direção do informante.
– Ainda vai precisar de mim, Tom-san? – apagou o cigarro e voltou a olhar para o cobrador aguardando uma resposta.
– Não, pode ir. – fez um gesto de descaso com a mão – Você esteve bem irritado o dia todo, melhor resolver logo os seus “problemas de casal”. – acenou em despedida e foi embora, rindo da carranca que Shizuo havia feito quando disse a palavra “casal”.
– Sentiu minha falta, Shizu-chan? – perguntou num tom irritantemente meloso.
– Não. – mentiu – Mas pelo visto, você sentiu a minha, não é? – pôs as mãos nos bolsos da calça – Diga, Izaya-kun, já está com saudades de ter meu pau enterrado bem fundo em você?
Izaya tentou ignorar o arrepio que sentiu pelo corpo só em ouvir aquelas palavras naquele tom baixo e arrastado, tão sexy na sua opinião.
– Não fique se achando tanto, Shizu-chan. – sorriu de forma cínica – Nós dois sabemos que sou eu quem vai vencer a aposta!
– Veremos. Agora que tal você dar o fora de Ikebukuro antes que eu te chute até Shinjuku?
– Que cruel, Shizu-chan! – fez bico.
– Já não disse pra você não aprontar na minha cidade?
– Não é culpa minha eu estar aqui hoje, Shizu-chan. Meu cliente insistiu.
– Seu cliente insistiu para que se encontrassem aqui em Ikebukuro e quando você estava indo embora, coincidentemente, acabou me encontrando aqui, quase em frente ao meu local de trabalho e bem na hora em que eu costumo fazer meu intervalo... Estou certo?
– Coincidências são incríveis, não acha? – disse na maior cara de pau, ele próprio não acreditava em coincidências.
Shizuo retirou os óculos e os guardou no bolso do colete enquanto um sorriso sádico se formava em seus lábios, arrancou a placa mais próxima e tentou acertar Izaya, que desviou facilmente.
– Não acredito em coincidências. – voltou a tentar acertá-lo, logo o perseguindo quando este começou a correr.
Izaya ria enquanto desviava das placas, lixeiras e máquinas de vendas automáticas que o loiro jogava em sua direção. Estava empolgado, brincar com Shizuo sempre fora algo excitante, não tanto quanto o sexo, mas como o loiro ainda não havia admitido que não viveria sem o seu delicioso corpinho, tinha que descarregar sua frustração sexual em alguma coisa. E além disso, Shizuo era um animal eternamente no cio, só precisava deixá-lo excitado o suficiente para que perdesse o controle e conseqüentemente, a aposta. Simples assim. Pelo menos na teoria.
– Nee, shizu-chan... – desviou de um poste que havia sido arremessado em sua direção e se aproximou do loiro, fazendo um corte em seu abdômen e se esquivando para a direita para não ser atingido por um soco – Admita logo que está morrendo de vontade de me foder bem forte. – conseguiu sussurrar as últimas palavras bem próximo ao ouvido do guarda-costas e se afastou novamente, por muito pouco não sendo pego pelo pescoço.
Shizuo ignorou a pontada de excitação em seu baixo ventre só por sentir a respiração quente de Izaya em seu pescoço e tentou socá-lo, acabando por abrir um buraco em uma parede quando o moreno se esquivou. Sabia que o cretino só o estava provocando para fazê-lo perder o controle e a aposta, mas se ele achava que seria assim tão fácil... estava muito enganado!
– A única coisa que eu quero é arrebentar essa sua cara! – ergueu uma moto que estava estacionada no canto da rua e jogou-a no moreno que impulsionou o pé direito em uma barra de ferro retorcida – por Shizuo – e saltou por cima – Mas acho que você quer que eu arrebente uma outra parte do seu corpo, não é mesmo? – sorriu de forma sádica.
– É claro! – respondeu irônico, mas acabou por dizer a verdade.
Três semanas completamente sem sexo depois de já ter se acostumado a passar noites inteiras transando com Shizuo pelo menos uma vez por semana, às vezes duas, não era nem um pouco agradável. Ele já estava subindo pelas paredes, como havia dito Namie, mas ainda tinha um resquício de auto-controle – que não duraria muito, diga-se de passagem – para tentar fazer o loiro perder a aposta antes dele. Seu celular começou a vibrar dentro do bolso e logo uma musiquinha um tanto irritante começou a tocar, era o toque de Namie.
– O que foi, Namie-san? Estou um pouquinho ocupado agora. – desviou de uma barra de ferro que Shizuo havia arrancado sabe-se lá de onde.
– É do seu interesse.
– Então diga de uma vez. – conseguiu abrir uma certa distância entre ele e o loiro e entrou em uma rua paralela, se escondendo atrás de um caminhão de mudanças.
– Seu prédio está interditado. Ninguém pode entrar lá.
– Como é que é? Por quê?
– Houve um vazamento de gás e há risco de explosões. Mal consegui pegar minha bolsa antes de sair de lá. Melhor arranjar um hotel por aí mesmo.
– Não posso. – deu uma espiadinha na rua, estranhando a demora de Shizuo. Será que ele havia passado direto? – Tenho pouco dinheiro aqui comigo e inexplicavelmente meus cartões de crédito se evaporaram da minha carteira. Você realmente pede pra ser despedida, não é?
– Eu? Eu não fiz nada. Se eu pelo menos soubesse a senha dos seus cartões...
– Namie... – disse em tom de aviso.
– Enfim, durma embaixo da ponte, em uma caixa de papelão, vá pedir abrigo ao Heiwajima... Não dou a mínima. A questão é que será impossível entrar no prédio hoje e amanhã, talvez só daqui a dois dias.
Izaya não acreditou nem um pouco naquela história, mas havia algo ainda mais estranho: o fato de Shizuo ainda não tê-lo encontrado ali. Deu uma nova espiada na rua. Nada. Será que Shizuo havia desistido de procurá-lo? Não, isso era ridículo. Ele nem havia tido a intenção de realmente se esconder, só queria alguns segundos para falar ao telefone.
– Izaya?
– Hm? – saiu de seu esconderijo com a intenção de ir procurar o loiro – Eu só estou pens-
Assim que pôs os pés novamente na rua principal foi atingido em cheio por uma máquina de refrigerantes, acabando por ser jogado a uns bons cinco metros de distância e deixando o celular cair no chão. Shizuo não havia desistido, apenas havia sido mais esperto.
O loiro foi se aproximando devagar, sem pressa alguma, e quando passou pelo celular de Izaya notou que a ligação ainda não havia sido encerrada. Pegou o aparelho do chão e o levou até o ouvido, continuando a se aproximar de Izaya, que estava com dificuldade para se levantar.
– Quem está falando? – perguntou de forma um tanto rude, achando ser algum “cliente”.
– Ora, ora... Como vai, Heiwajima-kun?
– Ah, então é você. – não foi difícil reconhecer o tom de voz irônico e malicioso da secretária de Izaya.
– O que houve com o Izaya? Por acaso o matou?
– Ainda não, mas ele não vai poder falar com você agora. – o loiro havia parado em frente ao informante que ainda não havia se levantado completamente, estava sentado no chão um pouco atordoado e pressionava a mão com força no lado esquerdo da cabeça. Pelo visto havia exagerado um pouco na força desta vez.
– Que seja. Só o lembre que ele não poderá voltar para o apartamento hoje, provavelmente só daqui a dois dias.
– Por quê? – franziu o cenho enquanto se abaixava para dar uma olhada no ferimento do outro, que resmungou algo sobre Shizuo não ser nem um pouco delicado com o ferimento dos outros.
– Houve um vazamento de gás no prédio e há risco de explosão. – ela explicou, estranhamente prestativa – Acho que ele estava dizendo algo sobre passar a noite na casa de um dos clientes... – comentou num tom bastante sugestivo, logo se despedindo e ouvindo um rosnado baixo como resposta.
– É feio se intrometer na ligação dos outros, Shizu-chan. – Izaya o repreendeu quando recebeu o aparelho de volta.
– Vamos logo! – o loiro simplesmente virou-se e começou a andar.
– Hã? Pra onde? – o moreno perguntou, realmente confuso.
– Pra minha casa.
– Quê?!
O loiro finalmente parou de andar, virou-se e o encarou de forma séria.
– Você não vai passar a noite na casa de nenhum cliente! – voltou a virar-se e continuou andando.
Izaya se arrepiou com aquelas palavras. Adorava quando Shizuo era possessivo em relação à ele. Um sorriso malicioso se formou em seus lábios, agora seria ainda mais fácil provocar Shizuo.
***
Algumas horas antes...
– E então? Vai me ajudar? – perguntou a voz feminina do outro lado da linha.
– Não sei não, não acho uma boa idéia me meter na vida do Shizuo.
– Qual o problema? Na verdade você o estaria ajudando, isso sim. – suspirou irritada – Izaya está me deixando louca! Ele está insuportável essa semana e tudo por causa dessa maldita aposta!
– Shizuo também está bastante irritado essa semana. Está bem difícil lidar com ele, principalmente hoje.
– Pois então!
Suspirou, dando-se por vencido.
– Ok. Eu ajudo.
***
Izaya estava irritado. Muito irritado. Seu plano de provocar o loiro até que ele o agarrasse e perdesse a aposta não estava dando certo. Maldito monstro imprevisível! Ele próprio já estava à um passo de perder o controle e provavelmente já teria perdido a aposta – ou não – se o loiro não tivesse ido se esconder no banheiro com a desculpa de tomar banho. Sim, desculpa, por que ele já estava lá há mais de uma hora e Izaya jurava ter ouvido alguns gemidos abafados vindo lá de dentro. Cretino desgraçado. Enquanto ele estava lá, se masturbando embaixo do chuveiro, o moreno estava ali, com uma dolorosa ereção no meio das pernas.
Bufou de raiva e foi até a cozinha preparar um chá, não iria se masturbar, vinha fazendo muito isso nos últimos dias e não estava adiantando muita coisa. Quando o chá ficou pronto pôs mel, um pouco de leite e bebeu, não era fã de coisas doces e nem de leite, mas gostava daquela mistura, o ajudava a relaxar e a dormir melhor. Terminou de beber o chá e voltou para o quarto do loiro, fazendo questão de se esparramar bem no meio da cama, Shizuo que fosse dormir no sofá ou então no outro quarto. Aquele covarde! Custava ter admitido de uma vez que não estava mais agüentando ficar longe do seu corpinho? Por que aquele loiro tinha que ser tão cabeça-dura? Bufou irritado novamente e virou-se para o lado direito, lado em que Shizuo costumava dormir, agarrou-se ao travesseiro do loiro e fechou os olhos, sentindo o cheiro dele por um longo tempo até que seu corpo se acalmasse e ele pegasse no sono.
***
Shizuo havia permanecido no banheiro por quase duas horas, não havia sido intencional, a culpa era toda de Izaya que havia decidido provocá-lo de todas as formas possíveis e imagináveis. Aquele maldito! Como alguém conseguia ser tão sexy bebendo um simples copo de água? Sua mão agora devia estar cheia de calos de tanto que havia se masturbado e toda vez que seu corpo se acalmava, seus pensamentos, de uma forma ou de outra, sempre acabavam em Izaya, ou seja, uma nova ereção no meio de suas pernas. Suspirou quando finalmente saiu do banheiro, já devidamente vestido e pronto para dormir, só queria se jogar na cama e... Oh, merda! Izaya estava deitado em sua cama, a cabeça sobre um dos travesseiros e agarrando possessivamente ao outro, estava usando roupas suas, que obviamente haviam ficado folgadas em seu corpo, os cabelos negros ligeiramente bagunçados, os lábios entreabertos... Era muita tentação! Mesmo inconsciente o filho da puta conseguia ser sexy!
Shizuo esfregou o próprio rosto com força e fechou os olhos, respirou fundo por diversas vezes e só então voltou a abrir os olhos, se aproximou da cama e tentou recuperar seu travesseiro para que pudesse ir dormir no outro quarto. Conseguiu tirar uma das mãos de Izaya de cima do travesseiro e quando ia tirar a outra, o moreno virou-se para o outro lado da cama, voltando a agarrar possessivamente o travesseiro e o braço de Shizuo junto, fazendo-o se desequilibrar e cair deitado na cama, perigosamente perto demais do informante. O loiro respirou fundo e tentou puxar o braço, mas parou quando o moreno se remexeu e começou a arfar em meio ao sono. Ficou preocupado, Izaya não costumava ficar tão inquieto, geralmente seu sono era tranqüilo e ele mal se mexia durante a noite. Talvez fosse um pesadelo.
– Shizu-chan... – sussurrou em meio ao sono e voltou a virar-se na cama, ficando de frente para o loiro e deixando seus corpos praticamente colados.
Shizuo arregalou os olhos ao notar que o outro estava duro. Ele não estava tendo um pesadelo, estava tendo um sonho erótico consigo! O membro que havia estado semi-ereto desde que entrou no quarto e viu o informante tentadoramente largado em sua cama, ficou completamente duro. Não conseguiu mais se segurar e beijou o moreno, que depois de alguns instantes correspondeu com bastante entusiasmo e pôs uma das pernas na cintura do loiro, começando a friccionar os membros um no outro. Shizuo gemeu e passou a beijá-lo de forma ainda mais lasciva, mordendo e sugando com força os lábios de Izaya, que estranhamente não havia acordado. O maior partiu o beijo e se afastou um pouco para observar atentamente o rosto do outro, estreitou os olhos e subiu uma das mãos pelas costas do informante por debaixo da camisa, sentindo-o estremecer com o toque e em seguida abrir os olhos, sorrindo de forma debochada.
O guarda-costas nem teve tempo de xingá-lo antes de seus lábios serem tomados com luxúria e mãos ágeis começarem a despi-lo, não perdeu tempo e fez o mesmo com o moreno, foram breves segundos até estarem ambos completamente nus. Shizuo virou um pouco o corpo, fazendo o informante se deitar de costas e passando a morder e chupar seu pescoço de forma quase violenta, logo descendo para os mamilos e os mordendo com força suficiente para arrancar sangue, deixando o líquido vermelho escorrer e limpando com a língua. Izaya gemeu alto e afundou as unhas curtas nas costas do loiro, não chegou a arrancar sangue, mas foi suficiente para romper a pele.
O loiro continuou deslizando a língua pelo corpo do moreno até finalmente chegar à virilha, ignorando completamente a ereção gotejante e penetrando a língua no orifício um pouco mais abaixo. O gemido de Izaya foi tão obsceno que Shizuo pensou seriamente que iria gozar só em ouvi-lo.
– Shizu-chan... – gemeu em tom de súplica. Não estava agüentando mais, precisava ter o loiro dentro de si ou acabaria enlouquecendo.
Shizuo entendeu perfeitamente o que ele queria, também não estava mais agüentando. Tirou a língua daquela cavidade e deslizou-a rapidamente pelo membro do moreno antes de se erguer um pouco e posicionar sua ereção pulsante na pequena entrada, enterrando-se completamente naquele corpo com um único movimento. Aquela sensação era maravilhosa, embriagante, e sinceramente não fazia a menor idéia de como havia sobrevivido por três semanas sem aquilo.
As estocadas logo de início foram rápidas e profundas e mantiveram-se assim até que ambos chegassem ao orgasmo, primeiro Izaya e logo depois o loiro. Não houve um momento para descansar, nem sequer recuperaram totalmente o fôlego e já estavam se beijando novamente de forma quase desesperada e já estando bastante excitados. O guarda-costas não perdeu tempo e penetrou-o de novo, estocando-o com força enquanto ainda se beijavam, sentindo puxões cada vez mais fortes em seu cabelo à medida que os movimentos se intensificavam.
Aquilo era muito, muito bom. Ter aquele loiro sobre si, entrando e saindo cada vez mais rápido, indo cada vez mais fundo, o fazendo sentir tanto prazer... Tinha vontade de se chutar quando se lembrava que a idéia daquela aposta estúpida havia sido sua. Aquelas três semanas de abstinência haviam sido um verdadeiro inferno e não fazia a menor idéia de como havia conseguido sobreviver por tanto tempo sem aquilo. Sua mente ficou em branco quando chegou ao seu segundo orgasmo, desta vez na boca do loiro, que havia gozado primeiro.
Izaya respirou fundo algumas vezes tentando acalmar as batidas aceleradas do próprio coração, inclinou um pouco a cabeça e viu que o loiro tentava o mesmo, ele estava deitado com a cabeça na altura de seu umbigo, os olhos fechados, a respiração ainda ofegante, alguns fios loiros colados na testa, o brilho de suor em cada parte daquele corpo... Deliciosamente tentador. Virou-se de lado e deslizou o pé pelas coxas do loiro até a virilha, acariciando lentamente o membro, que ficou duro em questão de segundos. Shizuo o puxou pelo pé, trazendo-o para cima do seu corpo e começando a beijar e a morder cada parte que alcançava. O moreno deslizou a língua pela orelha do guarda-costas e desceu para o pescoço, cravando os dentes com força naquela área até sair sangue, ao qual lambeu com lasciva antes de praticamente devorar os lábios do loiro num beijo de extrema luxúria. A ereção do maior foi novamente deslizada para dentro de seu corpo, moveu os quadris lentamente, apenas provocando, sentiu as mãos fortes de Shizuo apertarem suas coxas e subirem para sua cintura, uma delas escorregou até seu membro e começou a masturbá-lo vagarosamente, devolvendo a provocação. Loiro cretino. Se ajeitou melhor sobre o outro e começou a subir e descer, intercalando movimentos rápidos com alguns mais lentos, mas não por muito tempo, o loiro havia acelerado os movimentos com a mão, deixando-o cada vez mais perto de chegar ao ápice.
Só mais um pouquinho...
Izaya grunhiu e lançou um olhar irritado ao loiro quando a base de seu pênis foi fortemente apertada, impedindo-o de gozar. Shizuo riu – filho da puta! – e inverteu as posições, ficando por cima e saindo completamente de dentro do outro, para logo em seguida penetrá-lo com bastante força, fazendo-o perder momentaneamente o fôlego.
– Você estava acordado, não estava? – retirou novamente o pênis de dentro dele.
– Você quer mesmo... falar disso agora? – indagou, com a respiração ainda falha.
– Responda. – penetrou-o de novo, com ainda mais força. Izaya arqueou o corpo e gemeu alto.
– Eu... – respirou fundo – Eu estava dormindo. – o loiro o encarou cético – Eu estava! Pelo menos até você me beijar. – Shizuo estreitou os olhos e o moreno revirou os dele em resposta – Você perdeu, Shizu-chan! – sorriu de forma presunçosa, mas logo estreitou os olhos quando um sorrisinho cretino começou a se formar nos lábios do loiro.
– Então quer dizer que você estava mesmo sonhando comigo?! – o sorriso aumentou quando um leve rubor surgiu nas bochechas do informante.
– É c-claro que não! Por que eu sonharia com você? Aliás, seria um pesadelo e não sonho! – virou o rosto para o outro lado.
– Oh, é mesmo?! – outra estocada forte – E o que foi aquele “Shizu-chan...” – afinou exageradamente a voz para imitar o moreno.
– Você está imaginando coisas! E eu não falo assim! – estreitou ainda mais os olhos, irritado.
– Diga, Izaya-kun – mais uma estocada e deitou o corpo sobre o do outro – , o que eu fiz no seu sonho pra você gemer tanto, hã? – sussurrou próximo ao ouvido do moreno e assoprou de leve, vendo-o se arrepiar e gemer baixo, ainda se recusando a olhá-lo.
Izaya estava com vergonha, lembrava-se perfeitamente do sonho, mas esse não era necessariamente o problema, já estava acostumado a ter aqueles sonhos com o loiro, o problema era Shizuo ter tomado conhecimento deles.
– Adoro quando fica com vergonha. – mordiscou-lhe a ponta da orelha.
– Eu não estou com vergonha! – exclamou com certa indignação, seu rosto ficando ainda mais vermelho.
– Me dá ainda mais vontade de te devorar todinho... – mordeu o pescoço do informante – Pedaço por pedaço. – virou rosto do moreno para si e o beijou com luxúria, explorando avidamente cada canto daquela boca deliciosamente macia enquanto voltava a se mover dentro dele.
– Ma...is hmmm... forte, Shizu-chan...! – o moreno pediu entre gemidos, abrindo mais as pernas e erguendo um pouco mais o quadril para que o membro de Shizuo fosse ainda mais fundo.
O loiro atendeu ao pedido e pôs ainda mais força nas estocadas. Izaya gemia e arfava cada vez mais alto, assim como o loiro, que começou a se mover ainda mais rápido, visando acertar um único ponto em todas as estocadas.
Não demorou para que ambos chegassem ao orgasmo e desta vez, havia sido tão intenso que precisaram de vários minutos para se recuperarem e começarem tudo de novo. Ainda estavam longe de ficarem satisfeitos, três semanas sem sexo para duas pessoas já praticamente viciadas, é muito, muito tempo e eles fariam questão de recuperarem todo ele, de preferência, ainda naquela noite.
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